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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Tese Alfabetização estatística na licenciatura em Matemática: conhecimentos emergidos de uma oficina pedagógica / Érika da Silva Pereira - 2022. Identificar os conhecimentos prévios dos alunos do curso de Licenciatura em Matemática da UERJ/FEBF, relativamente à alfabetização estatística;.

Figura 1 – Estrutura do trabalho
Figura 1 – Estrutura do trabalho

Estatística e Matemática: origem, interseções e diferenças

Ou seja, os registros de pessoas escravizadas foram, nesses casos, catalogados para facilitar o controle de uma grande população. Assim, pode-se afirmar que existe uma relação muito íntima entre a produção científica em Educação Matemática e em Educação Estatística, mas sem uma relação de domínio da Matemática sobre ela (SANTOS, 2015) (Figura 2).

Educação Estatística e a licenciatura em Matemática: o papel político

No Brasil, o conteúdo de estatística foi acrescentado ao currículo de matemática do ensino fundamental a partir da década de 1990. Considerando que a BNCC prevê o ensino de estatística dentro da disciplina de matemática, pode-se deduzir que o conteúdo de estatística deveria fazer parte do currículo comum. parte da matemática. Programa de Matemática da IES.

Figura 3. Linha do tempo sobre a Educação Estatística
Figura 3. Linha do tempo sobre a Educação Estatística

A Educação Estatística e o modelo ideológico de letramento

Nessa perspectiva, o indivíduo educado utiliza suas habilidades de leitura e escrita para se adaptar às demandas da sociedade, constituindo o modelo autônomo de alfabetização que não leva em conta o contexto social do indivíduo. Por isso, o autor defende o modelo de alfabetização ideológica, pois acredita que “vivemos práticas sociais concretas nas quais operam diferentes ideologias e relações de poder.

Figura 4- Gráfico sobre inflação do Brasil
Figura 4- Gráfico sobre inflação do Brasil

Estudos sobre direcionamentos e práticas pedagógicas no ensino de Estatística

  • Sistematização da busca
  • Estudos que tratam sobre o letramento estatístico na formação do professor
  • Estudos que tratam sobre o letramento estatístico no ensino básico
  • Interface entre os estudos apresentados e a dissertação

Em ambos os trabalhos ficou evidente a aquisição de conhecimentos sobre alfabetização estatística por parte dos professores participantes. Santana (2016), Souza (2020), Giordano (2016) e Silva, Silva e Almeida (2020) tratam de intervenções docentes realizadas no ensino médio com o objetivo de desenvolver a alfabetização estatística.

Figura 6 – Fluxograma de busca
Figura 6 – Fluxograma de busca

Os saberes docentes segundo Tardif

Dessa forma, o conhecimento docente é formado pela combinação de quatro tipos de conhecimento: disciplinar, profissional, curricular e experiencial. Os saberes curriculares, disciplinares e de formação profissional estabelecem uma relação de transmissor, portador e/ou objeto de conhecimento com os professores. Já os conhecimentos escolares (curriculares e disciplinares), aqueles transmitidos pela escola e pela universidade, não são determinados e selecionados pelo professor.

Dessa forma, é possível perceber um grande distanciamento entre o conhecimento experiencial e o conhecimento da formação profissional, pois o professor se depara com os limites de sua competência pedagógica ao ingressar na prática.

Este cenário retrata a importância da alfabetização presente no modelo estatístico de alfabetização de Gal (2002), pois é extremamente necessário que o indivíduo seja capaz de ler e interpretar mensagens em diversas situações (SOARES, 1999). O comentário de Marcela ilustra como a formação, seja no Ensino Básico, seja no Ensino Superior, não garante o desenvolvimento da literacia estatística. Por fim, o terceiro momento envolveu a introdução do modelo de alfabetização estatística de Iddo Gal (2002), relacionando-o com os exemplos de licitação salarial e assassinato de mulheres negras.

O objetivo desta atividade foi que os alunos compreendessem a literacia estatística através de exemplos práticos. Os alunos destacaram por unanimidade a importância da literacia estatística para que os residentes possam interpretar conscientemente as mensagens estatísticas. Paulo enfatizou o facto de que, infelizmente, o desenvolvimento da literacia estatística no ensino primário ainda não é recomendado.

Além disso, foi possível perceber que a assunção do modelo ideológico para a alfabetização estatística é fundamental para que os professores de Matemática possam atuar como leitores críticos quando se deparam com mensagens estatísticas que visam contribuir para a formação da cidadania. O desenvolvimento da alfabetização estatística através do uso do Geogebra: um estudo com professores de matemática.Revemat: revista eletrônica para educação matemática, [S.L.], v.

Figura 10 – Modelo de Letramento Estatístico de Iddo Gall
Figura 10 – Modelo de Letramento Estatístico de Iddo Gall

A perspectiva de D’Ambrósio sobre à educação matemática para a cidadania

Letramento estatístico segundo Iddo Gal

A alfabetização estatística é definida por Gal (2002, p. 1) como “a capacidade de interpretar, avaliar e comunicar informações e mensagens estatísticas”. A preocupação em descrever a natureza da literacia estatística decorre do facto de tal literacia consistir numa competência essencial para que os cidadãos atuem como consumidores de dados nos mais diversos contextos de leitura17. Gal (2002) afirma que as crenças e atitudes estão subjacentes à postura crítica e à vontade dos adultos de se envolverem mentalmente ou mesmo de assumirem riscos através de ações de literacia estatística.

No entanto, vale a pena sublinhar que é possível que alguém que não tenha alcançado todas estas componentes seja capaz de lidar eficazmente com as tarefas de interpretação de mensagens estatísticas e que, dependendo do contexto, os elementos da literacia estatística possam diferir.

Interface entre os autores e a investigação proposta

Para conseguir isto, o programa de formação de professores deve comprometer-se a criar um novo perfil de professor. Tardif (2014) destaca que para que esse novo perfil de professores seja criado é necessário romper a distância entre a realidade do chão de escola e a formação docente nas universidades. Recolha de dados sobre os elementos selecionados no ponto 2 e sobre as relações identificadas no ponto 3; 6.

Portanto, para a coleta de dados desta pesquisa serão utilizados dois questionários semiabertos (um no início e outro no final da oficina) e registros das falas dos participantes ao longo da oficina.

A pesquisa-ação

A pesquisa-ação caracteriza-se, assim, por não ser um método de aquisição de informações, mas sim um método que visa injetar informações na configuração do projeto. Além disso, o processo de sensibilização não se limita apenas aos resultados da investigação-acção, mas está envolvido em todo o processo de geração de dados. Além disso, Tripp (2005) reconhece que a pesquisa-ação corresponde a um tipo de pesquisa-ação, termo comumente utilizado para descrever um processo.

Dado que esta pesquisa se propõe a investigar para que o autor promova a ação no campo da pesquisa por meio de uma oficina, a opção pelo método de pesquisa-ação foi a escolha mais adequada. Vale ressaltar que este método possui muitas abordagens com pesquisas semelhantes à intervenção educativa, que são aquelas que visam discutir problemas e ideias relacionadas às pesquisas no campo da educação, que possuem intervenções.

Figura 11 – Movimento cíclico da investigação-ação
Figura 11 – Movimento cíclico da investigação-ação

O lócus e os sujeitos da pesquisa: o grupo focal

No entanto, o programa apenas descreve o conteúdo, sem qualquer indicação das abordagens de ensino a abordar, nem qualquer menção à literacia estatística. As disciplinas elencadas como Práticas Educacionais I, II, III e IV visam em seus conteúdos programáticos estabelecer vínculos entre os conteúdos matemáticos do ensino fundamental e médio com suas metodologias, fundamentações teóricas e históricas. Na Prática Educativa VI, pretende-se apresentar noções de metodologia de pesquisa e produção de textos científicos, com o objetivo de conclusão do curso.

Barbosa (2018) relatou que os estudantes de graduação se aprofundam na reflexão sobre o uso dos números, bem como na utilização simultânea dos conceitos de antecessor e sucessor e de reta numérica como recurso didático – ainda que com vocabulário informal.

Etapas da oficina

Questionários

No que diz respeito à abordagem da Educação Básica, considera-se que a experiência de ensinar como aluno pode influenciar a prática como professor (TARDIF, 2014), por isso é oportuno investigar. De acordo com a trajetória de pesquisa citada acima, o Questionário A antecedeu os encontros síncronos, enquanto o Questionário B teve sua construção condicionada ao andamento dos encontros, pois as questões foram baseadas em questões que emergiram de sua análise inicial com o objetivo de funcionar como uma avaliação do tipo oficina pedagógica. As quatro questões que compõem o Questionário B – disponível no Anexo C – perguntam a opinião dos alunos sobre a importância dos conhecimentos discutidos nos encontros da oficina para a formação e atuação profissional futura, além da questão da percepção dos alunos sobre o conhecimento estatístico.

Encontros Síncronos

Desta vez os dados serão apresentados de forma que a comparação entre os estados seja justa, já que a taxa leva em conta a proporcionalidade da estimativa populacional. Os dados apresentados acima mostram que a taxa de homicídios de mulheres negras é superior à taxa de todas as mulheres em todas as unidades federativas da região Sudeste. 19 Segundo Love (2019), o conceito de interseccionalidade nos mostra como diferentes níveis de opressão e/ou poder podem se sobrepor.

A apresentação de imagens com relação de independência, conexão mútua e inclusão entre a Educação Matemática e a Educação Estatística para os alunos darem sua opinião e em seguida, a exposição da relação de intersecção proposta por Santos (2015), na figura 2, para dar reflexões sobre as características da Educação Estatística.

Procedimentos de análise de dados

Além disso, os dados serão apresentados cronologicamente e divididos em três partes para cada encontro por tema. Além disso, através da análise, serão criadas conexões entre as respostas ao Questionário A e os debates do encontro, bem como a promoção – ou não – da mudança de ideias dos alunos através da oficina pedagógica. Em suma, espera-se que os procedimentos metodológicos por meio da análise dos dados possibilitem que a pesquisa atinja os objetivos propostos e seja capaz de responder ao problema de pesquisa que é, afinal, “De que forma uma oficina pedagógica pode contribuir para o Incoming de egressos de Matemática do A UERJ/FEBF desenvolve a alfabetização estatística numa perspectiva ideológica que abrange raça e formação de cidadania?”

Este capítulo apresenta a descrição e discussão dos dados da pesquisa de campo proposta, que contou com a realização de uma oficina com alunos de graduação do primeiro semestre do curso de Matemática da Universidade do Estado do Rio de Janeiro da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense. .

Questionário A

Este facto ilustra que os elementos básicos do conhecimento de Estatística e Matemática não foram suficientes para fazer tal distinção. Contudo, esta circunstância já era esperada tendo em vista que os conteúdos de estatística são ministrados pelo professor de matemática na educação básica, o que cria a percepção de que existe uma relação entre as ciências. Porém, pelo mesmo motivo, esperava-se que mais de dois alunos escolhessem a segunda opção, uma vez que o currículo escolar de matemática contém conteúdos estatísticos, o que pode causar a sensação de que existe uma relação de dominância entre as ciências.

Gabriela-Ensinar conteúdos de estatística que não aprendi bem (grifo nosso) Marcela- Acredito que o maior desafio será saber me expressar com clareza e ensinar de forma que os alunos entendam e se interessem.

Figura 14 – Pergunta 6
Figura 14 – Pergunta 6

Encontro 1

  • Momento 1 – Exemplo sobre proposta salarial
  • Momento 2 – Exemplo sobre homicídios de mulheres negras
  • Momento 3- Mensagens estatísticas divulgadas pela mídia
  • Momento 2 – Retomada da pergunta 8 e análise de competências da BNCC
  • Momento 3- Apresentação do modelo de letramento estatístico e da Lei 10.639

Vale destacar que assim que os dados foram apresentados, Gabriela questionou se houve pegadinha e se os dados eram confiáveis, e a pesquisadora afirmou que os dados estavam seguros. Porém, Gabriela respondeu que entendeu que a comparação foi justa, mas que ainda acredita que seria melhor usar dados apenas sobre mulheres, sem distinção de raça, já que o principal problema é a morte de mulheres. A fala de Guilherme revela novamente a importância de conhecer o contexto e assim foi observado como eles começaram a desenvolver questões críticas sobre os dados apresentados (GAL, 2002).

Portanto, após explicar o modelo, os exemplos dos assassinatos de mulheres negras e a proposta salarial – que foram novamente apresentados – a pesquisadora sugeriu que os alunos conectassem os elementos individuais da alfabetização estatística com os exemplos dados.

Figura 17  – Slide com rol de salários do exemplo
Figura 17 – Slide com rol de salários do exemplo

Questionário b

Marcela- Que a literacia estatística é essencial para que todos tenham os conhecimentos necessários para compreender os dados estatísticos. A pesquisa produziu onze trabalhos, sendo seis sobre alfabetização estatística na Educação Básica e cinco sobre formação de professores. Dadas as mensagens estatísticas apresentadas no questionário, os alunos não demonstraram possuir competências de literacia estatística.

Acredita-se que, por meio das discussões propostas, os alunos passaram a compreender a importância da inclusão das questões sociais na educação básica, o que reafirma a importância da alfabetização estatística. Compreendendo a alfabetização estatística entre estudantes de graduação em matemática: explorando dimensões críticas em uma situação de treinamento. Conhecimento estatístico por meio de sequências didáticas no ensino médio de uma escola pública do sul do Amazonas.

Figura 31– Gráfico com quantidade de homicídios de mulheres negras de 2012 a 2017 na região Sudeste
Figura 31– Gráfico com quantidade de homicídios de mulheres negras de 2012 a 2017 na região Sudeste

Imagem

Figura 3. Linha do tempo sobre a Educação Estatística
Figura 5 - Postagem do Twitter do ex-ministro e página da Wikipédia
Figura 6 – Fluxograma de busca
Figura 8 – Publicações sobre práticas e intervenções em letramento estatístico por ano
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Referências

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