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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Confissões de uma professora de educação religiosa afro nas escolas da cidade do Rio de Janeiro. Confissões de uma professora de educação religiosa afro em escolas da cidade do Rio de Janeiro / Patrícia de Oliveira Roif.

Figura 1 – Contra Cheque
Figura 1 – Contra Cheque

Audiência

Maria Bianca Leal conta o que considera ser a experiência positiva do estado do Rio de Janeiro com o ensino religioso. No caso do Ensino Religioso da cidade do Rio de Janeiro, optou-se pela federação mais antiga.

Macumba é o jogo de futebol que o professor da Vila Cruzeiro marca sempre

No edital publicado em 2 de março de 2012, foram convidados 45 católicos, 35 evangélicos, 10 espirituais e 10 denominações afro. Os espíritas não tiveram mais vagas e esse número de vagas foi para os católicos. No dia em que a diretora me contou sobre o concurso, uma aluna encontrou na minha mesa o livro Educação nos Terreiros, da professora Stella Guedes Caputo.

Descobri que a UEUB é na verdade o escritório de advocacia do Sr. Pedro Miranda foi, e que a UEUB foi a primeira federação de Umbanda do Brasil.

Aplicação da Lei. Minha chegada na escola

Disciplina essa em geral, realizada por professores que esperam que ela auxilie no controle social dos alunos, uma espécie de panacéia para preencher os espaços deixados vagos pela orientação educacional e pelas limitações das atividades escolares (CUNHA, 2007, p. 282). . Continuei dizendo que só trabalharia com alunos do quarto e quinto anos que se autodeclarassem AFRO, conforme consta do memorando que ela recebeu.

E eu sendo paga para nada fazer na escola

Na ausência de justificação, parece ter sido um pequeno número de professores que, durante a referida reorganização de 200477, pressionaram a SEE a reduzir o número de aulas de história e ciências do quinto ao oitavo anos de quatro para três horas-aula. semanalmente. Essa queda ocorreu ao mesmo tempo em que uma aula semanal de ER foi acrescentada à programação não apenas para a 5ª a 8ª série, mas também para o ensino médio, com professores recém-contratados. As escolas precisam de profissionais qualificados, de dinheiro para materiais didáticos e de reformas estruturais, e eu e todos os professores convocados para este concurso não sabíamos o que fazer durante todos esses meses.

Quando voltei no final do ano, o ritmo da escola era de festa de Natal, avaliação dos alunos, preocupação em não perder o décimo quarto salário.39 Meus colegas pediam muito para eu sair da escola.

Jesus nasceu no Conselho de Classe da escola. #Oremos

Ganhei um livro que falava sobre Jesus com um devocional que também falava sobre as bênçãos de Jesus. Estávamos de férias e no ano seguinte esperei que alguém me dissesse o que fazer e trabalhar. Quem seriam meus alunos, se eles realmente não existissem, ou se eu tivesse que incentivá-los a se declararem cursando uma disciplina que nem os professores sabiam o que fazer.

Lucinha, rituais e “carinho quente”

Minha convivência e experiência com esses professores me permitem dizer que professores católicos e evangélicos começaram a ministrar aulas em forma de catequese, ou iniciação à vida cristã, assim como fazem em suas igrejas. Assim como eu, os professores reclamaram do número quase nulo de alunos e da receptividade das escolas quando descobriram que se tratava de um ensino religioso afro-denominacional. Esta reflexão de Bâ permite-nos pensar o quão complexa é a criação de uma disciplina para a educação afro-religiosa.

Saí daquela reunião acreditando que os interlocutores e o SME entendiam os professores que reclamavam como aqueles que não queriam trabalhar.

Papelada para justificar o blábláblá

A gestão deverá promover a inclusão da disciplina de Ensino Religioso no currículo, de forma facultativa, através de reuniões, correspondência ou bilhetes, cartazes na escola e na comunidade, com campanhas realizadas pela CEC44, pela Associação de Moradores e por outros parceiros da escola. Enquanto a Educação Religiosa visa instrumentalizar a política de forma hegemônica, a Educação Moral e Cívica visa instrumentalizar o campo religioso com os mesmos fins hegemônicos, por meio da educação pública. O documento enviado pelo SME e numa reunião com professores do Ensino Religioso solicitava que as escolas que tivessem professores do Ensino Religioso desde 2012 e que tenham experiências de sucesso nesta área divulgassem estes resultados.

De acordo com as diretrizes do SME, a escola deve garantir que esta disciplina esteja livre de preconceitos em todas as reuniões com as lideranças e professores da comunidade religiosa.

Figura 4 – Autorização do ensino religioso
Figura 4 – Autorização do ensino religioso

Espaços de Formação

Na reunião anterior, alguns professores brincaram que não deveria haver trabalho no dia 13 de maio. Alguns professores do SME prepararam feijoada, que foi servida a um grupo de professores afro. Pai Luiz de Ogum fez uma oração pedindo aos Pretos Velhos que nos protegessem nessa empreitada que foi a educação religiosa.

E neste dia todos foram para casa felizes com a deliciosa feijoada preta velha do SME.

Pai Luiz e os causos do Ensino Religioso Afro

Os Fóruns de Ensino Religioso realizados sempre tiveram como pano de fundo a Campanha da Irmandade. Luizit se enche de orgulho quando diz que apesar das muitas lutas, hoje existe um grupo que trabalha em conjunto com a Educação Religiosa Afro de forma plural. No dia 16 de dezembro de 2013, todos os professores do Ensino Religioso foram convidados a participar de uma reunião na Escola de Formação do Professor Carioca Paulo Freire, que fica no centro do Rio de Janeiro.

Ilê Obá Oyó Trabalhamos com educação religiosa e tenho certeza que isso seria interessante para todos.

Carinhos quentes, editoras católicas, tudo laico #SQÑ

Lembrei-me da história que Pai Luiz contou sobre os problemas com representantes de outras religiões. A professora Lúcia Macedo contou uma história e no final as pessoas se abraçaram. Recebi um abraço do Padre Luiz que perguntou quem era meu santo.48 Respondi que era iniciado de Dandalunda49.

Ele acha que o povo de Oxum ou Dandalunda são idiotas que não lutam pelas suas ideias?

Oxum e Dandalunda. Uma pausa pertinente para conhecimentos culturais

Mas naquele momento vi nos meus olhos a delicadeza de Oxum e fiquei pensando no quanto discutia nas reuniões, discordando das sugestões dos demais integrantes do grupo e das ideias distorcidas sobre o negro e o candomblé. Meu santo avô, Antônio Lúcio Alves, conhecido como Tata54Anjoleci, é candomblé de origem Bantu55 chamado Kongo Angola. Por causa de todas essas redes, muitas das línguas bantu foram introduzidas na língua portuguesa usada no Brasil, e muitos dos nomes e fundações tradicionais e religiosos foram misturados.

Há um movimento crescente no estudo do Candomblé de origem Bantu e toda a sua contribuição para o povo brasileiro.

Na continuidade dos carinhos quentes

Ele prometeu que uma reunião teria lugar no início de 2014 com líderes e professores de educação religiosa. Razões de que não existe ensino religioso mais democrático que o nosso, que é dividido por credo. Padre Romão fala sobre a possibilidade de algumas pessoas terem uma visão negativa do ensino religioso.

Certamente, Padre Paulo Romão acredita na tarefa que Deus nos deu, que seria o Ensino Religioso.

Figura 5 - Agenda
Figura 5 - Agenda

Posso te contar uma história mesmo sendo segredo?

Claudia de Jesus: Disseram que não ficariam perto de mim para não saberem dessas coisas. 60 Como tenho experiência com o Candomblé, posso afirmar que a vestimenta descrita por Claudia de Jesus não é Candomblé. Não consegui explorar mais por que Claudia de Jesus disse que alguns Candomblés prejudicam as pessoas colocando seus nomes em cabeças de boi.

Andressa começa dizendo que não tem medo do preconceito religioso, mas termina confessando que tem medo de ser xingada e ridicularizada na escola.

Figura 6 – Oficina do folclore 1
Figura 6 – Oficina do folclore 1

Cristiane de Oyá e seus colegas

Cada terreiro tem suas especialidades, as festas de erê costumam ter muitas atrações para as crianças, como doces, refrigerantes, bolos, salgados como o caruru. Quando a menina voltou para a aula, ela usava boné, canudos no braço chamados contra egum, cordões de contas e um kelê74 enrolado em uma tira de pano branco. Acredita-se que a cabeça humana é moldada por diferentes energias que estão ligadas a determinados elementos.

Cristiane contou que o pai brincava de búzio e cancelou algumas quizilas para que a aluna pudesse ir à escola e evitar problemas relacionados ao preconceito.

Figura 8 - Ensino religioso Afro 1
Figura 8 - Ensino religioso Afro 1

Muhamed, o mulçumano que foi orado

Bianca: Todo mundo fica me chamando de sapatão só porque minha avó, que é do centro, é sapatão. Edilaine com o pirulito, Muhamed de óculos, Kaue fazendo coração com as mãos de Bianca, Lucas com a mão no queixo, Vitória para Kaue fazendo coração com as mãos de Renata.

Não conta que sou da macumba, por favor? Fui violentada pelo demônio!

Aí todo mundo na favela falou que meu tio teve um demônio quando tocou na minha perereca. Já mudei de escola, mudei da casa do meu pai para a da minha mãe. Tio Anderson77 nem pode saber que estou comendo doce Cosme Damião e que vou.

Também me perguntei se esse silêncio se devia ao fato de esses especialistas concordarem com os preconceitos, considerá-los corretos e reproduzi-los no dia a dia.

Funk e macumba não são de Deus

A menina conta que nunca viu os pais ou mesmo a Santa Mãe com roupas características dessas religiões. Pedro: Lá de baixo (apontando para o chão e fazendo cara de nojo) Paulo: Meu filho. Os alunos dizem que ele é perturbador, os professores dizem que ele não consegue aprender nada e estão cansados ​​dele, a administração diz que ligou para a mãe dele na escola.

Pode ser que o aluno tenha dificuldades de aprendizagem, mas saiba se posicionar em relação à sua opinião.

Carine Santos sumiu da escola

O que foi posto em causa foi o prazo de 90 dias solicitado através de declaração da Mãe de Santo Dona Jupira. Entramos em contato por telefone com Dona Jupira com viva-voz ligado, que concordou que a menina estudasse. Fiz questão de fazer outro contato telefônico com Dona Jupira, que remarcou o encontro, desta vez com Carine presente no dia 24 de setembro às 12h50. Mãe de Santo também falou sobre o medo do preconceito na rua e citou o exemplo de um iniciado por uma amiga e sacudido no supermercado por um funcionário evangélico80.

Dona Jupira foi muito gentil e disse que ficou com a menina e a ensinou a cuidar da higiene pessoal, cuidar da alimentação diferenciada e ajudar na manutenção da casa onde Carine mora com o pai.

Racismo, preconceito e oficina do folclore

Logo um grupo de alunos ofereceu ao aluno para fazer parte do grupo para oferecer trabalho. A merendeira foi ao encontro de mim e da Roberta Costa para saber se ela era obrigada a fazer outra comida para o aluno. Ao mesmo tempo, a diretora pergunta se existe algum curso para ser professor de Ensino Religioso Afro.

Mostrei ao diretor a reportagem do jornal O dia que menciona o aumento no número de alunos matriculados no ensino religioso e a diminuição de 32% no número de alunos nas escolas que declaram sua religião como afro-brasileira.

Então a gente troca o Ensino Religioso Afro por oficina do folclore

Como as atividades que realizei com as crianças não tinham outro objetivo senão mantê-las ocupadas, utilizei este espaço para brincar de verdade com os mais pequenos. As professoras da pré-escola eram idosas e reclamavam muito de dores no corpo e falta de paciência na hora de levar as crianças ao parquinho. Aí a professora da minha única aluna aparece na escola e diz que esqueceu de liberar a menina para a aula de Educação Religiosa Afro.

A professora sempre esquecia de liberar o aluno ou fazia provas de trabalho em grupo no mesmo horário que o meu.

Racismo da diretora negra

Entre as diversas questões que contribuem para uma educação de qualidade está a diversidade étnico-racial que é trabalhada de forma coerente, sem os conflitos encontrados. Portanto, a escola precisa muito de professores com formação suficiente para atuar integralmente na Educação Integral do indivíduo. Para uma educação cívica com articulação política é necessário compreender a complexa história das escolas em relação aos negros no Brasil.

Os brancos eram erroneamente considerados mais civilizados, enquanto os negros eram seres não dotados de civilização.

Figura 13 – Redenção de Cam
Figura 13 – Redenção de Cam

África. O continente desconhecido na Educação

Podemos utilizar estes termos mesmo quando se trata de processos históricos vividos por diferentes nativos de África, mas sempre sabendo que não se trata de um todo homogéneo, mas sim de uma ideia geral que inclui vários indivíduos, em situações muito específicas. Por exemplo: podemos dizer “comércio de escravos africanos” – referindo-se à atividade econômica cujas mercadorias eram indivíduos nativos da África, conhecida em seus anos de declínio como “o comércio infame”.

A revolta dos professores de Ensino Religioso Afro. Pensando em desistir

Como os professores de educação religiosa afro têm poucos alunos, a situação de fortalecimento escolar é mais grave nesta categoria. O ano de 2016 começou e tomei uma decisão: este ano não trabalharei com educação afro-religiosa nas escolas da cidade do Rio de Janeiro. De modo geral, o Ensino Religioso é defendido nas reuniões com os professores como Educação de Valor.

Se existe uma escassez tão grande de professores e o número de professores de educação religiosa afro é limitado, qual é a razão pela qual a educação religiosa é mantida nas escolas?

Figura 14 – Pedido de professora de ensino religioso Afro
Figura 14 – Pedido de professora de ensino religioso Afro

Imagem

Figura 1 – Contra Cheque
Figura 2 – Reunião de professores
Figura 3 - Mural de Natal
Figura 4 – Autorização do ensino religioso
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Referências

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