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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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A lei de cotas na perspectiva de estudantes do ensino médio de uma escola pública do Acre/Maythe de Bríbean San Martin Pulici. A lei de cotas na perspectiva de estudantes do ensino médio de uma escola primária em Akko.

Pesquisa bibliográfica: primeiros entendimentos sobre as cotas

Em seguida, foram escritos os mapas conceituais completos de cada texto seguindo o modelo abaixo mostrado pela FIGURA 1. Os mapas conceituais também facilitaram a interpretação dos dados empíricos que emergiram dos resultados da pesquisa de campo e que serão descritos no capítulo 4.

Tabela 1 - Categorias temáticas que emergiram das análises dos 121 textos
Tabela 1 - Categorias temáticas que emergiram das análises dos 121 textos

Pesquisa Etnográfica: ouvindo sobre a Lei de Cotas

  • Contexto Político-Geográfico
  • Loci
  • Sujeitos
  • Permanência no campo
  • Instrumentos de Coleta de dados
  • Processo de análise dos dados

A permanência no campo da pesquisa ocorreu inicialmente entre os meses de outubro e dezembro de 2015, fase da pesquisa em que os sujeitos participantes estavam concluindo E. Porém, embora o número de alunos que ingressaram nas Faculdades Privadas nos anos e 2018, estes os alunos foram descontinuados da participação como sujeitos de pesquisa por não terem acesso ao Ensino Superior pela Lei de Cotas.

Tabela 2 - Rendimento no IDEB de 2005 a 2015 - Região Norte.
Tabela 2 - Rendimento no IDEB de 2005 a 2015 - Região Norte.

Ética na Pesquisa

No Brasil, como em muitos outros países, entendia-se que as disposições legais das leis raciais por si só não garantiriam a inclusão da população negra na sociedade; Para conseguir isso, serão necessárias medidas activas, acções ligadas a medidas legais. Assim, entende-se que as ações afirmativas, aliadas às disposições legislativas, protegem de forma mais eficaz a população negra da exclusão por discriminação racial (TRINDADE, 1998).

Gráfico 1 - Distribuição da população por cor ou raça por autodeclaração
Gráfico 1 - Distribuição da população por cor ou raça por autodeclaração

Cota, Exclusão, Pobreza e Educação no Brasil

O acesso aos cursos universitários para estudantes do ensino fundamental no Brasil traz a marca da desigualdade e da exclusão. Não é, portanto, possível uma instituição tratar da escola sem antes falar dos sujeitos principais: os alunos. O Ensino Superior Público, por sua vez, não sofreu aumento significativo no número de vagas oferecidas, nem novos investimentos para atender à crescente demanda por vagas nessas universidades.

Dessa forma, fica clara a desproporção entre o número anual de concluintes e o total de vagas oferecidas no ensino superior, especialmente nas universidades públicas. Assim, fica claro que não há equilíbrio entre a oferta de vagas gratuitas e o número de egressos competindo entre si pelo ingresso na universidade.

Justificativa para Cotas Universitárias no Brasil

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a situação da população pobre no Brasil melhorou nos últimos anos (PNUD, 2017), o que se deveu a uma combinação de vários fatores, incluindo programas de renda mínima e redistribuição de renda. No Brasil, os programas de renda mínima visam os segmentos mais pobres da população, ou seja, aqueles abaixo da linha da pobreza, em níveis de subsistência ou de pobreza. Para Castel (1995), as políticas de renda mínima seguem uma lógica de discriminação positiva, ou seja, definem com precisão as áreas clientelistas e singulares do espaço social e desenvolvem estratégias específicas para elas.

O coeficiente, publicado pela primeira vez no documento "Variabilità e mutabilità" (em português: "Variabilidade e mutabilidade"), é utilizado desde 1912 como parâmetro universal para medir a desigualdade na distribuição de renda entre os países. Contudo, em relação a esta tese, é importante ressaltar que uma forma perversa de disparidade na distribuição de renda no Brasil também é caracterizada por um baixo nível de escolaridade.

A Lei de Cotas no Brasil: 70 anos de história

É importante mencionar que, até 2011, ou seja, antes da Lei de Cotas, as Universidades Públicas no Brasil já aplicavam uma política afirmativa para as minorias, onde 51 dessas Universidades utilizam cotas com variação de 5 a 50% na reserva de países. (SCHWARTZMAN; PAIVA, 2014). Contudo, este capítulo da tese trata especificamente da Lei de Cotas (BRASIL, 2012) e das discussões que envolvem a reserva de vagas em Universidades. Na análise mais geral dos textos examinados, observa-se que eles coincidem pelo fato de não haver consenso sobre a Lei de Cotas.

Destes, alguns foram publicados antes da primeira universidade brasileira a implementar um sistema de cotas raciais (Universidade de Brasília, UNB). Um texto de Bayme (2012) analisa as questões relacionadas à constitucionalidade das cotas raciais no Brasil e discute as dificuldades enfrentadas pelas universidades brasileiras na implementação da lei de cotas. De modo geral, esse tipo de cota foi examinado no âmbito da criação de cotas para alunos formados em escolas públicas a partir de 2012.

Essas premissas não se aplicam a estudos que tenham como foco apenas alunos egressos de escolas públicas, conforme definido no texto da Lei de Cotas.

Gráfico 2 - Desigualdade racial no Brasil e nos Estados Unidos, 1990-2010
Gráfico 2 - Desigualdade racial no Brasil e nos Estados Unidos, 1990-2010

As primeiras impressões

Ao comparar os alunos mais novos (16-17 anos) com os adultos (18-20), o sinal de desinteresse são as dificuldades que estes últimos encontram em algumas disciplinas. Na opinião do estudante, as cotas reduzem o número de alunos que as utilizam e que, por serem ‘iguais’ a todos os demais, podem disputar uma ampla concorrência e assim ‘chegar’. Como esta pesquisa é não intervencionista e bastante observacional, optou-se por não participar do debate entre os alunos e a professora, o que limitou o acesso a mais informações sobre como eles pensavam sobre Citações durante as discussões em sala de aula.

Observações de sala de aula foram apresentadas até este ponto do texto para ilustrar como o tema das cotas geralmente emergiu no contexto de sala de aula, mesmo antes de a pesquisa ser apresentada aos alunos. Essa constatação aumentou a necessidade de apresentar a Lei de Cotas aos alunos, a fim de compreender individualmente as impressões desses alunos sobre o tema e assim preparar as novas fases da pesquisa.

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 1

As cotas servem para ajudar pessoas com baixa renda familiar e cor da pele e para quem sempre estudou em escola pública (Aluno Ronaldo, 16 anos, turma 301). Eles responderam que sabiam o que eram citações, mas tinham pouco conhecimento ou estavam errados sobre o tema dos alunos. Nas universidades públicas, as cotas servem para garantir vaga para algumas pessoas, como negros, pessoas com deficiência, etc.

A cota serve para reduzir notas para que as chances de ingresso na faculdade sejam maiores (Aluna Bruna, 17 anos, turma 303). É interessante notar que esses alunos responderam à pergunta como se soubessem o que são cotas, mas responderam de forma diferente do seu entendimento jurídico.

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 2

Negros/Deficientes/Carentes 12 Negros/Indígenas/Deficientes/Alunos de escola pública 12 Negros/Indígenas/Carentes/Deficientes/Alunos de escola pública 9. Negros/Indígenas/Orientais/Deficientes limitados/Alunos de escola pública 1 Negros/brancos/Alunos de escola pública/ Indígenas 1. Quem?, do total de respostas, 75 alunos (33,78%) responderam que quem tem direito à cota são alunos de escola pública.

Desse total, os estudantes responderam que a cota para o ensino superior no Brasil é ‘exclusivamente’ destinada à população negra. Essa visão é justificada por uma combinação de fatores já explorados nos capítulos teóricos (2 e 3), mas se deve principalmente à luta dos negros contra o preconceito no Brasil e no mundo.

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 3

Sim, porque o ensino privado é muito mais desenvolvido e de melhor qualidade, o que prejudica os alunos da escola pública (Aluna Janaína, 18 anos, turma 306). Observou-se também que entre os 179 estudantes (80,63%) que nomeiam pessoas negras como legatários das políticas de cotas no Brasil, 95 (53%) concordam com esse critério para reserva de vagas em universidades públicas. Nestes casos, os alunos que participaram da pesquisa não mencionaram os demais critérios: Cotas sociais e para alunos egressos de escolas públicas.

Quanto ao critério de baixa renda, observou-se correlação entre os argumentos a favor das cotas para os necessitados e para as escolas públicas. Ou seja, alguns alunos que não responderam ‘escola pública’ como critério para reserva de vagas na resposta à questão 2 justificaram na questão 3 que concordam com a atribuição de vagas a alunos carenciados porque estes alunos não podem pagar aulas particulares. e são, portanto, obrigados a estudar numa escola pública que, por sua vez, acreditam, oferece uma educação de baixa qualidade, colocando o aluno em desvantagem competitiva.

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 4

Nesse contexto, a respondente considerou apenas o critério ‘Escola Pública’ quando respondeu à questão 4 – Você se vê como cotista? Acredita-se que a atenção da estudante se voltou para sua própria condição de estudante de escola pública num momento de reflexão sobre sua condição de cotista. Ou seja, acreditam que a cota do ensino superior é destinada à população negra e se reconhecem como tal.

Vale ressaltar que esses 35 alunos não representam o total de alunos que se declararam negros durante a pesquisa, mas dos alunos que se identificam como cotistas, 35 alunos são negros e acreditam que essa condição lhes dá direito à cota para o Ensino Superior. Educação.. A quarta e última conclusão relacionada à questão 2 é que 63 alunos (28,4%) não se veem como cotistas e deles não justificaram suas respostas, 8 alunos (3,6%) não se veem como cotistas porque eles se veem. nem todos os alunos do ensino médio estudam em escolas públicas e 6 alunos (2,7%) justificaram suas respostas por serem brancos, como disse o aluno Paulo: "Não, porque na minha matrícula sou considerado branco, portanto não sou membro da cota" (Aluno Paulo, 17 anos, turma 303) e os outros 15 alunos (6,76%) disseram que não se veem como alunos cotistas porque acreditam que têm condições de competir em igualdade de condições, o que.

Figura 4 - Resposta da Aluna Flaviane às questões 2, 3  e 4
Figura 4 - Resposta da Aluna Flaviane às questões 2, 3 e 4

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 5

Suas opiniões sobre as cotas são consistentes com as opiniões de seus amigos e familiares, o que levanta a hipótese de que ou o conhecimento desses alunos sobre as cotas decorre de suas relações extracurriculares, ou a opinião de seus amigos e familiares representa mais do que a opinião de seus amigos e familiares para a família. conhecimento recebido dentro. escola, levando-os a repetir o que pensam os pais e amigos, e não necessariamente o que pensam sobre o tema das cotas.

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 6

A Tabela 10 apresenta: nome fictício do aluno; classe de origem; 1. disciplina optativa, curso introdutório; A aluna justificou a escolha do curso de Letras – Português por querer ser professora e por adorar escrever desde cedo (aluna Larissa, 16 anos, turma 304). O curso de pedagogia foi abandonado porque Larissa acreditava que essa formação a levaria a cargos administrativos e não a sala de aula.

Ângela (18 anos, turma 305) mudou de opção pelo fato de não haver curso de odontologia na UFAC, porque ela ou sua família não teriam condições de pagar uma escola particular e também pelas dificuldades financeiras de permanecer em outra cidade. Porém, em entrevista realizada em 2017, Maurício disse quando cursava o 4º período de Engenharia Civil que estava satisfeito com a escolha e não se imaginava estudando outra coisa.

Tabela 9 - Escolha dos cursos de Nível Superior por aluno.
Tabela 9 - Escolha dos cursos de Nível Superior por aluno.

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 7

Maurício (aluno de 17 anos, turma 301) mudou sua opção de Engenharia Mecânica para Engenharia Civil após conversar muito com seus pais e alguns conhecidos, concluindo que Engenharia Civil seria mais para ele. Ele disse que na verdade, ao responder o questionário, não tinha certeza de qual das duas disciplinas preferia e acabou respondendo Engenharia Mecânica. Em entrevista realizada em 2016, Karina respondeu que escolheu Nutrição porque era muito procurada e Fabrício escolheu Educação Física porque gostava muito de fazer exercícios físicos e achava que seria um bom personal trainer.

Percepções dos estudantes sobre as Cotas em resposta a questão 8

Vozes dos estudantes em entrevista

Disponível em < https://educacao.uol.com.br/noticias em-3- anos-150-mil-negros-entram-no-ensino-superior-pela-lei-de-cotas.htm#comentarios.> . Disponível em: . Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Sociologia) Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2012.

Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas e Sociologia) - Instituto de Estudos Sociais e Políticos, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2012. Políticas públicas de ações afirmativas na educação e sua compatibilidade com o princípio da isonomia: acesso às universidades por meio de cotas para.

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Tabela 1 - Categorias temáticas que emergiram das análises dos 121 textos
Figura 1 - Modelo do Mapa Conceitual utilizado
Tabela 2 - Rendimento no IDEB de 2005 a 2015 - Região Norte.
Figura 2 - Fachada do prédio da E.E. Prof. José Rodrigues Leite
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Referências

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Este artigo tem o objetivo de contribuir para as reflexões sobre o impacto da privatização do sistema estadual de saúde do Estado do Rio de Janeiro no cotidiano do trabalho