Dissertação apresentada, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre, ao Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Relações escravas em anúncios de prestação de serviços no tribunal pós-abolição / Lanna Camila Oliveira dos Santos. Gostaria de agradecer à minha orientadora Marilene Rosa Nogueira da Silva pela dedicação com que me orientou e aos professores do Programa de Pós-Graduação em História da UERJ, que enriqueceram minha formação compartilhando seus conhecimentos.
Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2015. Para a pesquisa utilizei como fonte principal o jornal O PAIZ, que era distribuído em toda a zona urbana do Rio de Janeiro Janeiro (1884 até 1939). Para fins desta pesquisa, utilizei principalmente o jornal O PAIZ, de grande circulação no Rio de Janeiro (área geográfica que incide esta tese), analisando anúncios diários de 1887 a 1890.
Dos anúncios de prestação de serviços - aluguel, presentes no jornal O PAIZ que circulou de 1884 a 1939 no Rio de Janeiro, capital do império monárquico liberal e vitrine da nação da recém-criada república, aqueles referentes ao foram selecionados para análise os anos de 1887 até 1890. Em seguida, busca-se compreender o papel desempenhado pelo movimento abolicionista na cidade do Rio de Janeiro, conforme afirma o Jornal O Paiz.
O trabalho e a rua e a casa: Inicio com um panorama da Cidade e suas múltiplas espacialidades e nomadismos identitários nos anos finais do século XIX. Direciono o olhar
Sua análise mobiliza as teorias raciais que os intelectuais brasileiros teriam produzido por meio de pensamento original (e não de mera cópia), para responder questões específicas sobre a realidade brasileira. Em seu diálogo com o cientista Stanley Elkins61 vemos a imagem de um Brasil harmoniosamente integrado à sociedade (década de 1950) e a subsequente onda revisionista em que os papéis foram invertidos nos dois países. A revista no Brasil no século XIX: a história da formação das publicações, do leitor e da identidade dos brasileiros.
Mas a imprensa entre os povos livres não é apenas um instrumento de visão, não é apenas um aparelho de visão, a serviço de um único sentido. Os equipamentos necessários para a realização da primeira tipografia chegaram aos armazéns de um dos navios que transportaram a corte para o Brasil. Mas a cultura da produção e do consumo não pode ser criada de um dia para o outro, pelo que é necessária uma breve interpretação deste momento para melhor compreender tanto a imprensa como o público a que se dirigiu nos últimos anos do século XIX.
Vale ressaltar que a Gazeta do Rio de Janeiro foi fundada em 1808 e é considerada o primeiro jornal do Brasil, que segundo Costa era um “diário oficial”. De modo geral, na segunda metade do século XIX, no Brasil, os jornais se profissionalizaram, dando um novo sentido ao jornalismo, que passou a produzir discursividades. Outros importantes e renomados intelectuais escreveram em O Paiz, imprimindo a marca distintiva de um jornal de oposição, mas que tinha livre acesso em todos os meios, em grande parte pela sua linguagem.
De forma geral, podemos observar o fato do jornal se manter estável durante o período analisado.
ANUNCIO 5
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Rua Primeira de Março; Rua da Assembleia; O caminho certo; Rua da Misericórdia; Rua da Candelária; Largo da Batalha; Rua de Santa Luzia; Travessa do Paço; Rua do Ouvidor; Becco da Lapa dos Mercadores; Mercado de Rua; Rua da Quitanda; Rua Teófilo Ottoni; Rua Nova do Ouvidor; Rua Ourives.
Santana: totalizando 23 ruas em 119 anúncios sua fundação data do ano 1814, possuindo cerca de 67.537 habitantes no ano de 1890, com uma indústria desenvolvida o “comércio de
Santa Luzia-strand; Rua da Ajuda; Rua do Passeio (Largo da Lapa); Rua Evaristo da Veiga; Ladeira do Seminario; Rua Fresca; Rua do Carmo; Rua da Carioca; Becco da Carioca; Rua da Guarda Velha; Becco dos Ferreiros; Travessa do Costa Velho; Rua Barão de S. Gonçalo; Propositostraat; Santo Antonio-straat; Becco da Fidalga; Becco do Cairá; Rua Ferreira Vianna.
Santo Antônio: dentre os 113 anúncios desta freguesia foram aferidas um total de 13 ruas
Rua Barão do Flamengo (Largo do Cattete); Rua do Cattete; Bella Princezastraat (Cattete); Rua do Fialho (Cattete); Rua D. Salvador (Cattete); Rua Silveira Martins (Cattete); Rua Conde de Baependy (Cattete); Dous de Decemberstraat (Cattete); Russellstraat (Gloria); Rua Dr Correia Dutra (Cattete); Rua das Laranjeiras; Rua do Ypiranga (Laranjeiras); Guanabarastraat (Laranjeiras); Largo do Machado; Paysandústraat; Rua Marquez de Abrantes; Rua da Pedreira da Candelaria; Largo da Gloria; Rua da Lapa; Rua Carvalho de Sá; Ladeira da Gloria; Flamengo Beach; Rua Conselheiro Bento Lisboa; Rua Senador Vergueiro; Duque de Caxias-plein; Rua de Santo Amaro; Pedro Americostraat; Rua do Cosme Velho; Rua da Princeza Imperial; D straat.
Luiza; Rua da Gloria; Rua de Santa Thereza; Ladeira de Santa Thereza; Becco da Lapa; Largo dos Guimarães (Santa Thereza); Rua do Monte Alegre (Santa Thereza); Ulica Aurea (Santa Thereza); Rua do Oriente (Santa Thereza); Rua Dr. Ustanovljen leta 1856 in 1890 z 22.387 prebivalci, São Cristóvão predstavlja trgovino leta 1856 in leta 1890 z 22.387 prebivalci, São Cristóvão predstavlja redno trgovino, ki poudarja proizvodnjo stekla (»Companhia de Vidros e Cristais Brasil«)172 . Christovão; Rua de São Christovão; Rua General Gurjão (Ponta do Caju); Largo dos Lazaros; Ulice.
Rruga Haddock Lobo; Bulevardi njëzet e tetë shtatori; Rua São Francisco Xavier; Rua Conde de Bomfim; Rua Dezembargador Izidro; Rua Dr.Silva Pinto (Villa Isabel); Rua Barão de Mesquita; Rua Mariz e Barros; Vikonti i Itamaratit; Rua do Mattoso; Rua Barão de Itapegipe; Rua Visconde de Bomfim.
Em 1890 viviam nesta freguesia cerca de 17.421 pessoas; Sua principal característica é ser a freguesia rural mais importante do Rio de Janeiro com indústria e comércio. Até que ponto a imprensa teria participado dessa continuidade de uma ordem escravista, que perdura até hoje, quando só muito recentemente a situação das nossas trabalhadoras domésticas começou a ter sua regulamentação em pauta (PEC das Domésticas). O fato é que o trabalho desde muito cedo foi parte importante do cenário não só das ruas como espaço público, mas também do espaço privado, representado por um grande número de trabalhadoras domésticas numa sociedade forjada no colonialismo escravista, e que muitas vezes é armazenado no histórico de privacidade.
Ora, não nos desesperemos como Bouvard e Pécuchet, pois enquanto a sociedade exigir narrativas históricas, enquanto os homens precisarem de uma narrativa do passado para guiar as suas experiências presentes, continuaremos a ser necessários; acalmem-se senhores. No cenário urbano do Rio de Janeiro iluminado nas propagandas do Jornal O Paiz, problematizei o hibridismo de uma sociedade que buscava se redefinir no mundo do trabalho. Porém, mesmo tratando-se de uma temporalidade bem definida, é possível perceber os efeitos contemporâneos da fragilidade institucional dos trabalhadores domésticos, ou seja, dos trabalhadores domésticos.
Em última análise, nas palavras de Durval, “enquanto a sociedade exigir narrativas históricas, enquanto os homens precisarem de uma narrativa do passado para guiar as suas experiências presentes, continuaremos a ser necessários”. A imprensa é o espelho da civilização: representações sobre os jornais e os jornais da cidade do Rio de Janeiro nos últimos anos da escravidão. Você precisa de um pequeno, prefere um que saia da sua cabeça: o mundo do trabalho infantil no Rio de Janeiro pós-abolição.
Por uma casa de família e mais serviços: O trabalho doméstico na cidade do Rio de Janeiro no final do século XIX. Com esta ajuda tentaremos igualar pelo menos integridade de espírito, concórdia de espírito e firmeza de propósito; de bondade pública, tão generoso em sua generosidade para com todas as tentativas úteis; dos conselhos dos nossos companheiros da imprensa, tão habituados a animar os fracos e orientar os inexperientes, - desta tripla ajuda confiamos no nosso destino e esperamos a eficácia dos nossos esforços para glorificar a nossa terra. Devemos a informação pública concisa dos nossos esforços para cumprir a tarefa que empreendemos e da benevolência com que fomos homenageados.
A partir dos atos do poder público, das deliberações do Parlamento e da Assembleia Provincial do Rio de Janeiro, da Câmara Municipal do Tribunal e das decisões dos tribunais, proporcionaremos aos nossos leitores a comunicação mais rápida, precisa e completa. Não faltará ao público o seu romance, em folhetim, a partir do qual tentaremos fazer uma seleção que agrade ao gosto dos nossos leitores, a quem esperamos oferecer um desejo, neste género. Pela sábia indulgência dos nossos clientes, esperamos que eles nos revelem os primeiros erros, naturalmente inevitáveis, na distribuição da revista, e se dignem a dirigir-nos as suas reclamações por escrito.
Bons dias!
Pancrácio aceitou tudo; Ele até aceitou uma bofetada que lhe dei no dia seguinte por não escovar bem as botas; consequências da liberdade. Mas expliquei-lhe que o filme, sendo um impulso natural, não poderia anular os direitos civis adquiridos por um título que lhe dei. Meu plano está feito; Quero ser deputado, e na circular que enviarei aos meus eleitores, direi que, antes, muito antes da abolição legal, libertei um escravo em casa, na modéstia da minha família, um ato que comoveu todos que tinham notícias dele; que esse escravo, tendo aprendido a ler, escrever e fazer contas (simples suposição), torna-se então professor de filosofia em Rio das Cobras; que os homens puros, grandes e verdadeiramente políticos não são aqueles que obedecem à lei, mas sim aqueles que a antecipam e dizem ao escravo: você está livre, perante o poder público, sempre atrasado, instável e incapaz de restaurar a lei, basta dizer que . justiça na terra, para a satisfação do céu.
Boas noites