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Universidade do Estado Do Rio De Janeiro

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Academic year: 2023

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Memórias da Violência na Baixada: Tânia Maria Salles Moreira contra os Esquadrões de Extermínio 1990 a 2000, 124 f. Dissertação de Mestrado) Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, 2019. Como resultado, a atuação do Dr. Tânia Maria Salles Moreira na 4ª Vara especificamente prejudicada. Duque de Caxias.

TÂNIA MARIA SALLES MOREIRA

Memórias de Carla Maria

Tânia Maria ajudou as irmãs e pagou boas escolas para seis filhos, mesmo não tendo filhos. Carla acredita que o gatilho da segunda doença de Tânia Maria teria sido a lipoaspiração.

Figura 2 - Prontuário da Comissão Especial da Polícia Civil – Sebastião Marcolino de  Souza Filho (Tião da Mineira)
Figura 2 - Prontuário da Comissão Especial da Polícia Civil – Sebastião Marcolino de Souza Filho (Tião da Mineira)

Do Anjo Literário à Chacinas e Falcatruas

João Almeida falando sobre a queda nas vendas dos livros de Tânia Maria após sua morte pode ser contextualizada. Neste caso, o Sr. João Almeida demonstrou uma visão paternal de Tânia Maria durante a sua entrevista.

Os Direitos Humanos

João sobre a disputa trabalhista de Tânia Maria na 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, gerou publicidade diante dos ataques do Ministério Público contra grupos de extermínio. Tânia Maria e Tim Lopes tiveram um papel fundamental nessa altura nas questões dos grupos de extinção.

Drª Tânia e a Comissão Especial

Tânia Maria também denunciou os funcionários da controladora SOS Serviços Gerais Ltda como participantes de grupos de extermínio. Em Tânia Maria, em 1991, Pereira foi acusado da morte de dois policiais e de participação em grupo de extermínio.

Figura 3 - Prontuário da Comissão Especial da Polícia Civil – Jorge Oliveira de  Souza (De Souza)
Figura 3 - Prontuário da Comissão Especial da Polícia Civil – Jorge Oliveira de Souza (De Souza)

Tergiversar Político ou Judiciário?

José Claudio Souza Alves (2005 p.8) analisa a compreensão dos desdobramentos políticos que levaram ao referido embate entre Tânia Maria e Zito. Tânia Maria cita que no início do governo de Marcello Alencar foi dito em Duque de Caxias que sua segurança seria desativada a pedido do então delegado estadual e réu, ‘Zito’. Correu pela cidade a notícia de que Tânia Maria estava prestes a ser afastada compulsoriamente pelo governador.

A hipótese de interferência política é reforçada nas falas do livro sobre a percepção de Tânia Maria sobre sua permanência à frente da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, e também nos relatos de Ivanir dos Santos quando recebeu a visita de Tânia assim que ela saiu de um encontro com o então governador Marcello Alencar. Os embates entre o Ministério Público de Caxias através de Tânia Maria e o recém-eleito deputado estadual José Camilo Zito foram notórios e escandalosos. Não é uma tarefa fácil na pesquisa determinar um agente específico que seja totalmente responsável pelas dificuldades enfrentadas por Tânia Maria em sua missão contra os grupos de extermínio.

Há figuras públicas e agentes dos três poderes que em diferentes momentos revelam o perfil antagônico da história de Tânia Maria Salles Moreira nos depoimentos e documentos. Tânia Maria, enquanto estava na 79ª Zona Eleitoral, recebeu denúncia da então juíza Lúcia Maria Miguel da Silva Lima, que redigiu a denúncia de próprio punho em papel timbrado do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e a assinou ao final . Verifica-se então na pesquisa que as relações de poder tendo o cenário político como foco principal fortaleceram os esforços para limitar a atuação de Tânia Maria Salles perante a 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

Figura 4 - Cédula adulterada, catalogada.  (Enviado pela Juiza Lucia Maria Miguel  da Silva Lima para Tânia Maria Salles)
Figura 4 - Cédula adulterada, catalogada. (Enviado pela Juiza Lucia Maria Miguel da Silva Lima para Tânia Maria Salles)

Dra. Tânia, Frei Evaristo Spengler e as chacinas de Campos Elísios e Ana

Frei Evaristo Pascoal Spengler, foi um importante colaborador nas ações que Tânia Maria Salles passaria a implementar principalmente em Duque de Caxias. Disse ainda que em 1989, novecentas e dezenove pessoas foram assassinadas no município de Duque de Caxias. Tânia Maria Salles também relata em seu livro que as testemunhas foram à delegacia dizer que não conheciam os homens, mas que a mulher que apontou que quem iria morrer era Gleides, o Dadá.

A denúncia teria sido feita pela promotora Tânia Maria Salles, da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, durante depoimento na CPI da Assembleia Legislativa que investigava crimes de extermínio contra crianças e adolescentes. Para entender melhor a década de 1990, é importante remontar ao primeiro governo de Leonel Brizola e o que significaram as ações de Tânia Maria Salles para aquele governo que estava sendo criado. Nos últimos dias do governo Chagas Freitas, no final de 1982, o grupo de procuradores ao qual pertencia Tânia Maria Salles ingressaria na profissão.

A defesa dos direitos humanos daquele governo reforçou a atuação de Tânia Maria Salles. A maior parte das ações do governo em favor do conflito e do enfrentamento aos grupos de extermínio estavam de acordo com as ideias de Tânia Maria Salles, uma delas, a criação da Comissão Especial. Aí eu passei, ele quis falar com ela, e pediu para ela sair, para demitir a Segurança Federal, que ele ia assumir, a segurança do Estado do Rio de Janeiro, que ele insistiu, era uma honra para ele dar segurança à doutora Tânia Maria de Duque de Caxias, como era conhecida.

No entanto, esta seria uma das decisões mais desastrosas do governo em relação a Tânia Maria e seu confronto com grupos de extermínio na Baixada Fluminense. Esse esforço do governo estadual registrado na década de 1980 vai ao encontro da empatia demonstrada por Tânia Maria Salles para com o governador Leonel Brizola.

Figura 5 - Catalogado à pesquisa - Ficha da Comissão Especial sobre (Dino PM),  preso por atuação em grupos de extermínio (Inquérito 160/87 Cesp – 262/87 – 16ª  DP) Proc
Figura 5 - Catalogado à pesquisa - Ficha da Comissão Especial sobre (Dino PM), preso por atuação em grupos de extermínio (Inquérito 160/87 Cesp – 262/87 – 16ª DP) Proc

Marcello Alencar, Zito e falsas acusações

Zito era um velho conhecido da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias e portanto da Dra. Tânia Maria Salles. Suas movimentações já eram investigadas há muito tempo pela Comissão Especial e pela acusação de Duque de Caxias através do Dr. Agora. 28/11/93, p.30), informou que o presidente da Câmara dos Vereadores de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos, havia partido no dia 15 da noite anterior.

BPM da cidade de Duque de Caxias, onde foi preso há dois dias, suspeito de envolvimento no assassinato do subsecretário de Transportes e Municípios, Ary Vieira. Segundo o mesmo Gilberto, o então vereador Zito pretendia abrir uma ação contra a promotora Tânia Maria Salles Moreira da 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, que determinou sua prisão temporária. Seriam os ex-prefeitos de Rio Bonita, Aires Abdala e Duque de Caxias, José Carlos Lacerda, que tiveram problemas com as contas de seus municípios.

No mesmo caderno, ele resumiu a rápida ascensão do ex-proprietário de bar Zito, detalhando que o presidente da Câmara Municipal de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos Filho, era um típico “Prata da Casa”. Em 1996, ocorreram eleições municipais, e ainda no primeiro turno, em Duque de Caxias, o deputado estadual José Camilo Zito dos Santos, do PSDB, que contava com o apoio do governador Marcello Alencar, derrotou o líder do colégio eleitoral, Hydekel de Freitas, ultrapassado , com 34% a 29% de intenções de voto para prefeito de Duque de Caxias. Seria a segunda vez que o Ministério Público solicita a prisão de Zito, ordenada em 1994 pelo juiz do Cairo Ítalo França, ocasião na 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

Tentativas de desqualificação das investigações

Tânia Maria descreveu o que chamou de “o primeiro passo sério para prejudicar o trabalho que estava sendo realizado”, ocorrido em agosto de 1990, quando foi abordada pelo delegado titular do 59º DP, dr. Ronald Mendes Coelho, foi informado que três Homens acompanhados de um advogado compareceram ao Tribunal Distrital à sua procura, e segundo disseram, por indicação de uma autoridade. Tânia Maria estava na feira de Duque de Caxias, armada e acompanhada por três homens, também armados, procurando um deles, de nome Gilmar, e os outros dois seriam testemunhas do ocorrido. Tânia Maria pretendia obrigá-lo a testemunhar contra Pedro Capeta e chegou a oferecer-lhe “um Fusca em bom estado e um salário mínimo” em troca do seu depoimento.

Na sequência dos depoimentos destes homens, enviados à Procuradoria-Geral da República, foi instaurado um processo no qual Tânia Maria. Tânia Maria relata que quando tantos “seres inalcançáveis” foram presos, e percebendo que as histórias de tiroteios e violência não surtiram o efeito esperado, decidiram mudar a versão dos acontecimentos. Tânia relata que dois dias antes do carnaval de 1991, Ivo compareceu ao gabinete do juiz para dizer que Osmar, o policial que descobriu as irregularidades levadas ao conhecimento do mesmo magistrado, havia cometido diversos abusos de poder contra os assassinos e habilidosos. , além disso, ele havia iniciado um esquema de corrupção no setor de custódia, cobrando taxas dos presos para diversos fins e, o mais importante, que o dinheiro arrecadado seria compartilhado com o Dr. Tânia Maria Salles, porque, segundo ele, são amantes.

Ele disse que Osmar não aceitou dinheiro para fornecer regalias e benefícios aos assassinos, aqueles associados aos líderes da barraca de animais local, mas sim pegou dinheiro de outros presos para compartilhar com o Dr. Tânia Maria. Duas investigações foram iniciadas contra Osmar, uma por corrupção, para determinar se ele estava recebendo dinheiro de prisioneiros para compartilhar com o Dr. Tânia. Esses réus e seus defensores elevaram a vida de Tânia Marie ao impor-lhe falsas acusações, como se ela não pudesse ser mulher ou mesmo ter relacionamentos amorosos.

A Morte de Tânia Maria Salles Moreira

Tânia Maria Salles Moreira Chacinas e Falcatruas (Também ficou evidente na pesquisa como os integrantes dos grupos de extermínio, os criminosos do jogo do bixo e personalidades ligadas às escolas de samba, convergiram seus interesses para a política e gradativamente basearam suas ações no salão de Duque de Caxias, Câmara do Rio de Janeiro, Assembleia Legislativa e outras áreas do poder legislativo, executivo e até judiciário. Acontece que a federalização dessa proteção àquela que havia sido apresentada aos grupos de extermínio de forma persistente destacou falha do Estado do Rio de Janeiro em fornecer tal segurança A pesquisa mostra com depoimentos e documentação que Brizola ligou pessoalmente para a Dra. Tânia Maria e pediu que ela deixasse a proteção federal para ser protegida pelo estado do Rio de Janeiro e isso seria uma honra faça isso.

A Virtude do Sacrifício versus a Ciência das Transações: Tenório Cavalcanti e o Campo Político do Rio de Janeiro. Uma Oração pelos Jovens, Adriano da Gama Kury, 5ª edição, Rio de Janeiro, Casa de Ruy Barbosa, 1999. Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia - Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2001.

Como Nascem os Monstros: A História de um Ex-Soldado da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro: Topbooks, 2013. Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 16 de março. Imagens de Ordem, Vertigem ou Caos – o debate sobre políticas de segurança pública no Rio de Janeiro, nas décadas de 80 e 90.”

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Figura 1 - Prontuário da Comissão Especial de Polícia Civil – Jorge Alberto Neves  Bueno (Filho de Pedro Capeta)
Figura 2 - Prontuário da Comissão Especial da Polícia Civil – Sebastião Marcolino de  Souza Filho (Tião da Mineira)
Figura 3 - Prontuário da Comissão Especial da Polícia Civil – Jorge Oliveira de  Souza (De Souza)
Figura 4 - Cédula adulterada, catalogada.  (Enviado pela Juiza Lucia Maria Miguel  da Silva Lima para Tânia Maria Salles)
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Referências

Documentos relacionados

Erick Felinto, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro/RJ, Brasil Francisco Rüdiger, Pontifícia Universidade Católica e Universidade Federal do Rio Grande do Sul