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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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O eixo central da investigação é a compreensão da penetração das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDI) no cotidiano dos professores. Utilizo esse mecanismo para me aproximar dos professores e do uso que fazem das tecnologias digitais. É neste sentido, em busca da percepção e compreensão da penetração das tecnologias digitais no quotidiano dos professores, que esta investigação foi realizada.

Figura 1: Marcas com vida.
Figura 1: Marcas com vida.

Podemos afirmar que existe uma penetração das TDIC em nosso

GT e enfatiza as fragilidades na integração das tecnologias nas escolas e a necessidade de olhar além do “uso instrumental.24” A perspectiva era compreender essas práticas de uso das TDIC em situações de manutenção e/ou superação dessa lógica no contexto do ensino médio. . professores. Pode-se argumentar que a difusão das TDIC se dá em um conjunto de técnicas, práticas, atitudes e modos de pensar que estão envolvidos e influenciam as práticas, produções e criações dos seres humanos. Miranda (2000, p. 80) aponta três indicadores que comprovam a penetração das TDIC “no cotidiano das pessoas e no funcionamento e transformação da sociedade como um todo”.

Quando pensamos na sociedade atual, não podemos pensar nos usos das tecnologias separadamente das práticas cotidianas dos sujeitos. Um desses pontos vivenciados hoje – que consideramos emancipatório e que viabiliza a comunicação e as interações de múltiplas formas – foi percebido neste estudo como a superação da visão das práticas de TDIC como mecânicas ou meramente instrumentais. No processo de superação dessa lógica, começamos a compreender a difusão das TDIC em suas diversas formas que são utilizadas e reutilizadas.

Lemos (2008) considerará outros parâmetros da vida social que, segundo ele, não estão imunes à “desorganização da vida”, pois chamo a atenção para questões de informalidade no uso de tecnologias (TDIC). Nesse sentido, compreender os limites e possibilidades de penetração das TDIC no cotidiano do trabalho docente é um dos objetivos cruciais deste trabalho.

A formalidade e a informalidade no processo de aquisição do

Para Junqueira (2012), citando os estudos de Cuba sobre as TDIC nas escolas americanas, procura-se levantar outras questões no processo de investigação das dificuldades de implementação de tecnologias no cotidiano das escolas. Ao pensar nas diferenças entre educação formal e não formal, para formular a nossa questão, consideramos importante defini-las para pensar os usos das TDIC fora da escola. Podemos pensar em como as práticas dos professores dentro da sala de aula incluem práticas fora da escola.

Investigamos a ligação entre interferência, oposição ou contribuição entre as práticas cotidianas em relação ao uso das tecnologias digitais e o cotidiano da escola ou vice-versa, se essa exploração existe e como ela é realizada. As possíveis e complexas aquisições de conhecimento nesta área são muitas vezes esquecidas ou menos valorizadas, especialmente no âmbito escolar. Esta expressão trata de considerar os processos de ensino e aprendizagem nas escolas e outros espaços educativos apenas como uma dica, e há uma questão completamente submersa, muitas vezes referida ou não considerada.

O aspecto abordado nesta pesquisa de doutorado é compreender, no cotidiano das escolas e dos professores, se existem algumas características e potencialidades nesses usos informais que são potencializados pela penetração das tecnologias (TDIC) e ficam ocultos. Qual a contribuição das relações de interferência entre as práticas cotidianas dos usos das tecnologias digitais com o cotidiano da escola ou vice-versa.

O contexto da pesquisa em uma conjuntura de propostas de

Portanto, investigamos a partir de um momento de acompanhamento dos professores, o conhecimento de tais relações e a compreensão e usos da tecnologia nesse cotidiano formal-informal, além de como eles utilizam esse processo com os jovens do ensino médio. Para começar a problematizar de forma mais ampla, consideramos o papel das políticas públicas nesse processo, entrando no contexto de uma política pública, ou seja, “Reinventando o Ensino Médio”, no estado de Minas Gerais. No projeto “Reinventando o Ensino Médio”, no caderno de atividades, também estão essas questões, começando por uma análise da realidade e do eixo de mudanças que acontecem numa via de mão dupla, ou seja, o que transforma e exige transformações .

“Reinventar o Ensino Secundário” defendia os mesmos objetivos com ações que propunham uma nova organização, pois visavam responder aos desafios decorrentes da nova compreensão da escola pública. O ensino secundário não deve sujeitar a sua identidade às exigências dos ciclos de estudos subsequentes. O segundo princípio, que designamos por empregabilidade, não significa o ensino secundário profissional, que continuaria com o perfil e a oferta que hoje existem.

De acordo com os documentos orientadores de “Reinventar o Ensino Secundário”, e neste contexto sobre as práticas dos professores, este contexto de projeto foi ocasião para trabalho de campo. Bem como a formação de professores para o uso pedagógico das TDIC no processo diário de ensino e aprendizagem, como ‘Reimaginando o Ensino Secundário’ e ‘Educação Secundária Inovadora’.

Os professores e as Tecnologias Digitais de Informação e

Este instrumento serviu para reunir investigadores e professores e pensar em conjunto sobre a difusão das tecnologias no quotidiano escolar e na vida. A amostra aqui utilizada inclui 93 professores que responderam a questionários centrados na possibilidade de explorar esta diversidade de escolas e a difusão das tecnologias na vida quotidiana. Todos os professores faziam parte do projeto “Reinventando o Ensino Médio”, a maioria lecionava física, química, matemática, biologia, história e também eram pedagogos.

Esta atividade está a assumir proporções significativas devido à presença cada vez mais generalizada das tecnologias digitais de informação e comunicação (TIC) na sociedade, mesmo considerando que são acessíveis de diferentes formas às diferentes classes sociais. Embora não tenha sido utilizada em sala de aula, a maioria dos professores, quase 90%, afirmou acreditar nos benefícios das TDIC dentro da escola. Tecnologias na escola (infraestrutura); O contexto dos alunos; e resistência dos professores ao uso de tecnologias.

Por fim, quando questionados sobre o uso da tecnologia fora da escola, a maioria dos professores respondeu que sim. Acredito que a questão das tecnologias está intimamente relacionada com o estímulo e o desejo dos alunos.

Gráfico 1: Anos magistério.
Gráfico 1: Anos magistério.

A escola e os professores: aproximações do cotidiano de trabalho

O significado da escola para os alunos está intimamente ligado à integração escolar do aluno e à sua identificação com o professor e a escola. Nesta situação mais aberta, outro autor que foca a escola como instituição em transformação a partir das TDIC é Sibila (2012), que destaca a “crise” da escola derivada dos antigos mecanismos que já não conseguem mais funcionar. educar, numa sociedade em constante fluxo interativo. Este aparecimento e abordagem de investigação, ainda que de forma não linear, deve-se sobretudo ao contexto e às influências da difusão das tecnologias no quotidiano das escolas e dos alunos.

Essas foram as questões que marcaram presença no olhar, na vivência dentro da escola e nesta pesquisa. Nesse processo de integração ao cotidiano da escola, vivenciamos diversos processos que vivenciam essa incerteza, um dos quais é descrito a seguir. Essas questões dentro da escola estão sempre mudando e sempre precárias, sem diálogo com os professores.

Foi neste contexto que procurei outras perspectivas sobre a permeabilidade das tecnologias no contexto dos professores e das escolas. Ou na perspectiva de fazer parte da discussão e da escola como um todo, tanto organizacional quanto educacionalmente, com foco no tempo livre e na socialização.

Figura  6:Mapa  conceitual  area  de  empregabilidade  Tecnologias  Reinventando o ensino Médio
Figura 6:Mapa conceitual area de empregabilidade Tecnologias Reinventando o ensino Médio

Um pouco do cotidiano dos professores em processo de formação

Foi a partir deles que surgiu o outro professor de Física, com trabalhos envolvendo tecnologias no cotidiano da sala de aula, que se expandiu para outras possibilidades dentro do projeto de pesquisa. Outras questões estiveram presentes porque às vezes era um espaço mais descontraído e porque todos estavam juntos, raros momentos dentro da escola. Por outro lado, quando questionados sobre a utilização das redes sociais ou do telemóvel, todos confirmaram que o utilizam de forma intensiva, fora da escola.

Existe contribuição de uso não escolar ou profissional? Ao olhar para os jovens, discutiu-se muito sobre a importância da escola para os jovens, que se perde com o passar do tempo. Um professor de filosofia disse: “Na minha época tinha um significado mais definido; hoje não faz muito sentido”.

Por outro lado, um professor de Física 2, com uma perspectiva bem diferente, defendeu o trabalho com redes sociais digitais. O professor de Física 2 sentiu que precisava introduzir mais fortemente o uso das TDIC em sala de aula, para uma troca com os alunos, pensando muitas vezes na introdução do conteúdo e principalmente nas práticas desses alunos.

O professor e a cultura digital: práticas e processos

Entendendo o professor

O professor de Física 2 demorou muito para terminar, cerca de doze anos, e também fez o curso de engenharia elétrica, que também não concluiu por motivos diversos. Para o professor de física 2, a função de ampliar a perspectiva de um curso de formação continuada foi fundamental. Professor de Física 2) – Exatamente, deveria ter gostado mais, essa música ressoa em mim.

Professor de Física 2) “Nossa”, o que sempre me ajuda muito é que eu era professor de pré-escola, então tem que atrair o aluno. Professor de Física 2) Como tudo começou? Primeiro, o seguinte, qual era o problema da tecnologia, primeiro pensei:. Vou começar a fazer trabalhos de tecnologia agora, legal. Professor de Física 2) Descobrir que vários professores sempre “enfiaram o método de ensino deles na minha garganta” e eu, quando fiz a pós-graduação, descobri que sou designer instrucional de inteligências múltiplas e tenho isso e descobri que sou audio -visual, então devo aproveitar esse recurso.

Nas trocas em sala de aula, o professor de Física 2 utilizou diversas redes sociais digitais, como Facebook e YouTube, replicando-as em outras redes. Nessa perspectiva de abertura realizada pelo professor de Física 2 na produção de conteúdos, de acordo com a realidade dos jovens, foram feitas algumas questões referentes às conexões entre o aluno e o professor. Pudemos acompanhar o cotidiano dos professores no uso formal das TDIC e, no caso dos informais, contextualizar a informalidade nos processos formais e identificar alguns procedimentos de dois professores de física com o uso de tecnologias digitais. em sala de aula e suas relações e perspectivas na educação.

Os modos de uso contribuíram para o estabelecimento, entre outras coisas, da autonomia, das trocas contínuas, da aproximação intergeracional e da cumplicidade entre professor e alunos, oferecendo outras perspectivas às salas de aula e por meio de diferentes conexões no ensino e aprendizagem nas salas de aula do professor de Física. 2.

Figura 7: "A queda paçoca"
Figura 7: "A queda paçoca"

Imagem

Figura 2. Representação do professor.
Figura  4:  Frame  de  um  dos  vídeos  produzidos  com  os  professores  do  projeto
Figura 5: Frame de um objeto interativo produzido junto com os professores do projeto
Gráfico 1: Anos magistério.
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Referências

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No tocante ao letramento digital, Soares (2002) afirma que a interação com as tecnologias suscita mudanças cognitivas, sociais e discursivas, uma vez que as práticas de