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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Violência e segurança pública no Brasil: a produção acadêmica até aqui

A literatura sobre o Poder Legislativo no Brasil

Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentaram maior equilíbrio entre os poderes Legislativo e Executivo, demonstrando o caráter autônomo de suas respectivas assembleias. 5 Os estados analisados ​​foram: Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo.

A estrutura da ALERJ

8º São comissões permanentes da ALERJ: I - Comissão de Constituição e Justiça; II - Comitê de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle Financeiro, composto por sete membros; III - Comitê de Normas Internas e Propostas Externas; IV - comissão de emendas e vetos constitucionais; V - Comissão. XXIX - Comissão de Turismo; XXX - Comissão de Segurança Alimentar; XXXI - Comissão de Saneamento Ambiental; XXXII - Comissão de Pessoas com Deficiência; XXXIII - Comissão de Tributação, Controle de Arrecadação Estadual e Fiscalização de Tributos Estaduais; XXXIV - Comissão de Cultura; XXXV - Comissão de Defesa Civil; XXXVI - Comissão de Prevenção e Combate à Pirataria no Estado do Rio de Janeiro.

O processo legislativo na ALERJ

A tramitação das propostas

Prioridade. a) projetos de iniciativa do Poder Executivo, do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Conselho de Administração, de comissão permanente ou especial, ou de cidadãos; Ordinário Todos os projetos não enquadrados nas hipóteses acima Fonte: Regimento Interno da ALERJ.

Figura 1 - Fluxo de uma proposição
Figura 1 - Fluxo de uma proposição

Apresentando a 11ª legislatura

Em termos de escolaridade, o nível mínimo para os representantes da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro é o ensino fundamental completo. Por fim, em relação aos domicílios eleitorais, verifica-se que a maioria dos deputados que hoje ocupam cadeiras parlamentares no Rio de Janeiro, como era de se esperar, são da região da capital, região que, além do município do Rio, conta com os municípios de Niterói e São Gonçalo e Baixada Fluminense, que concentra 80% da população do estado.

Gráfico 1 - Distribuição por partidos políticos na legislatura 2015- 2015-2019 (out-dez/2016)
Gráfico 1 - Distribuição por partidos políticos na legislatura 2015- 2015-2019 (out-dez/2016)

A produção legislativa em números

As matérias das proposições

Por exemplo, a categoria ‘Armas e Drogas’ foi criada para divulgar projetos que tratam desses temas, que estão no centro de qualquer discussão sobre segurança pública e especialmente sobre a incidência de crimes mortais dolosos no contexto do Rio. de Janeiro e outros centros brasileiros. A categoria “Organização e funcionamento das autoridades de segurança pública”, por sua vez, inclui todos aqueles projetos que dizem respeito no seu âmbito à organização, estrutura e procedimentos adotados pela Secretaria de Estado da Segurança (SESEG), pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela corpo de bombeiros e, como ampliação do escopo, pela guarda municipal, além dos projetos voltados aos funcionários dessas instituições. Contudo, relativamente falando, existem algumas categorias que têm tido maior destaque, como os projetos que no seu âmbito dizem respeito às carreiras dos servidores públicos, que são classificados como “Direitos Empresariais”, e os projetos que visam estabelecer procedimentos relativos aos órgãos que são responsável pela segurança pública. .

Por outro lado, há um número menor de propostas que abordam a estrutura dos órgãos de segurança pública e apenas três projetos dedicados à formação dos seus agentes. Constituem conjuntos de propostas relativas às vítimas, ao sistema prisional, à regulamentação e à organização e procedimentos dos órgãos de segurança pública. Esses dados indicam a construção de uma agenda bastante específica relacionada à violência e à segurança pública por parte do Poder Legislativo do Rio de Janeiro.

Porém, para consolidar esta análise, na próxima seção será realizado um exame mais aprofundado desses projetos e seus temas e como eles podem contribuir efetivamente para a política de segurança pública do estado.

Gráfico 13 - Categorização dos projetos legislativos  relacionados à violência e segurança pública na ALERJ  (2015-2016)
Gráfico 13 - Categorização dos projetos legislativos relacionados à violência e segurança pública na ALERJ (2015-2016)

Analisando a agenda que se apresenta

Disponibiliza o sistema de busca de visitantes em presídios do estado do Rio de Janeiro. Declara a banda de músicos da Polícia Militar do Estado como patrimônio imaterial do Estado do Rio de Janeiro. Cria o sistema estadual de prevenção ao roubo e ao tráfico ilegal de bicicletas no estado do Rio de.

594/2015 Projeto de Lei Martha Rocha que institui o sistema de identificação balística para solução de crimes no estado do Rio de Janeiro. Cria legenda nos autos da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro chamada. Dispõe sobre a venda e o consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol do Estado do Rio de Janeiro e dá outras providências.

Dispõe sobre a criação de uma semana estadual de educação no calendário de eventos do estado do Rio de Janeiro para combate à violência nas escolas.

Tabela 4 - Cruzamento entre subcategorias dos projetos e resultado final da  tramitação
Tabela 4 - Cruzamento entre subcategorias dos projetos e resultado final da tramitação

Considerações finais sobre a agenda analisada

De acordo com a tipologia formulada para a classificação dos projetos, mais de 60% dos projetos apresentados em 2015 e 2016 visam editar leis tanto para a organização e procedimentos dos órgãos de segurança pública (42,2%) quanto para vítimas de violência no estado ( 23,3%).). . Por outro lado, os projetos dedicados às instituições responsáveis ​​pela segurança pública têm como foco principal a garantia de direitos corporativos aos policiais militares e civis e aos bombeiros militares. No primeiro caso, os “especialistas” – categoria que inclui não apenas acadêmicos, mas também ex-policiais que hoje são comentaristas de programas de televisão – são acusados ​​de terem cumprido a política de segurança pública do governo estadual ao apoiar o projeto da UPP.

O primeiro, sem conseguir identificar nenhum aspecto positivo nas UPPs, elenca o projeto e os especialistas a que se refere – um bloco que seria homogêneo, sem divergências entre eles, e que parece completamente acrítico em relação às UPPs – como fundamentais à manutenção de um modelo repressivo de segurança pública. Nesse sentido, existe uma oposição binária entre o conhecimento produzido pela polícia e o conhecimento produzido pela academia no campo da segurança pública. A CPI dos Autos de Resistência foi uma das três comissões parlamentares de inquérito conduzidas durante a actual legislatura cujos objectivos diziam directamente respeito à segurança pública.

Porém, ao analisar o desenvolvimento do trabalho da comissão, é possível verificar como o Legislativo pode ter alguma interferência na política de segurança pública do estado.

Contextualizando o problema

Justamente a partir do momento em que o governo do estado do Rio de Janeiro passou a assumir uma postura mais militante, os registros de “atos de resistência” aumentaram significativamente. Em estudo realizado a pedido das comissões de Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Cano (1997) constatou que entre janeiro de 1993 e julho de 1996 foram registrados 1.194 mortos e/ou feridos , em decorrência da ação policial, das quais 575 foram classificadas como “atos de resistência”. Esses dados coincidem com os apresentados por Verani (1988), desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em tese apresentada para habilitação de Docência Livre na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)40, trabalho que foi fez referência ao estudo de dados de resistência.

Segundo o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP), neste período mais de 10 mil pessoas foram mortas pela polícia no estado, em casos registrados como “casos de resistência”, e 347 policiais foram mortos. 39 É importante notar que até 1996 a investigação e o julgamento dos “relatos de resistência” eram de responsabilidade da Justiça Militar. Além disso, a referida resolução estipulou que as ocorrências deste tipo de casos deveriam ser classificadas em todo o país como “lesão corporal resultante de resistência à intervenção policial” ou “homicídio por resistência à intervenção policial”, conforme o caso, revogando os termos . “Auto de Resistência” e “resistência seguida de morte” nos estados onde ainda continuaram.

Contudo, uma das principais recomendações da Resolução é justamente a proibição de termos genéricos, como “registros de resistência” e “resistência seguida de morte” nos arquivos policiais, dada a importância dessas classificações no campo simbólico.

Tornando-se um problema público: a instauração da CPI

O parlamentar tomou a iniciativa de apresentar aos colegas da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, no dia 5 de agosto de 2015, pedido de criação de comissão parlamentar de inquérito para apurar as mortes causadas por policiais enquadrados no registro do “relatório de resistência”. .‖. Somente após a entrega do relatório final haverá oportunidade de abertura de nova CPI. Segundo assessor de um parlamentar (o mesmo citado no capítulo anterior e que preferiu não ser identificado), para evitar a abertura de investigação que possa ir contra os interesses do governo, membros da base governista podem iniciar o criação de CPIs com o mesmo objetivo, mas com seus aliados em posições-chave, ou que tratem de temas menos complexos.

Aqui, as reflexões de Gusfield (1981) sobre a criação de um problema público podem ajudar a compreender o processo que culminou na criação da CPI para investigar mortes relacionadas à polícia. Assim, o problema se tornaria público através do processo social de dramatização, onde performances, discursos, performances e ganho de visibilidade definiriam se este problema requer principalmente uma resposta pública, ou seja, do governo, independentemente de ser tão importante. muito, a realidade dos fatos. Assim, segundo o argumento, o problema nunca seria neutro, técnico e objetivo, mas sempre produto de uma ordem moral e cognitiva construída.

A criação de uma comissão parlamentar de inquérito para este fim representa o reconhecimento por parte de um segmento fundamental do Estado da relevância do tema.

Composição, estrutura e organização

Isto destaca o grau de desorganização do Sistema de Justiça Criminal do Rio de Janeiro e a falta de transparência que o caracteriza há muito tempo. Como mencionado anteriormente, foram elencadas as instituições que, por meio de seus representantes, seriam convidadas a se manifestar, a fim de contribuir para a compreensão da dinâmica dos casos de “resistência” no Rio de Janeiro. As páginas seguintes resumirão as principais questões levantadas no âmbito da CPI em relação às investigações dos casos de resistência no Rio de Janeiro e que nortearam a produção do seu relatório final.

É importante ressaltar que o Rio de Janeiro estava de fato em trajetória descendente. Outro problema tem a ver com o tipo de armas utilizadas pela polícia no Rio de Janeiro. Estabelecer legislação sobre parâmetros de recuperação material e psicológica às vítimas ou familiares de violência institucional no estado do Rio de Janeiro.

Este trabalho foi dedicado a compreender como o Departamento Legislativo do Estado do Rio de Janeiro tem contribuído nas questões relacionadas à violência e à segurança pública. Você matou meu filho!: Assassinatos cometidos pela Polícia Militar na cidade do Rio de Janeiro. A produção decisória do sistema de justiça criminal no Rio de Janeiro ontem e hoje: um estudo preliminar.

Gráfico 14 - Evolução das vítimas de autos de resistência  no Estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2015
Gráfico 14 - Evolução das vítimas de autos de resistência no Estado do Rio de Janeiro entre 2010 e 2015

Solicitações, oitivas e relatório final: investigando a investigação

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Figura 1 - Fluxo de uma proposição
Gráfico 1 - Distribuição por partidos políticos na legislatura 2015- 2015-2019 (out-dez/2016)
Gráfico 4 - Grau de escolaridade dos deputados da  legislatura 2015-2019 da ALERJ (referência:  out-dez/2016)
Gráfico 3 - Distribuição por cor/raça na legislatura  2015-2019 da ALERJ (referência: out-dez/2016)
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Referências

Documentos relacionados

No início deste trabalho, serão abordados os objetivos (gerais e específicos), como objetivo geral busquei descrever a importância da orientação especializada