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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Significados e práticas do imaginário social do futebol em um projeto social: o caso da Vila Olímpica da Mangueira / Daniele Mariano Seda. Significados e práticas do imaginário social do futebol em um projeto social: o caso da Vila Olímpica da Mangueira. É também imperativo realizar uma análise crítica do capitalismo e das suas consequências no mundo do futebol.

A partir desse conteúdo presente no imaginário, abre-se a possibilidade de um herói do futebol aparecer em uma favela, em um projeto social, em uma vila olímpica como a Mangueira. Possuir o objeto, por exemplo uma camisa de um time de futebol, promove ganhos de identidade. Você pode investir na imagem que deseja ter e em maneiras de fazer os outros acreditarem que você é o que veste.

Figura 1 –   Detalhe da camisa do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. ............ 76 Figura 2 –   Exercício de ginástica
Figura 1 – Detalhe da camisa do Brasil para a Copa do Mundo de 2014. ............ 76 Figura 2 – Exercício de ginástica

A Vila Olímpica da Mangueira

De acordo com o último censo demográfico (2010) realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o bairro da Mangueira tem uma população total de 17.835 habitantes. O Programa Social Mangueira já atendeu mais de 30 mil crianças e é responsável por aumentar a escolaridade das crianças do morro – 40%. União perfeita entre três símbolos da nossa identidade e cultura popular – o sambo, o carnaval e o futebol – essas experiências tradicionais do simbólico Morro da Mangueira inspiraram a criação da Vila Olímpica.

Como lembra Murad, a origem da comunidade do samba está no Morro da Mangueira, que criou a escola e. Podemos dizer que existe um futebol na Mangueira, que seria formado por grupos de iniciação ao futebol e futsal, e um na Mangueira para equipes de futsal. Não estou dizendo que é fácil, é um desafio, mas no final das contas a razão da existência do projeto são os jovens da Mangueira.

DS: Espera, mas isso é o mais importante, ao mesmo tempo está diminuindo o número de caras da Mangueira nos times, como é isso? Depois de trabalhar na VOM em outro momento, quando o número de meninos da Mangueira era maior, ele voltou para a Vila em abril de 2016 e encontrou um cenário diferente. Com o passar do tempo, quanto mais os meninos da Mangueira brincavam, mais desapareciam sem deixar rastros81.

Figura 3 – Visão aérea da Vila Olímpica da Mangueira.
Figura 3 – Visão aérea da Vila Olímpica da Mangueira.

Das práticas do futebol

Uma observação relevante feita durante a pesquisa, que considero ter contribuído para a transformação social, ocorreu através do futebol Mangueira (jogo informal de rua) e não através do futebol Mangueira (forma formal dos times). É aí que entra a “sorte” tão falada no mundo do futebol, afinal, se a imprevisibilidade já faz parte do jogo de futebol, o acaso, o sobrenatural Almeida89, também faz parte do jogo de jogar futebol. Personificou em sua figura a imprevisibilidade do futebol, considerando em suas crônicas que o absurdo é a magia do futebol, o que o torna fantástico.

Incluo aqui as práticas formais do futebol, as práticas competitivas/informais, lúdicas, as práticas nuas, que nesta tese serão as matrizes ou práticas do futebol a que me referirei. Operando simbolicamente em três dimensões, esta terceira seria no caso dos treinos de futebol que são momentos mágicos do esporte, raros até, quando o jogador joga em vez de competir, nu manifestado nos treinos formais, dribles e perturbadores. Comunitário: localizado entre o espetacular e a bricolada, o chamado ‘futebol de inundação’ tem os componentes do espetáculo, mas difere em escala. Seria o circuito superior do futebol bricolado e o circuito inferior do futebol espetáculo, o ponto de intersecção entre estas duas matrizes.

Pensando neste objetivo, prevê-se que este cidadão, através das aulas, consiga reivindicar mais espaços de lazer, rejeitar formas de violência no esporte e na atividade física, compreender o papel do futebol na cultura brasileira, cuidar do meio ambiente , os diferentes grupos étnicos, incluindo a compreensão das diferenças entre homens e mulheres. 93 É provável que daqui a alguns anos o menino que só tem formação no futebol de rua e de várzea fique cada vez mais excluído por desajustes e falta de capital cultural, ou que seu vocabulário motor e criatividade continuem essenciais em algumas posições, como como o campo à frente. Com a industrialização das origens do futebol e a sua transformação no comércio e nas políticas públicas, estas práticas foram relegadas a alguns momentos.

Figura 10 – Jogo livre de futebol em um sábado após as partidas oficiais enquanto  os pais e técnicos confraternizavam em um churrasco
Figura 10 – Jogo livre de futebol em um sábado após as partidas oficiais enquanto os pais e técnicos confraternizavam em um churrasco

Dos Pais

Isso não mudaria se a gente fizesse um trabalho mais focado na própria comunidade, mas aí eu vou falar Dani, não posso falar, não posso falar, porque voltei no final de abril, mas eu. olha a fala do supervisor, aí não sei dizer porque, estou muito preocupado com o resultado. Vou dar um exemplo, perdi a última partida com o Botafogo por 8x1, quando abriram 4x0, passei a incluir os primeiros anos, os atletas que não jogam; Primeiro, já fomos desclassificados, segundo, se o cara não joga quando o time está ganhando, ele não joga quando o time está perdendo, ele não joga quando o time está ganhando, ele não joga quando o time está perdendo, ele não joga quando o time está ganhando, ele não joga quando o time está perdendo, time está perdendo, ele jogará quando. Porém, ele nota uma dificuldade na preocupação do supervisor com a renda na implementação de ações que considera corretas e acredita que o investimento nos meninos da Mangueira é o que pode garantir a sobrevivência financeira do projeto no futuro, conseguindo um apelo maior para as empresas. patrocínio do que o desempenho esportivo. .

É importante considerar também que o melhor jogador da Mangueira vestiu a camisa do Vasco no primeiro semestre. Apesar da irritação dos pais com o placar de 5 a 0 e de continuarem reclamando e procurando culpados, eles ficaram emocionados quando os filhos ouviram o apito porque sabiam do carinho que suas mães haviam preparado para o Dia das Crianças (as mães) lembram e comemoram sua infância porque por vezes foram relegados a segundo plano, como pode ser visto nas figuras 15 a 18). Legenda: Assim que a brincadeira terminou, as mães jogaram doces para as crianças que passaram da modalidade divertida organizada e institucionalizada do esporte para a diversão da brincadeira espontânea em comemoração ao dia que lhes estava reservado no calendário.

Legenda: Durante o segundo tempo, enquanto os pais reclamavam do técnico e do árbitro, as mães arrumavam a mesa para comemorar o Dia das Crianças. Depois de comer, as crianças, como sempre, deixavam os adultos se socializarem e saíam para jogar futebol quando podiam controlar as regras e seus movimentos. Assim, quando pais e treinadores se reúnem, as crianças podem fazer o que quiserem com o futebol.

Figura 15 – Dia das Crianças.
Figura 15 – Dia das Crianças.

Da Gestão e dos Gestores

CA: A parte competitiva do futsal tem que ser à noite porque o pai tem que ir, a mãe tem que ir, todo mundo; Aí você quer mudar e não pode, porque já existe uma tradição que o esporte é à noite, então quando você chega à noite não tem iniciação, só as equipes. E esse entendimento, quando começa o jogo ou quando você procura uma competição, tem que ser algo que vem de dentro, você tem que encontrar um profissional com perfil para isso, porque se você chegar com outro profissional, quando você chegar no Na hora da competição ele não vai entender que tem uma criança lá, que no dia anterior estava no alto do morro, teve tiroteio, e ele teve que ir ao banheiro à noite, e ele teve que continuar quatros; ele não entenderá isso; Ele não vai entender quando o menino reage agressivamente a ele, não vai pensar e levar isso em consideração. Ele levará em consideração a dificuldade do jogo. Ter acesso ao clube para iniciar um esporte é muito difícil, complicado, caro, tem que entrar no clube, etc., etc.

O técnico vai ajudar no trabalho, a família vai ajudar no trabalho, outros profissionais, mas todos devem estar juntos para fazer esse trabalho com as crianças. Você vai dizer que quando eu competi, 70% da minha equipe tem que ser gente da comunidade, 30% de fora ou 50-50, é complicado porque se você começar a demitir caras que vêm testar melhor qualidade, para o garoto que fica, você está dizendo, que fica porque você dita a lei, as regras, a cota, não pela qualidade. Então temos os dois lados da moeda, não faz sentido falar que tudo cresceu em capim alto e você não arranca o mato, temos que fazer nosso trabalho lá, mas essa é a visão do esporte, o problema é a modalidade.

Você tem que conversar com o treinador, porque mudar de treinador significava mudar cinco vezes por ano, senão ele voltava e perguntava por que estamos competindo, se não posso escolher o atleta que é o melhor, se tenho que escolho-te. os atletas que não são tão bons e tenho que colocá-los no jogo. A partir do momento que estamos correndo a vitória passa a ser importante, mas por ser um projeto da Mangueira temos que ter uma perspectiva um pouco diferente. Acredito que no futuro o caminho deva ser esse, até para termos um discurso sobre a sobrevivência do futsal em si no projeto, devemos abraçar mais a comunidade.

Figura 19 – Reportagem da Federação de Futsal do Rio de Janeiro.
Figura 19 – Reportagem da Federação de Futsal do Rio de Janeiro.

Dos Técnicos

Embora sempre haja vagas para os donos da bola excepcionais e criativos, cada vez mais com o advento do futebol. Essa política causou preocupação e insatisfação ao treinador de futebol de campo, modalidade que participa apenas ocasionalmente de torneios e cujo treinador é morador da Mangueira e egresso do projeto. Ganhar e perder um campeonato estadual tem mais a ver com a imaginação dos treinadores, na deturpação, na adaptação ou enquadramento inadequado do futebol profissional no que deveria ser um futebol diferente.

Existe um imaginário institucional com nomes de atletas que jogaram futebol e hoje vivem do futebol. Se optar por uma prática miniaturizada do futebol profissional infantil, as consequências podem ser: custo de extermínio de muitos, gasto de muitas pessoas (RIBEIRO, 1995), geração de muita frustração, produção de sentimentos de não pertencimento, inadequação, incompetência e principalmente a reprodução de práticas de segregação sob a roupagem da meritocracia e da competitividade, que são na verdade aqueles que chegam com melhores condições competitivas, não na área de talento, dedicação e treinabilidade, mas aqueles que, por à sua origem, recursos ergogênicos, experiências motoras (valorizadas pelo modelo de quem seleciona), alimentação e acessibilidade. A exaltação do negro no espaço do futebol: entre a integração pós-escravidão e a manutenção das hierarquias sociais.

Do dom à profissão: uma etnografia do futebol espetáculo a partir da formação de jogadores no Brasil e na França. Rio de Janeiro: UERJ, Pesquisa de Campo, Revista do núcleo de sociologia do futebol nº1, 1995.p. Rio de Janeiro: UERJ, Pesquisa de Campo, Revista do núcleo de sociologia do futebol nº1, 1995.

Imagem

Figura  1  –  Detalhe  da  camisa  do  Brasil  para  a  Copa  do  Mundo de 2014.
Figura 2 – Exercício de ginástica.
Tabela 1 – Orçamento da União ano base 2015  Total destinado pelo Governo Federal em âmbito
Figura 3 – Visão aérea da Vila Olímpica da Mangueira.
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Referências

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