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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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A saúde mental infantil e as vivências dos docentes no contexto da suspensão das atividades escolares presenciais durante a pandemia da Covid-19. Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO; e Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP) sobre o que foi debatido (ou não) sobre o tema saúde mental de crianças e adolescentes durante a pandemia da Covid-19.

Pandemia de Covid-19: entre riscos e vulnerabilidades

É o que aponta também Filho (2020), em relação ao termo “grupo de risco”, que foi importado da epidemia de HIV para a pandemia de Covid-19. Esse caso é um exemplo do que estamos discutindo aqui até agora: quem são as pessoas do grupo de risco da Covid-19.

Crianças e adolescentes nas classificações de risco na pandemia de Covid-19 37

Alguns documentos e materiais sobre a saúde mental de crianças e adolescentes durante a pandemia estão publicados no site da OPAS. Esta medida foi proposta como uma possível resposta ao combate à Covid-19 para mitigar os efeitos da pandemia na saúde mental das crianças e adolescentes migrantes. Aspectos psicossociais e de saúde mental durante o surto de COVID-19», de março de 2020, e «Covid-19: Intervenções recomendadas de saúde mental e apoio psicossocial (SMAPS) durante a pandemia», de junho de 2020.

No site do UNICEF você encontrará a mensagem “Como os adolescentes podem proteger sua saúde mental durante a pandemia de Covid-19” (UNICEF, 2020a). 33 Notícias sobre a inclusão pela primeira vez do tema saúde mental de crianças e adolescentes na Convenção. No site da ABRASME não há nenhum documento publicado ou notícia sobre a saúde mental infantil durante a pandemia da Covid-19.

Há também registro no site de um colóquio intitulado “Como promover a saúde mental de crianças e adolescentes durante a suspensão e retorno à escola. Vários pontos importantes foram discutidos sobre o tema saúde mental infantil durante a pandemia e suspensão e retorno escolar. É possível questionar: até que ponto a pandemia tem destacado a questão da saúde mental de crianças e adolescentes.

Os impactos difusos de medidas sanitárias em contextos locais

  • Desafios no processo de ensino e aprendizagem, trajetória escolar e
  • Acesso à alimentação
  • Vulnerabilidade a violências
  • Ensino remoto e acesso à internet

Como já mencionado, a interrupção das atividades escolares devido à pandemia afetou mais a população de crianças e adolescentes, que já viviam em situações de vulnerabilidade. Como forma de reduzir a evasão e o risco de evasão escolar, por exemplo, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro (SME-RJ) implementou a metodologia Busca Ativa de Escola, que é utilizada em conjunto com uma plataforma tecnológica criado pela UNICEF. e o Sindicato Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) para localizar ou identificar crianças e jovens que estão fora da escola ou em risco de abandono escolar. Para além dos já mencionados impactos negativos do “fechamento de escolas”, nomeadamente na educação, saúde mental, nutrição e proteção, vários atores também reconheceram um grande impacto na socialização de crianças e adolescentes.

Segundo Inês Oliveira, a Educação a Distância (EaD), considerando todas as crianças e adolescentes em idade escolar, é mais prejudicial do que benéfica, justamente porque interfere diretamente na socialização, além de limitar a vivência e o conhecimento das aulas de educação física e. Segundo a UNICEF, além do grande impacto negativo da pandemia na educação deste público, milhares de crianças e adolescentes também comprometeram o seu direito à alimentação. Ou seja, o “fechamento das escolas”, como medida preventiva (física) de saúde, também teve o efeito indesejado de aumentar a fome e consequentemente gerou impactos negativos na saúde de milhares de crianças e adolescentes.

Segundo os autores, crianças e adolescentes já são os que mais utilizam os ambientes digitais, mas com a pandemia isso só aumentou.

Articulação entre saúde e escola

Prevê-se a importância de um currículo escolar adaptado para o fortalecimento da saúde e do bem-estar; centro de saúde (atenção primária) que atende até seis escolas públicas locais - os profissionais de saúde deste centro também trabalham nessas escolas e contribuem com avaliações gerais regulares e verificações corporais e de altura, além de distribuir medicamentos antiparasitários e reforçar a vacinação contra o tétano, como parte do as estratégias nacionais de vacinação; Saúde Bucal”, “Saúde Auditiva” e “Saúde Ocular”, acrescentamos “Promoção da Saúde e Prevenção da Covid-19”, para que saúde e educação trabalhem juntas e complementem o conhecimento. 2022) estão realizando pesquisas exploratórias para compreender a evolução das medidas do PSE no Distrito Federal (DF) antes e durante a pandemia da Covid-19, a fim de analisar sua implementação. Dado o período da pandemia de Covid-19 (2020 e 2021), as medidas de saúde oral, alimentação saudável, saúde mental e saúde ambiental continuam a aumentar.

A comunicação entre as equipes de saúde e escolar foi mantida por meio de mensagens pessoais, devido às medidas de distanciamento físico e isolamento. Segundo os autores, participaram do questionário online 17 profissionais de saúde, sendo 16 da Estratégia Saúde da Família (ESF) e 1 da Saúde Bucal. Esses profissionais relataram dificuldades e facilidades quanto à implementação do PSE. Em relação ao tema saúde mental, com base no artigo de Scherer et al. 2022, p. 52) pode-se observar que entre 2018 e 2021 houve um aumento no número de ações de PSE voltadas para esse tema, com exceção de 2020, o que pode estar relacionado com o facto das escolas terem sido encerradas nesse ano e funcionarem apenas por controlo remoto. modalidade de ensino.

Embora esses dados não representem o cenário nacional, o caso do DF pode ser um indício do aumento da importância de discutir ou debater o tema saúde mental na interface saúde-educação nas escolas.

Uma breve contextualização das medidas sanitárias relativas à Covid-19 no

O capítulo seguinte tratará mais especificamente do trabalho de campo realizado em uma escola municipal da rede pública de ensino da cidade de Niterói-RJ. 3.1 – Uma breve contextualização das medidas sanitárias relacionadas à Covid-19 no município de Niterói.. e ao agravamento das doenças bem como ao acesso universal, igualitário e justo aos serviços que visam a sua promoção, proteção e recuperação; 34; Distribuição de conjuntos de atividades educativas para alunos do ensino fundamental e pré-escolar da rede municipal de ensino”.

34; Entrega de kits escolares para alunos do 1º, 2º e 3º ano do ensino fundamental e também da Educação Infantil da rede municipal de ensino de Niterói”. Fonte: Elaboração própria, com informações retiradas da linha do tempo do site do município de Niterói. A reabertura gradual do ensino na rede municipal de ensino (na primeira fase serão sete escolas, sendo três de ensino fundamental e quatro de educação infantil (UMEI))" (fonte) Maio e.

No documento “Diretrizes para a construção de planos locais de retorno às atividades presenciais da educação municipal de Niterói: cuidando de si, do outro e do meio ambiente em tempos de COVID-19”, organizado pela Prefeitura de Niterói em parceria com da Secretaria Municipal de Educação (SME), da Ciência e Tecnologia de Niterói (SEMECT), da Fundação Municipal de Educação de Niterói (FME) e da Secretaria Municipal de Saúde de Niterói (SMS) (FME, 2020), o tema saúde mental também parece pouco discutido ou comentado.

A chegada ao campo

Ela era estudante de Letras e cuidava das redes sociais da escola, auxiliava os professores do departamento de mídia e os alunos da sala de informática. Os alunos não estiveram na escola em nenhuma das duas viagens anteriores, pois era uma quarta-feira, e só mais tarde me informaram que às quartas-feiras os alunos do turno da manhã (do 6º ao 9º ano) eram libertados mais cedo, por volta das 10:00. , fruto da reunião pedagógica semanal entre professores e gestores. Foi nesse momento que percebi porque a funcionária Rafaela providenciou para que eu viesse mostrar a escola na quarta-feira às 10h, como "está mais tranquila" (palavras dela), ao se referir ao fato da escola permanecer vazia, sem os estudantes.

Este mal-entendido entre os estudantes gerou respostas interessantes e acredito que também tenha implicações diretas para o início da pesquisa. Os alunos desta turma eram vistos como marginalizados (marginais, vivendo à margem da sociedade), excluídos. Segundo a diretora e professoras Alice e Clara, os alunos do 9A têm entre 13 e 14 anos, e os do 9B têm entre 15 e 17 anos, e até um aluno tem 18 anos.

O trabalho de campo foi, portanto, um pouco prejudicado por esse evento, pois os alunos do 6º ao 9º ano nos dias dos Jogos Brasileiros foram liberados mais cedo (no caso de jogo da tarde) ou tiveram as aulas suspensas no dia do jogo (no caso de um jogo pela manhã), contribuindo para a queda na frequência escolar.

Desafios e experiências: do ensino remoto ao ensino presencial

Desafios iniciais: comunicação comunitária e transição para o formato remoto 101

Os familiares iam até lá e recolhiam ou deixavam a atividade já realizada através de um buraco, para evitar contato físico próximo – conforme relato da professora na sala de recursos. Ainda sobre esse tema, vale destacar que a professora apoiadora e a professora da sala de recursos utilizavam a videochamada do WhatsApp para prestar ajuda ou suporte aos seus alunos, de forma individual ou coletiva. Este já realizava conversas individuais e coletivas, estas últimas quinzenalmente, para que os alunos acompanhados na sala de recursos pudessem se ver.

Em relação às aulas remotas ou on-line, com exceção do professor de apoio e do professor da sala de recursos, o restante dos entrevistados relatou pouca ou nenhuma frequência dos alunos. Comunicamos muito, principalmente os professores de apoio e a sala de informação, porque os professores de apoio também estiveram presentes. Voltando à discussão dos dados da minha pesquisa de campo, a frequência dos alunos desses dois professores, espaço de apoio e recursos, foi maior do que na experiência dos demais.

A professora da sala de recursos, Mariana, foi a única que mencionou que fazia videochamadas em grupo para que seus alunos pudessem ver e trocar entre si.

A retomada do ensino presencial

Mariana, professora da sala de recursos, também percebeu mudanças no humor e no comportamento de seus alunos com necessidades especiais quando eles retornaram às aulas particulares. O tema encaminhamentos para outros profissionais da rede municipal de saúde foi abordado por apenas duas participantes: Mariana, professora da sala de atendimento, e Cecília, coordenadora pedagógica. Vale colocar também, considerando que muitos alunos desta escola eram acompanhados por outros serviços da rede Niterói e que com o isolamento físico e o ensino remoto, seu acompanhamento presencial também foi temporariamente suspenso, resultando em uma sobrecarga de apoio aos professores e funcionários. sala de recursos conforme mencionado anteriormente.

Primeiramente é discutido mais especificamente como o aluno pode utilizar a sala de recursos, o que significa que a escola costuma receber um laudo para isso de um neuropediatra ou psiquiatra. Enquanto esse aluno não tiver relatório, ele não poderá utilizar a sala de recursos, afirma. Segundo ela, a escola não possui professores de apoio suficientes para atender essa demanda, deixando diversas PCDs que estudam na escola sem o apoio desse profissional em sala de aula e sobrecarregando esses professores e os da sala de recursos.

Segundo ela, apenas os professores de apoio e os da sala de recursos estão habilitados para lidar com alunos da educação especial, pois possuem formação para isso.

Desafios e expectativas da pesquisa

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-04/niteroi-monta-barriers-sanitarias-para-conter-covid-19. O papel da natureza na restauração da saúde e do bem-estar de crianças e adolescentes durante e após a pandemia da COVID-19. A experiência de Niterói no enfrentamento da COVID 19: observações preliminares sobre a formulação de políticas sociais e de saúde.

A ONU destaca a necessidade urgente de aumentar o investimento em serviços de saúde mental durante a pandemia da COVID-19. Necropolítica e Reflexões sobre a População Negra no Contexto da Pandemia da COVID-19 no Brasil: Uma Revisão Bibliográfica. O cenário de exclusão escolar no Brasil: um alerta sobre os efeitos da pandemia de COVID-19 na educação.

Shpërndani: https://www.who.int/publications/i/item/considerations-for-school- related-public-health-masures-in-the-context-of-covid-19.

Referências

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