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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Falamos sobre o que significa aprender português para a autonomia dos cidadãos e o papel dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) na orientação e organização do currículo do ensino básico e das suas metas e objetivos para a aprendizagem do português. Acrescentaremos à nossa análise final as críticas sobre a perspectiva de ensino da língua portuguesa apresentadas nos PCN e o que é proposto.

As garantias legais do direito à educação e o ensino de língua portuguesa

Os direitos humanos representam uma classe variável, como prova amplamente a história dos últimos séculos. A lista de direitos humanos mudou e continua a mudar com as mudanças nas condições históricas, ou seja, necessidades e interesses, classes no poder, meios disponíveis para a sua realização, transformações técnicas, etc.

As Garantias legais do direito à educação na constituição e leis

O ensino de língua portuguesa e a legislação brasileira

V – fortalecer os laços familiares, os laços de solidariedade humana e de respeito mútuo em que se baseia a vida social. Quando se trata de planejamento curricular, é preciso pensar na importância da escolha dos conteúdos e de como eles são organizados.

O ensino de língua portuguesa e os PCN

Mas qual deverá ser o objectivo do ensino do português na escola, dado o seu papel preponderante? O quadro de organização dos objetivos e conteúdos dos PCN de Língua Portuguesa é único como proposta para o ensino da Língua Portuguesa.

Considerações parciais

O objetivo deste capítulo é discutir o conceito de cidadania formulado em colaboração com gerações ampliadas de direito e buscar compreender como no Brasil esse sentido de cidadania é representado com base no ideal constitucional e na garantia da formação educacional para a cidadania. Primeiramente, apresentaremos as origens do conceito grego de cidadania e de cidadão adequado, durante o classicismo e o humanismo da história ocidental, surgindo com grande impulso na Revolução Francesa.

Cidadania: pressupostos

Percebemos o quanto o conceito de cidadania que herdamos dos gregos decorre de uma visão de sociedade que vê os cidadãos como uma parte limitada da sociedade. Intelectuais como Jean-Jacques Rousseau, Dennis Diderot, Voltaire, Sieyes, Condorcet e Robespierre (DIAS, 2009) colocaram em questão o conceito monárquico de cidadania, focado na obediência servil ao rei, nos ideais gregos de democracia e na política para discussão. direitos de participação na política. Esta concepção de cidadania, baseada na participação popular no governo e na garantia de direitos, não só contribuiu para o choque de ideias no cenário social, mas também foi um dos motores da independência americana e da Revolução Francesa.

O conceito de cidadania no Estado moderno de direito

O caminho brasileiro até a constituição cidadã

Este organizou uma nova Assembleia Constituinte e formulou uma nova Constituição em 1934, inspirada nas Constituições Mexicana (1917) e Alemã (1919), incluindo disposições no texto que se centravam mais nos direitos sociais. Sem o referendo para legitimar a constituição, o presidente passou a governar por decreto-lei e uma nova Carta Magna foi elaborada com o apoio do advogado Francisco Campos, que ficou conhecido como 'Os Polacos', uma referência à Carta Magna em a Segunda Guerra Mundial. golpe militar na Polónia em 1921 (Silva 2008) em 10 de novembro de 1937. Em 1945, o país elegeu uma nova Assembleia Nacional Constituinte para redigir uma nova constituição, que foi promulgada em 18 de setembro de 1946.

A construção do sentido de cidadania no Brasil ou o cidadão brasileiro

Hoje, porém, chegamos a uma aporia, sem uma resposta clara: negar a alguém o estatuto de cidadania nega-lhe a sua própria humanidade. Portanto, no Brasil convivemos com diferentes concepções de cidadania e diferentes significados do que é o homem na pós-modernidade (HALL, 2006). Sérgio Buarque destacou que a cidadania e a democracia no Brasil se formariam através do diálogo com o pessoal e o geral, mas também com o formal e o cordial, típico das nossas condições sociais, o que permitiria a criação de um novo modelo de cidadania.

O direito linguístico e o ensino de língua portuguesa

O ensino de língua portuguesa na dimensão do direito linguístico

O direito de ter a sua cultura e língua respeitadas é alienado do seu direito de permanecer quando lhe são apresentadas novas oportunidades de conhecimento, cultura, novas línguas e formas de pensar. Garantir a educação multilíngue é garantir o direito do aluno de ser, assim como no contato com outros alunos, assegurada a valorização de sua cultura. Não destacamos a norma culta, mas ressaltamos que é direito de todos os cidadãos brasileiros serem educados em autonomia, o que lhes permite expressar-se livremente em múltiplos mecanismos de comunicação e com autonomia na leitura e interpretação de tudo, desde uma lenda até normas legais sem a interferência de terceiros na sua interpretação e tendo garantido o seu direito a assim ser.

Considerações parciais

Neste capítulo, discutiremos a questão da aprendizagem da língua materna na perspectiva de que as diferenças entre o texto oral e o texto escrito vão além das diferenças no suporte material e atingem uma dimensão cognitiva do desenvolvimento da linguagem e do uso social. Ressaltaremos que as diferenças entre texto escrito e texto oral vão além do registro gráfico das ideias (MARCUCSHI 2001), principalmente quando se trata da escrita cartesiana (SENNA 2000 2003). Reafirmaremos que o ensino da língua materna deve considerar o papel dos modos de pensar na construção dos textos, o que muito contribuiria para a compreensão das diferenças entre o texto oral e o texto escrito.

A construção da linguagem e o pensamento

Modos paradigmático e narrativo de pensamento

O pensamento lógico científico é exaltado na figura do sujeito cartesiano e por meio de suas representações simbólicas (SENNA, 2011b, p.247-248). Outro aspecto relevante é compreender que o modo de pensar narrativo irá destacar determinadas marcas e características culturais de acordo com a cultura na qual estará conectado. Portanto, como podemos perceber, as bases que formam os modos de pensar lógico-científico e narrativo produzem sentido de forma diferente.

Fala

Escrita

A proposta do novo método de Descartes baseava-se na razão lógica como algo universal (DESCARTES, 1973, p. 79) e acreditava que através da leitura de seu discurso todo leitor conseguiria chegar ao seu raciocínio. A mudança de paradigma no método científico não significou romper com o modelo de pensamento herdado dos gregos e com a estrutura do seu discurso, mas sim reelaborá-lo. Contudo, a produção científica do conhecimento encontrou no texto escrito o principal suporte para a divulgação do seu conhecimento, a forma de pensar e a produção de sentido.

Brasil – uma análise de desempenho do ensino de língua materna

Descartes usou a retórica para denegrir a retórica e o argumento dialético típicos do modo escolástico de filosofar. Nosso verdadeiro aluno está na escola e a educação começa a enfrentar a heterogeneidade desses alunos e deve “ver que os sistemas simbólicos utilizados pelas diferentes culturas nem sempre são compatíveis com o modelo de representação do conhecimento que nos chegou através da tradição cultural ocidental. " (SENNA, 1995, p. 227). Portanto, devemos ir além da tradição social do sujeito cartesiano ideal nos ambientes educacionais (SENNA, 2007, p. 164-165) e compreender que a lógica cartesiana, a herança grega, não pode ser tomada como uma lógica universal de processamento do conhecimento.

Considerações parciais

Descreveremos como esse instrumento metodológico se desenvolveu ao longo dos anos na busca pelo ensino eficaz da língua portuguesa. A seguir, apresentaremos a metodologia de ensino de língua portuguesa utilizada na produção escrita com alunos do nono ano do ensino fundamental em 2014. Por fim, na conclusão, discutiremos como a proposta de ensino contribuiu para o ensino de língua portuguesa na dimensão de trabalho. com um relatório de gênero de texto.

Uma proposta de ensino pela produção escrita

Relatório – instrumento pedagógico de ensino

O objetivo da escola era desenvolver o ensino da língua portuguesa, que fosse organizado de forma que não culpabilizasse os alunos pelas dificuldades iniciais e ignorasse sua versão linguística em detrimento dessa norma culta padrão (SOARES, 2000). Durante todos esses anos de trabalho com a produção textual dos alunos, os professores do IPUFRJ têm levantado questões sobre como ensinar e aprender o conteúdo da língua portuguesa. Por que o relato foi escolhido como um tipo de gênero que pode engajar o aluno no campo do pensamento cartesiano e aprender a linguagem literária da língua portuguesa.

Figura 1 – Um dos primeiros relatórios
Figura 1 – Um dos primeiros relatórios

Aprender a escrever, escrevendo

Produção de texto que por vezes atingiu o objetivo de comunicação, mas não atendeu ao Padrão Cultural da Língua e/ou teve desempenho mediano. Nos grupos de trabalho, o objetivo foi desenvolver a produção textual e adequar a escrita dos alunos às normas padronizadas. O grupo com desempenho médio circulou entre os dois grupos de trabalho, pois ora tiveram que realizar pesquisas autônomas sobre a estrutura da linguagem padrão da língua, ora tiveram que receber orientações sobre a composição organizacional do texto.

Figura 3 – Relatório R26a 7  de  11 de março de 2014
Figura 3 – Relatório R26a 7 de 11 de março de 2014

Considerações Parciais

Neste capítulo faremos uma análise mais hermenêutica dos resultados obtidos através da pesquisa de campo sobre escrita e ensino de língua portuguesa com alunos do IPUFRJ. Discutiremos ainda os fundamentos da teoria da atividade e a concepção da ZDP em uma situação de ensino colaborativo em que o trabalho é um princípio educativo (ZANELLA, 2003). Em seguida, à luz dos dados obtidos, realizaremos uma análise mais abrangente da pesquisa de campo, para compreender o papel da mediação no processo de ensino-aprendizagem, em que a teoria da atividade e a ZDP foram diretrizes tanto para o ensino quanto para o ensino. ZPD. avaliação..

Os princípios educativos de Vygotsky e a questão da aprendizagem

A zona de desenvolvimento proximal define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas estão em processo de maturação, funções que irão amadurecer, mas estão atualmente em estado embrionário. O nível real de desenvolvimento caracteriza o desenvolvimento mental retrospectivamente, enquanto a zona de desenvolvimento proximal caracteriza o desenvolvimento mental prospectivamente. Para Vygotsky, portanto, a aprendizagem útil seria aquela que precede o desenvolvimento e sempre atrai o aluno para a zona de desenvolvimento proximal.

Educação - dialética entre o direito de ser e o direito de vir a ser

O ensino da cidadania deve ser negociado entre quem somos como humanos, a nossa concepção de cidadania e o discurso cartesiano-europeu de cidadania, direito, república e ciência. A educação baseada nas novas dimensões do direito deve levar em conta uma formação que, além de impor o texto do direito e da ciência, respeite a origem social, a cultura e a língua dos alunos, a fim de encontrar novas possibilidades de e estar no mundo a partir delas . A formação para a cidadania entrelaça-se com o dilema da multiplicidade no/ensino e possibilita aos nossos alunos formar-se como cidadãos capazes de ler, criar e reinventar os seus modos de ser no Estado de direito moderno.

Promover a produção de texto dos alunos reais - os sujeitos da pesquisa

Nas demais atividades avaliativas, que foram realizadas tendo como parâmetros a conversa e a atividade concreta, percebemos o potencial de aprendizagem de cada aluno. Foi necessário um trabalho específico com cada um desses alunos para desenvolver uma compreensão da diferença entre a produção de relatórios e as diferenças no suporte material. Percebemos que, para esses alunos, a teoria sobre os princípios de organização de relatórios precisava ser mais clara e focar em estruturas além da terminologia, como número ideal de leitores, brevidade, coerência e parágrafos.

Relatório e as propriedades do texto cartesiano

Ao questionarmos sobre a falta de informações em seus textos e a desorganização da mensagem, percebemos que esses alunos conseguiram preencher as informações solicitadas após perguntarmos sobre o contexto de aprendizagem que motivou a redação do relatório. Este tipo de texto privilegia esquemas de ação que só entram no mundo após um planejamento prévio, levando em consideração o objetivo, as propostas e os destinatários da mensagem. A promoção da causalidade é garantida quando o produtor da mensagem, antes mesmo de escrevê-la, consegue prever como os elementos por ele selecionados conseguirão transmitir ao leitor a informação pretendida.

A mediação professor/aluno nos processos de aquisição da escrita cartesiana

Nos primeiros encontros dedicados à pesquisa de textos, encontramos nos cadernos de pesquisa de quatro dos sete alunos que tiveram baixo desempenho na escrita, uma predileção por informações relacionadas à produção de relatórios em seus registros, as características de um relatório e os princípios de produzindo o texto escrito. No texto, o aluno conseguiu definir o objetivo da atividade na seção introdutória com tópicos que foram desenvolvidos ao longo do corpo do texto e levaram à conclusão do tema com alguma avaliação final. Na segunda seção do relato, podemos ler sobre como o aluno percebeu seu desenvolvimento com a escrita e a ênfase na melhoria da qualidade do texto.

Figura 8 – Relatório diário de 8/9
Figura 8 – Relatório diário de 8/9

Considerações Parciais

Como buscamos demonstrar por meio deste trabalho, o ensino de língua portuguesa baseado em práticas de produção textual traz consigo um conjunto complexo de objetivos e ações. O ensino da língua portuguesa destaca-se na formação de cidadãos e sua prática docente é orientada para a produção de texto (BRASIL. Portanto, concluímos que a promoção da aprendizagem da língua portuguesa no confronto entre estratégias de produção de texto escrito, considerando a narrativa e a lógica cartesiana na criação da mensagem foi o tema principal do posto docente.

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Figura 1 – Um dos primeiros relatórios
Figura 2 – Relatório de avaliação 05/10/10
Figura 3 – Relatório R26a 7  de  11 de março de 2014
Figura 4 – Relatório R26b de 11 de março de 2014
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Referências

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Recomendam-se as Instituições de ensino de todos os níveis, a Prefeitura de São João da Barra, ao Estado do Rio de Janeiro, as Instituições Públicas de proteção ao Meio Ambiente, as