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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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A formação profissional no Brasil: o SENAI e os jovens no mercado de trabalho /Cristiane Zumpichiati dos Santos – 2005. Para abordar um campo de investigação tão amplo, foram abordados dois objetivos: traçar a trajetória de uma das instituições mais identificadas no Brasil e na América Latina , com formação profissional - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) - e analisar o perfil dos jovens que frequentam cursos profissionalizantes no SENAI. A partir dessa análise, destacou-se o posicionamento do SENAI – desde a sua criação em 1942 até hoje – diante das mudanças ocorridas no mercado de trabalho.

Para os jovens trabalhadores iniciantes, encontrar um lugar no mercado de trabalho tem sido uma tarefa difícil. Será que estes jovens querem apenas ocupar um lugar no mercado de trabalho ou pretendem continuar a investir na sua educação? A primeira é uma análise histórica do processo de criação de iniciativas voltadas à formação profissional no Brasil.

O terceiro capítulo destaca o posicionamento do SENAI – desde a sua criação em 1942 até hoje – frente às mudanças no mercado de trabalho.

Dos primeiros aprendizes de ofícios no Brasil à criação do Serviço

Foi com base nesse legado histórico que surgiram as primeiras instituições de ensino profissionalizante no Brasil. Este capítulo tem como objetivo fornecer um breve panorama do processo de estabelecimento da educação profissional no Brasil. Para melhor compreensão de como se deu o processo de aprendizagem das disciplinas e o surgimento das instituições de ensino profissionalizante no Brasil, serão destacados alguns fatores que beneficiaram e dificultaram a aprendizagem das disciplinas em três períodos de nossa história: colônia, império e república.

Como resultado, até 1808 havia muitos obstáculos ao estabelecimento de iniciativas que beneficiassem o ensino de profissões no Brasil. Império: A Chegada da Família Real ao Brasil e Novas Perspectivas para a Formação Profissional no Brasil. Devido à descentralização administrativa da educação, vários fatores impediram o estabelecimento de uma educação profissional de qualidade no Brasil.

O percurso deste capítulo permitiu-nos delinear as principais linhas orientadoras que definiram o processo de constituição de instituições de ensino profissionalizante no Brasil.

SENAI: O gigante da formação profissional

Essa fase representou o momento em que foram introduzidas as Leis Orgânicas do Ensino (1942) e efetivamente ocorreu a criação do SENAI. 15 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI); Serviço Social Empresarial (SESI); Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC); Serviço de Negociação Social (SESC); Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (SEBRAE); Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR); Serviço de Transporte Social (SEST); Serviço Nacional de Aprendizagem em Transporte (SENAT). Este bloco apresentará o contexto em que foi criada a Confederação Nacional da Indústria (CNI) – órgão que será responsável pela administração do SENAI -, que foi a resposta da classe empresarial à determinação de Getúlio Vargas em resolver o problema. problema da falta de mão de obra para promover o processo de industrialização no Brasil e como se desenvolveu a regulamentação dos dispositivos legais que levaram à criação do SENAI.

Voltando à promulgação do Decreto Legislativo nº 1.238/39, após objeção ao seu cumprimento por parte dos empresários, outra tentativa foi instaurada por Getúlio Vargas para tentar implementar seu decreto. Mesmo assim, o presidente Getúlio Vargas não desistiu de fazer cumprir o Decreto Legislativo nº 1.238/39. Conforme destacado por Rodrigues (1998), a criação do SENAI representou o primeiro grande marco no estabelecimento da tríade educacional - o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço Social da Indústria (SESI)22 e o Instituto Euvaldo Lodi ( IEL )23 – será instituído posteriormente pela CNI.

Analisando do ponto de vista educacional, o Decreto Legislativo nº 4.048/42, que estabeleceu a criação do SENAI, estava vinculado a um conjunto de leis decretadas desde 1942, durante o período do Estado Novo, até 1946, quando Getúlio Vargas já havia deixado o poder . O modelo organizacional e pedagógico do SENAI seguiu o padrão estabelecido pelo Centro de Ensino e Seleção Profissional Ferroviária de São Paulo (CFESP), que. O mentor do CFESP foi Roberto Mange, colaborador do Ministério da Educação e Saúde em assuntos relacionados à educação profissional e primeiro diretor regional do SENAI em São Paulo.

A primeira correção, feita no Decreto Legislativo nº 4.048/42, correspondeu à utilização da palavra “trabalhador” em vez de “empregado”. O segundo decreto legislativo criado pelo governo foi para ampliar o escopo de atuação do SENAI. Portanto, o Decreto Legislativo nº 4.936/42 estipulou que a rede de escolas profissionais do SENAI atenderia não apenas ao setor industrial, mas também aos setores de transportes, comunicações e pesca.

De acordo com o Decreto Legislativo nº 4.936, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial25, que era a denominação original da instituição, seria reconhecido como Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Um aspecto crucial a ser levado em consideração no decreto original que regulamentou a criação do SENAI referia-se ao conceito de aprendiz. Porém, a governança do SENAI é realizada de forma descentralizada, ou seja, as regionais gozam de total autonomia para executar suas ações em seus respectivos estados, desde que alinhadas às diretrizes da CNI.

O instrumento legal que instituiu a criação do SENAI, Decreto Legislativo nº, previa que a partir desta data as empresas industriais deveriam pagar uma contribuição mensal para a criação e financiamento de escolas de ensino.

Um passeio pelas décadas

A primeira meta estabelecida pelo Capítulo Nacional do SENAI, com o objetivo de concretizar suas ações, incluiu a expansão do SENAI em diversas regiões do país. Somente em 1943 a Seção Nacional do SENAI se dedicou a expandir suas atividades em vários estados: Pernambuco, Paraná e Ceará, em 1943, e Bahia, em 1945. A terceira meta da Seção Nacional era concluir os cursos do SENAI. ​​para votar as demandas efetivas. do setor e garantir a qualidade do ensino da instituição.

O sucesso alcançado pela instituição serviu de estímulo para a criação, em 1946, do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), que se baseava na mesma estrutura operacional do SENAI. Portanto, em termos gerais, a primeira década de existência do SENAI pode ser caracterizada por um projeto articulado de expansão de sua atuação em diferentes regiões do país. Por meio do referido convênio, alguns técnicos e instrutores do SENAI visitaram instituições e empresas de formação profissional na Europa para conhecer os sistemas de ensino técnico e os processos de aprendizagem implementados nesses países.

Com base na assistência técnica do SENAI e no apoio da OIT, o Serviço Nacional de Ensino (SENA) foi criado na Colômbia em 1957, e o Instituto Nacional de Cooperação Educacional (INCE) foi criado na Venezuela em 1959. Com esse objetivo, foram desenvolvidos diversos projetos e celebrado um convênio entre o departamento nacional do SENAI e os Ministérios do Trabalho (MTB) e da Educação e Cultura (MEC). A política do SENAI de expansão dos cursos técnicos estava alinhada à proposta de reforma do ensino de 1º e 2º nível estabelecida pela Lei 5.692/71.

Nesse período, foram vários os exemplos de formação de professores do SENAI em centros de formação profissional especializados no exterior (Lopes, 1992). Os cursos técnicos do SENAI seguiam os padrões previstos na legislação pedagógica, ou seja, seus cursos tinham duração de 3 anos e, além da preparação técnica, incluíam disciplinas obrigatórias de 2º nível. O resultado desta pesquisa foi publicado em 1991 e representou uma avaliação satisfatória dos ex-alunos do SENAI.

Para viabilizar a implementação do plano estratégico do SENAI, foram promovidos em todo o sistema estudos denominados focos regionais. Outra inovação no sistema é a entrada do SENAI no desenvolvimento de programas de ensino superior (graduação e pós-graduação). No ano seguinte, a escola SENAI Theobaldo de Nigris de São Paulo lançou seu curso de engenharia gráfica, enquanto outras unidades do SENAI aguardavam o parecer técnico do MEC para iniciar cursos de nível superior em suas localidades.

Portanto, ações que pudessem apoiar a construção das bases tecnológicas do Sistema SENAI na década de 1990 foram incluídas na criação do SENAITEC, do CEMEP e do SENAI/CIET.

Em busca do primeiro emprego

Para analisar como os alunos do SENAI veem a relação entre trabalho e educação, este capítulo apresentará os resultados de pesquisas realizadas durante a Olimpíada SENAI do Conhecimento 2004, evento que reuniu estudantes de todos os estados do Brasil. Os vencedores da fase estadual competem com alunos do SENAI de outros estados durante a fase nacional, ou seja, nas Olimpíadas do Conhecimento. Os alunos vencedores da Olimpíada do Conhecimento do SENAI disputam o Torneio Internacional de Formação Profissional com alunos de instituições profissionais de 40 países da América, Europa, África, Ásia e Oceania.

50 O SENAI está desenvolvendo um programa que promove o acesso e a inclusão de pessoas com necessidades especiais nos cursos profissionalizantes do SENAI. De qualquer forma, acredito que as informações coletadas servem para ilustrar o perfil dos alunos que buscam cursos profissionalizantes no SENAI. O problema inicial deste projeto foi identificar o perfil dos jovens que seriam potenciais alvos de busca pelos cursos do SENAI.

A questão-chave que norteou minha pesquisa foi a seguinte: o desemprego juvenil pode mudar o perfil dos estudantes que costumam optar pelos cursos do SENAI? Minha hipótese era que um dos critérios determinantes para a escolha dos cursos profissionalizantes do SENAI estaria relacionado às possibilidades dos jovens. No que diz respeito à opção, especificamente, pelos cursos do SENAI, 35% dos jovens pesquisados ​​acreditavam que através dos cursos do SENAI seria mais fácil conseguir um emprego.

Praticamente todos esses jovens (98%) responderam que o diploma do SENAI facilita a inserção no mercado de trabalho. Quanto às expectativas de ingresso no ensino superior, 83% dos alunos responderam que frequentariam cursos de nível superior que dariam continuidade ao aprendizado profissional iniciado nos cursos do SENAI. Fazer um curso no SENAI significa um grande incentivo para ingressar no mercado de trabalho.”

A participação na Olimpíada SENAI do Conhecimento pode significar um grande passo para ingressar no mercado de trabalho ou até mesmo seguir carreira no próprio SENAI. Um ponto que merece uma análise mais detalhada futuramente está relacionado à existência do SENAI. Essa natureza ambígua do SENAI leva a um debate polêmico sobre a demanda por uma gestão tripartida (empresas, sindicatos e Estado) ou bipartite (empresas e sindicatos) das instituições de formação profissional.

Se você contasse a alguém o que o curso do SENAI significa para você, o que essa pessoa diria?

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Referências

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