Formulário de Consentimento Livre e Esclarecido TCLE da Associação de Resíduos Sólidos SWANA da América do Norte. Apresentar o impacto da pandemia de Covid-19 na geração de resíduos e coleta de recicláveis no Rio de Janeiro;. A quantidade de resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil em 2019 e 2020 por região pode ser visualizada na Tabela 1.
Uma das ambições da Política Nacional de Resíduos Sólidos é eliminar os aterros sanitários e a destinação inadequada de resíduos (BRASIL, 2010). De acordo com a lei federal, coleta seletiva é a “coleta de resíduos sólidos previamente separados de acordo com sua composição ou composição”. Os resíduos resultantes da pandemia de COVID-19 são separados dos volumes de resíduos médicos gerais no ponto de origem.
METODOLOGIA
Caracterização da área de estudo 60
Em 2018, o rendimento médio mensal era de 4,2 salários mínimos por pessoa, sendo que 31,4% da população recebia renda mensal de até meio salário mínimo. Possui ainda 94,4% de moradias com esgotamento sanitário adequado, 70,5% de sobrados em vias públicas arborizadas e 78,4% de sobrados em vias públicas com urbanização suficiente (presença de ralos, calçadas, pavimentação e meio-fio) (IBGE, 2019). A pesquisa empírica foi realizada por meio de conversas telefônicas, mensagens de WhatsApp e visitas de campo a doze cooperativas, sendo todas as entrevistas agendadas previamente com os gestores das cooperativas.
Em apenas uma das cooperativas visitadas a entrevista foi realizada por ligação telefônica no dia e a visita de campo ocorreu após a entrevista, no dia 16/09/2021. A coleta de dados sobre o impacto da pandemia na atividade das cooperativas do município do Rio de Janeiro foi realizada na forma de entrevista estruturada, elaborada por meio de questionário estruturado, em que as questões foram compiladas previamente (BONI; QUARESMA, 2005). Antes da realização da entrevista, o entrevistado assinou ou tomou conhecimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), onde foram descritos os dados, riscos e benefícios da pesquisa, o sigilo das identidades e filiações do entrevistado e a utilização dos dados para publicações técnico-acadêmicas , conforme mostrado na Figura 6.
Para elaboração dos questionários foram utilizadas como fontes as “Diretrizes técnicas e legais para coleta seletiva e triagem de materiais recicláveis durante a pandemia de COVID-19” do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CNMP, 2020). Foram utilizadas “medidas de gerenciamento de riscos para retomada do serviço de triagem de materiais recicláveis pelos catadores em tempos de COVID-19”. O roteiro da entrevista incluiu perguntas sobre os seguintes temas: (1) existência de algum vínculo (cadastro e recebimento de auxílio) entre a cooperativa e a prefeitura e a COMLURB, empresas, projetos e ONGs que ajudaram a cooperativa, (2) melhorias que recebeu a cooperativa após assinatura do acordo da indústria de embalagens; (3) se houve suspensão parcial ou total das atividades durante a pandemia, quanto tempo durou a suspensão (e se permanece suspensa); (4) se a cooperativa e os catadores receberam algum auxílio durante a pandemia e que tipo de auxílio; (5) como se comparam as receitas da cooperativa durante a pandemia (se a atividade da cooperativa não estiver suspensa) com o período anterior à pandemia; 6) principais fontes de recebimento de materiais – COMLURB, provenientes de empresas ou residências; (7) quais práticas e EPIs foram utilizados para gerenciar resíduos durante a pandemia; (8) se um membro tiver sido diagnosticado com COVID-19. Procurou-se contato com os 25 representantes das 25 cooperativas cadastradas na Prefeitura do Rio de Janeiro (Tabela 1).
As entrevistas foram posteriormente analisadas pelo método de “Análise de Conteúdo”, que segundo Malheiros (2011) é o método mais utilizado para exame de dados qualitativos. O impacto da pandemia de Covid-19 na geração de resíduos e na coleta de recicláveis no Rio de Janeiro.
O impacto da pandemia de Covid-19 na geração de resíduos e coleta de
- Participação em Sistemas de Logística Reversa
Na Região Sudeste, em 23 de março de 2020, cerca de 60% das cooperativas estavam com atividades reduzidas ou suspensas (CEMPRE, 2020). Das cooperativas atendidas por esses dois programas, apenas 6 catadores foram diagnosticados com COVID-19 pela ANCAT; INSTITUTO PRAGMA, 2021). A maioria das cooperativas, ou seja, 58,33%, estão formalizadas há 0 e 9 anos, enquanto 41,66% das cooperativas estão formalizadas há 10 a 20 anos, conforme mostra a Figura 8.
A direção das cooperativas foi enfática em suas respostas ao afirmar que o Poder Público Municipal não prestou assistência financeira às organizações. Essas campanhas de solidariedade e doação de cestas básicas também foram a maior fonte de ajuda para as cooperativas avaliadas no Anuário. Na esfera municipal, a direção das cooperativas afirmou que só possuem parceria com a COLURB para recebimento de resíduos recicláveis provenientes da Coleta Seletiva.
Lidar com esse cenário foi problemático, uma vez que a principal origem da maioria das cooperativas é a COLURB e, durante a pandemia, houve uma clara diminuição no número de caminhões que chegam às cooperativas (HENRIQUE; MATTOS, 2020; RIO DE JANEIRO, 2020c). Este dado corresponde à realidade das cooperativas entrevistadas, em que 42% possuem apenas uma fonte de financiamento. As cooperativas do Rio que receberam uma única fonte têm muito poucos associados, enquanto as cooperativas com fontes diversificadas, incluindo grandes geradores, têm um número maior de associados.
Esse sistema desencadeou um acordo de cooperação entre a BVRio e o MNCR para envolver as cooperativas nos serviços de logística reversa e aumentar sua fonte de pagamento. Antes do decreto, as cooperativas precisavam ter CNPJ (para emissão de notas fiscais), cadastro em instituições de crédito e enviar documentação sobre o andamento da operação (notas fiscais de venda de material para beneficiadores) para serem colocadas em plataforma eletrônica que incluía Câmbio Reverso . Sistema logístico de registro e emissão de créditos (BVRIO, 2017, PINTO, 2022).
Manejo dos materiais e práticas de prevenção da disseminação do vírus
- Quarentena de resíduos
- Práticas para evitar a disseminação do vírus
- Adoção de EPI’s e as máscaras de proteção PFF2
Em seu estudo, Azevedo et al. 2022) apontou que as cooperativas de reciclagem do estado de São Paulo têm aumentado o uso de equipamentos de proteção individual, principalmente o uso de máscaras. O caminhão é descarregado rapidamente, mas durante a pandemia o uso de máscaras torna-se adequado para esta atividade. Outras medidas importantes incluíram a disponibilização de sabão para lavagem das mãos ou o uso de álcool 70% para desinfecção, bem como a disponibilização de hipoclorito de sódio para desinfecção de equipamentos (ABES, 2020b).
Mas esse incentivo e auxílio não aparece na prática, o que se notou foi um movimento contrário do governo federal, de oposição e boicote ao uso de máscaras de proteção, negação de estudos científicos e de segurança da população, defesa da chamada imunidade de rebanho dos malefícios à imunização por meio da vacinação brasileira. Embora a maioria dos gestores tenha respondido que os cooperados usavam máscaras, durante visitas pessoais às cooperativas observou-se que a maioria dos cooperados não usava máscaras de proteção. Outros PVs mencionados com bastante frequência foram os óculos de segurança, onde declararam o uso de óculos.
Salienta-se que foi dada prioridade à utilização de dois equipamentos de proteção individual, considerados essenciais: botas e luvas. Galon e Marziale (2016) reiteram em estudos sobre condições de trabalho e saúde dos catadores que as luvas são os equipamentos de proteção individual mais utilizados. Portanto, a utilização de EPI adequados é essencial para proteger os trabalhadores que enfrentam riscos ocupacionais.
O estudo realizado no estado de São Paulo mostrou que o uso de máscaras foi mencionado por todas as cooperativas entrevistadas. As cooperativas de Belo Horizonte também receberam orientações sobre o uso de máscaras do poder público, além de máscaras de instituições parceiras (PROTÁSIO, 2022).
Casos de COVID-19 e vacinação entre os(as) cooperados 103
- Vacinação dos(as) cooperados(as)
No estudo de Protásio (2022), não foi realizado nenhum levantamento de casos de infecção em cooperativas dos municípios de Belo Horizonte e Curitiba. A cidade de Manaus, por exemplo, experimentou picos de mortalidade logo após o início da campanha de vacinação no Brasil, que só começou em janeiro de 2021 (ORELLANA et al., 2022), após obstáculos impostos pelo governo federal à chegada de vacinas em o país, Brasil. Segundo a CPI da Pandemia, em 2020 o governo federal deixou de oferecer vacinas à população (BRASIL, 2021b).
Os esforços nesse período de 2021 visaram vacinar a população idosa com pelo menos uma dose (ORELLANA et al., 2022). Em diversos momentos da pandemia, o governo federal deixou de entregar doses de vacinas aos estados brasileiros sem sincronicidade de entrega, causando atraso nas campanhas durante a pandemia (ORELLANA et al., 2022). No estudo, os pesquisadores constataram que houve uma redução significativa de casos graves e mortes por COVID-19 na população idosa vacinada em 2021 em comparação com a amostra não vacinada em 2020.
Portanto, em pessoas vacinadas, o risco, tanto de internações quanto de mortes, foi consistentemente menor em comparação ao risco enfrentado por quem não foi vacinado (ORELLANA et al., 2022). Apesar do contexto nacional de grande número de mortes por COVID-19, com 688 mil óbitos até outubro de 2022, segundo os entrevistados, não houve óbitos por COVID-19 na amostra desta pesquisa. Isso pode estar associado ao fato de a pesquisa de campo ter sido realizada quando a maioria dos trabalhadores já havia tomado a primeira dose da vacina, além de algumas cooperativas que suspenderam suas atividades por alguns meses em 2020.
O estudo de Protásio (2022) não avaliou a vacinação em cooperativas dos municípios de Belo Horizonte, Curitiba e São Paulo, mas esses três municípios classificaram os funcionários do setor de resíduos recicláveis como grupo prioritário para vacinação. Impacto econômico e operacional e vulnerabilidades da pandemia nas cooperativas e catadores de materiais recicláveis diante da realidade pandêmica.
Impactos e vulnerabilidades econômicas e operacionais da pandemia nas
- Materiais comercializados
- Capacitação profissional e treinamento dos(as) catadores(as)
- Veículos para coleta
Disponível em:
Disponível em: Disponível em: Disponível em: 2020a Disponível em: