Acesso aos temas sexo, gênero, identidade de gênero e orientação sexual no ensino de biologia: quando a análise bibliográfica em genética e evolução se encontra. Candidato (dissertação) - Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes.
O que é sexualidade?
Além do sexo biológico e da identidade de gênero, há também a orientação sexual do indivíduo, que inclui a atratividade sexual-afetiva. Este é um parágrafo muito importante, pois pode-se observar não só a presença de elementos descritivos do sexo biológico, mas também da identidade e expressão de gênero, bem como da orientação sexual. Na coleção ainda são apresentadas as ideias de sexo, gênero e orientação sexual com suas influências multifatoriais (SANTOS et al., 2004), da mesma forma que na primeira coleção analisada.
No subtítulo seguinte “Sexo biológico, identidade de gênero e orientação sexual” encontramos a proposta principal deste projeto de forma bastante explícita e fundamentada, com pequenas discussões que repassaremos. Estudos humanos sugerem que os defeitos genéticos na sinalização androgênica associados à orientação sexual ainda são em grande parte inconclusivos (NGUN et al., 2011). Estudos que tentam vincular a orientação sexual ao gene do receptor andrógeno humano e ao gene da aromatase ainda são inconclusivos (NGUN et al., 2011).
Estudos já citados em que se observa alta correlação entre a orientação sexual de gêmeos monozigóticos (de 100% a 6,9%, segundo diversos autores e trabalhos), indicam que, nos casos de gêmeos com orientação discordante, abrem precedentes para a proposta de homens heterossexuais portadores dessa característica, se for assumido que a orientação homossexual está predisposta a fatores genéticos (CHALADZE, 2016). Em relação aos conceitos abordados no produto que os entrevistados não se sentiram confortáveis em discutir com os alunos, foram mencionados gênero (1 entrevistado – 6,3%), gênero, orientação sexual e identidade de gênero. Não foram encontrados inquéritos globais mais recentes sobre orientação sexual na população, em grande parte devido à recolha de dados e à veracidade das informações recolhidas.
O produto desenvolvido intitulado Falando "disso" pretende contribuir para preencher a lacuna na abordagem dos temas sexo, género, identidade sexual e orientação sexual nos manuais analisados, bem como dar a estes temas um novo significado com uma abordagem mais aprofundada. -análise aprofundada dos campos da genética e da evolução. Abordando temas de gênero, sexo, identidade de gênero e orientação sexual no ensino de biologia: quando a análise bibliográfica em genética e evolução encontra a prática pedagógica. Em sua prática pedagógica, costuma tratar também de outros conteúdos relacionados aos temas sexo, gênero, identidade sexual e orientação sexual, que não estão representados no material.
A leitura do material ajudou a compreender melhor os conceitos de sexo, gênero, identidade de gênero e orientação sexual.
Violência simbólica e sexualidade
Análise do livro didático
Segundo o autor, a análise de conteúdo comporta-se como um conjunto de instrumentos metodológicos, em constante aperfeiçoamento e que pode ser aplicado aos mais diversos discursos. Seguindo a análise de conteúdo proposta por Moraes (1999), com forte influência de diversos autores que falam e principalmente Bardin (1977), o processo será realizado em três etapas principais: 1 – Pré-análise, 2 – Unitarização do conteúdo/Exploração do material, 3 – Tratamento dos resultados, conclusão e interpretação.
Quadrinhos no processo de ensino aprendizagem
Dessa forma, o objetivo é ter um raciocínio dedutivo, no qual são criados enunciados probabilísticos e generalizações, muito utilizado em pesquisas tradicionais. Entende-se, portanto, que este tipo de material pedagógico, por sua abordagem contextualizada ao cotidiano do aluno, de forma mais atrativa e divertida, é capaz de integrar conteúdos complexos e abstratos, como temas transversais que discutem questões sociais (saúde) . , sexualidade, etc.) com uma linguagem própria que melhor atinja o público-alvo.
Elaboração de questionários
Novamente, deve-se levar em conta o conhecimento prévio dos entrevistados, para que não relatem resultados insuficientes (GIL, 2008). As alternativas, além de completas, devem ter quantidade suficiente para abranger todas as experiências.
OBJETIVOS
Objetivo geral
Objetivos específicos
METODOLOGIA
- Análise dos livros didáticos
- Revisão bibliográfica
- Produto
- Avaliação do produto
Tudo isto foi criado em forma de banda desenhada ilustrada, onde as personagens dialogam entre si e com o leitor, promovendo assim uma maior identificação dos alunos, com linguagem adequada à faixa etária pretendida, garantindo que independentemente dos conhecimentos apresentados, princípios de o direito à identidade, expressão, exposição e respeito. Ao final da elaboração do material, ele foi apresentado ao grupo de alunos do PROFBIO – Mestrado Profissional em Rede Nacional de Ensino de Biologia, núcleo UERJ, Rio de Janeiro, como forma de avaliar seus posicionamentos e informações apresentadas durante diferentes realidades emocionais e socioculturais na forma de um questionário.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Biologia Moderna: Amabis e Martho
- Volume 1
- Volume 2
- Volume 3
Na primeira análise, descobriram que esta região é responsável por um gene que afeta a orientação sexual. O resultado indica a presença de influência dos genes maternos expressos e consequente silenciamento dos genes paternos para orientação sexual em 10q26.
Biologia Hoje: Sérgio Linhares, Fernando Gewandsznadjer e Helena Paca 33
- Volume 2
- Volume 3
Conexões com a Biologia: Miguel Thompson e Eloci Peres Rios
- Volume 1
- Volume 2
- Volume 3
Já na primeira análise é possível perceber a preocupação dos autores em criar uma base cognitiva e emocional importante para o aprofundamento no tema da sexualidade, como um processo que recebe influências não apenas biológicas, mas também sociais e permeia toda a vida. de indivíduos (EL-HANI et al., 1997). Além disso, o tema não está relacionado apenas ao ato sexual, mas como uma rede de relações interpessoais que se configuram a partir da experiência, do inatismo e devem ser tratadas com a devida atenção (LIMA et al., 2015). Como essas representações dependem não apenas do sexo biológico, mas também de interpretações históricas, podem surgir conflitos e controvérsias sobre como definir o que é apropriado e valorizado, e como lidar com aqueles que não se enquadram nos padrões (THOMPSON; RIOS, 2016 ). , pág. 179).
Primeiramente, olhando para a proposta do sexo biológico entendido pelos autores, como a presença de órgãos genitais: sabe-se que tal concepção minimiza e simplifica um conceito multifatorial, que inclui não apenas os órgãos genitais, mas também a composição cromossômica, e a presença hormonal (NGUN ET AL., 2011). Após esse momento, a proposta de gênero é incluída no texto, apresentando-se bem como uma composição formada não apenas por predisposições sexuais biológicas (o que de certa forma confirma a afirmação anterior de que estas últimas são movidas apenas pelos genitais e não pelo compartilhamento hormonal fatores, muito mais justificáveis quando relacionados às pessoas cisgênero), bem como as influências culturais e os respectivos posicionamentos de cada grupo. Simplificando, o desejo pode ser direcionado a pessoas do sexo oposto (heterossexualidade), pessoas do mesmo sexo (homossexualidade) ou pessoas de ambos os sexos (bissexualidade).
Tal como outros comportamentos, a orientação sexual desenvolve-se a partir da interacção de numerosos factores ao longo dos anos, mas não existem conclusões definitivas sobre as causas das diferentes orientações. Com isso, apesar de ser um tema complexo por envolver tabus que expressam discriminação e preconceito, a homossexualidade e a bissexualidade não devem ser vistas como uma doença ou transtorno, mas como variações da sexualidade humana (THOMPSON; RIOS, 2016, p. 179). Porém, ainda há uma confusão no discurso, principalmente no que diz respeito à construção do sexo “biológico”, onde diversas interferências e construções podem ser sofridas (PENNA, 2010), mas estas são apresentadas no material em diferentes contextos, o que não acontece. não permitem uma leitura completa baseada na análise individual das unidades examinadas (MORAES, 1999).
Revisão bibliográfica
- Aspectos morfofisiológicos de diferenciação sexual
- Aspectos psicológicos e comportamentais da diferenciação sexual
- Diferenciação sexual voltada à cromossomos sexuais
- Distribuição social relativa à orientação sexual
- Orientação sexual em animais
- Orientação sexual e dimorfismo morfofisiológico
- Orientação sexual atrelada a fatores genéticos
- Orientação sexual e fatores ambientais
- Orientação sexual e base evolutiva
- Transexualidade e as bases genéticas
Nesse caso, o grupo de células diferenciadas ficou conhecido como INAH3 (terceiro núcleo intersticial do hipotálamo anterior), sendo aproximadamente 3 vezes maior no sexo masculino do que no feminino. Como resultado, observou-se que em homens heterossexuais o INAH3 é aproximadamente 3 vezes maior que em homens homossexuais, podendo até estar ausente em indivíduos deste último grupo. Partindo de uma análise comportamental, o fato de homens XY e mulheres X0 (Síndrome de Turner) apresentarem maiores dificuldades nas interações sociais do que mulheres XX pode ser um indício de que existe um locus gênico responsável por esse aspecto no cromossomo X (NGUN et al. , 2011).
Contudo, estas hipóteses ainda não são conclusivas, uma vez que os homens apresentam capacidades verbais inferiores às das mulheres (o que sugere que o aumento da carga do cromossoma X pode estar relacionado com este factor) e maiores capacidades visuais e espaciais; entretanto, em mulheres com Síndrome de Turner, as habilidades visuais e espaciais estão diminuídas, mas a habilidade verbal está aumentada (TEMPLE, 2002; ROSS et al., 2004). Os últimos resultados mostram que o potencial para orientações homossexuais é mais frequente em homens e mulheres do que o esperado. Uma das várias hipóteses para a orientação sexual diferencial em mamíferos vem do papel dos fatores hormonais durante o período pré-natal.
Assim, neste modelo, os investigadores descobriram que o número de irmãos homossexuais de outros homossexuais (entre homens e mulheres) é superior ao número entre heterossexuais e homossexuais, sugerindo alguma influência genética. Além disso, os fatores ambientais também devem ser vistos como influenciadores de tais características, caso contrário todos os irmãos gêmeos monozigóticos teriam que ter a mesma orientação sexual (KIM, 2009). 'meio ambiente' é mais amplo do que para outros cientistas: no primeiro caso, 'meio ambiente' é definido como qualquer tipo de influência que não seja causada por fatores genéticos, nem mesmo por fatores somáticos.
Produto
- Avaliação do produto
Quanto à abordagem do conteúdo exposto no material, responderam abordar o tema sexo, o tema gênero, o tema identidade de gênero, bem como 6 (37,5%) o tema orientação sexual em suas práticas pedagógicas. Dentre os conteúdos presentes no material que os entrevistados gostariam que fossem abordados com mais profundidade, gênero (5 entrevistados – 31,3%), orientação sexual, IST e 6 (37,5%) foram relatados como bastante completos e aprofundados no produto. . sem grandes intervenções. Outros estudos sobre a expressão hormonal durante a gravidez em roedores e a orientação sexual foram inconclusivos, e a necessidade de aplicação em humanos é necessária devido à complexa rede social que os rodeia.
No que diz respeito à orientação sexual e à sua base evolutiva, estudos recentes sugerem que existe um provável aumento da fertilidade feminina causado por genes que predispõem à homossexualidade nos homens, o que justifica a estabilidade populacional do grupo. Efeitos do estresse pré-natal e da exposição pré-natal ao álcool e à nicotina na orientação sexual humana. Não é uma escolha, é a maneira como somos construídos': Crenças simbólicas sobre a orientação sexual nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha.” Journal of Community & Applied Social Psychology, Vol.
Androgens and psychosexual development: core gender identity, sexual orientation, and childhood gender role memory in women and men with congenital adrenal hyperplasia (CAH). New Evidence for Genetic Factors Affecting Male Sexual Orientation: Maternal Enhancement of Female Fertility. White Americans' Genetic Lay Theories of Racial Difference and Sexual Orientation: Their Prejudicial Attitudes toward Blacks and Gays and Lesbians.” Group Processes and Intergroup Relations v.
Análise de associação entre tag SNP para polimorfismo sonic hedgehog rs9333613 e orientação sexual masculina. Você está convidado a participar da pesquisa "Abordando os Temas de Sexo, Gênero, Identidade de Gênero e Orientação Sexual no Ensino de Biologia: Quando a Análise Bibliográfica em Genética e Evolução Encontra a Prática Pedagógica", desenvolvida por Whitaker Jean Jaques e Silva, aluno do Curso Profissional Mestrado em Ensino de Biologia em rede nacional (PROFBIO), orientado pelo Professor Dr.