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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Mestrado Profissional em Docência na Educação Básica) – Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. Mestrado Profissional em Docência na Educação Básica) – Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. E esse movimento seria essencialmente um passo importante em direção ao futuro e, em certa medida, contribuiria para a construção de um caminho ao longo do qual se traçaria um projeto mais justo.

Foi um grupo de pessoas que se reuniu para discutir os problemas e o potencial do meu bairro. É sempre bom lembrar, lembrar que o ar vazio num rosto escuro está cheio de dor.

Experiência docente

Que um copo vazio está cheio de ar É sempre bom lembrar que a aparência escura de um rosto está cheia de ar vazio, Vazio daquilo que ocupa lugar no ar do copo. A estrutura operacional da instituição escolar pública organiza e prepara o espaço formal de aprendizagem nas salas de aula e onde professores e alunos se reúnem. Este encontro é o principal momento onde a instituição pode praticar e identificar manifestações de tratamento diferenciado nas relações aluno-aluno e professor-aluno.

A dor que eu calo

Em geral, temos alguns momentos na escola onde podem ocorrer e ocorrem situações de racismo, além do chamado racismo estrutural. Existem dois setores dentro das escolas que se comunicam com os alunos fora da sala de aula. O que se percebe é que a instituição escolar não reconhece essas questões como um campo de atuação de sua natureza.

O silêncio que é audível

Se você não investigar sua presença, se não monitorá-la cuidadosamente, o que na verdade estará fazendo é confirmá-la. Então é como se o sujeito que não possui conhecimento científico não tivesse uma identidade que pudesse ser reconhecida naquele lugar. A investigação mostra que os negros sofrem porque são “outros” numa sociedade que se considera branca.

Algumas bases para compor o cenário

Apresento as contribuições da perspectiva intercultural e sintetizo a minha posição da seguinte forma: a perspectiva intercultural na educação visa superar as construções da visão didático-psicológica da diferença, sem negar as suas contribuições; busca manter um diálogo crítico com contribuições de diversos movimentos, tanto da sociologia quanto da teoria curricular. afirma o compromisso com a transformação política e social proposta pela pedagogia crítica, ao mesmo tempo que integra a importância das questões culturais nesta perspectiva; vê as diferenças como construções sócio-históricas que ocorrem nas relações sociais, desnaturalizando a visão muitas vezes presente nas práticas sociais e educativas que consideram dados “naturais”. Mas o que está claro é que alcançar este objectivo exigirá muito mais esforço do que o que tem sido feito. O Brasil dá sinais de que não se sente obrigado a reduzir as desigualdades socioeconômicas que caracterizam a nossa população.

A beleza é produzida pela nossa experiência vivida localizada no “espaço social” – espaço que não é apenas físico, mas historicamente moldado por hierarquias sociais e diferenças que estão geograficamente sedimentadas – e é também algo que constitui esse espaço. Acrescenta que se trata de uma atitude de preconceito, discriminação ou mesmo hostilidade para com diferentes segmentos sociais ou geográficos. Nas três línguas, o racismo é algo estruturado na premissa de que existem raças superiores e raças inferiores.

Não há educação que não esteja imersa nos processos culturais da sociedade, especialmente no momento histórico e no contexto em que está situada. O europeu, ao se deparar com a espantosa diferença de costumes (algo que nem a imaginação mais fértil daquele período histórico poderia imaginar), teve certeza de que se tratava de criaturas primitivas, abaixo dos padrões de polidez que ele tinha como referência. Portanto, foi necessário muito pouco tempo para que ele se considerasse superior aos povos nativos das terras “de além-mar”.

Mas ele não conseguiu compreender a magnitude do que se desenrolava diante dos seus olhos enquanto tentava impor a sua ganância e a lógica da ocupação e da exploração.

A força do trabalho

O Brasil, 5 séculos e 18 anos após a chegada dos invasores, revela que compreendeu plenamente a forma violenta e opressiva de encobrir e explorar os não-brancos. No Brasil, do início ao final do século XIX, a proporção de mulatos cresceu de 10% para 41% da população total. Isto implica uma rápida mistura inter-racial e casamento e mostra que a mobilidade social deste estrato era mais do que uma fantasia.

A partir da segunda metade do século XIX, a ascensão social dos mestiços no Brasil resultou efetivamente na conquista de mulatos como figuras de destaque na literatura, na política, nas forças armadas e como ministros, embaixadores e até presidentes da república. Este padrão de emergência social selectiva de mestiços só mudaria definitivamente com a chegada de milhões de europeus a partir do final do século XIX. Ser considerado branco significava ser útil aos esforços de modernização do país, daí a possibilidade de se tornar branco, preso a outros sistemas com características diferentes.

O branco era (e ainda é) um indicador da existência de um conjunto de características morais e culturais, e não da cor da pele. Branquear, numa sociedade europeia, significa partilhar os valores dominantes daquela cultura, ser a favor deles. O preconceito, neste sentido, é a suposição de que alguém de ascendência africana é “primitivo”, “incivilizado”, incapaz de realizar as actividades esperadas de um membro de uma sociedade que foi “civilizada” pelos padrões europeus e ocidentais.

Durante o período da escravidão, os negros eram desalmados, não humanos e, portanto, suscetíveis a tratamentos desumanos; na transição da escravatura para o trabalho remunerado, os negros eram incompetentes para trabalhar no novo sistema de trabalho e, portanto, corriam o risco de serem excluídos do mercado de trabalho formal; Então, os negros tiveram como alternativa de integração social a assimilação dos valores brancos, inclusive mascarando as características visíveis de suas origens por meio da miscigenação (OLIVEIRA, 2000, p. 83-84).

A ação de unir

Durante os anos de experiência na rede pública e privada de ensino, entendi o quanto é importante desenvolver um trabalho que tenha como foco o caminho da aproximação, da união e do entendimento mútuo entre os alunos. No entanto, vale a pena notar que as relações mútuas entre diferentes grupos estão a tornar-se cada vez mais difíceis. Um falso ideal de igualdade tem fomentado vários processos de homogeneização e aniquilação das diferenças.

No geral, o seu feedback mostra que eles encaram os melhores momentos de ensino como aqueles que uniram a turma e quebraram as barreiras de relacionamento entre colegas. É necessário incutir nos jovens o desejo de se reconhecerem e se afirmarem nas suas especificidades, nas suas características, e de fazerem o mesmo em relação aos outros. Se tivermos presente o que foi dito anteriormente, a questão da cor da pele é um campo de reação, porque acaba por ser um dos fatores constantes que anteriormente determinavam um lugar numa sociedade de dominação, subalternização e discriminação.

É uma crítica à nossa herança de escravatura, que é agora utilizada para oprimir todas as classes de pessoas, independentemente da cor da pele, embora a cor da pele negra implique um mal adicional. É importante também compreender as necessidades que reproduzem as misérias decorrentes do pertencimento a uma classe, uma vez que estas, diferentemente da cor da pele de um indivíduo, podem ser alteradas. Por outro lado, a escola, como instrumento de sociabilidade, poderia também ajudar a quebrar a reputação social dos grupos socialmente marginalizados, valorizar identidades diferentes, reconhecer os valores e a riqueza de todos os grupos culturais, quebrar preconceitos, promover a coexistência pacífica entre todos e fortalecer uma convivência mais dialógica entre as diferentes pessoas.

É importante ressaltar que o cenário escolar que se apresenta hoje é um ponto de partida para isso.

Tabela 1: Mapeamento dos alunos (continua)
Tabela 1: Mapeamento dos alunos (continua)

Somando e analisando os totais

Esta não é uma dificuldade que possa ser superada após alguns anos de enfrentamento. Trata-se aqui de algo que se vê no horizonte, ou seja: trata-se de um. Essa série de respostas nos leva à pergunta: por que os negros se tratam dessa forma?

O que você odeia em si mesmo é projetado em uma figura que é frágil o suficiente para que esse ódio seja aplicado. Mesmo com essa “curiosidade”, tendemos a dizer que as pessoas que se consideram alvo de preconceito, apesar de representarem um grupo minoritário, reforçam a percepção de que o ambiente em que vivem esses estudantes é repleto de discriminação racial. . Desta forma, estabelece-se uma rede de informação entre todos os agentes escolares sobre cada aluno, quer através de reuniões do conselho de turma, quer através de conversas informais diárias.

A conclusão é que a desigualdade racial no Brasil se expressa claramente em termos de violência letal e políticas de segurança. É necessário praticar uma educação que ajude o ser humano não apenas a ver a aparência exterior, mas a aprofundar a sua visão e a ver com o coração. Portanto, toda proposta educativa terá que partir de uma escuta sensível (no sentido de rever a sua inadequação em termos daquilo que não conseguimos desnaturalizar nos currículos) - algo que confronte, que denuncie ao mesmo tempo a violência epistêmica e que possa gerar propostas por estratégias que nos levem a descolonizar nossos corpos e nossas práticas discursivas.

Nesta perspectiva, ele defende tirar das sombras todas as formas de discriminação que possam ocorrer nas sociedades e instituições. Pensar desta forma significa que você está na base do que pode esperar do ato educativo, que deve assumir uma postura proativa no dia a dia. Não quero – nem remotamente – apresentar argumentos a favor de quem faz a guerra em nome da paz, de quem mata em nome da vida (..). Contudo, não há como fugir ao facto de que numa sociedade plural – que assim se quer manter – os intolerantes não conseguirão esticar o peito e defender o ataque a quem é diferente do seu direito.

A educação para a tolerância é mais necessária e produtiva do que se pensava inicialmente, pois procura intervir nos valores e atitudes moralmente exigidos. Celso Martinez Corrêa, em uma “sociedade de colarinho”, que pode ser entendida como o fato de serem colocados limites no pensamento das pessoas, dificultando a criatividade, a busca do crescimento interior de cada pessoa, a mentalidade castradora e o desenvolvimento da capacidade do indivíduo de processar informações, filtrar e ideologias.

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Tabela 1: Mapeamento dos alunos (continua)

Referências

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Que dentro do curso de pedagogia, que a gente tenha algo que uma abordagem mais aprofundada sobre o desenvolvimento infantil, porque assim, quando a gente entende como é que