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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - Univali

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Academic year: 2023

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A principal contribuição empírica está ligada à falta de estudos focados na gestão de stakeholders nos portos brasileiros. Ao analisar o contexto exposto, este trabalho tem como questões de pesquisa: Na visão dos gestores portuários, a gestão dos stakeholders afeta a competitividade dos portos.

OBJETIVOS DA PESQUISA

Objetivo geral

Objetivos específicos

JUSTIFICATIVA

Esta pesquisa também se justifica pela carência de estudos sobre gestão de stakeholders que visem analisar sua influência na competitividade do sistema portuário brasileiro. Também será apresentada a ligação deste tema com o sistema portuário e suas influências na competitividade deste setor.

A TEORIA DOS STAKEHOLDERS

Proprietários, comunidade financeira, consumidores, funcionários, concorrentes, fornecedores, governo, associações comerciais, grupos ativistas, grupos de proteção ao consumidor, grupos políticos, sindicatos. Grupos comuns de partes interessadas, como consumidores, funcionários, governo e proprietários, também são identificados entre os autores.

Figura 1 – A firma e seus stakeholders
Figura 1 – A firma e seus stakeholders

OS STAKEHOLDERS E SUAS CLASSIFICAÇÕES

É importante considerar um aspecto em termos de definição dos níveis de importância das partes interessadas para as organizações. 4º, o autor afirma que existem três tipos de interesses por parte dos stakeholders: interesses sociais, económicos ou patrimoniais.

Figura 2 – Stakeholders internos e externos
Figura 2 – Stakeholders internos e externos

ESTRATÉGIAS DE RELACIONAMENTO COM OS STAKEHOLDERS

A segunda perspectiva envolve a definição de ações para gerenciar o relacionamento da organização com seus stakeholders. Em outra visão, Frooman (1999) usou a teoria dos recursos para gerar quatro tipos de estratégias de influência das partes interessadas (retenção, uso, direto e indireto) e tipos de relacionamentos (poder da empresa, alta interdependência, baixa interdependência e poder das partes interessadas) entre as organizações e seus interessados. festas.

Figura 5 – Etapas para melhorar o gerenciamento dos stakeholders
Figura 5 – Etapas para melhorar o gerenciamento dos stakeholders

A COMPETITIVIDADE

A participação de mercado expressa quanto faturamento, produção ou faturamento uma empresa possui para um determinado mercado. Robbins (2000) resume o conceito de vantagem competitiva como a habilidade ou circunstância que dá a uma empresa uma vantagem relativa sobre seus rivais.

O SISTEMA PORTUÁRIO

A Lei N.º 8.630/93 (Lei dos Portos), a Medida Provisória 595 e a Lei N.º 12.815/13 do

A criação da Lei Portuária é considerada um marco institucional para o sistema portuário brasileiro, pois permitiu o aumento da participação privada no transporte e armazenamento de cargas. Embora haja uma tendência de redução do investimento público na infraestrutura dos portos brasileiros em decorrência da transferência de parte dessa responsabilidade para o setor privado, a Lei 8.630 não elimina completamente a participação financeira do poder público no setor portuário.

Figura 7 – Forma de administração dos principais portos brasileiros
Figura 7 – Forma de administração dos principais portos brasileiros

Competitividade do Sistema Portuário Brasileiro

A competitividade do sistema portuário brasileiro foi fortalecida com a implementação da Lei nº. 8.630/93, que determinou a erradicação do monopólio da administração portuária nas operações portuárias, que foi transferido para operadores portuários privados dentro do porto. A MP 595, que contém a Lei nº. A Lei revogada 8.630/93 dispõe sobre novo regime para a exploração dos portos organizados, das instalações portuárias e das atividades desenvolvidas pelos operadores portuários.

O GERENCIAMENTO DOS STAKEHOLDERS PORTUÁRIOS

As relações interorganizacionais econômicas e contratuais com stakeholders externos são caracterizadas por duas formas de interação: física (ou seja, relacionada à transferência física de carga) e imaterial (MARTIN; THOMAS, 2001). Uma estratégia eficaz de gestão do relacionamento com as partes interessadas não é possível sem estruturas de governação portuária bem definidas.

Figura 8 – O Porto como um elo entre os stakeholders
Figura 8 – O Porto como um elo entre os stakeholders

DELINEAMENTO DA PESQUISA

Este capítulo apresenta o método de pesquisa utilizado para identificar e analisar evidências relacionadas à gestão de stakeholders em relação à competitividade dos portos brasileiros. Nesta pesquisa foi utilizado o método do estudo de vários casos, que tem sido utilizado por muitos pesquisadores nos últimos anos, pois permite estabelecer comparações e obter resultados mais expressivos (GODOY, 1995) e convincentes (YIN, 2001). Segundo Yin (2005), essa sequência de atividades, se feita corretamente, pode ajudar os pesquisadores a obter resultados mais precisos e convincentes.

Com base neste autor, o próximo item apresentará o método utilizado para desenvolver a pesquisa.

MÉTODO

  • Fase I: exploratória e elaboração do protocolo de entrevistas
  • Fase II: exploratória/descritiva
  • Análise
  • Justificativa dos portos em estudo

Na primeira fase da pesquisa, o pesquisador mapeou os principais stakeholders do segmento portuário e eles foram confirmados por especialistas da área portuária, que serviram de base para entrevistas na fase de coleta de dados. Vale ressaltar que os dados fornecidos informalmente foram levados em consideração pela pesquisadora durante a fase de análise dos dados. O método utilizado para analisar os resultados da pesquisa foi a análise de conteúdo, utilizando como base as entrevistas realizadas com os gestores dos portos de Itajaí e Paranaguá.

Na fase inicial da pesquisa foram definidos os casos investigados tendo como critérios de seleção a representatividade dos portos no cenário brasileiro, as características de navegação e gestão dos portos, o tipo de carga movimentada e a acessibilidade do pesquisador.

Figura 9 – Figura de pesquisa
Figura 9 – Figura de pesquisa

O PORTO DE ITAJAÍ

A estrutura administrativa da Capitania dos Portos do Porto de Itajaí é composta por uma fiscalização e cinco diretorias: Diretoria Administrativa-Financeira, Diretoria Técnica, Diretoria Administrativa, Diretoria Comercial e Diretoria de Integração Portuária. O complexo portuário de Itajaí possui uma bacia de desenvolvimento com 1.100 metros de extensão, 400 metros de largura e 10,5 metros de profundidade. Além do porto público e da área arrendada à APM Terminals Itajaí, o complexo portuário de Itajaí conta com Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes, Terminal Portuário Braskarne, Trocadeiro Terminal Portuário, Poly Terminais S/A e Teporti Terminal Portuário Itajaí S/ UM.

A movimentação de contêineres merece destaque, colocando o porto de Itajaí entre os portos do país com maior produtividade (ABRATEC, 2012).

Figura 10 – Localização do Porto de Itajaí/SC.
Figura 10 – Localização do Porto de Itajaí/SC.

O PORTO DE PARANAGUÁ

As exportações do Estado do Paraná que passam pelo porto de Paranaguá têm como destino principal a comunidade europeia (40,70%), seguida pelos Estados Unidos, Porto Rico (25,50%) e Mercosul (14,89%). Atualmente, o Porto de Paranaguá conta com aproximadamente 50 operadores portuários responsáveis ​​pela movimentação de todas as cargas operadas no porto. O nº 15 apresenta uma vista panorâmica do Porto de Paranaguá, destacando a estrutura física do Complexo do Corredor de Exportação.

Nos últimos quatro anos, o Porto de Paranaguá apresentou crescimento contínuo no tráfego geral de cargas.

Figura 13 – Localização do Porto de Paranaguá/PR.
Figura 13 – Localização do Porto de Paranaguá/PR.

FASE I: OS STAKEHOLDERS PRIMÁRIOS NA VISÃO DOS EXPERTS

Conforme já destacado na metodologia da pesquisa, esta lista de stakeholders primários foi utilizada como base para o protocolo e aprofundada durante entrevistas com gestores portuários. Para alguns especialistas, os entrepostos aduaneiros, os agentes marítimos e os despachantes aduaneiros são considerados intervenientes muito importantes no sistema portuário, pois podem intervir diretamente na operação de um porto. Os especialistas também relataram que as características de um porto podem influenciar a definição dos principais interessados.

A próxima seção apresentará as percepções dos gestores em relação aos principais stakeholders identificados, bem como o relacionamento atualizado com base em suas opiniões.

FASE II - OS STAKEHOLDERS PRIMÁRIOS NA VISÃO DOS GESTORES DOS PORTOS

Habilidade gerencial - negociação

Sempre que possível, procuram adotar um comportamento de mediação na procura de sinergia entre o porto e os stakeholders e ajudam a melhorar o relacionamento entre os próprios stakeholders do sistema portuário. Devido à complexidade, as negociações com as partes interessadas nos portos estudados, por vezes, têm de ser conduzidas pelos próprios gestores. Em alguns casos relatados pelos entrevistados, a liderança do processo de negociação com os stakeholders do sistema portuário é exercida por um dos órgãos intervenientes.

As habilidades de gestão e negociação são vistas pelos gestores dos portos pesquisados ​​como fundamentais para a construção de bons relacionamentos com as partes interessadas, e percebem que o papel da autoridade portuária é muito importante, se não visto como uma obrigação.

Figura 18 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Negociação” presente nos Portos
Figura 18 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Negociação” presente nos Portos

Habilidade gerencial - marketing

Para McDaniel e Gates (2006), a pesquisa de marketing é um importante instrumento que demonstra proatividade na análise de determinado mercado e no apoio à tomada de decisão. 19 é apresentada uma representação gráfica das cotações associadas aos códigos gerados em relação à habilidade de gestão de marketing. O código primário de habilidade de marketing está vinculado a dois códigos que representam as falas dos entrevistados relacionadas à ausência de ação de marketing e à ação de marketing mapeada pelo pesquisador em 8 citações durante as entrevistas.

A ilustração também apresenta uma contradição entre a falta de códigos de ações de marketing e ações de marketing, pois na opinião de um entrevistado do Porto de Paranaguá, o porto não necessita de acesso comercial com usuários para aumentar seus níveis de movimentação de cargas e acesso de navios . porque se o porto tiver a estrutura certa e oferecer boas condições de acesso aos navios, aos próprios clientes.

Figura 19 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Marketing” presente nos Portos
Figura 19 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Marketing” presente nos Portos

Habilidade gerencial - formulação de estratégia

Para alguns entrevistados, o planejamento portuário está incluído no PDZPO, conforme mencionado na seção anterior. Alguns entrevistados entendem o PDZPO como um documento que pode servir de base para a formulação de estratégias, mas não representa integralmente o planejamento do porto. O PDZ-PO de certa forma representa o planejamento estratégico do porto, pois define os limites do porto e os limites da cidade.

É um documento macro e dinâmico que prevê a questão do zoneamento e a possível ampliação do porto.

Figura 20 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Formulação de Estratégia” presente nos Portos
Figura 20 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Formulação de Estratégia” presente nos Portos

Habilidade gerencial - proatividade

Algumas ações realizadas pelo porto e mencionadas pelos gestores durante as entrevistas não podem ser consideradas práticas proativas, como as reuniões do CAP por exemplo, por serem reuniões obrigatórias conforme previsto na lei 8.630/93. Algumas ações identificadas pelos gestores como boas práticas de gestão são consideradas ações reativas, o que contraria a indicação da existência de medidas compensatórias. Além das medidas compensatórias, vale ressaltar que algumas ações e práticas preventivas já foram adotadas pelas autoridades portuárias no passado, mas não são mais aplicadas.

Os entrevistados relataram que é difícil manter algumas ações proativas devido à constante mudança de cargos de gestão sênior.

Figura 21 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Proatividade” presente nos Portos
Figura 21 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Proatividade” presente nos Portos

Habilidade gerencial – recursos

Os gestores portuários entrevistados enfatizaram a importância de gerir e planejar recursos para garantir que sejam alocados em ações que possam gerar valor para os stakeholders portuários. Vinculados a este código, destacam-se outros 3 códigos interligados, gestão de recursos com 9 declarações, prestação de contas com 1 cotação e alocação de recursos para atendimento às necessidades dos stakeholders, que agrupam 2 cotações. Todos os principais processos financeiros, incluindo o orçamento, são auditados por órgãos reguladores estaduais e federais, como o Tribunal de Contas do Estado e o.

Foram identificadas duas citações que mostram que os gestores portuários gerenciam recursos para atender às necessidades de seus stakeholders.

Figura 22 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Recursos” presente nos Portos
Figura 22 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Recursos” presente nos Portos

Habilidade gerencial - stakeholder-serving

23 apresenta diversas citações que registram a existência de ações dos gestores de acordo com as competências gerenciais a serviço dos stakeholders. Na representação gráfica da capacidade de atendimento às partes interessadas podem ser observados 3 clusters associados ao código de capacidade de atendimento às partes interessadas principal. Num dos códigos gerados, 4 citações demonstram falha no atendimento às necessidades de alguns stakeholders, contrastando 19 citações com exemplos de práticas onde.

23, a diretoria de integração portuária presente no porto de Itajaí e as ações de educação ambiental citadas pelos gestores do porto de Paranaguá.

Figura 23 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Stakeholder Serving” presente nos Portos
Figura 23 – Ilustração da Habilidade Gerencial “Stakeholder Serving” presente nos Portos

Relacionamento - habilidade gerencial identificada pelo pesquisador

Por outro lado, possíveis problemas de relacionamento com os stakeholders podem afetar negativamente o desenvolvimento dos portos (AERTS, 2012). 24, vários casos de problemas de relacionamento entre o porto e seus stakeholders foram mencionados pelos entrevistados. Nestes casos, a autoridade portuária deve atuar como indutora de práticas relacionais para aumentar a sua competitividade (AERTS, 2012).

Os problemas de relacionamento estão, em alguns casos, relacionados com as dificuldades enfrentadas pelas autoridades portuárias no que diz respeito ao cumprimento da legislação, portarias e resoluções definidas pelos intervenientes com competências nas áreas de impacto dos portos, como alfândega, segurança, acesso, saúde, socio- ambiental. questões e política.

Figura 24 – Ilustração da Nova Habilidade Gerencial “Relacionamento” presente nos Portos
Figura 24 – Ilustração da Nova Habilidade Gerencial “Relacionamento” presente nos Portos

A INFLUÊNCIA DOS STAKEHOLDERS NA COMPETITIVIDADE DO SISTEMA PORTUÁRIO

O objetivo principal da pesquisa de analisar a influência da gestão de stakeholders na competitividade dos portos, sob o ponto de vista dos gestores portuários, consistiu na análise de. A partir da identificação dos stakeholders mais relevantes, foram mapeados os métodos atuais utilizados pelos gestores portuários para gerir os stakeholders portuários. Além disso, o relacionamento apresentou-se como uma nova habilidade gerencial fundamental para a gestão dos stakeholders portuários, complementando as demais habilidades prescritas por Freeman (1984).

No entanto, para todas as competências de gestão foram identificadas lacunas ou práticas descontinuadas que comprometem a gestão adequada dos stakeholders e o desenvolvimento da competitividade do sistema portuário. Os principais fatores que afetam a competitividade dos portos brasileiros também são destacados como importantes resultados gerados e os aspectos de melhoria que direcionam os gestores portuários a desenvolverem práticas para melhorar suas ações relacionadas à gestão dos stakeholders. As organizações com elevada capacidade de gestão das suas partes interessadas são proativas, antecipando as preocupações das partes interessadas e tentando influenciar o ambiente das partes interessadas.

Figura 25 – Ilustração da Influência dos Stakeholders na Competitividade dos Portos
Figura 25 – Ilustração da Influência dos Stakeholders na Competitividade dos Portos

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Figura 1 – A firma e seus stakeholders
Figura 2 – Stakeholders internos e externos
Figura 3 – Atributos dos stakeholders
Figura 4 – Classificação dos stakeholders: interesse X poder
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Referências

Documentos relacionados

Ao analisar na perspectiva da Etnomatemática, nota-se que, como de acordo com Gonçalves, et al apud KNIJNIK, 2013, por uma lado há o propósito de ensinar a Matemática acadêmica,