• Nenhum resultado encontrado

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ – UNIVALI"

Copied!
88
0
0

Texto

Aborda inicialmente os princípios mais relevantes aplicados ao processo de execução e, no capítulo seguinte, trata da categoria de execução contra o erário, suas competências judiciais e por fim o sistema de precatórios, a origem da instituição e suas particularidades, a tipos de precatórios e o perfil constitucional atual com o surgimento da Constituição Federal de 1988, após o desenvolvimento do Instituto com as diversas emendas e alterações, especialmente aquela instituída pela Emenda Constitucional 62/2010, com o objetivo de evidenciar os pontos polêmicos desta alteração, progressos e retrocessos. No Capítulo 2, que trata especificamente da execução contra o Tesouro, seus poderes judiciais e suas circunstâncias especiais.

JURISDIÇÃO E O CONCEITO DE EXECUÇÃO

CLASSIFICAÇÃO DAS ESPÉCIES DE EXECUÇÃO

  • E XECUÇÃO PARA ENTREGA DE COISA CERTA E INCERTA
  • E XECUÇÃO DAS OBRIGAÇÕES DE FAZER E DE NÃO FAZER
  • E XECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE
  • E XECUÇÃO DE P RESTAÇÃO A LIMENTÍCIA

A DEFESA DO EXECUTADO

A execução contra a Fazenda está expressamente prevista e outras modalidades são destacadas nos artigos 730 e 731 do Código de Processo Civil. A execução do pagamento de determinada quantia ao Tesouro nada mais é do que uma falsa execução, cuja única medida restritiva permite o sequestro em caso de reversão da ordem judicial. Em síntese, a execução contra o Ministério Público é regida pela Constituição Federal, no artigo 100 e seus respectivos parágrafos, e complementada pelo disposto nos artigos 730 e seguintes do CPC.

730 e 731 do CPC aplicar-se-ão na execução contra a Fazenda Pública em face de qualquer espécie de título. O capítulo do artigo 730 do Código de Processo é exaustivo sobre a necessidade de acionar a Fazenda Pública para se opor a embargo à execução de determinada quantia movido contra ela. Na verdade, o cerne da discussão limita-se à possibilidade de execução provisória contra o Tesouro Público.

Conclui-se, portanto, que, também na interpretação lógico-sistemática, não é autorizada a aplicação de execução liminar contra a Fazenda Pública. Apesar de ser expedida no âmbito do Poder Judiciário, a requisição corresponde a um ato extrajudicial, até porque ocorre após o término da fase judicial do processo de execução contra a Fazenda Pública.

SUSPENSÃO E EXTINÇÃO DO PROCESSO DE EXECUÇÃO

A EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA

  • E XECUÇÃO DO T ÍTULO CONTRA DA F AZENDA P ÚBLICA
  • A NECESSIDADE DE CITAÇÃO DA F AZENDA P ÚBLICA
  • P RERROGATIVAS DA F AZENDA P ÚBLICA
  • P RERROGATIVAS DA F AZENDA P ÚBLICA E O N OVO CPC
  • E XECUÇÃO PROVISÓRIA CONTRA A F AZENDA P ÚBLICA

Ao contrário do que acontece na execução de pagamento de determinada quantia contra devedor solvente, a execução contra o erário não permite a expropriação de bens do arguido, dados os seus poderes processuais, que se baseiam na singularidade da parte em juízo. Humberto Theodoro Junior51 entende de forma semelhante, chamando a execução contra o erário de “execução indevida”, uma vez que não possui caráter de execução pela ausência de penhora e leilão. Portanto, de acordo com o disposto no artigo 730 do Código de Processo Civil, é imprescindível a convocação da Fazenda para se opor à execução, que não pode ser iniciada sem provocação da parte.

As vantagens concedidas à Fazenda Pública estão indissociavelmente ligadas aos princípios e finalidades aplicáveis ​​às pessoas jurídicas de direito público. No caso de execução com base em título extrajudicial, a Fazenda Estadual deverá se opor ao embargo no prazo de 30 (trinta) dias. Portanto, o Tesouro só pode embargar a execução se a execução for extrajudicial.

Pela antiga redação do dispositivo, chegou-se a um acordo no Supremo Tribunal Federal sobre a possibilidade de execução provisória contra o Ministério Público. De todos os ângulos sob os quais se analisa a questão, conclui-se que a execução liminar é impossível quando o devedor é o erário.

DEFINIÇÃO E NATUREZA JURÍDICA DOS PRECATÓRIOS

Para José Martins Catharina67, “o precatório é um instituto de direito processual, um procedimento executivo, que consiste num procedimento para proferir sentença definitiva, da qual não cabe recurso, eficaz a favor de uma pessoa de direito privado contra o que habitualmente é chamado de tesouro público. ”Vemos assim que o precatório nada mais é do que uma exigência de pagamento dirigida ao presidente do tribunal por um juiz em processo cuja sentença transitou em julgado, quando o devedor for o tesouro público federal, estadual ou municipal, ou o direto administração (que são os órgãos que compõem o poder executivo, legislativo e judiciário) ou administração indireta (autoridades e instituições públicas). Portanto, não sendo possível incentivar a execução contra o erário estadual pela via habitual da penhora, tornou-se necessário encontrar meios que possibilitassem a concretização do direito reconhecido judicialmente, para que a finalidade não fique letra morta no papel. .

Portanto, o Código de Processo Civil prevê procedimento especial para execuções de valor determinado à Fazenda Pública, que não tem natureza de execução coerciva, pois é realizada sem penhora e leilão, ou seja, sem desapropriação ou coação. transferir. de ativos. Quanto à natureza jurídica, a instituição dos precatórios apresenta certa característica, por se tratar de ato praticado por membro do Poder Judiciário, que neste caso exerce funções administrativas eminentes, sem qualquer ônus decisório, portanto não tem caráter de ato judicial, o que existe é simplesmente comunicação, mais especificamente comunicação interna com o Poder Executivo, através de ato do Poder Judiciário. Ainda no sentido de Antônio Flávio de Oliveira70: Este é o precagador de um ato administrativo, pois é esta a característica que se destaca, pois, por não conter ônus decisório, não poderia ser classificado como ato legislativo , uma vez que não estabelece um padrão de ordem geral.

Assim, o precatório, embora seja um ato praticado pelo Poder Judiciário, tem caráter jurídico de ato administrativo, sendo inteiramente possível que qualquer um dos poderes pratique atos que não correspondam às suas funções primárias. Também é necessário considerar a natureza das decisões judiciais dentro dos aspectos do direito público, e a partir da análise de suas características é possível identificar características do ramo do direito financeiro e do direito administrativo, mesmo utilizando os princípios que regem esse ramo. do direito de disciplinar seu relacionamento.

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS PRECATÓRIOS

  • P ERÍODO DAS O RDENAÇÕES
  • C ONSTITUIÇÕES DE 1934 À 1988

Os pagamentos a serem pagos pela Fazenda Federal, em decorrência de decisão judicial, serão efetuados na ordem de apresentação dos precatórios e à conta dos respectivos créditos, e a designação de processos ou pessoas nos fundos judiciais é proíbido. Os pagamentos a serem pagos pelo Ministério da Fazenda Federal, em decorrência de decisões judiciais, serão efetuados na ordem de apresentação dos precatórios e à conta dos respectivos créditos, indicando casos ou pessoas nas verbas ou créditos orçamentários destinados a esse fim são proibidos. Os recursos e créditos orçamentários votados por decisão judicial para pagamentos a serem pagos pela Fazenda Federal serão repassados ​​ao Poder Judiciário e os valores arrecadados do depósito público.

Os pagamentos devidos à Fazenda Federal, Estadual ou Municipal, em decorrência de ordem judicial, serão efetuados na ordem de arquivamento dos precatórios e na respectiva conta de dotações, com a designação dos processos ou pessoas do orçamento. dotações e dotações são proibidas e recursos orçamentários adicionais são abertos para esse fim. Parágrafo único - As dotações orçamentárias e as dotações pendentes são destinadas ao Poder Judiciário, sendo os valores recolhidos ao órgão competente. Os pagamentos devidos à Fazenda Federal, Estadual ou Municipal, em decorrência de ordem judicial, serão efetuados na ordem de arquivamento dos precatórios e na respectiva conta de dotações, com a designação dos processos ou pessoas do orçamento. são proibidas alocações e dotações adicionais, orçamentos abertos para esse fim.

2. - As dotações orçamentais e os créditos em aberto serão atribuídos ao poder judicial e os respetivos valores cobrados ao serviço competente. Com exceção dos créditos de natureza alimentar, os pagamentos devidos pela Fazenda Federal, Estadual ou Municipal, em razão de decisão judicial, serão efetuados exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos respectivos créditos. , designação de assuntos proibidos ou pessoas nas dotações orçamentárias e créditos adicionais abertos para esse fim.

EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 62/2009 – ART. 97 – ADCT

3° O disposto no caput deste artigo relativo à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de baixo valor e que as referidas Fazendas deverão efetuar em decorrência de decisão judicial transitada em julgado. 5. É obrigatória a inclusão no orçamento das entidades de direito público o valor necessário ao pagamento de suas dívidas decorrentes de sentenças transitadas em julgado, constantes de precatórios protocolados antes de 1º de julho, com pagamento efetuado até o final do ano seguinte ao período em quais seus valores serão atualizados monetariamente. 7° O presidente do tribunal competente que, por ato coercitivo ou negligente, atrasar ou tentar frustrar a regular execução de ordens judiciais, será culpado de crime de responsabilidade e responderá.

8º É vedada a emissão de precatórios complementares ou adicionais ao valor pago, bem como o fracionamento, distribuição ou divisão do valor da execução com a finalidade de classificar parte do valor total conforme indicado no § 3º deste artigo. Antes da emissão dos precatórios, o Tribunal solicitará à tesouraria do devedor resposta no prazo de 30 (trinta) dias, sob pena de perda do direito ao abatimento, informação sobre a dívida que atenda às condições previstas no § 9º, para fins previsto nele. A transferência dos precatórios só produzirá efeitos após comunicação, por meio de petição protocolada, ao tribunal de origem e à entidade devedora.

Sem prejuízo do disposto neste artigo, lei complementar a esta Constituição Federal poderá estabelecer regime especial para pagamento de créditos de precatórios dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, que determine a vinculação à receita corrente líquida e a forma e prazos de liquidação. Constatação de que os novos regimes de pagamento de precários, em vigor desde 2010, e suas regras para os entes federados são aplicados há cinco anos.

TIPOS DE PRECATÓRIOS

  • P RECATÓRIOS A LIMENTARES
  • O BRIGAÇÕES OU R EQUISIÇÕES DE P EQUENO V ALOR – RPV
  • P RECATÓRIOS DE N ATUREZA C OMUM
  • P RECATÓRIOS C OMPLEMENTARES E S UPLEMENTARES

Nos casos em que o valor da multa, atualizado até a data do pedido, seja considerado de pequeno valor, a mesma deverá ser implementada por meio de Solicitações de Pequeno Valor (RPV), desde que os atuais limites propostos por lei sejam de 60. (sessenta) salários mínimos para a Justiça Federal, até 40 salários mínimos para penalidades impostas às fazendas estaduais e do Distrito Federal, e para penalidades impostas às fazendas municipais. 100 § 3° O disposto no caput deste artigo relativo à expedição de precatórios não se aplica aos pagamentos de obrigações definidas em lei como de pequeno valor e que as Fazendas acima mencionadas devam pagar em decorrência de decisão judicial transitada em julgado . Com o advento da Emenda Constitucional nº 20/98, o legislador constituinte introduziu uma exceção à expedição de precatórios, fixando o valor do crédito de pequeno valor na série de pagamentos devidos pelo Tesouro.

A requisição de pequeno valor é uma ordem de pagamento, assim como os precatórios, mas que não exige dotação orçamentária específica. A grande vantagem do pedido de pequeno valor é exatamente essa: a necessidade de incluir no orçamento o valor necessário para pagar a dívida de pequeno valor. O pedido de pequeno valor parece ser uma forma mais eficaz de considerar o direito à proteção judicial contra o Poder Público, tudo pela natureza da dívida envolvida.

Além disso, fixou o mesmo valor para passivos classificados como de pequeno valor, em penalidades impostas à União, vedando a divisão ou dissolução do valor da execução, para que não faça parte do valor imediatamente pago, e o outra parte através da emissão de uma ordem judicial. 87 do ADCT da CF até que sejam editadas as respectivas leis que estabeleçam o limite considerado de pequeno valor.

Referências

Documentos relacionados

A Faculdade do Vale do Itajaí Mirim – FAVIM tem presente que uma Instituição de Ensino Superior IES deve ser um espaço permanente de inovação, onde a aprendizagem, o ensino, a