Consequentemente, este trabalho teve como objetivo analisar a dinâmica socioambiental de Itajaí considerando a percepção, resiliência e adaptação às mudanças climáticas, com foco nas enchentes. Utilizou-se pesquisa bibliográfica e documental para definir a dinâmica socioambiental e as políticas públicas de Itajaí durante grandes enchentes no município. Portanto, este trabalho teve como objetivo: analisar a dinâmica socioambiental de Itajaí, levando em consideração a percepção, resiliência e adaptação às mudanças climáticas, com foco nas enchentes.
Para cumprir esse objetivo foram desenvolvidos quatro objetivos específicos, que: 1) Caracterizar a dinâmica socioambiental e as políticas públicas de Itajaí, frente às enchentes no município;
Introdução
As a result, in this chapter we sought to characterize the environmental dynamics of Itajaí, related to the floods. As a result, it was found that this region, since its colonization, has a history of intense exploitation of nature, which has been aggravated by the violent urban growth in recent decades, but which tends to ease, thanks to the progress of the environmental results legislation. The municipality of Itajaí throughout its history has floods as a present and striking event.
Com base neste cenário, o presente trabalho enfatiza a importância de produzir maior conhecimento sobre o município de Itajaí SC, especialmente sobre sua dinâmica socioambiental, uma vez que esta compreensão pode implicar a conexão da intensificação da ocupação, da densidade demográfica e de políticas públicas para o histórico intenso de inundações.
Metodologia
- Caracterização do Estudo
- Procedimentos metodológicos e recursos utilizados
- Área de estudo
O roteiro de entrevista está dividido em duas partes, as primeiras questões, que se referem aos serviços ambientais e principais ecossistemas de Itajaí, foram utilizadas neste capítulo (Apêndice A) e as demais questões relacionadas à percepção dos entrevistados sobre as enchentes foram utilizadas no capítulo 3 , que deu origem ao artigo já publicado (Moraes et al., 2015). O Rio Itajaí-Açu é o mais importante desta bacia, contribuindo com cerca de 90% do abastecimento fluvial para o estuário e os 10% restantes provenientes do Rio Itajaí-Mirim. Esta bacia abrange uma área de 15.000 km², distribuída em 46 municípios e com aproximadamente 800 mil habitantes (Schettini, 2002).
O município apresenta temperatura média anual de 20,4ºC, com boa distribuição das chuvas ao longo do ano, com médias mensais de 1.755 mm (Polette et al., 2012).
Resultados e Discussão
- Colonização do Município de Itajaí e Região
- Marcos legais e políticas públicas do município
- Análise Espacial e Temporal da Ocupação do Solo do Município
- Percepção de lideranças municipais a respeito das condições dos principais ecossistemas de
Nestas, entre outras questões ambientais, são reconhecidas Áreas de Preservação Permanente (APPs) (Brasil, 2012), cuja limitação de uso se deve à função ecológica e/ou fragilidade ambiental. Aplicar tecnologias avançadas de modelação hidrológica e hidráulica que permitam mapear áreas de risco de inundação tendo em conta diferentes alternativas de intervenção; A paisagem de Itajaí em 1995 mostra que as áreas culturais, embora dominassem a maior parte do município, com 47,88%, diminuíram em relação a 1975.
As áreas de Mata Atlântica aumentaram de 11,97% para 29,95% da área territorial, representando mais que o dobro das áreas restantes de 1985.
Considerações finais
A colonização do Vale do Itajaí-Mirim e suas consequências para o declínio dos recursos naturais renováveis. Estabelece a política ambiental nacional, seus objetivos, mecanismos de formulação e implementação, e dá outras providências. Dispõe sobre sanções penais e administrativas decorrentes de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9605.htm.
Análise espacial e temporal da dinâmica de mudanças na cobertura florestal de Itajaí – SC, entre 1985 e 2013.
Área de Estudo
A cidade de Itajaí está localizada no estado de Santa Catarina, na Mesorregião do Vale do Itajaí, na latitude 26º54‟28” S e longitude 48º39‟43‟‟ W, com altitude média de 1 m. A leste é banhado pelo Oceano Atlântico, localizado na foz do Rio Itajaí-Açu (Figura 1). O Rio Itajaí-Açu faz parte da bacia hidrográfica do Rio Itajaí, que possui uma bacia hidrográfica de 15.500 km2.
Juntas, essas três bacias representam mais de 60% da área da Encosta Atlântica de Santa Catarina. São limitados pela Serra do Mar, ao norte, e pela Serra Geral, a oeste e sul do estado. Essa área corresponde a 16,5% do território catarinense, onde vivem mais de um milhão de habitantes (Santos, 2010).
Na Frente Atlântica Sul brasileira, as temperaturas apresentam médias mais elevadas nas planícies, diminuindo com o aumento da altitude e latitude; a precipitação média anual é de 1.812,4 mm, sem estação seca, mas períodos de menor precipitação, com predominância da massa Polar Atlântica (mPa), principalmente no inverno, e da massa Tropical Atlântica (mTa), no verão, bem como a operação de frente sistemas (Jorge, 2009). Além de Santa Catarina estar sujeita à ação de eventos extremos, Itajaí em especial oferece suscetibilidade natural a enchentes devido à sua localização geográfica, pois está localizada na foz do Rio Itajaí que recebe a energia hidrelétrica de toda a bacia hidrográfica a montante. intensificar. através do processo de urbanização na região do estuário. Além disso, a região do Vale do Itajaí está localizada em um vale de formato predominantemente côncavo, o que a torna suscetível à ocorrência de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra (Roseguini & Mendonça, 2010).
Segundo Polette (2012), em relação às precipitações, o município de Itajaí apresenta uma boa distribuição de chuvas ao longo do ano, com média de 1.755 milímetros e média mensal superior a 80 mm. Ainda em termos de temperatura, o município apresenta média anual de 20,4ºC, com média entre (15,4ºC) e (16,3ºC) nos meses de junho e nos meses considerados mais frios do ano e entre (24,7ºC) ºC) e (23ºC) em fevereiro e março, respectivamente, são considerados os meses mais quentes do ano (Polette, 2012).
Procedimentos de coleta e análise dos dados
Nota-se que a percepção de ambos os grupos quanto às políticas públicas adotadas no município para reduzir as enchentes é semelhante ao conjunto de ações citadas para reduzir a vulnerabilidade de Itajaí às variações climáticas (Tabela 2), especialmente no que diz respeito ao investimento na defesa civil e na drenagem. A Tabela 5 apresenta a percepção dos entrevistados sobre os danos sofridos pela população de Itajaí, principalmente nas últimas enchentes de 2008 e 2011. Observa-se que as memórias da enchente de Itajaí estão muito presentes na memória da população, em geral, incluindo a líderes entrevistados, alguns dos quais foram directamente afectados.
A Tabela 6 descreve as percepções dos entrevistados sobre como os residentes respondem após eventos de inundação. Santos (2010) cita diversos estudos que demonstram que um dos aspectos mais vulneráveis de Itajaí é a sua localização geográfica, localizada às margens e na foz do Rio Itajaí-Açu, que recebe água e sedimentos ao longo de sua extensão. O fato de Itajaí estar localizada na foz do Rio Itajaí e receber a afluência fluvial de toda a bacia hidrográfica associada à sua formação geológica torna esta cidade propensa a inundações periódicas dos leitos dos rios, o que é historicamente comprovado e acaba causando um tipo de danos sociais e económicos.
A Tabela 8 apresenta a opinião dos entrevistados sobre os instrumentos atualmente disponíveis ao município de Itajaí com o objetivo de mitigar ou prevenir danos, principalmente caso ocorra uma nova enchente. Respostas de Atores de Instituições Não Governamentais N Defesa civil, mapeamento de áreas de risco, com equipamentos de telemetria e. Nota-se que embora a maioria (09) dos entrevistados governamentais afirmem que existe algum programa educativo em Itajaí voltado para a prevenção de enchentes, metade dos entrevistados de instituições não governamentais demonstram desconhecer qualquer ação desta natureza, e a necessidade de o município dar mais visibilidade a tais ações.
Esta pesquisa buscou informações científicas que permitam ao município de Itajaí investir em ações concretas que o tornem mais adaptado e resiliente aos cenários de mudanças climáticas e também à luz de um histórico de recorrências de enchentes. PPRD - Plano Integrado de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais na Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí.
Procedimentos de coleta e análise dos dados
Nota-se que a amostra estudada estava bem distribuída pelas diferentes faixas etárias, mas não em termos de sexo. Descobriu-se que a amostra era composta principalmente por pessoas casadas (64% do total dos grupos), que relataram ter entre um e dois filhos. Quanto à composição familiar, chama a atenção que a maioria dos grupos vive em grupos de três a quatro pessoas.
Observa-se que mais da metade dos entrevistados não são naturais de Itajaí (60%), mas 84% deles já moram nesta cidade há mais de 10 anos. Em relação às normas construtivas, constatou-se que em 70% das respostas os sujeitos relataram que suas casas eram de alvenaria, mais resistente a inundações. Apesar da intensidade e quantidade dos danos causados pelas enchentes de 1983 e 1984 na região, observou-se que quem viveu esses acontecimentos guarda lembranças muito fortes daquela época.
Em relação aos eventos de 2008 e 2011, constatou-se que mais de 80% vivenciaram esses eventos. Quando questionados se a casa está em risco no momento, responderam que a maioria pensa assim na média geral e em todas as regiões, com exceção da região 04, que representa o centro da cidade e possui maior infraestrutura. Em relação ao tempo que as pessoas levaram para retornar às suas atividades cotidianas, como trabalho e escola, constatou-se que a média entre os grupos (34%) também prevaleceu entre quatro e sete dias, após as enchentes, bem como um Del it as pessoas demoraram mais de quinze dias para voltar à rotina, destacando-se a região 5 com 57% das pessoas, provavelmente pelas perdas sofridas.
Relativamente à adaptação, constatou-se que em todas as regiões a maioria respondeu que não tinha tomado medidas preventivas nas suas casas no período pós-cheias (69%), comparativamente com aqueles que tinham tomado essas medidas (31%). Ao nível da forma como as pessoas se mantêm informadas, constatou-se que para 49% das pessoas, em média, a televisão é o principal meio de comunicação, embora a Internet também tenha ganho algum destaque (20%).
Considerações Finais
Ainda em relação à enchente de 2008, os cinco grupos deram respostas semelhantes, com exceção do grupo da região 06, que deu maior número de respostas de exposição em comparação aos demais grupos, e o grupo 05 (região) também foi mais afetado pela A inundação. inundações. Embora todos os grupos tenham respondido que não estavam preparados para novas enchentes, quatro grupos deram respostas com maior semelhança estatística, com exceção dos grupos equivalentes às regiões 03 e 05. O fato é que a população pesquisada não se sentiu preparada para novas enchentes e que não está organizado politicamente, o que impossibilita a mobilização da população para a aplicação colectiva de propostas e possíveis soluções que proporcionem melhores condições de adaptação ao ambiente da população, o que por sua vez enfraquece a sua resiliência.
Disponível em: http://www.inneractions.com.au/downloads/useful_tools/SUDS_Scale-Intensity_of_Feelings_Measure.pdf. Discurso sobre o sujeito coletivo: um novo enfoque na pesquisa qualitativa (desenvolvimento). Caxias do Sul: EDUCS, 2003. Percepção dos atores sociais de Itajaí (SC) sobre as variações climáticas, com foco nas enchentes.
Análise do perfil econômico das famílias atingidas pela enchente do Rio Madeira em 2014 e residentes nos bairros Baixa União, Triângulo e Balsa. In: Anais VI. do Seminário Latino-Americano de Geografia Física e II. do Seminário Ibero-Americano de Geografia Física. UNISDR - Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres. Como construir cidades mais resilientes: um guia para gestores públicos locais. Suíça: Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, 2012.
Considerações Gerais