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universidade estadual de santa cruz

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Academic year: 2023

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Interação entre alunos cegos e videntes em atividades envolvendo conceitos básicos de probabilidade mediados por modelo tátil. Em seguida, tratamos de pesquisas que utilizam sequências de aprendizado que abordam os conceitos básicos de Probabilidade (cbP).

TECENDO A FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Revendo o conceito de Mediação de Vygotsky

Especificamente para os cegos, Vygotsky apud Caiado (2003, p. 119) diz que "na busca de um espaço de convivência social, o cego compensa a ausência da visão falando". Além de utilizar a linguagem verbal e de sinais e os sistemas hápticos e auditivos que os cegos utilizam para acessar informações, Vygotsky (1924), citado por Veer e Valsiner (2009, p. 77), diz que “para o cego, a outra pessoa pode atuar no papel de um instrumento, como um microscópio ou telescópio.

A Mediação Instrumental

Portanto, à luz da teoria de Vygotsky, podemos concluir que a deficiência pode ser um motor de superação. Descobertas estas considerações, na perspectiva da mediação do artefacto da actividade humana, desenvolvida por Rabardel (1995) na sua Teoria da Instrumentação (TI), encontramos elementos para avaliar a acção entre os sujeitos do nosso estudo. aluno cego e vidente, pesquisador) e a apropriação do conhecimento (cbP) mediada por um instrumento (modelo tátil).

O Modelo S.A.C.I. organizado para esta pesquisa

  • O Polo Sujeito da Atividade
  • O Polo Outros Sujeitos
  • O Polo Objeto
  • O Polo Instrumento

Nessa perspectiva, foi possível compreender o modelo tátil como ferramenta de mediação na atividade coletiva e o Modelo S.A.C.I adequado para a interação entre os alunos na aprendizagem do CbP. É importante ressaltar que essas conexões foram utilizadas como categorias de análise na avaliação das interações entre os alunos e entre eles e o pesquisador na aprendizagem da CbP mediada pelo modelo tangível.

REVISÃO DE LITERATURA

Pesquisas Internacionais

Para este pesquisador, os cegos podem seguir as instruções dadas durante uma aula, mas a presença de um facilitador é importante para ajudá-los a aprender matemática; assim como o uso adequado dos artefatos, instruções e avaliação satisfatória são essenciais para que eles concluam as tarefas. Em suma, explicou que o método de ensino para cegos e videntes pode ser o mesmo, mas são necessárias adequações adequadas para promover o acesso ao conhecimento dos alunos cegos. Marson, Harrington e Wall (2012) desenvolveram vários estudos sobre o ensino de estatística e concluíram que o professor tem a responsabilidade ética de criar um campo de jogo nivelado, por exemplo, a construção de artefatos que facilitem o aprendizado de conceitos estatísticos para cegos, deficientes visuais alunos. e vidente, porque a compreensão desses conceitos muitas vezes depende da visualização.

Estes inquéritos validam o nosso trabalho, pois mostram a importância de desenvolver e utilizar estratégias e materiais instrucionais adequados ou adaptados às necessidades dos alunos cegos, possibilitando a sua aprendizagem e a dos alunos videntes.

Pesquisas Nacionais

Além disso, expõe que suas escolhas visavam estimular nos alunos os três principais canais de acesso à informação - sistema auditivo, fônico e háptico - com base na ideia vygotskiana de que os alunos cegos têm o mesmo potencial que os alunos videntes para adquirir conceitos. , desde que seja utilizado um instrumento que cumpra a função do olho. Este resultado confirma a afirmação de Fernandes (2004) quando aconselha sobre a vantagem da utilização de protótipos na construção de instrumentos de ensino para alunos cegos. Os resultados desta pesquisa mostram que este modelo tangível tem potencial para ser utilizado como material didático em ambiente educacional, na aprendizagem de conceitos como experimentos aleatórios, situações determinísticas, espaço amostral, eventos, modelo, gráfico pictórico e probabilidade.

Além disso, é uma ferramenta eficaz e facilmente ajustável para adaptações curriculares, atendendo às necessidades de alunos cegos na realização de tarefas e principalmente porque diferentes alunos cegos a utilizaram e resolveram as tarefas reais, observando que . As tarefas utilizadas por Vita (2012) foram adaptadas da sequência Os Passeios Aleatórios de Mônica (CAZORLA e SANTANA, 2006) e Os Passeios Aleatórios de Carlinha (CAZORLA, SANTANA e NAGAMINE, 2010). Essa nova versão do SE foi testada com quatro alunos cegos da Educação de Jovens Adultos (EJA).

Vita (2012) concluiu que o modelo tátil tem potencial para ser utilizado como material didático no ambiente educacional, no aprendizado de Probabilidade, pois possibilitou aos alunos, por exemplo, desenvolver competência e habilidade no experimento aleatório e demonstrar no construção. de pictogramas.

Pesquisas que Utilizam Sequência de Ensino Envolvendo Conceitos Básicos

Acreditamos que os resultados deste estudo trazem implicações para as reflexões que desenvolvemos em nossa pesquisa, pois fica claro que um instrumento para atender alunos cegos deve ser adequado às suas necessidades. Cazorla, Gusmão e Kataoka (2011) utilizaram a mesma teoria (ontossemiótica) para analisar outra versão desta SE aplicada a 28 professores do ensino fundamental, em um curso de especialização em ensino de ciências e matemática, e também concluíram que a SE é possível para viabilizar a bolsa de diferentes conceitos de probabilidade, bem como diferentes maneiras de atribuir probabilidades. Nagamine, Henriques e Cazorla (2010) avaliaram o PAM utilizando a teoria antropológica da didática - TAD (Chevallard, 1992), mais especificamente o aspecto praxeológico e perceberam que explicar a técnica (que é uma forma de fazer ou executar uma tarefa em) e o tecnologia (que é um discurso racional que visa justificar a técnica), foi possível identificar conflitos na solicitação de algumas tarefas, indicando a necessidade de aprimoramento do SE.

Hernandez, Kataoka e Oliveira (2010) aplicaram o PAM a um grupo de 91 alunos do terceiro ano do ensino médio que ainda não haviam se deparado com o tema probabilidade naquele ano letivo. Esses autores analisaram qualitativamente as respostas dos alunos e descobriram que os alunos entenderam as diferenças entre experimentos determinísticos e aleatórios e probabilidade Laplaciana e frequentista e que a atividade era viável para os alunos abordarem essas probabilidades. naquele ano letivo.. O estudo de Ferreira (2011) utilizou o SE Os Passeios Aleatorios da Carlinha (PAC) com sete alunos do 3º ano do ensino médio de uma escola pública estadual, em ambiente de aprendizagem papel e lápis e computador. um baseado (com software R) sob a perspectiva da alfabetização probabilística Gala (2005) e do.

Este autor conclui que o SE é viável para o aprendizado de diferentes conceitos probabilísticos em ambos os ambientes de aprendizagem, e destaca que a possibilidade de confronto entre probabilidade frequentista e probabilidade Laplaciana, potencializada pelo experimento, bem como pelo uso do software R, proporcionou aos alunos novas reflexões. em torno de conceitos probabilísticos.

PERCURSO METODOLÓGICO

Caracterização da Pesquisa

Pelo que foi revelado pelos autores, consideramos como objetos de nosso estudo os alunos cegos e videntes, o pesquisador, o modelo tátil e os conceitos básicos de probabilidade - cbP envolvidos e, portanto, procuramos entender as interações que se deram entre esses objetos.

O Estudo Piloto

Graduado em Educação Matemática em uma universidade estadual e um sujeito cego já formado sem nenhum conhecimento prévio do cbP. Ressaltamos que, de fato, antes da realização de nosso estudo piloto, algumas adaptações ao modelo tangível proposto por Vita (2012) já haviam sido implementadas pelos pesquisadores do projeto de Vita et al (2012). Após a aplicação, foram propostos ajustes nos artefatos e tarefas SE PAJ que compõem o referido modelo.

Em termos de adaptações de artefatos, alguns buscaram melhorar o cenário apresentado aos sujeitos cegos, enquanto outros buscaram atender tanto a esses sujeitos quanto aos videntes. No caso das adaptações destinadas aos cegos, foram sugeridas por um cego de Rio Claro, a saber: .. a) criar uma base para fixação dos copos com brinquedos, pois o cego batia nos copos com as mãos várias vezes , indicando dificuldades em manejá-los; Quanto às adaptações para ajudar os cegos e deficientes visuais, citamos: .. a) a utilização de outro mecanismo de desenho, por exemplo com um agricultor ou um sino, uma vez que o material que utilizamos se revelou inadequado;

Os resultados desta avaliação permitiram realizar o estudo principal utilizando um modelo táctil (Artefatos e Tarefas do SE PAJ) como uma ferramenta que se esperava melhor adaptada às necessidades dos alunos cegos e videntes.

O Estudo Principal

  • Procedimentos de Coleta dos Dados
  • Procedimentos da Análise dos Dados

A distância da casa de Jefferson até a casa de cada amigo é sempre de quatro quarteirões. Com a leitura, espera-se que os alunos percebam a diferença entre a antiga forma de Jefferson visitar cada um de seus amigos (situação determinística) e a nova forma de visitar (experiência aleatória), tornando-se familiarizados com o conceito de aleatoriedade implícito na história. Espera-se que os alunos determinem os caminhos esperados e comecem a observar a existência de um padrão, em relação ao número de distâncias norte e leste necessárias para chegar à casa de Abel em cada um dos caminhos possíveis.

Na tarefa 5, são apresentados os conceitos de espaço amostral, eventos e árvore de possibilidades, e espera-se que os alunos determinem todos os caminhos possíveis para cada um dos amigos e, portanto, o número total de caminhos. Em outra cesta, usando os itens dos copos, escreva quantas maneiras possíveis Jefferson poderia visitar cada um de seus amigos. Espera-se que os alunos tirem conclusões, ainda que intuitivamente, sobre estimar as possibilidades de visitar cada um de seus amigos.

Espera-se que os alunos comparem os resultados e observem a diferença entre o que se espera e o que se observa nas loterias, estimando a possibilidade de visitar cada um de seus amigos.

Figura 6- Tabuleiro da maquete tátil.
Figura 6- Tabuleiro da maquete tátil.

ANÁLISE DOS DADOS

Investigando as Tarefa de Reconhecimento da Maquete Tátil

Por fim, a dúvida foi sanada pela pesquisadora e, após a leitura de toda a história, os alunos retornaram ao quadro, agora com as casas dos personagens fixadas nos blocos. Avaliação da interação entre os alunos (V) e (C) e a diretoria como bairro (M), daí a relação [V-M], que, (V) constrói algum conhecimento sobre a localização da casa de Jefferson e de amigos e a distância entre eles. Estes resultados mostraram que os alunos formaram uma ideia sobre o quadro, o que nos permitiu proceder à aplicação das tarefas.

Ao analisar a interação entre os alunos (C, V) e esse artefato (M), ou seja, as relações [C-M] e [V-M], buscamos investigar o episódio que (V) observa (C) tocar. Este fenómeno permitiu-nos inferir a relação [C-M] e [V-M] e permitiu-nos considerar que os alunos demonstraram conhecimento suficiente quando notaram as células na colmeia, ainda que não a nomeassem como uma forma de retângulo. Após reconhecerem o tabuleiro, colmeia, fichas de registro, porta-copos e objetos do acervo de cada personagem, os alunos (C) e (V) reconheceram a campainha de puxar (M).

Feito isso, ela pede aos alunos (C) e (V), um por vez, que toquem a tecla para que identifiquem o som da campainha, que indica que o som grave (pom) na direção leste representa caminhando, e o som agudo (pi) caminha para o norte.

Figura 12- Reconhecimento do tabuleiro (M).
Figura 12- Reconhecimento do tabuleiro (M).

Tarefas Envolvendo os Conceitos Básicos de Probabilidade

A pesquisadora solicitou, então, a tarefa 4, na qual os alunos deveriam registrar outros caminhos para chegar à casa de Abel. Nesse movimento alternado, eles conseguiram identificar quatro dos seis caminhos para chegar à casa de Abel (Figura 19). Por enquanto, os alunos devem determinar todas as maneiras possíveis de Jefferson chegar à casa de seus amigos.

Na Tarefa 5, os alunos deveriam registrar o número de caminhos para Jefferson chegar à casa de cada um de seus amigos, como foi feito com os caminhos para a casa de Abel (Figura 20). Os alunos (C) e (V) realizaram a tarefa utilizando o tato e a visão respectivamente para reconhecer todos os caminhos que registraram na colméia para visitar Abel (O). Os alunos (C) e (V) têm como referência nesta representação os movimentos de direção nordeste realizados na prancha para chegar à casa de Abel.

Dos resultados concluímos que os alunos (V) e (C) demonstram intuitivamente a diferença entre um experimento determinístico e um aleatório (O). Jefferson deve jogar a moeda quatro vezes para chegar na casa de um amigo e presentear a coleção. Jefferson teve que jogar a moeda quatro vezes para chegar na casa de um amigo e presentear a coleção.

Figura 18-Registro do primeiro caminho à casa de Abel.
Figura 18-Registro do primeiro caminho à casa de Abel.

Imagem

Figura 6- Tabuleiro da maquete tátil.
Figura 7- Objetos colecionados pelos amigos de Jefferson.
Figura 11 – Notebook
Figura 12- Reconhecimento do tabuleiro (M).
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Referências

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