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universidade estadual de santa cruz

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Academic year: 2023

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REFORMA Agrária: análise socioeconômica e ecológica dos assentamentos rurais do estado da Bahia e região intermediária Ilhéus-Itabuna. Caracterização dos esquemas de reforma agrária no Estado da Bahia e região intermediária Ilhéus-Itabuna;

Reforma agrária no mundo

No Peru, a implementação da política de reforma agrária começou em 1969, com a criação de quatro tipos de arranjos rurais: cooperativas de produção (agroindústria açucareira e plantações de chá), empresas agrícolas de interesse social - SAIS (compostas por trabalhadores permanentes da antiga fazenda de gado de montanha), comunidades agrícolas e negócios de propriedade de particulares (VARGAS, 2009). Levando em conta as peculiaridades de cada território, a política de reforma agrária no mundo foi implementada com o objetivo de dividir as terras que formavam latifúndios.

Reforma agrária no Brasil

O conceito de reforma agrária adoptado baseia-se no que consta do Estatuto da Terra (Lei n.º que se refere a um conjunto de medidas destinadas a promover uma melhor distribuição da terra através de alterações no regime da sua posse e uso de forma a cumprir os princípios de justiça social e aumento da produtividade Za Carvalha (1999) a reforma agrária funciona como um sistema de regulação e promoção fundiária, cujo objetivo principal é promover a melhor distribuição da terra por meio de mudanças no regime de sua propriedade e uso. cumprir os princípios da justiça social, do desenvolvimento rural sustentável e do aumento da produção.

Assentamentos rurais de reforma agrária

Projeto criado, cujos beneficiários instalam na propriedade, em fase de construção do Plano de Desenvolvimento de Assentamentos (PDA), de caráter participativo obrigatório, com concessão de créditos de apoio à instalação. Aquela que tem mais da metade das famílias beneficiadas pela outorga de título de propriedade definitivo, que é a transferência de áreas ou imóveis remanescentes para o município ou estado (centros urbanos, etc.).

Política agrária nacional: assentar ou titular?

Até 2008, conforme mostra a Figura 3, a principal política fundiária do governo federal estava ligada ao número de famílias assentadas, deixando a política de emissão de títulos de propriedade como “pano de fundo”. Mas a partir de 2009 houve uma mudança na política fundiária nacional, com a emissão de mais títulos em relação ao número de famílias assentadas.

Figura 1 – Quantidade de assentamentos de reforma agrária criados no Brasil no período de 1998-2017
Figura 1 – Quantidade de assentamentos de reforma agrária criados no Brasil no período de 1998-2017

Área de estudo

Esta parte trata dos procedimentos metodológicos utilizados para atingir os objetivos desta pesquisa, cujo foco principal está baseado na análise da sustentabilidade socioeconômica das áreas rurais do sul da Bahia. Com base na seleção do PQRA/INCRA para a Bahia, os dados foram processados ​​em dois grupos: um refere-se aos 65 assentamentos do estado da Bahia e o outro diz respeito a 8 assentamentos pertencentes à Região Média Ilhéus-Itabuna, distribuídos em sete municípios e 74 lotes (Tabela 3).

Figura 4 - Mapa dos assentamentos do estado da Bahia participantes da PQRA/INCRA, 2010
Figura 4 - Mapa dos assentamentos do estado da Bahia participantes da PQRA/INCRA, 2010

Etapas da pesquisa

Ferramentas de análise

As Tabelas 3 a 6 apresentam os indicadores, referências e fontes e detalhamento dos parâmetros utilizados na construção dos limites das escalas de desempenho; Tabela 3 – Dimensão social: temas, indicadores, referências e parâmetros para construção de escalas de desempenho (ED) para utilização no barômetro de sustentabilidade (BS) dos assentamentos do estado da Bahia e região intermediária Ilhéus-Itabuna. Tabela 4 – Dimensão econômica: temas, indicadores, referências e parâmetros para construção de escalas de desempenho (ED) para utilização no barômetro de sustentabilidade (BS) dos assentamentos do estado da Bahia e região intermediária Ilhéus-Itabuna.

Tabela 5 – Dimensão organizacional: temas, indicadores, referências e parâmetros para construção de Escalas de Desempenho (ED) para utilização no Barômetro de Sustentabilidade (BS) para os assentamentos do Estado da Bahia e Região Média Ilhéus-Itabuna. Tabela 6 – Dimensão ambiental: temas, indicadores, referências e parâmetros para construção de escalas de desempenho (ED) para utilização no barômetro de sustentabilidade (BS) para os assentamentos do estado da Bahia e região intermediária Ilhéus-Itabuna. Para elaboração das Escalas de Desempenho (ED), os intervalos foram divididos em cinco categorias de sustentabilidade (Tabelas 5 a 8) de acordo com cada uma das dimensões analisadas (social, econômica, organizacional e ambiental).

Após a elaboração da Escala de Desempenho de Liquidação (EDA), conforme Tabelas 5 a 8, a conversão para a Escala Barômetro de Sustentabilidade (EBS) é feita por meio de interpolação linear simples (regra de três simples). Onde: EBx = valor na escala do barômetro; DAx = valor da Escala de Desempenho de Liquidação; x = valor da variável X nas diferentes escalas; a = limite anterior do intervalo contendo X; a = limite posterior do intervalo contendo X; p = limite posterior do intervalo que contém X.

Figura   7   –   Estrutura   hierárquica   para   ordenamento   dos   indicadores   de   sustentabilidade aplicada aos assentamentos de reforma agrária do estado da Bahia e da RI Ilhéus-Itabuna
Figura 7 – Estrutura hierárquica para ordenamento dos indicadores de sustentabilidade aplicada aos assentamentos de reforma agrária do estado da Bahia e da RI Ilhéus-Itabuna

Caracterização dos assentamentos rurais

Uma vez estabelecidos e/ou reconhecidos, esses assentamentos de reforma agrária podem ser divididos em dois grupos: projetos de assentamentos criados através da aquisição de terras pelo INCRA e projetos de assentamentos reconhecidos pelo INCRA. Por sua vez, esses dois grupos são divididos em modalidades, sendo que dos 65 assentamentos que fizeram parte da pesquisa na Bahia, 56 são classificados como Projeto de Assentamento Federal (PA), 7 são Assentamento Fundo de Pature (PFP) e 2 destes são Quilombolas. Projetos de Assentamento (PAQ). Dos assentamentos analisados ​​para a Bahia, 86% são projetos de assentamentos federais, conhecidos como “PA”, que são o tipo mais comum entre os projetos de reforma agrária no país, por serem assentamentos criados a partir da aquisição de terras pelo INCRA.

Uma vez criados e/ou reconhecidos, esses assentamentos passam por fases de implementação regulamentadas pelo INCRA, que vão desde a criação até a consolidação (Tabela 1). Em termos de fase de implantação, 42 assentamentos estaduais estão na fase 3 (criados); cinco na fase 4 (em instalação); sete na fase 5 (em estruturação); oito na fase 6 (em consolidação); e apenas 3 na Fase 7 (Consolidada), que é a fase final de implementação. Em relação aos assentamentos do RI Ilhéus-Itabuna, três estão na fase 3 (criados), dois estão na fase 5 (em estruturação), um está na fase 6 (em consolidação) e dois estão na fase 7 (consolidado) (SIPRA/INCRA, 2019). Nota-se que quase 2/3 dos assentamentos baianos estudados (64%) ainda estão cadastrados no sistema INCRA como “assentamento criado”, uma das primeiras fases de implantação do assentamento, onde a propriedade ainda está sob controle estatal. ou propriedade do INCRA, que deverá ser repassada aos beneficiários selecionados por meio da assinatura de contratos de concessão de uso (CCU).

Ao analisar o tamanho dos lotes de assentamento, existem diferenças muito grandes entre eles. As menores parcelas estão no PA Boa Sorte Una, localizado no município de Iramaia, onde cada parcela tem menos de 1/2 hectare, enquanto as maiores estão localizadas no PA Santa Luzia, município de Lajedo do Tabocal e no PFP Saldanha, município de Pilão Arcade, com cerca de 250 hectares cada.

Tabela   9   –  Assentamentos   criados,   capacidade   de   famílias   nos   assentamentos   e   famílias assentadas pela reforma agrária no Brasil no período de 1966 - 2019
Tabela 9 – Assentamentos criados, capacidade de famílias nos assentamentos e famílias assentadas pela reforma agrária no Brasil no período de 1966 - 2019

Aplicando o Barômetro da Sustentabilidade

Novamente, em termos comparativos, há poucas diferenças entre a Bahia e a região intermediária Ilhéus-Itabuna (Fig. 11). Na Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PNERA) de 2015, dados mostraram que o estado da Bahia ficou em segundo lugar em número de alunos matriculados nos cursos do PRONERA durante os anos com 21.767 alunos, mas o número de alunos que se formaram, pouco mais de metade, 11.898 alunos. Isso é confirmado pela II PNERA ao apontar que a maioria dos educadores baianos possuía formação compatível com o desejado, tendo concluído o ensino médio ou superior.

Por fim, na análise dos indicadores da dimensão social (Figura 13), verifica-se que há pouca diferença em relação ao observado na região intermediária de Ilhéus-Itabuna em relação aos resultados obtidos para o estado da Bahia, o que indica a necessidade de melhorias nesta dimensão em ambas as áreas. Na dimensão econômico-produtiva, os assentamentos da Bahia e Ilhéus-Itabuna RI encontram-se em situação potencialmente insustentável (Tabela 13 e Figura 16). O tema Renda apresenta uma situação “potencialmente insustentável”, pois a grande maioria dos assentados (78,7%) ainda depende de fontes de renda provenientes de benefícios sociais como pensões (36,1%) e bolsa família/bolsa (54,3%), complementam sua renda .

Nesta dimensão, a situação é potencialmente insustentável, pois esta é a pior média dos temas de todas as dimensões analisadas, tanto para os assentamentos da Bahia quanto para os do RI Ilhéus-Itabuna (Tabela 14 e Figura 18). A relação com estes movimentos sociais dá origem às associações/cooperativas e sindicatos que farão parte deste novo cluster rural. Não por coincidência. O indicador desta dimensão mais bem avaliado foi justamente o relacionamento com a associação/cooperativa, o único em muito tempo. situação intermediária, tanto para os assentamentos da Bahia (47,9) quanto para os assentamentos de Ilhéus-Itabuna RI (54,1), Tabela 14.

Figura 12 – Bem-estar humano e do ecossistema dos assentamentos da Bahia e da Região Intermediária Ilhéus-Itabuna, 2010
Figura 12 – Bem-estar humano e do ecossistema dos assentamentos da Bahia e da Região Intermediária Ilhéus-Itabuna, 2010

Análise SWOT

Tabela 9 – Matriz SWOT dos assentamentos de reforma agrária no estado da Bahia e Região Intermediária Ilhéus-Itabuna. No que diz respeito às fragilidades e ameaças, nota-se que a falta de estrutura para a comercialização da produção e o pouco valor agregado à produção que é gerada constituem as maiores fragilidades dos assentamentos. Outro factor que afecta negativamente a comercialização da produção é a situação das estradas de acesso, considerada regular a péssima por mais de 65% dos inquiridos.

A falta de assistência técnica e a extensão rural podem ser responsáveis ​​por outra ameaça detectada nos assentamentos, que é a falta de adoção de práticas conservacionistas. Assim, fica claro que o foco em relação aos pontos fracos é melhorar o relacionamento com as organizações, a fim de atrair medidas que possam melhorar o fluxo de produção, agregar valor ao produto e acesso à assistência técnica que garanta maior volume e melhor qualidade. . gerado. Os beneficiários da reforma agrária no estado da Bahia e, em particular, na região intermediária de Ilhéus-Itabuna, ainda não possuem condições adequadas para serem elevados à condição de assentamentos consolidados e, portanto, receber títulos de terra, dada a estado de áreas potencialmente instáveis ​​identificadas pelo barômetro da sustentabilidade.

A condição de sustentabilidade gera benefícios diretos, pois ao atingir esta situação, o beneficiário da reforma agrária terá direito ao título de domínio e, portanto, maior independência para realizar sua produção. Interação social e as possibilidades de coesão social e identidade no cotidiano social dos trabalhadores rurais em áreas oficiais da reforma agrária no Brasil. Disponível em: < http://www.INCRA.gov.br/recuperacao-e-limpeza-de-aguadas-irao-beneficiar-3-mil-familias-em-22-assentamentos-na-bahia>.

Reformas agrárias e desenvolvimento rural sustentável, sob a abordagem do cooperativismo e da agroecologia: o caso dos assentamentos no nordeste do Pará.

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Figura 1 – Quantidade de assentamentos de reforma agrária criados no Brasil no período de 1998-2017
Figura 2 – Capacidade do assentamento versus quantidade de famílias assentadas no Brasil no período de 1998-2017
Figura 3 – Quantidade de famílias assentadas  versus  títulos de propriedade emitidos pelo INCRA, Brasil, 2003-2017
Figura 4 - Mapa dos assentamentos do estado da Bahia participantes da PQRA/INCRA, 2010
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Referências

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