A aparente ineficácia dessa prática despertou nosso desejo de encontrar uma alternativa para o estudo da linguagem por meio da compreensão do conceito epilinguístico e de sua prática no processo de produção textual. Participaram da pesquisa 20 professores, todos atuantes no ensino fundamental II. ensino fundamental, na disciplina LP ou Produção de Texto.
EPILINGUÍSTICA: UM CONCEITO A SER EXPLORADO
Essa desarticulação cria para o autor um distanciamento entre as atividades linguísticas (a leitura e a escrita em si) e as atividades metalinguísticas (a capacidade de falar, descrever e analisar a linguagem como objeto de estudo). Dessa forma, as atividades epilinguísticas são as próprias operações linguísticas, atuando sobre o material de expressão linguística por meio das escolhas do falante entre as formas proporcionadas pela linguagem.
EPILINGUÍSTICA NOS PCN DE LÍNGUA PORTUGUESA
Nas atividades epilinguísticas, a reflexão é orientada para o uso, dentro da atividade linguística em que se desenvolve. Dessa forma, o PCN LP (BRASIL) enfatiza a importância do uso de atividades de linguagem, pois se o objetivo de analisar e pensar a linguagem é garantir uma maior qualidade de uso da língua, situações didáticas, especialmente nos ciclos iniciais, ensino fundamental, deve apostar em atividades epilinguísticas de reflexão linguística na produção e interpretação de situações, como forma de sensibilizar e melhorar o controlo sobre a própria produção linguística.
OS CAMINHOS DA ATIVIDADE EPILINGUÍSTICA PARA A PRODUÇÃO
Esta é a mentalidade que se deve ter nas salas de aula de português: uma inversão de metodologia, anteriormente baseada na dedução. Entre outras coisas, a esta competência deve ser acrescentada a competência do discurso, que visa reconhecer e utilizar formas discursivas.
O TEXTO DO ALUNO NO (CON)TEXTO EPILINGUÍSTICO: RECURSOS
Com base no exposto, podemos concluir que é por meio da produção de textos que os alunos criam competências para a comunicação independente no ambiente escolar e fora dele. Para tanto, é importante proporcionar-lhes o contato com diversos gêneros por meio de leituras e produções escritas no processo de ensino-aprendizagem da LP. Ao estudar o texto em sala de aula, por meio de atividades de análise da linguagem, é possível mostrar ao aluno como o texto organiza seus elementos gramaticais, coerência, coesão, coerência, e após esse trabalho realizar sua reestruturação para melhor refinar e ampliar isto. e é assim que você chega ao produto final da sua escrita.
Considerar o ensino de língua por meio de atividades epilinguísticas, o ensino articulado com a língua, significa abrir mão de trabalhar com o aluno ideal. Os sujeitos se apropriam do conteúdo e o transformam em seu próprio conhecimento, agindo sobre ele, mediado pela interação com os outros.
REESCRITA DE TEXTO NA ESCOLA PÚBLICA: REFACÇÃO OU
Na tentativa de redirecionar o trabalho de reescrita de textos, os LP PCN do 1º e 2º ciclos esclarecem isso. Ainda segundo Jesus (2002, p. através de dados coletados em sua pesquisa em algumas escolas públicas, o trabalho de reescrita de textos é caracterizado pelo que ela chama de “higienização do texto do aluno”. Podemos dizer que aprendemos a escrever, escrever, sem que isso aconteça. esquece, porém, a importância da motivação pessoal e da orientação do professor (2002, p. destaca a importância da orientação do professor na divulgação do processo na prática constante de reescrita de textos.
A revisão e a reescrita de textos, enquanto situações didáticas, pressupõem etapas que devem ser levadas em consideração no planejamento das atividades de produção textual. Dessa forma, espera-se que o aluno na reescrita de textos se preocupe mais com a forma como os leitores verão seu texto e, portanto, perceba a importância da reescrita, uma vez que possíveis modificações visam tornar o texto mais claro e adequado à leitura do texto. . destinatário.
O ENSINO DE PRODUÇÃO TEXTUAL NA ESCOLA PÚBLICA
A propagação desta ideia acaba por provocar a falta de estímulo e a falsa compreensão de que escrever é uma missão quase impossível e que está limitada a poucos privilegiados. Portanto, é de fundamental importância identificar as práticas metodológicas utilizadas pelos professores para que o processo de ensino-aprendizagem possa ser compreendido. Ao trabalhar a aprendizagem da escrita, a concepção do educador deve estar relacionada ao aspecto da ação social e não punitiva, para que seja possível compreender os métodos de ensino que implicarão na formação do aluno.
Geraldi (2013), ao discutir a atividade de produção de texto em sala de aula, distingue dois tipos de escrita: a escrita e a produção de texto. A partir de uma comparação do autor entre o que se entende por escrita e produção de texto e a diferença entre essas duas atividades de escrita é que a produção de texto está relacionada com isso se.
A PRODUÇÃO TEXTUAL E A EPILINGUÍSTICA COMO ATIVIDADE
Cada enunciado é um fenômeno único, e a explicação não é a atribuição de sentido em si, mas uma atividade que se aproxima um pouco mais, já que parafrasear costuma ser uma atividade reprodutiva. A atividade de parafrasear pode seguir duas direções: a primeira visa eliminar ou mitigar uma ambiguidade inerente à própria língua; Principalmente quando no texto escrito ele muitas vezes tem que estar atento aos procedimentos expressivos que utiliza.
Portanto, é necessário também ter conhecimento de como funciona a linguagem e a base sobre a qual o significado é construído de forma criativa, na escrita. Para tanto, é necessário ter conhecimento de como funcionam a linguagem e os textos, a base sobre a qual o significado é construído e como ele se cristaliza criativamente na expressão escrita.
PERCURSO METODOLÓGICO DA PESQUISA
S ITUANDO AS UNIDADES DE ENSINO SELECIONADAS
O cenário desta pesquisa é composto por quatro escolas públicas municipais, localizadas na zona urbana do município de Eunápolis-Bahia. O que motivou a escolha das escolas foi o fato de que, além de serem escolas de grande porte que oferecem Ensino Básico para o Ensino Fundamental II, as UEs estão localizadas nos principais bairros da cidade e atendem principalmente moradores de bairros adjacentes. os suburbios. O município, patrocinador, por meio da Secretaria Municipal de Educação em parceria com a União, por meio do programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), dá condições para que as escolas sejam autônomas e assim atendam às necessidades da comunidade escolar.
Em termos de estrutura, as duas escolas, Escola Municipal Gabriel José Pereira e Escola Municipal Humberto de Campos, são muito parecidas, característica compartilhada pelas escolas mais antigas do município: são prédios fechados e com pouca ventilação, formando um retângulo. instalações com parque infantil para lazer no centro. Porém, além da secretaria, sala de gestão, sala de coordenação, sala de aula, biblioteca, sala de vídeo e refeitório, a escola também dispõe de uma sala polivalente que atende diversos alunos com necessidades especiais do município e região.
P ERFIL DOS PROFESSORES PARTICIPANTES
Possui um prédio amplo e moderno, com instalações adequadas, salas de direção, coordenação e professores, além de refeitório, biblioteca, laboratório de informática, playground e espaço aberto para recreação.
T RATAMENTO DOS DADOS
Num terceiro momento, fomos apresentados como pesquisadores aos professores que participariam da pesquisa, nos seus devidos horários de AC (aulas complementares), para não prejudicar o desenvolvimento das aulas. Partindo do pressuposto de que a reflexão sobre a linguagem no ensino da produção escrita deve ser aliada ao trabalho com atividades epilinguísticas, no decorrer da pesquisa procuramos atingir os seguintes objetivos que estão presentes na introdução deste trabalho: descobrir como Os professores de PL, atuantes no Ensino Fundamental II, em escolas públicas do Município de Eunápolis, compreendem o conceito de epilinguística e em que medida o aplicam em sala de aula; com base no conhecimento prévio dos professores, identificar deficiências e imprecisões em relação à compreensão do conceito. Como critérios de análise, as categorias foram criadas após a aplicação do questionário, baseadas por um lado nos dados coletados e por outro lado nos principais aspectos abordados no referencial teórico descrito, principalmente por Geraldi (2013), a saber: prática de produção textual; prática de reescrita de texto; conhecimento e interesse em epilinguística.
ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS
1 Segundo ele, a metodologia proposta no texto, para o ensino da produção escrita, atende às necessidades do aluno em termos de capacidade de comunicação e autonomia em relação à escrita. Em outras palavras, o LD deve colaborar com práticas de produção textual voltadas ao desenvolvimento de necessidades. Quinze professores (de um total de vinte) afirmaram considerar a reescrita de textos importante e parte inerente às práticas sociais de escrita no processo ensino-ensino de produção textual.
Cidadãos de Língua Portuguesa (BRASIL) como apoio para a preparação e execução de suas aulas de produção escrita Voltando à discussão da questão 6, embora a maioria tenha afirmado não conhecer o termo epilinguística, dez dos professores pesquisados acreditam que as atividades a epilinguística, aplicada na prática da produção textual, pode contribuir para o desenvolvimento dos alunos, tornando-os mais capazes e autônomos em relação à sua escrita.
LIMITAÇÕES DA PESQUISA
A definição específica de DS para o ensino e a aprendizagem da produção de textos apresentada por Dolz e Schneuwly (2004, p. 82) é a seguinte: “uma série de módulos escolares sistematicamente organizados em torno de um gênero de texto oral ou escrito”. Portanto, a proposta de produção textual deste estudo segue a metodologia SD de Dolz; Noverraz; Schneuwly (2004), por parecer eficiente, atende às exigências da educação dialógica e atende às exigências da educação interativa, que tem como foco o trabalho com a produção de textos. Trabalhar com a SD pressupõe o desenvolvimento de uma série de atividades pedagógicas interligadas, destinadas a ensinar passo a passo o conteúdo.
A primeira, denominada “Apresentação da situação”, consiste em expor aos alunos um projeto de comunicação que será implementado na produção final, ou seja, “Ao apresentar a situação, os alunos devem compreender imediatamente a importância desses conteúdos e saber quais deles eles. você trabalhará com ele." Trata-se de preparar os alunos para a primeira produção de um gênero textual, por meio da exposição a textos desse gênero, atividades de leitura e discussão sobre o conteúdo do texto a ser escrito.
PROCEDIMENTOS COM SD
Os alunos devem conectar as partes que fazem sentido, como “aquilo a que eu” posso estar conectado. A parágrafa/versificação não deve ser discutida em nenhum momento, pois espera-se que os alunos inferam o conceito observando cada fragmento do texto. Esta atividade também permite trabalhar a interpretação, pois os alunos têm que dar sentido ao texto para colocá-lo na ordem certa.
Em vez de memorizar listas e listas de advérbios e suas classificações, os alunos têm assim a oportunidade de ver na prática como funcionam9. Para continuar o exercício acima, os alunos escolhem uma ou duas frases que fizeram e escrevem-nas no quadro. Na preparação e seleção de atividades epilinguísticas, a SD revelou-se um grande contributo pedagógico, pois é um conjunto de aulas destinadas a ajudar os alunos a desenvolver o conhecimento prático das expressões escritas e faladas.
Os estudos revisados neste trabalho demonstraram a eficácia das atividades epilinguísticas na prática da produção textual, por ser uma forma simples e eficaz de apresentação da LP, levando os alunos à reflexão sobre sua própria língua.