Como produto final da pesquisa, desenvolvemos e apresentamos o “Guia prático de leitura de histórias infantis a partir da obra Reinações de Narizinho (2008), de Monteiro Lobato”, uma proposta didática que consiste na proposta de atividades práticas para o ensino da leitura e atividades de compreensão de histórias infantis selecionadas na coleção, subsidiando as práticas docentes dos professores de língua portuguesa. Nosso objetivo é orientar e incentivar o ensino da leitura literária na escola, concluindo que as histórias contidas nesta obra lobatiana são histórias de encantamento para as crianças e de leitura motivacional para os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, pois despertam o desejo ler. outras histórias, outros livros. Contudo, vivemos uma crise no ensino da leitura literária, caracterizada por dificuldades na formação de leitores na escola.
Na tentativa de evidenciar a influência das histórias que compõem a coleção Reinações de Narizinho para a formação de leitores do ensino fundamental, desenvolveremos uma pesquisa bibliográfica descritiva com abordagem qualitativa, com o objetivo de obter conhecimentos sobre a vida e a vida das crianças. . A obra literária de Monteiro Lobato, bem como sobre a literatura infantil europeia e brasileira e também sobre a leitura e o ensino da leitura de textos literários na escola. Às referências descritas somamos os conceitos de leitura de Ângela Kleiman (2001) e Tereza Colomer e Anna Camps (2011), os estudos de Magda Soares (2001) sobre alfabetização e formação do leitor pela escola, as contribuições sobre literatura. e a leitura do texto literário na escola por Cecília Meireles (1979), Ana Maria Machado (2002), Fanny Abramovich (1991), Carlos Klebis (2008) e Silveira (2005), e reflexões sobre a relação entre leitura e emotividade por Andrade Neta e Emílio García, García (2013). Maravilhoso em Reinações de Narizinho‖, que apresentará um roteiro de leitura de histórias infantis do referido trabalho com turmas de alunos do 6º ano do ensino fundamental, contendo instruções de leitura dessas histórias, baseadas em teorias de ensino de leitura e de leitura de literatura. texto referente a esta pesquisa.
A contribuição pretendida consiste em apresentar orientações teóricas, bem como propor atividades práticas de leitura e compreensão leitora das histórias infantis selecionadas na coleção, para o ensino de estratégias de leitura e de leitura de textos literários nas escolas de ensino fundamental, subsidiando a prática docente dos professores de língua portuguesa. nas aulas de leitura. Esperamos, portanto, demonstrar que as histórias incluídas nesta obra lobatiana são histórias de encantamento para as crianças, com os elementos da maravilhosa leitura motivacional para os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental, ao mesmo tempo em que estimulam a vontade de ler outras histórias, despertam, outras livros.
ESCOLA, LEITURA E LITERATURA INFANTIL
BREVE HISTÓRICO DA LITERATURA INFANTIL NO BRASIL E NO MUNDO
A LITERATURA INFANTIL NA ESCOLA
MONTEIRO LOBATO E O MARAVILHOSO: ENCANTAMENTOS PARA
O MARAVILHOSO NA LITERATURA INFANTIL
É importante, portanto, que o texto literário tenha um universo significativo, direcionado para uma certa consciência de mundo, correndo o risco de ser simplesmente, nas palavras de Coelho (2006), uma produção semelhante a um livro (p. 49 – grifo do autor). ). e não uma obra literária. Segundo Coelho, o material das histórias maravilhosas e dos contos de fadas pertence ao universo maravilhoso, cuja linguagem simbólica se comunica com o pensamento mágico, mas essas narrativas diferem dependendo do problema que lhe serve de fundamento. Os contos de fadas, de origem celta, são de natureza espiritual, ética e existencial, com heróis e heroínas cujas aventuras estão ligadas ao sobrenatural e visam a realização interior do homem.
O folclorista Vladimir Propp analisou 449 contos classificados por Aarne como maravilhosos, com o objetivo de caracterizar “os elementos que dariam conta da natureza do maravilhoso” (COELHO, 2009, p. 116). Propp (2001) realizou um estudo comparativo das ações dos personagens do conto maravilhoso e concluiu que esses personagens, “por mais diferentes que sejam, muitas vezes realizam as mesmas ações” (p.16 – grifo do autor), que ele chamou de funções . Para o estudioso, as funções dos personagens representam “as partes básicas [..], (os) elementos constantes, permanentes, [..], (os) constituintes básicos” (p. 17 – grifo do autor) da maravilhosa narrativa .
Para Coelho, a analogia entre as ações dos personagens que provocam a confabulação dos contos de fadas e a realidade é essencial para o fascínio das crianças por essas histórias do universo do fantástico. É da natureza da criança permitir-se viver as aventuras e desventuras desses personagens (príncipes, princesas, heróis, bruxas) que neles personificam suas certezas, inseguranças, tristezas, alegrias, anseios, medos e anseios, o que confirma o essência. da vida nas narrativas desses personagens, como anuncia Vladimir Propp (1972), citado por Coelho (2009, p. 119). Daí o prazer interior ou a sensação de realização que os contos de fadas ou histórias maravilhosas transmitem (COELHO, 2009, p.120).
34;inconsciente coletivo [onde] estão os motivos e arquétipos que vivem nos contos de fadas, nos romances maravilhosos, nos romances de cavalaria, nas lendas” (COELHO, 2009, p.98 – grifo do autor). Aos olhos da linha mítica – naturalista, sinaliza neste simbolismo a incapacidade da mente para abstrair ideias, daí o termo “figurações simbólicas” (COELHO, 2009, p. 109).Nos séculos médios (XIX-XX), Taylor (1871), apoia, se em teorias animistas, relaciona contos maravilhosos com religiões primitivas e explica os contos de fadas como.
Assim, “chegou um momento benéfico para o retorno do maravilhoso, quando o homem tenta redescobrir o sentido último da vida” (COELHO, 2009, p.22). Nessa perspectiva, por estarem envolvidos nesse universo maravilhoso, os contos de fadas desempenham um papel fundamental, seja como literatura infantil ou como fonte de conhecimento humano. Por tratarem de conteúdos da sabedoria popular, de conteúdos essenciais da condição humana, esses contos de fadas são importantes e se perpetuam até os dias de hoje.
O MARAVILHOSO NA OBRA INFANTIL LOBATIANA
REINAÇÕES DE NARIZINHO NA SALA DE AULA
LETRAMENTO LITERÁRIO, ESTRATÉGIAS E PRÁTICAS DE LEITURA DO
Neste contexto, o ensino da leitura deve centrar-se em alcançar a competência de leitura dos alunos. Os documentos norteadores para o ensino de português no terceiro e quarto períodos do ensino fundamental trazem em seus pressupostos a definição de leitura como. Nele, a atividade de leitura é dispersa e confusa, muitas vezes apenas pretexto para transcrições, resumos, análises sintáticas e outras tarefas de ensino de línguas (2013, p. 32).
Para esses pesquisadores, a compreensão da leitura apoiada pelo professor, “guia/condutor” (2009, p. 76) do processo de ensino e aprendizagem da leitura, é fator decisivo na construção dessa aprendizagem. Se estratégias de leitura são procedimentos e procedimentos são conteúdos de ensino, então é necessário ensinar estratégias de compreensão de textos. Nas palavras de Solé (2009), é importante que os procedimentos de leitura ensinados não se configurem simplesmente como técnicas de leitura prescritivas na escola, portanto é necessário conhecê-los e aprendê-los.
Aquelas que nos permitem munir-nos de objetivos de leitura e atualizar conhecimentos prévios relevantes (antes/durante a leitura); Confirmamos, assim como Solé (2009), que ao privilegiar o protagonista das crianças, o professor contribui para significar a atividade de formulação de previsões e o processo de leitura como um todo. Discutindo o ensino da leitura na escola, os PCN (BRASIL, 1997) recomenda que no planejamento é necessário que o professor vincule "as habilidades [de leitura] pretendidas aos alunos [...] aos objetivos" (p. 65 ) propostas para a sua prática diária deste ensino.
Ainda nas palavras de Cosson (2012), é necessário organizar o ensino da leitura literária em nossas escolas de tal forma que se torne uma prática significativa; e também observar o aluno. O pesquisador Rildo Cosson (2012) propõe perspectivas para sistematizar atividades de leitura de textos literários em aulas em duas séries: básica e ampliada. No ensino da leitura literária, a interpretação ocorre em dois momentos: um interno, quando o leitor se depara com a obra; e o exterior, que consiste na concretização e materialidade da obra, com a construção do sentido do texto.
O autor também nos fala sobre a avaliação, que deve ser utilizada como ação diagnóstica dos avanços e problemas apresentados pelos alunos durante o processo de ensino da leitura literária (COSSON, 2012). Isso implica o ensino da leitura literária, na perspectiva de formar o leitor literário na escola na perspectiva de inserir as crianças no mundo da leitura e da literatura. ESCRITA PARA PRÁTICAS DE LEITURA NA ESCOLA: O MARAVILHOSO EM REINAÇÕES DE NARIZINHO, DE MONTEIRO LOBATO.
ROTEIRO DE PRÁTICAS DE LEITURA NA ESCOLA: O MARAVILHOSO EM
Em seguida, direcione os alunos ao “Cantinho” para pegar uma sacola (identificada com a cor do grupo) e montar o quebra-cabeça. Incentive os alunos a fazerem previsões sobre as histórias dos livros e levantarem hipóteses sobre a obra Reinações de Narizinho, título. Distribuir exemplares da história “Narizinho Arrebitado” aos alunos (caso a escola não possua livros para os alunos).
Previamente, divida a 2ª e 3ª seções da história entre os alunos ‖Narizinho Arrebitado‖, ‖Uma vez..‖ e ‖No Palácio‖ para que a leitura flua. Juntamente com os alunos, organizem uma relação com as palavras e expressões que eles destacaram nos textos durante as leituras. Para os próximos momentos do “Encontro com Monteiro Lobato”, peça aos alunos que leiam as três últimas seções da história: “A Garota Fancy”, “A Festa e o Major” e “A Pílula Falante”.
Professores, marquem um próximo dia de reunião com os alunos para compartilharem com a turma a leitura desses três episódios. No dia combinado, crie conversas com os alunos, levantando dúvidas, focando em trechos dos episódios lidos e incentivando-os a apontar trechos dos textos que sublinharam. Distribuir exemplares da história “Irmão Pinóquio” aos alunos (caso a escola não tenha livros disponíveis).
No dia marcado, estabeleça conversas com os alunos, tire dúvidas, concentre-se em trechos dos episódios lidos e incentive-os a apontar trechos dos textos destacados pelos alunos. Orientar os alunos a identificarem na narrativa as “maravilhas” das histórias infantis de Monteiro Lobato: personagens, lugares e acontecimentos mágicos. Traga dicionários ilustrados de volta para a sala de aula para os alunos manusearem e usarem como referência para criar os seus próprios.
Portanto, o ensino da leitura de textos literários deve ter como objetivo principal a formação de leitores e ajudar os alunos a fazê-lo. Ao realizar esta pesquisa pudemos concluir que as histórias infantis coletadas em Reinações de Narizinho de Monteiro Lobato são motivadoras de leitura para os alunos do 6º ano do ensino fundamental porque são construídas com a presença dos belos elementos dos contos de fadas permitindo que as crianças vivam sua imaginação.