Identificação de plantas com potencial para redução de metano entérico em ruminantes / Brena Santos Oliveira. O objetivo foi avaliar a fermentação ruminal in vitro de forrageiras e plantas medicinais obtidas nos biomas Caatinga, Pampa e Mata Atlântica do Brasil com o objetivo de identificar materiais promissores para nutrição e redução de metano entérico (CH4) em ruminantes. Foram avaliadas a composição química, a digestibilidade in vitro da matéria orgânica (DIVMO) e os produtos da fermentação ruminal in vitro: CH4, ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e nitrogênio amoniacal (N-NH3).
Foram avaliadas a composição química, a digestibilidade in vitro da matéria orgânica (DIVMO) e os produtos da fermentação ruminal in vitro: CH4, ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) e nitrogênio amoniacal (N-NH3). Avaliação da fermentação ruminal in vitro de plantas obtidas dos biomas Caatinga, Pampa e Mata Atlântica do Brasil para identificar materiais promissores para nutrição e mitigação de CH4 entérico em ruminantes. Avaliar a composição bromatológica, digestibilidade, fermentação ruminal e produção in vitro de CH4 de 39 plantas obtidas no bioma Caatinga, região semiárida do Nordeste do Brasil;
Avaliar a composição bromatológica, digestibilidade, fermentação ruminal e produção in vitro de CH4 de 46 plantas medicinais com efeitos antibióticos ou antiinflamatórios descritas na literatura obtida no bioma Mata Atlântica no Brasil;. Avaliar a composição bromatológica, digestibilidade, fermentação ruminal e produção in vitro de CH4 de 36 forrageiras nativas e exóticas obtidas do bioma Pampa no Sul do Brasil.
Introduction
- Plants samplings
- Statistical analysis
Results
Discussion
Conclusion
Ruminantes e microrganismos ruminais evoluíram em simbiose, permitindo a conversão de carboidratos complexos em energia (KNAPP et al., 2014). Brito et al., (2015) realizaram um estudo sobre a atividade do extrato hidroalcoólico das folhas de Juazeiro (Ziziphus joazeiro), baseado no uso popular do Juazeiro como agente antiinflamatório e antiinflamatório. Quimicamente podem ser adequados, mas normalmente apresentam limitações físicas, drenagem irregular, acidez e poucos usos agrícolas (YDOYAGA SANTANA et al., 2010).
Dentre as espécies lenhosas, os pioneiros como o marmelo (Croton sonderianus) e a jurema-preta (Mimosa tenuiflora) são os mais frequentes, com destaque para a presença de outras espécies como a catingueira (Caesalpinia bracteosa), o mororó (Bauhinia cheilantha), o mofombo (Combretum leprosum), entre outros (COSTA et al., 2002). Devido à sua concentração de cianeto, pode ter efeito tóxico ao animal (OLIVEIRA et al.; 2008). Sua presença também é registrada nos estados brasileiros de Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Paraíba e Minas Gerais (ARRUDA et al., 2013).
Suas ações geralmente estão relacionadas às atividades antioxidantes de óleos essenciais e compostos fenólicos (THANH et al., 2017). Possui propriedades analgésicas, espasmolíticas, anti-inflamatórias, antifúngicas e possíveis antineoplásicas, além de atividade antimicrobiana contra bactérias (GENENA et al., 2008; FERREIRA et al., 2016). Segundo Cobellis et al., (2015), o óleo essencial de alecrim apresentou poucos efeitos na redução de CH4, em contrapartida, uma forte atividade inibitória na produção de NH3.
Contém uma quantidade significativa de cortiça, com espessura de 1,0 a 2,0 cm, sendo também utilizado na indústria corticeira (MARTINOTTO et al., 2008). Isso se deve à presença de fitoquímicos antioxidantes como ácido elágico, quercetina e ácido gálico (MOREIRA et al., 2016). São utilizados métodos biológicos que podem simular o processo de digestão microbiana in vitro (TILLEY & TERRY, 1963) ou in situ (ØRSKOV et al., 1980).
Utilizando essas técnicas é possível simular o ambiente ruminal e a digestão enzimática (THEODOROU et al., 1994), além de descrever a cinética de fermentação ruminal e estimar o consumo (BLÜMMEL & ØRSKOV, 1993). A técnica de produção de gases in vitro é uma opção para estudos da qualidade nutricional de plantas forrageiras em condições controladas (EDMUNDS et al., 2012). Neste tipo de estudo, a produção de gás é o parâmetro final que é importante interpretar juntamente com o desaparecimento da produção de MS e AGCC (MUÑOZ-TAMAYO et al., 2016).
Os mecanismos envolvidos na produção de CH4 in vitro foram estudados (MIRZAEI-AGHSAGALI & MAHERISIS, 2015; TAPIO et al., 2017), que observaram diminuição na produção desse gás e alterações nas concentrações de AGCC ao avaliar diferentes metabólitos. Para Yáñez-ruiz et al. 2016), não existe um protocolo padrão para avaliar a mitigação do metano entérico em ruminantes utilizando tecnologia de produção de gás in vitro. 37 O material vegetal no rúmen é fermentado por microrganismos na ausência de oxigênio e em pH entre 6,5 e 6,8 (ASCHENBACH et al., 2011).
Silva et al. reduce intake and body weight gain when feeding CaPr at levels higher than 165 g kg 266.
Plants selection and samplings
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