To promote the teaching of historical content for the visually impaired and to improve the learning process for sighted students, an evaluation of methodologies that allow these images to be modified to accommodate different sensory inputs, including tactile reading, is needed. In this way, we verified how the creation of digital microscopic image diagrams is beneficial for the multiple teaching of histology, through the application of visually impaired learning diagrams in the process of adapting diagrams during student teaching.
CIÊNCIAS E INCLUSÃO
Dessa forma, o uso dessas TICs que representam esse novo modelo pedagógico, no qual os alunos atuam ativamente como colaboradores no processo de ensino-aprendizagem, deve ser utilizado a priori como ferramenta complementar às aulas tradicionais e não como substituto delas ( JÚNIOR & SILVA, 2014) . Com base nos relatos realizados, pode-se constatar que a histologia é um campo rico em conceitos visuais, em que é estritamente necessário que os alunos realizem visualizações freqüentes ao microscópio durante as aulas práticas e as observem atentamente.
APRENDIZAGEM E MATERIAIS DIDÁTICOS
Segundo pesquisas, os atributos visuais representam aproximadamente 70% no processo de construção do conceito (COSTA, 2005; PYLYSHYN, 2007). Como já visto, esses materiais são essenciais no processo de ensino-aprendizagem dos alunos, sejam eles deficientes ou não (ARAÚJO et al., 2011).
METODOLOGIAS DESENVOLVIDAS PARA O ENSINO DE DEFICIENTES
Os autores fizeram um modelo usando materiais feitos à mão que estavam prontamente disponíveis para o toque dos deficientes visuais, enquanto o professor explicava em detalhes o processo de formação das imagens. Neste trabalho, os autores pretendiam ministrar uma aula inclusiva para alunos com deficiência visual e auditiva, onde montaram uma placa de circuito elétrico utilizando materiais de fácil acesso como tábua de madeira, pinos, fios, baterias, LEDs, etc. Os autores montaram um espelho esférico multissensorial usando uma placa de MDF, parafusos, pregos, barbante e tintas coloridas.
Os autores utilizaram uma tábua de madeira onde pedaços de isopor representavam as estruturas que se encaixavam, ilustrando o processo. Os autores também representaram várias constelações do zodíaco usando barbante para criar alto relevo. Andrade & Santil (2011) elaboraram a construção de dois modelos de grafos táteis para representar o crescimento populacional, no primeiro os autores utilizaram materiais de baixo custo como papel E.V.A., barbante e grãos de cereais; e na segunda, utilizaram impressora térmica e papel microcápsula para adaptar mapas de relevo.
Os autores, com o auxílio do Laboratório de Cartografia Tátil e Escolar (LabTATE), desenvolveram o mapa e o imprimiram em papel microcápsula para leitura tátil. Neste trabalho, os autores utilizaram materiais como velcro, isopor, papel EVA, fitas de cetim e outros materiais de baixo custo.
PROBLEMA
HIPÓTESE
OBJETIVOS
Objetivo Geral
Objetivos Específicos
42 do grupo experimental (que realizou o processo de adaptação), comparando os resultados obtidos nas avaliações; Use questionários para os alunos do grupo experimental e para o aluno com deficiência visual para saber opiniões sobre a metodologia utilizada.
JUSTIFICATIVA
METODOLOGIA
Características da Pesquisa
O estudo foi realizado na Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), no curso de graduação em Zootecnia do Centro de Ciências e Tecnologia Agropecuária (CCTA) e no curso de graduação em Ciências Biológicas, no Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB ). A UENF é uma instituição pública de ensino fundada em 1993 por Darcy Ribeiro como a "Universidade do Terceiro Milênio". Na Figura 1 podemos ver o mapa com a localização da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro no estado do Rio de Janeiro.
O aluno acima já havia cursado Histologia Básica, componente obrigatório da matriz curricular do curso de Zootecnia, e reprovado por não conseguir acompanhar o andamento da aula e também os materiais disponibilizados a ele eram padronizados e não não correspondem exatamente com o conteúdo exibido durante as horas. O segundo objeto deste estudo foi uma turma do curso de Bacharelado em Ciências Biológicas que estudava Biologia Tecidual, também chamada de Histologia. Com base nisso, a turma suplementar foi selecionada como grupo experimental e a turma regular como grupo controle para este estudo.
Como a disciplina é dividida em parte teórica e prática, as aulas teóricas eram realizadas em um dia e as práticas no dia seguinte; portanto, as turmas tinham aulas teóricas separadas, devido ao cronograma, mas as aulas práticas eram realizadas em conjunto. Os alunos do grupo controle seguiram a disciplina apenas frequentando as aulas práticas e teóricas, enquanto o grupo experimental, além da disciplina, acompanhou a disciplina.
Procedimentos Metodológicos da Pesquisa
No Paint, é possível ocultar o fundo de imagens e informações adicionais, julgadas pelo professor como desnecessárias. Após a impressão das imagens e após as aulas de histologia ministradas pelo professor em sala de aula, solicitamos ao aluno deficiente visual que realizasse uma leitura tátil das imagens emolduradas para verificar se o aluno conseguiria relacionar as estruturas tatoadas às apresentadas. o conteúdo no início da aula. A eficácia da aplicação das imagens adaptadas foi analisada com base nas notas que o aluno recebeu nas avaliações do professor da disciplina.
Além do professor enviar por e-mail as imagens digitalizadas, os alunos, enquanto visualizavam as imagens no microscópio, usaram seus próprios smartphones para fotografar os slides e depois enviaram as fotos para um grupo de Whatsapp dedicado à aula que foi criado com o autor do projeto. Quando os alunos chegaram na sala, cada um tomou posse de um computador e iniciou o processo de edição das imagens do slide. Ressalta-se que nesta etapa realizada pelo grupo experimental, as imagens ajustadas não precisaram ser impressas, pois o objetivo desta fase foi avaliar se o processo de ajuste das imagens no computador ao aprendizado dos alunos.
Após várias execuções do procedimento de adaptação das imagens histológicas, mediu-se o nível em que essas imagens contribuíram para o aprendizado dos alunos do grupo experimental com base nas notas obtidas nas avaliações feitas pelo professor da disciplina. O objetivo foi verificar se a realização do procedimento auxiliou os alunos na memorização das estruturas, o que facilitou o diagnóstico das imagens durante a prova prática.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Deficiente Visual
Quando o aluno cego lê os slides adaptados usando o toque, ele pode, com sua ajuda, formar uma imagem mental das estruturas que toca. Para esses autores, "[..] o que você não vê se aprende com o que você vê", como imagens, vídeos e outros recursos visuais (ROCHA. O gráfico 1 mostra a razão das médias das duas vezes que o aluno visualmente deficientes seguiram a disciplina de histologia.
Na primeira vez que o aluno frequentou a disciplina, os materiais foram disponibilizados em biscoitos para que ele pudesse assistir às aulas práticas. Por não ter adaptado os materiais à forma exata da estrutura original, o aluno não conseguiu formar imagens mentais, assim, segundo Vaz et al. 2012) é de fundamental importância a utilização de modelos didáticos adaptados à realidade dos alunos e suas necessidades sensoriais para que a aquisição dos conceitos ocorra de forma correta. Da imagem mental do deficiente visual surgirão novos conhecimentos, por exemplo, o indivíduo ouviu a explicação do assunto, logo em seguida.
57 o material tangível foi apresentado para que ele pudesse senti-lo, através do qual ele pudesse formar a imagem mental da estrutura que ele tinha ouvido o professor explicar anteriormente. Segundo a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel (1982), é necessário um conhecimento prévio, neste caso, uma explanação do assunto por parte do professor para que ocorra a aprendizagem.
Grupo Experimental
No entanto, não foi necessário imprimir as figuras nesta etapa da pesquisa, apenas para verificar se a manipulação delas traria algum benefício em termos de aprendizagem para os alunos do grupo experimental. Costa (2005) nos diz que as imagens possuem um caráter intuitivo maior do que outros tipos de linguagem. Isso reforça o precedente desta pesquisa, pois após os alunos terem acesso a todo o conteúdo teórico, a interação com imagens totalmente relacionadas ao que ouviram em aula fundamenta o processo de aprendizagem.
No entanto, para que as imagens funcionem positivamente como recursos didáticos, elas devem ter uma relação completa com o que é escrito, lido ou ouvido. Nas fotos a seguir, podemos ver algumas lâminas histológicas antes e depois da adaptação realizada pelos alunos do grupo experimental. Esta foto foi tirada pelos alunos do grupo experimental durante a aula prática usando smartphones.
Ressalto que essa exigência de deixar apenas as estruturas desejadas em preto e branco é proposta na metodologia de Sant'Anna et al. 2016) se deve aos recursos que a impressora térmica exige durante a impressão e às necessidades dos deficientes visuais para a leitura das imagens. Investigar se utilizando a metodologia proposta por Sant'Anna et al. 2016) contribuiu para o aprendizado dos alunos do grupo experimental, foram calculados os resultados dos testes realizados pelos alunos dos grupos controle e experimental.
Questionários
Resultados dos questionários do grupo experimental “Sobre o tipo de escola onde frequentou o EM” – Fonte: Google Forms. 75 Quando questionados sobre qual parte da disciplina os alunos acharam mais difícil, se a parte prática ou a parte teórica, 66,7% dos alunos do grupo experimental responderam que acharam mais difícil o conteúdo teórico, enquanto em relação ao conteúdo prático , apenas 33,3% disseram ter encontrado dificuldades. Resultados dos questionários do grupo experimental “Sobre o momento de realizar os exercícios” – Fonte: Google Forms.
O Quadro 20 inicia o terceiro bloco do questionário destinado aos alunos do grupo experimental. Quando questionados se a metodologia de ajuste de imagem facilitou a identificação de estruturas microscópicas, 66,7% dos alunos responderam que sim. Quando questionados se o processo de adaptação os ajudou a capturar estruturas histológicas com mais facilidade, 50% dos alunos responderam que sim.
Resultados dos questionários do grupo experimental "Em relação ao estudo para o teste" - Fonte: Google Forms. Resultados da pesquisa do grupo experimental "Sobre o uso da metodologia na disciplina" - Fonte: Google Forms. Resultados dos questionários do grupo experimental "Reações às propostas de mudanças" - Fonte: Google Forms.
Resultados dos questionários do grupo experimental "Reações às propostas de mudanças" - Fonte: Google Forms.
CONCLUSÕES
Artefatos táteis-visuais e procedimentos metodológicos para o ensino de física para alunos com e sem deficiência visual: abordando os fenômenos presentes nas fibras ópticas e nos espelhos esféricos. Inclusão no ensino de física: materiais multissensoriais que auxiliam na compreensão dos fenômenos do magnetismo. Avaliação do aluno sobre o uso de imagens como recurso no ensino de conceitos químicos.
Educação inclusiva para deficientes visuais: utilizando modelos didáticos concretos para o ensino de histologia animal. Utilização de modelos didáticos no ensino de biologia e o processo de integração no município de Apodi-RN. Modelo didático tridimensional da epiderme foliar como estratégia para engajar alunos com deficiência visual no ensino de botânica.
Inclusão de alunos com deficiência visual nas aulas de ciências e biologia: Criação de modelos didáticos para aulas de citologia. Tecnologia educacional no contexto do ensino de histologia: exploração e desenvolvimento de um ambiente virtual de ensino e aprendizagem.
APÊNDICES