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universidade estadual do norte fluminense darcy ribeiro

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Academic year: 2023

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O PROCESSO DE TRANSIÇÃO DE ADMISSÃO PARA O ENSINO SUPERIOR DE ALUNOS DE UMA UNIVERSIDADE PRIVADA DO INTERIOR DO ESTADO. O processo de transição de ingresso no ensino superior de estudantes de uma universidade privada do interior do estado do Rio de Janeiro: um estudo de caso. As abordagens que analisam o processo de transição no ingresso no ensino superior (TINTO, 1999; ALMEIDA; SOARES; FERREIRA, 2000; FERREIRA, ALMEIDA, SOARES, 2001) mostram uma forte relação entre aspectos psicossociais e acadêmicos, demonstrando que a maneira como o aluno passa o processo de adaptação à nova realidade pode influenciar positiva ou negativamente o seu desempenho em ambos os aspectos.

Partindo desse pressuposto, este trabalho analisou o processo de transição de estudantes de uma universidade privada, localizada no interior do norte do estado do Rio de Janeiro, Brasil. Segundo Saviani (2011), a trajetória de desenvolvimento do ensino superior brasileiro começa com a chegada de D. Embora a oferta de oportunidades de trabalho não seja principalmente na esfera pública, pode ser considerada como o aumento das possibilidades de acesso ao ensino superior no brasil.

Figura 1 – Evolução do Número de Matrículas por Modalidade de Ensino – Brasil – 2001-2010
Figura 1 – Evolução do Número de Matrículas por Modalidade de Ensino – Brasil – 2001-2010

Identificação dos eventos de transição na teoria de Schlossberg e colaboradores

A segunda apresenta uma estrutura sistemática com os fatores que intervêm no processo de mudança (o sistema 4 S). Quando se trata dos estágios que compõem o processo de transição, Schlossberg, Waters e Goodman (1995) os entendem como uma composição de três chamados estágios. Por fim, pode-se pensar no que vem a seguir, ou seja, nesta fase ocorre a integração dos vários elementos do processo de transição, em que as mudanças já ocorreram e o indivíduo começa a projetar-se no futuro (CRUZ, 2008; VIEIRA, 2012).

Quando se trata do período de ocorrência das fases que compõem o processo de transição, Anderson, Goodman e Schlossberg (2012) consideram que o tempo está relacionado a diversas variáveis ​​individuais e contextuais e pode durar tanto períodos de tempo relativamente curtos quanto vidas inteiras, portanto, a transição pode não ser superada.

Figura 3 – O processo de transição: mudando as reações ao longo do tempo
Figura 3 – O processo de transição: mudando as reações ao longo do tempo

Recursos potenciais (O sistema dos 4 S’s)

  • Descrição das variáveis que integram o fator “Situação”
  • Descrição das variáveis que integram o fator “Self”
    • Aspectos sociodemográficos
    • Recursos psicológicos
  • Descrição das variáveis que integram o fator “Suporte”
  • Descrição das variáveis que integram o fator “Estratégias”

Para Anderson, Goodman e Schlossberg (2012), os fatores do sistema 4 S são tomados como recursos potenciais e consistem em ativos (recursos) e passivos (déficits), que interagem entre si em uma relação dinâmica e instável durante o processo de transição5 . Segundo Schlossberg, Waters e Goodman (1995), as variáveis ​​que compõem esta categoria descrevem as características da transição e incluem: o gatilho para a transição, as condições no momento em que a transição ocorre, o controle sobre os aspectos situacionais, e mudança de papel. decorrentes da transição, a duração do processo de transição, experiências em situações anteriores semelhantes à transição atual e respostas correspondentes, o nível de estresse causado e a avaliação do indivíduo sobre a transição. Segundo o autor, a família é há muito tempo objeto de estudo de sociólogos, muitos dos quais têm tentado definir as características da família que contribuem para a capacidade de adaptação a uma crise ou facilitam o processo de adaptação. um de seus membros.

Anderson, Goodman e Schlossberg (2012) destacam o trabalho de Rubin (1985), que constatou que as amizades auxiliam no processo de desenvolvimento ao longo da vida, tornando-se muitas vezes pessoas que se unem no caminho para a vida adulta, facilitando a separação familiar e incentivando a individualidade. em desenvolvimento. Além disso, segundo Anderson, Goodman e Schlossberg (2012), as estratégias estão diretamente relacionadas com crenças positivas e fornecem formas de resolver problemas através de habilidades sociais, com a possibilidade de recorrer ao apoio social ou utilizar recursos disponíveis, materiais que podem contribuir para a resolução de problemas. . ao processo de transição. Quanto aos eventos que focaram em eventos não normativos, podemos citar os de Lacerda (2007), que investigou o processo de adaptação à vida após AVC (Acidente Vascular Cerebral); e Winter (2014), que analisou o processo de transição das crianças que ingressam nos cuidados do Estado.

Portanto, tendo em conta o interesse principal desta investigação, esta parte destina-se a breves descrições daqueles que se debruçaram sobre o processo de transição para o ensino superior. Coccarelli (2010) analisou o processo de transição de estudantes que ingressaram recentemente no ensino superior e que se identificaram com dificuldades de aprendizagem. O estudo destaca que as características individuais foram as que tiveram maior impacto no processo de transição desses alunos.

Powers (2010) investigou como a situação, o apoio, o autoconhecimento e as estratégias se relacionam com o processo de transição de quatorze estudantes do sexo masculino que abandonaram o curso após dois anos de ingresso em uma universidade pública. Estudos anteriores, bem como os apresentados a seguir, não exploraram o papel do envolvimento educacional no processo de ajustamento.

Natureza do estudo

Local do estudo

Sujeitos

Considerando que se trata de uma pesquisa que analisa o processo de transição e adaptação ao ingressar no ensino superior, como critério de seleção dos participantes, foram considerados apenas os alunos matriculados no primeiro período dos cinco cursos que foram apresentados na universidade no primeiro período . semestre convidado de 2018. De acordo com os dados obtidos pelo recurso de observação, quanto aos aspectos sociodemográficos, constatou-se um grupo heterogêneo, principalmente quanto à idade, sexo, raça e condição socioeconômica. Apesar do que foi apresentado, porque os aspectos sociodemográficos também estão integrados no quadro de factores que os autores da teoria em que se baseia este estudo acreditam interferir no processo de transição, estas características serão tratadas detalhadamente na parte. que remetem resultados e discussões.

Tabela 3 – Quantitativo de participantes por curso
Tabela 3 – Quantitativo de participantes por curso

Recurso de observação

Procedimentos de coleta de dados

Depois de preenchidos os formulários, os alunos os colocaram virados para baixo sobre a mesa do professor, preservando assim o anonimato dos participantes, conforme instruções previamente dadas.

Tratamento dos dados

Esta seção consiste em descrever os resultados e refletir sobre aspectos relevantes, particularmente em relação aos objetivos deste estudo. Como já enfatizado diversas vezes, esta pesquisa baseia-se no modelo de análise da adaptação à transição desenvolvido por Schlossberg e seus colegas (SCHLOSSBERG, 1981; SCHLOSSBERG; WATERS; .. GOODMAN; SCHLOSSBERG, 2012), que defendem que o impacto da adaptação transitar a partir de quatro conjuntos de variáveis ​​relativas à situação em que o evento ocorre, às características do indivíduo (eu) que vivencia a transição, ao apoio recebido durante o processo de transição e às estratégias de enfrentamento utilizadas. Vale ressaltar que a teoria não exige uma análise linear das variáveis ​​conforme apresentadas no modelo, mas orienta a adaptá-las de acordo com a forma como se relacionam, de acordo com as fases que compõem a transição e o processo evolutivo de adaptação.

Portanto, para a análise dos resultados, focamos primeiramente nas variáveis ​​relacionadas aos aspectos sociodemográficos, subcategoria do fator “I”, pois desta forma foi possível caracterizar os sujeitos, bem como identificar padrões de acordo com as peculiaridades que interferem no processo de transição e adaptação. A seguir descreve-se o percurso de transição dos participantes no ensino superior, mais precisamente no que corresponde aos períodos anteriores e posteriores ao ingresso na universidade.

Aspectos sociodemográficos

Analisando os resultados da Tabela 4, percebe-se que a maioria dos estudantes estava na faixa etária de 21 a 30 anos (48,4%) e que o número de respondentes diminuiu gradativamente à medida que a idade aumentava. Contudo, em relação à idade média de todos os sujeitos da pesquisa, parece que o resultado se aproxima da média nacional dos cursos de bacharelado em ensino presencial, onde a idade média dos participantes é igual a 25,8 anos e a média nacional é igual a 26 (INEP, 2011). Quanto à orientação sexual, verifica-se que 119 participantes (94,5%) declararam ser heterossexuais, cinco (4%) declararam-se bissexuais e um (0,8%) homossexual.

Supõe-se que essas representações raciais contribuem para a integração entre pares, dada a diversidade do contexto em que estão inseridos (SCHLOSSBERG, 1981; NOELS; CLÉMENT, 2015). Quanto à atuação dos participantes no mercado de trabalho, verifica-se que 74 entrevistados (58,7%) exerciam atividades remuneradas e não remuneradas. Tendo como foco os alunos que relataram não ter atividade remunerada, foi solicitado que justificassem suas respostas.

Vale ressaltar que os cinco que relataram receber auxílio financeiro o receberam dos pais, e os quatro alunos que relataram receber receberam bolsas da política de apoio estudantil. Concluindo, quando se trata de aspectos sociodemográficos, há condições que requerem mais atenção, especialmente porque representam características que presumivelmente podem influenciar o efeito da transição dos participantes para o ensino superior. A priori, cabe destacar que a heterogeneidade dos participantes reflete a realidade sociocultural do contexto em que a pesquisa foi desenvolvida.

É geralmente aceite que esta diversidade pode ser um aspecto que pode contribuir para a integração dos alunos, consequentemente para a sua adaptação. Acredita-se que o fato de um número significativo de estudantes não possuir vínculo empregatício, ser solteiro e não possuir vínculo empregatício.

Tabela 4 – Faixa etária dos participantes
Tabela 4 – Faixa etária dos participantes

Análise dos aspectos relacionados ao período antecipatório ao ingresso dos participantes

Quanto às formas de busca de informações utilizadas pelos alunos, verifica-se que 74 participantes (37,9%) recorreram à Internet, 63 (32%) a colegas de instituições, 22 (11%) a familiares próximos, um (0,8%) . ) obtiveram informações do cônjuge e um (0,8%) dos próprios colegas de trabalho, pois trabalhavam sob profissionais com formação no curso que desejavam; 11 participantes (8,8%) não responderam. Quanto à busca de informações, foi solicitado aos participantes que indicassem o nível de escolaridade daqueles com quem conviviam antes de ingressar na universidade, bem como a forma como essas pessoas interferiram no processo de escolha de ingressar na universidade. Quanto ao comprometimento dos alunos com as tarefas acadêmicas, foi feita uma pergunta em escala Likert de cinco pontos, variando de muito baixo a muito alto), obtendo-se assim o resultado expresso na tabela 21.

Relativamente ao nível de dificuldade no processo de transição para a vida académica, foi solicitado aos estudantes que assinalassem as suas respostas numa escala Likert de cinco pontos (de muito baixo a muito elevado). Em relação à forma como os estudantes percecionam os ganhos que advêm do ingresso no ensino superior, foi-lhes pedido que dessem até três respostas por ordem de importância, que fazem parte desta questão. Portanto, embora tenham sido relatados alguns problemas que dificultam o processo de transição e adaptação ao ingresso no ensino superior, supõe-se que a qualidade desse processo seja positiva para os participantes desta pesquisa, principalmente em decorrência do apoio social e institucional que dispõem. , apoio familiar e acima de tudo respeito e dedicação dos alunos no enfrentamento dos desafios e na realização das tarefas acadêmicas.

Ressalta-se que os ganhos decorrentes dessa transição foram mais enfatizados e que as expectativas dos alunos em relação à conclusão do curso e posterior desempenho são otimistas, o que ajuda a compensar as perdas. Por parte dos familiares, presume-se que a satisfação com o curso realizado pelos participantes foi um forte preditor da qualidade do processo de transição. Contudo, as expectativas dos estudantes são otimistas, principalmente em relação à realização pessoal e profissional.

Qual o nível de escolaridade mais elevado das pessoas com quem você conviveu antes de ingressar na universidade? Como o nível de escolaridade da sua família afetou o seu ingresso no ensino superior? De uma forma geral, que nível de dificuldade atribui ao seu processo de adaptação ao ensino superior?

Como você avaliaria a aceitação da sua família em relação à sua participação no curso que você está cursando atualmente?

Tabela 12 – Opção de escolha do curso dos participantes
Tabela 12 – Opção de escolha do curso dos participantes

Análise dos aspectos relacionados ao período posterior ao ingresso dos participantes da

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Figura 1 – Evolução do Número de Matrículas por Modalidade de Ensino – Brasil – 2001-2010
Figura 2 – Modelo para análise da adaptação humana à transição
Figura 3 – O processo de transição: mudando as reações ao longo do tempo
Figura 4 – Recursos de enfrentamento: o sistema dos 4 S’s
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Referências

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Daraus l¨asst sich schliessen, dass die gemessene Instabilit¨at von einem periodi- schen Einfluss hervorgerufen werden muss und nicht durch zuf¨allige Fluktuationen zustande kommt.. Der