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universidade estadual do norte fluminense - (www.pgcl.uenf.br).

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Academic year: 2023

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Portanto, esta pesquisa teve como objetivo analisar o processo de aquisição e compreensão do letramento acadêmico de graduandos em Pedagogia da UENF. Diante dessas questões e da ideia de que o domínio das práticas de escrita é essencial para os futuros professores, foi realizado um diagnóstico do desenvolvimento da escrita acadêmica pelos alunos do curso de pedagogia da Universidade Estadual do Norte Fluminense com o auxílio de um questionário. Darcy Ribeiro (UENF), pautado na abordagem sociocultural da alfabetização, segundo autores como Soares (2009), Kleiman (2006), Street (1995), Barton (2001) e Gee (1999).

Algumas perspectivas sobre a formação do autor/leitor na Escola Básica

E, a seguir, discutimos algumas políticas para democratizar o acesso ao Ensino Superior e como os problemas enfrentados pela escola impactam no processo de leitura e escrita no Ensino Superior. Para Soares (1993), ficou claro, por meio do processo de democratização da educação, por que as classes populares são reprovadas na escola.

A importância da leitura de acordo com órgãos avaliadores

Anos na escola primária, em cada nível o documento apresenta uma lista de habilidades que o aluno pode realizar. O que mostra que o desempenho do país está longe do que os instrumentos internacionais estabelecem para a leitura dos alunos do ensino médio.

Democratização do acesso ao Ensino Superior

Nesse sentido, autores como Catani et al. 2007), defendem que a democratização do ensino superior se limita apenas à ampliação do acesso. Mas a igualdade neste nível de ensino é condicionada por dois fatores decisivos: a qualidade do ensino primário e secundário e a duração do ensino superior, seja numa perspetiva económica, social ou cultural.

A escrita na universidade

As práticas de leitura e escrita encontradas no ensino superior são diferentes daquelas anteriores ao ingresso na universidade. O mais importante então seria convidar esses alunos a questionar as práticas de letramento acadêmico das quais participam, a entender como essas práticas se constituem, a criar um quadro mais complexo de questões relacionadas, sim, às competências linguísticas, mas principalmente aos dispositivos que refletem relações de poder, disputas e violência simbólica (MARINHO, 2010, p. 6). Juchum (2014) aponta que Fischer e Pelandré (2011) se opõem a essa ideia e defendem que os alunos constroem seus saberes acadêmicos/científicos e, além disso, posições ideológicas, o que significa cultural e de poder, em eventos de letramento acadêmico. estruturas que juntas constituem uma maneira cultural de usar textos.

Nesta parte, discutimos o conceito de letramento e refletimos sobre a importância de uma perspectiva sociocultural trazida pelos Novos Estudos de Letramento, bem como o conceito de letramento acadêmico e práticas e eventos de letramento.

Da alfabetização ao letramento

Para Tfouni (1988), o termo “alfabetização” está relacionado às práticas sociais de leitura e escrita e às mudanças que elas trazem para a sociedade quando ela se alfabetiza. Assim, progressivamente, o termo letramento passou a designar o processo que permite a utilização das habilidades aprendidas nas práticas sociais de leitura e escrita. Com essas abordagens, o conceito de letramento, que estava associado ao domínio das habilidades de leitura e escrita aprendidas pelo indivíduo na escola, passou a ser ampliado e concebido como um conjunto de práticas sociais.

Dessa forma, o conceito de letramento não é entendido como um substituto, mas em combinação com o conceito de letramento, cujo propósito é articular o processo de aquisição da leitura e da escrita a partir de práticas sociais que os incluam, pois não basta para o sujeito saber ler e escrever.

Novos Estudos do Letramento

Diante dessa busca e da necessidade de caracterizar também as habilidades de leitura e escrita da população, esses dois conceitos temporariamente se sobrepõem, se misturam e muitas vezes se confundem. Para Fisher (2007), Barton e Hamilton (2000, p. 8) colocam em foco uma premissa central que coopera com a caracterização da natureza complexa do fenômeno: “o letramento é um conjunto de práticas sociais, observáveis ​​em eventos mediados por textos ..” .A ideia de práticas sociais permite uma discussão frutífera ao estabelecer uma ligação entre as atividades de leitura e escrita e as estruturas sociais.

Além dessa abordagem, os estudos de Street (2003) reforçam a dimensão do poder conferido aos processos de leitura e escrita como parte dos significados culturais atribuídos a esses processos.

Dimensões individual e social do letramento

Tal abordagem “vê as práticas de letramento como inextricavelmente ligadas às estruturas culturais e de poder da sociedade e reconhece a diversidade de práticas culturais associadas à leitura e à escrita em diferentes contextos” (ROJO, 2009, p. 99). Assim, segundo Roj (2009, p. 99), o “significado da alfabetização” muda ao longo do tempo e entre culturas e dentro de uma mesma cultura. Para ela, uma versão fraca do conceito de letramento, que estaria atrelada a uma abordagem autônoma, é (neo)liberal e estaria atrelada aos mecanismos de adaptação da população às necessidades e exigências sociais do uso da leitura e da escrita para funcionar na sociedade.

No entanto, torna-se fundamental levar em conta a história de letramento dos educandos e seus valores identitários.

O Letramento Acadêmico

Adotar essa concepção de letramento implica admitir que todo indivíduo ou grupo social possui algum conhecimento sobre a escrita e seu uso nas práticas sociais. Portanto, cabe considerar que as práticas de letramento acadêmico devem trabalhar para a construção da autonomia do indivíduo para que ele encontre sua própria autonomia. Para implementar práticas no ambiente acadêmico, é importante partir das experiências sociais dos alunos, aprimorá-las ou introduzir novas formas de letramento.

Um olhar com foco na relação positiva entre as práticas de leitura e escrita fora da escola e da escolarização, ainda que existam práticas muito separadas, distantes no cotidiano e no ambiente escolar/acadêmico.

Formação de professores: um breve histórico

Em 2002, foram aprovadas as Diretrizes Curriculares Nacionais de Formação de Professores e, nos anos seguintes, as diretrizes curriculares de cada curso foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação. 1º, as que têm as orientações curriculares nacionais para estes cursos propondo-os como grau académico e atribuindo-lhes a formação de professores para o ensino pré-escolar e para os primeiros anos do ensino básico, bem como para o ensino secundário na forma normal, quando necessário e onde existiam esses cursos, e para a formação de jovens e adultos, além da formação de gestores. Esta licenciatura tem agora atribuições alargadas, embora o seu eixo seja a formação de professores nos anos iniciais de escolaridade.

De qualquer forma, Gatti (2010) também aponta que a percepção é de que a formação dos professores do ensino fundamental é fragmentada entre áreas disciplinares e níveis de ensino.

O perfil do aluno de licenciatura em Pedagogia

Quanto à escolaridade do pai, 48,1% dos alunos afirmaram que o pai completou o ensino fundamental da 1ª à 5ª série. Em relação à escolaridade da mãe, a Figura 5 revela que 45,3% dos alunos afirmaram que a mãe possui ensino fundamental: 1ª a 5ª série, valor inferior ao encontrado para a distribuição da escolaridade do pai. A Figura 6 apresenta a distribuição do tipo de escola frequentada no ensino secundário, segundo a categoria administrativa da instituição frequentada no ensino superior e o sexo dos alunos.

O percentual de alunos que se formaram em IES públicas e cursaram todo o ensino médio em escolas públicas foi de 83,3%.

Figura 1 - Distribuição segundo grupo etário (% do total), média e desvio padrão das  idades por sexo - ENADE/2014 – Pedagogia (Licenciatura)
Figura 1 - Distribuição segundo grupo etário (% do total), média e desvio padrão das idades por sexo - ENADE/2014 – Pedagogia (Licenciatura)

A Licenciatura em Pedagogia da UENF

História da Educação Brasileira; didática I; Didática II; Leitura e produção de texto I; Leitura e produção de texto II; Estatística aplicada à educação; Política educacional. Organização Brasileira de Educação; Escala: inclusão educacional de surdos ou deficientes auditivos; Conteúdo e Metodologia de Ensino na Educação Infantil I; Conteúdo e Metodologia de Ensino na Educação Infantil II; Conteúdo e metodologia de ensino nos anos iniciais do ensino fundamental I; Conteúdos e metodologia de ensino nos primeiros anos do ensino básico II; Conteúdos e metodologia de ensino nos primeiros anos do ensino básico III; Conteúdos e metodologia de ensino nos primeiros anos do ensino básico IV; Noções básicas de alfabetização I; gestão educacional; Educação inclusiva: a prática de respeitar a diversidade. Para esta pesquisa, destacamos que o curso oferece duas disciplinas na área de linguagem: Leitura e produção textual I e ​​Leitura e produção textual II, cursadas no primeiro e segundo períodos, respectivamente.

O currículo Lendo e Criando Textos II é apresentado da seguinte forma: Praticar a composição e leitura de textos.

Caracterização da amostra

Perfil dos estudantes

Isso difere dos dados do último Enade (2014), em que a idade média dos egressos de Pedagogia era de 33,6 anos para homens e 32,3 anos para mulheres.

Formação escolar

O Gráfico 2 mostra que onze alunos pesquisados ​​concluíram o ensino médio em instituições públicas e apenas dois em instituições privadas. Esses dados corroboram dados do Enade (2014), que constatou que o percentual de alunos que se formaram em instituições públicas de ensino superior e cursaram todo o ensino médio em escolas públicas foi de 83,3%. Ressaltamos que o PIBID - Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, é uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que viabiliza a distribuição de bolsas para alunos de graduação e professores de escolas públicas, para promover a formação de professores para o ensino fundamental, contribuindo para a melhoria da qualidade das escolas públicas.

Informante D: Auxílio-cota de apoio, com duração de 4 anos; bolsa de iniciação à docência - PIBID, duração de 1 ano e meio; e bolsa de iniciação científica - PIBIC, duração de 1 ano e meio.

Gráfico 2 - Tipo de instituição onde concluiram o Ensino Médio
Gráfico 2 - Tipo de instituição onde concluiram o Ensino Médio

Escolarização familiar

O Gráfico 4 mostra que há maior variação na escolaridade da mãe em relação à do pai. Além disso, a informação também é semelhante à do Enade (2014), pois revela que 45,3% dos alunos declararam ter mãe com ensino fundamental: 1º ao 5º ano, valor inferior ao encontrado para a distribuição de escolaridade do pai, como também pode ser observado no gráfico 3. Além disso, a escolaridade da mãe, comparada à do pai, foi um pouco maior nos níveis correspondentes ao Ensino Fundamental: 6º ao 9º ano e ensino superior.

Práticas de letramento acadêmico

Quanto ao depoimento do Informante I, “Na escola, eu estava desatualizado com esse tipo de tarefa em que tínhamos que explicitar o pensamento do autor e também agregar nosso pensamento crítico ao texto”. nos traz de volta aos problemas que vêm da escola. Informante D: “Comece explicando para os alunos o que é cada gênero no início do curso e trabalhe com todos desde o início”. Informante E: “Todos os alunos têm a oportunidade de participar de bolsas de CI e são obrigados a publicar pelo menos um artigo durante o curso.”.

Destacamos ainda a fala do Informante E: “Todos os alunos têm a oportunidade de participar de bolsas de CI e são obrigados a publicar pelo menos um artigo durante o curso”. Porque, como já mencionado, participar de um projeto de iniciação escolar pode proporcionar boas práticas de letramento acadêmico, além disso, acreditamos ser importante que os alunos escrevam pelo menos um artigo durante a graduação, pois é por meio da prática que a aquisição se efetiva. alfabetização acadêmica. Informante G: “São as características na forma de escrever, falar, pensar, etc., dos alunos e da comunidade universitária”. Informante J: "A aquisição de novas formas de expressão por meio da linguagem e da escrita de acordo com o meio em que se encontra.".

Gráfico 5 - Estratégias de leitura
Gráfico 5 - Estratégias de leitura

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Figura 1 - Distribuição segundo grupo etário (% do total), média e desvio padrão das  idades por sexo - ENADE/2014 – Pedagogia (Licenciatura)
Figura 2 - Distribuição por sexo, segundo cor/etnia dos estudantes (% do total) -  ENADE/2014 – Pedagogia (Licenciatura)
Figura  3  -  Distribuição  por  sexo,  segundo  a  faixa  de  renda  mensal  familiar  dos  estudantes - ENADE/2014 – Pedagogia (Licenciatura)
Figura 4 - Distribuição por sexo de estudantes, segundo o grau de escolaridade do  pai (% do total) - ENADE/2014 – Pedagogia (Licenciatura)
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Referências

Documentos relacionados

Este curso vem responder a essa demanda, tendo objetivado a capacitação de Médicos de Família e Comunidade e Médicos Generalistas para a prática da Medicina Rural nas milhares