O objetivo geral deste estudo centrou-se em analisar como as funcionalidades da infografia multimédia ajudam os leitores a compreender o conteúdo veiculado no jornalismo online. Analisar como as funcionalidades dos infográficos multimídia ajudam os leitores a compreender o conteúdo veiculado no jornalismo online.
AS PRIMEIRAS FORMAS DE COMUNICAÇÃO HUMANA
É uma cobra cortada em oito partes que representa (de acordo com uma ordem geográfica) os estados da União (UE), marcados pela legenda Junte-se ou Morra. Valero Sancho (2001) considera utilidade como o benefício, conveniência, interesse ou fruto derivado de algo; é o grau de significado, informação e funcionalidade que um infográfico pode ter, a partir do momento em que é editado para versão impressa ou online. jornal. Embora contenham informações textuais ou iconográficas sobre o que se observa em cada ponto, não são ferramentas explicativas.
Porém, segundo Valero Sancho (2008), os infográficos multimídia são classificados como gênero informativo apenas quando apresentam todas as informações de forma infográfica. Havia uma abundância de links que levavam de um texto a outro e de uma página a outra, às vezes misturando links com imagens, áudio e vídeo. O significado é o próprio conteúdo, o produto de um texto que se expressa por meio de uma ordem sequencial.
Envolve habilidades que vão além da leitura sequencial típica da leitura alfabética e estão mais próximas do raciocínio lógico. O que justifica o significado do signo é a relação de apresentação que se estabelece entre ele e o objeto a que se refere (o referente do signo). Os índices estabelecem uma relação direta entre um signo e seu referente, de modo que o signo indica o referente (por exemplo, um sinal vermelho é um sinal de pare, um céu escuro é um indicador de que vai chover), enquanto os ícones estabelecem uma relação entre semelhanças, são imagens. Em geral, tudo o que é figurativo (desenho, caricatura, caricatura, fotografia, pintura figurativa, mapa, diagrama, etc.) e símbolos estabelecem uma relação convencional entre signo e referente através da imposição da sociedade, ou seja, é, estabelecido Supõe-se que tal signo representa tal referente, sem maiores explicações lógicas para isso (ex. todas as palavras escritas, números, símbolos matemáticos, gestos convencionais, bandeiras, marcas) (PEREIRA, 2005).
Reúne todas as características da multimídia: fotografia, vídeo, áudio e imagem em movimento, além de reportagem fotográfica (narrativa e sequência fotográfica). Contudo, partes de uma notícia não podem ser suprimidas ou simplesmente negligenciadas para dar dinamismo à narrativa jornalística. A maioria dos participantes achou a abordagem infográfica mais interessante do que a leitura de um texto e colaborativa no que diz respeito à compreensão e retenção da mensagem.
Gostaria de convidá-lo a participar de uma pesquisa sobre o uso de infográficos no jornalismo online, com o objetivo de investigar sua funcionalidade na compreensão das notícias.
JORNALISMO: EVOLUÇÃO E CONCEITO
A ERA DA INFORMAÇÃO VISUAL: ILUSTRAÇÃO E PENSAMENTO
De forma geral, os infográficos podem ser entendidos como uma forma de representação visual da mensagem que se deseja transmitir. Para ele, a infografia pode ser justificada como uma forma de comunicação informativa ou documental que aparece em meios editoriais impressos como jornais, revistas e livros ou em veículos online destinados a acompanhar ou substituir texto ou fotografia. O termo serve para denotar qualquer coisa que utilize o design gráfico como ferramenta para transmitir algo que deve ser explicado por meio do desenho.
Foi a partir deste jornal londrino que foi cunhada uma palavra para descrever cada tipo de informação visual publicada, mas outros jornais agruparam todos os géneros visuais no mesmo termo: gráfico. A combinação de imagem e texto já organizou a informação que se pretende transmitir, pelo que a infografia não é um produto atual da era tecnológica, mas sim da vontade humana de melhorar a sua comunicação, que começou na era das linhas. Somente a partir do século XIX se tornou possível a publicação mais sofisticada de ilustrações e fotografias em páginas impressas, com auxílio de técnicas fotográficas e de composição tipográfica.
Os jornais pioneiros historicamente registrados passaram a incorporar infográficos em suas páginas como estratégia de abordagem para atrair um público maior a partir da necessidade de popularização da mídia impressa. Segundo De Pablos (1998), os infográficos são “[..] os últimos e mais novos entre os gêneros jornalísticos de expressão informativa, que podem ser firmemente baseados na tecnologia computacional. A partir de uma pesquisa realizada com cerca de 40 layout designers, Sojo pôde concluir que a maioria deles considera a infografia um gênero jornalístico e aponta quatro razões baseadas em fundamentos teóricos para classificá-la como tal, a saber: estrutura clara e definida, propósito, pontos formais que se repetem em diferentes tipos de trabalho e significado em si.
INFOGRAFIA MULTIMÍDIA
Neste artigo será adotada a nomenclatura “infografia multimídia”, levando em consideração o potencial deste produto informacional diante das características da web, que é um conhecido ambiente multimídia. Apesar de manter as características essenciais do infográfico impresso, o infográfico multimídia soma-se às capacidades do meio em que atua, ampliando sua função e alterando sua lógica. No jornalismo online, especificamente, os infográficos multimídia assumem um papel mais protagonista e substituem o texto, deixando de ser uma fonte complementar.
Para Valero Sancho (2008), sabe-se que tais peculiaridades da infografia multimídia são apreciadas no âmbito científico em teorias que a veem como uma alternativa eficaz na transmissão de informações jornalísticas, em que se configura uma clareza documental que amplia o tema em consideração. . Um projeto interativo desenvolvido em infografia multimídia ganha um novo modelo ao entender os gráficos web como ferramentas e não como simples apresentações estáticas. Para ele, um infográfico multimídia sugere um hipertexto em si, independentemente da estrutura em que esteja vinculado.
Valero Sancho (2011) classifica o acesso à informação por meio de infográficos multimídia em dois níveis hipertextuais: interno e externo. Depois de nos aprofundarmos nas especificidades da infografia multimédia no decorrer desta parte, é necessário destacar o seu grande potencial estético, que contribui significativamente para atrair a atenção do utilizador que se encontra no ambiente online e ser confrontado com uma gama variada de Informação. . Dado o aspecto de informação efêmera e dispersa que a rede contém, os infográficos multimídia aparecem no cenário online como um recurso de forte apelo e composição visual, além de informativo em sua totalidade.
COMUNICAÇÃO VISUAL
Nesse sentido, os infográficos foram responsáveis por difundir o tipo de linguagem que permitiu o desenvolvimento de um argumento gráfico sólido. Existem sinais naturais que vêm dos atos da natureza, como a fumaça, que é sinal de fogo, a inundação, que é sinal de muita chuva; signos verbais, que são todas palavras que nomeiam coisas; signos visuais, que são todas imagens que representam coisas (foto, desenho); sinais sonoros como apito, sinal de nojo, sirene de incêndio, sinal de resgate; pistas sensoriais associadas aos sentidos, como o cheiro do pão, uma placa de padaria; um sinal bidimensional, um desenho de uma esfera, que é um sinal de uma esfera; e um signo tridimensional, uma mulher havaiana em miniatura, que é o signo das sandálias havaianas. Uma vez que a espaçonave Apollo é um relatório escrito ou falado, por mais detalhado ou eloqüente que seja.
O contingente gráfico envolve habilidades que vão muito além da leitura sequencial, típica da leitura alfabética, pois sua dinâmica está mais próxima do raciocínio lógico. Assim, com o tempo, é mais fácil para um indivíduo lembrar-se de uma mensagem visual do que do texto verbal que a acompanha, pois as ilustrações são facilmente absorvidas pela memória e lá permanecem por muito tempo. Mesmo o uso de uma abordagem visual no ensino carece de rigor e objetivos bem definidos.
De modo geral, a pesquisa foi de natureza qualitativa em relação ao problema, e foi objetivamente exploratória e descritiva, uma vez que todas as informações discutidas foram baseadas na percepção dos internautas. Optamos pelos infográficos independentemente dos artigos jornalísticos, pois os consideramos gêneros informativos quando apresentam graficamente toda a informação (VALERO SANCHO, 2008). O instrumento foi elaborado em linguagem simplificada para que o participante não tivesse dúvidas sobre o que responder, e além disso, foi anexada uma carta explicativa contendo instruções para a pesquisa, contato do pesquisador e agradecimentos (SOUZA, MANHÃES, KAUARK, 2010) .
RESULTADOS E ANÁLISE DOS DADOS
Relativamente às notícias mais acessíveis no jornalismo online (Gráfico 5), os temas preferidos dizem respeito à educação/mercado de trabalho e ciência/saúde, cada um representando um total de 29% das preferências dos utilizadores. No entanto, esses mesmos participantes não foram excluídos do restante do estudo, pois para responder às demais questões foram convidados a navegar no infográfico multimídia, que é disponibilizado como link na página do questionário. O primeiro grupo analisou o infográfico 1 “Como fazer a cirurgia de redesignação sexual?”, disponível no site da revista Superinterester, e o segundo analisou o infográfico 2 “Guerra na Selva”, produzido pelo portal G1.
Embora a compreensão da mensagem através da infografia seja uma peculiaridade de cada indivíduo, a elevada percentagem de participantes que compreenderam bem os dados nela contidos confirma a afirmação de que a infografia multimédia cria modelos cognitivos que reduzem a carga de processamento mental e é consistente com a teoria apoiada por Peltzer (1991) que as imagens correspondem diretamente às ideias e fazem sentido por si mesmas quando o intelecto exige menos captura. Quanto à característica de multilinearidade, abordada na questão 4.1, 53% dos participantes que analisaram o infográfico 1 leram conforme sua intenção sem que isso afetasse a compreensão das informações, conforme destacado no gráfico 11. A compreensão das informações não foi igualmente prejudicada para 33 % de entrevistados que leem de acordo com sua própria intuição.
A última questão do questionário teve como objetivo identificar se a interatividade contribui ou não para a compreensão da mensagem, dependendo da experiência do usuário. Assim, os resultados obtidos pelos entrevistados no infográfico 1 mostram que a interatividade melhorou a leitura e a compreensão da mensagem para 67% deles. Em relação ao infográfico 2, todos os entrevistados acreditaram que a interatividade melhorou a leitura e a compreensão da mensagem.
Portanto, o infográfico 2, composto por 16 nós, levou os usuários ao final da história, o que contribuiu significativamente para a compreensão da mensagem. Em contrapartida, o infográfico 1, que possui apenas 6 nós, não foi tão eficaz para a compreensão da informação. desde então, 13% saíram. Quanto ao número de nós disponíveis nos infográficos utilizados não foi possível confirmar que o número reduzido de nós contribuiu para a qualidade da informação como um todo pois os resultados do estudo de campo mostram que o infográfico multimídia com maior número de nós segundo a visão unânime dos entrevistados, contribuiu significativamente para a compreensão das informações.