Investigamos também como as expressões idiomáticas são inseridas em sala de aula sob a abordagem do professor nativo de língua portuguesa. Nesse sentido, esta proposta consiste em apresentar reflexões sobre o trabalho com expressões idiomáticas em sala de aula a fim de desenvolver a competência lexical do aluno.
Traçando os estudos fraseológicos
Assim, Bally apresenta uma teoria da fraseologia e, pela fama de seu trabalho, é considerado o “pai da fraseologia”. Na década de 1980 e, especialmente, na década de 1990, a Lingüística Cognitiva surgiu postulando ideias sobre a fraseologia com o objetivo de torná-la parte fundamental da gramática da língua.
Algumas aspectos a respeito da teoria das lexias
Por outro lado, é característico dos lexemas complexos que se transformem em construções fixas devido ao seu uso frequente na língua. Dessa forma, o autor estabelece níveis de fixação para eles, em que léxicos rígidos possuem elementos imutáveis.
Objeto de estudo da Fraseologia: as Unidades Fraseológicas
Tipos de Unidades Fraseológicas
Ortiz Alvarez considera provérbios, locuções, frases proverbiais, clichês, gírias, colocações, frases stock, modismos, expressões idiomáticas, palavrões e expressões idiomáticas como unidades fraseológicas. Expressões idiomáticas: são estruturas cujo significado não é previsível, portanto não pode ser compreendido somando-se o significado de cada elemento que o compõe.
O dicionário escolar de Língua Portuguesa
Portanto, o que trazemos neste trabalho são contribuições voltadas para a melhoria da prática pedagógica em sala de aula. Quanto ao uso do dicionário em sala de aula, acreditamos que essas obras são acessórias no que diz respeito ao desenvolvimento da competência lexical.
O dicionário escolar e o PNLD
Orientação aos professores por meio da publicação “Com direito à palavra: dicionários em sala de aula”. A tabela abaixo apresenta a tipologia dos dicionários incluídos nas mensagens do PNLD desde 2006, dependendo da etapa de ensino e do número de verbetes distribuídos.
As expressões Idiomáticas nos dicionários
Welker (2004) tem um ponto de vista relevante sobre esse tema, pois afirma que a ordem e as letras iniciais não podem determinar a ordem em que uma unidade fraseológica aparecerá na organização dos verbetes, uma vez que essas expressões podem sofrer variações. O mesmo autor também estabelece algumas especificações: a) o infinitivo só poderá ser utilizado se o verbo da expressão puder ser conjugado livremente; b) deverão ser apresentados casos em que o verbo exista apenas em determinado tempo; c) se o sujeito verbal for um lexema particular, onde o verbo não é conjugado em relação à pessoa e ao número, então a idiomaticidade não deve ser registrada no infinitivo; ed) expressões que existem em apenas uma forma verbal devem ser apresentadas exatamente nessa forma. Vimos que esse processo ocorre na medida em que o professor coloca o dicionário como instrumento de mediação entre a intenção ou desejo de adquirir conhecimento linguístico e a eventual assimilação desse conhecimento.
Gramáticas: alguns aspectos de sua criação
Porém, a partir da concepção normativa, trabalham pela constituição de um latim que servisse de bom modelo para falar e escrever, para adquirir a linguagem dos poetas e. Auroux (1992) destaca que quando se trata de criar um manual de regras linguísticas, tarefa relacionada ao processo de gramaticalização, é necessário levar em conta diferentes perspectivas linguísticas, questões linguísticas, sua produção de conhecimento, etc. instrumentos com ele, gramática e vocabulário, e considere a história da comunidade falante. Neste caso, a gramática era vista mais como um instrumento de padronização linguística de um país do que como um instrumento de descrição.
A gramática foi assim concebida como uma ferramenta que propõe esta norma padrão com o objectivo de prosseguir a centralização de um estado através da uniformização do comportamento linguístico dos falantes. E assim sabemos que a autoria de uma gramática está intimamente ligada à história de um país. No período helenístico (período entre a difusão da cultura grega e a criação da civilização romana) temos gramatiké como a “regulação de um uso particular da língua, num momento particular da sua história”.
Conceitos e tipos de Gramática
O autor também menciona os dois últimos conceitos propostos por Travaglia: gramática internalizada e descritiva, mas diverge em relação ao primeiro. Essa visão da gramática como matéria de estudo é mais recorrente na escola, pois se caracteriza nas aulas de gramática. Além disso, o autor destaca também que certas instâncias dessas unidades estão incluídas na categoria de localização nos manuais de gramática.
Castilho (2010) apresenta ainda três sistemas nos quais o léxico está inserido: a mente, a lexicografia e a gramática. Nesse sentido a) o léxico mental trata do estudo das “matrizes cognitivas armazenadas no cérebro, relacionadas à sua representação linguística”. Para o autor, estas duas composições estão, portanto, numa relação mútua de modo que “a componente gramatical inclui regras que especificam a criação de novas unidades lexicais ou a sua adaptação às especificidades morfológicas da língua” (ANTUNES, 2007, p.40). . Veremos o quão importante é trabalhar o ensino da língua materna com as IEs, pois elas fazem parte do léxico da língua portuguesa – fato que contribui para a ampliação e desenvolvimento da competência lexical.
O ensino de Língua materna
Além da contribuição da linguística, podemos citar outro passo importante para as reflexões sobre o ensino da língua materna: as mudanças ocorridas na legislação brasileira em 1996, relacionadas à construção do currículo escolar. A esse respeito, examinaremos detalhadamente os PCNs nativos sobre suas propriedades. Nessa prática, o professor de língua materna passa pelo processo de reconstrução e revisão de sua prática pedagógica constantemente e em busca de novos horizontes no processo de ensino-aprendizagem e desta forma o busca.
Assim, podemos dizer que o propósito da criação dos PCN também está relacionado a um ensino de línguas mais produtivo, de modo que “todo ensino comprometido com o exercício da cidadania deve criar condições para que o aluno desenvolva sua competência discursiva” (BRASIL, 2008, p. 23). Ferrarezi Junior resume assim dois pressupostos importantes que os PCN levantam sobre o ensino da língua materna: que a fala do aluno deve ser valorizada e respeitada, e que o padrão socialmente estimado deve ser trabalhado pelo professor, para ser dominado pelo aluno. Contudo, embora a Lingüística tenha trabalhado no sentido de valorizar os usos reais e tomar a língua falada pelos alunos como ponto de partida para aprender a linguagem formal escrita - bem como a importância dos PCNs para a prática da reflexão sobre a língua em sala de aula e os dispositivos da Lei 9.394/96 - o ensino da língua materna ainda está intimamente ligado à exclusividade da norma de prestígio para ampliar ainda mais a distância entre a linguagem formal escrita e a linguagem utilizada nas interações comunicativas cotidianas.
O ensino do Léxico
As palavras estão, portanto, relacionadas a informações e noções que o indivíduo adquiriu em seu ambiente social e cultural. Pela fluidez da língua, pelo dinamismo e pela criatividade de seus falantes, diferentes formas entram e saem do léxico. Assim, a expansão do léxico de uma língua ocorre à medida que ocorrem diversos processos, que muitas vezes coexistem, caracterizando seu constante movimento de renovação.
Nesse contexto, Borba (2003, p. 21) amplia ainda mais a noção de variabilidade lexical ao dizer que dos elementos que compõem a linguagem, “é o mais complexo, porque é o mais vulnerável a pressões em diferentes direções, internas e externo". Ensinar o léxico é fundamental para o desenvolvimento de habilidades essenciais ao uso da linguagem verbal. Componente estratégica – capacidade de lidar com palavras nas suas redes associativas com o objetivo de esclarecer, resolver um problema de comunicação e capacidade de superar o desconhecimento das palavras através de procedimentos de inferência baseados em pistas contextuais (compreensão) ou formulações aproximadas, paráfrases e definições (produção) (TRÉVILLE e DUQUETTE, 1996, apud BEZERRA, 1998, p. 98).
As expressões Idiomáticas em sala de aula
Isso leva em conta o fato de que essa supervalorização está de acordo com as regras prescritas pela parte privilegiada da sociedade e que os fenômenos linguísticos reais vão contra esses padrões do que seria a linguagem ideal. No entanto, para alguém que está aprendendo sua língua nativa, eles não são tão óbvios quanto você imagina. Assim, o ensino sistematizado de expressões idiomáticas, fruto de uma tradição cultural popular, é urgente no ensino da língua materna.
Entendemos, portanto, que trabalhar com a Eis é também a discussão da cultura nas salas de aula de ensino de língua materna, refletindo sobre a língua e mostrando que a diversidade cultural está presente não só localmente, mas também regionalmente, até mesmo dentro da nossa comunidade. o ambiente de vida. Nesse sentido, Nogueira (2008) confirma a importância do ensino dessas UFs para o processo ensino-ensino lexical ao mencionar a formação da consciência do aluno sobre a existência de “tesouros fraseológicos” em sua língua. Em seguida, na seção 5.2 discutimos as análises feitas nos questionários aplicados aos professores de língua portuguesa das escolas públicas.
Análises dos instrumentos pedagógicos de consulta da língua
Dicionário escolar de Língua Portuguesa
Na apresentação foram explicados alguns aspectos “cruciais para o dicionário” e na obra intitulada “Dicionário e uso de palavras”, apenas para explorar os critérios considerados pelos próprios lexicógrafos da obra. Portanto, questionamos como ficam as expressões idiomáticas em um dicionário que visa atingir o objetivo acima mencionado. Ao analisar a microestrutura, procuramos investigar a forma como as expressões idiomáticas são escritas e as informações sobre elas (título, referência e categoria gramatical).
Após análise da estrutura do vocabulário (superestrutura, macroestrutura e microestrutura), pode-se agora verificar a natureza das expressões analisadas - se realmente constituem expressões idiomáticas. 74 Xatara (1998), por ser o que apresenta de forma mais clara as definições para o reconhecimento e análise de expressões idiomáticas e se adequa aos nossos objetivos. Identificamos que o DEAJ não possui critérios para registro de expressões idiomáticas: ora é registrado como verbo, ora como substantivo que compõe a estrutura.
Manuais de gramáticas
Considerando o prefácio da 37ª edição, Bechara menciona os caminhos que sua abordagem percorreu em seu trabalho escolar ao reunir "a preocupação de uma descrição científica sincrônica com uma visão saudável da gramática normativa, livre do rançoso magister dixit e sem confundir os objetivos da as duas disciplinas". O gramático confirma assim a contribuição de linguistas teóricos e descritivos nacionais e internacionais, o que para ele é importante para a renovação da chamada gramática tradicional. Dessa forma, o autor esclarece sua posição em defesa da norma norma e gramática tradicional.
A seguir apresentamos as observações na gramática de uso do português compilada por Maria Helena de Moura Neves. 81 A primeira página apresentada em Neves ilustra bem o propósito da gramática na descrição dos usos da língua. O autor também identifica alguns exemplos de expressão idiomática nas seguintes nomenclaturas que seguem o padrão da gramática normativa tradicional.
Abordagem dos professores em sala de aula
Ao aplicar os questionários, procuramos buscar respostas para aspectos da realidade relacionados ao uso do dicionário em sala de aula, levando em consideração também os conhecimentos e saberes dos professores relevantes para o estudo do léxico, sobre a compreensão de expressões idiomáticas e o uso do guia gramatical para isso. Nesse sentido, 90% (27) dos professores afirmaram que o utilizam sistematicamente em sala de aula com roteiros e finalidades didáticas na consulta. Notamos a necessidade da presença de expressões idiomáticas nas aulas de língua nativa com a finalidade de desenvolver competência e expansão lexical no aluno.
Expressões idiomáticas no ensino da língua materna: tratamento dessas unidades lexicais no livro didático. Expressões idiomáticas no português brasileiro e no espanhol cubano: um estudo contrastivo e implicações para o ensino de português como língua estrangeira. É popular que seja raso o suficiente (mar, rio, etc.) para que você fique com os pés profundos e a cabeça saindo da água.
Expressa desprezo por alguém ou algo com ideia de incompetência, inépcia, etc.: Gosta de ameaçar os outros, mas não quer dizer nada. Fazer algo, à vista de todos, algo que constrange, constrange e constrange: “Tive medo de me comportar de maneira desconfortável, de ‘me passar vergonha’, como diz Gabi (Ana Maria Machado, Isso Ninguém Tira).