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Universidade Estadual do Rio de Janeiro

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Academic year: 2023

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Formicivora littoralis (vermelho) e locais de amostragem de vegetação (verde), ao longo da formação arbustiva fechada após a praia, da restinga de Massambaba, RJ. Sigla Coletora ACS (Adriana Carvalho de Sá Cavalcanti) AFP Formação arbustiva fechada Pós-praia.

Figura 1 -  Localização  da  área  estudada  no  Estado  do  Rio  de  Janeiro..............................................................................
Figura 1 - Localização da área estudada no Estado do Rio de Janeiro..............................................................................

Introdução

A hipótese deste capítulo é, portanto, que o AFP representa uma alta riqueza de espécies e densidade de plantas com uma arquitetura diversificada, mas com um complexo padrão de ramificação de indivíduos. Os objetivos são: 1) descrever a composição das espécies vegetais em duas seções do AFP, 2) descrever a estrutura da vegetação e arquitetura vegetal no AFP, e 3) detectar heterogeneidade na composição florística, arquitetura e estrutura do AFP. vegetação. na AFP.

Metodologia

Arquitetura Vegetal - Na Praia do Brejo do Espinho, os indivíduos medidos na análise estrutural foram categorizados em modelos de arquitetura ramificada. Desta forma, os modelos ramificados têm como referência o número de medições realizadas em diferentes alturas (Figura 10).

Figura 8 - Medição de diâmetro na altura do solo (DAS) na formação arbustiva  fechada pós-praia na restinga da Massambaba, RJ
Figura 8 - Medição de diâmetro na altura do solo (DAS) na formação arbustiva fechada pós-praia na restinga da Massambaba, RJ

Resultados

A adequação da amostragem foi estimada a partir da curva de rarefação de espécies traçada com valores médios de Bootstrap obtidos pelo programa Estimates 8.2 (Colwell 2005), com base em uma matriz de presença e ausência (0/1) de cada espécie nas respectivas parcelas. Dendogramas foram construídos para comparar a similaridade de espécies entre as diferentes formações da restinga de Massambaba utilizando o método de Procedimento de Permutação de Respostas Múltiplas (MRPP). Legenda: i= número de indivíduos de uma determinada espécie; Np= número de parcelas com presença da espécie; DeA = densidade absoluta; DeR = densidade relativa;

Dentre essas famílias destacam-se Cactaceae, Sapotaceae e Fabaceae, que também são numericamente as mais numerosas. A curva de desbaste de espécies (Figura 18) mostrou suficiência para amostrar a vegetação antes de completar um total de 20 parcelas. Algumas parcelas estavam mais próximas do limite da maré e voltadas para o mar, como 18 e 19, e consequentemente mais expostas às feições confinantes da formação.

O número de indivíduos variou de 24 a 61, com média de 45 (±8,6) indivíduos por parcela, onde 55% das parcelas tinham pelo menos um indivíduo por m². Destacaram-se as parcelas 14 e 19 com baixa riqueza de espécies (15 spp e 16 spp), assim como as parcelas 17 e 18, que apesar de muitos indivíduos (46 e 48 respectivamente) apresentam poucas espécies (18 spp cada). Porém, entre a distância do mar e a altura máxima das plantas e o número de espécies nas parcelas, houve uma forte correlação positiva (3,30 e 1,78), apesar do valor de p ser elevado.

Tabela  1  -  Lista  de  espécies  de  plantas  vasculares  da  formação  arbustiva  fechada  pós-praia da restinga da Massambaba, RJ (continua)
Tabela 1 - Lista de espécies de plantas vasculares da formação arbustiva fechada pós-praia da restinga da Massambaba, RJ (continua)

Discussão

Apesar dos métodos diferentes, encontramos uma série de espécies comuns entre a AFP investigada e outros bancos de areia do estado do Rio de Janeiro, como foi o caso da mata de restinga de Arraial do Cabo (Fonseca-Kruel et al. 2009), que é relativamente próximo da AFP neste estudo. Embora a AFP Restinga de Massambaba esteja localizada em áreas mais bem preservadas da restinga (Araujo et al. 2009), mais de dez espécies neste estudo representam algum grau de ameaça de extinção (Tabela 6). Em Massambaba Araújo et al. 2009) registrou as mesmas famílias (Fabaceae, Myrtaceae, Orchidaceae, Rubiaceae e Bromeliaceae) como as mais ricas em espécies.

Na área deste estudo foram encontradas apenas três das 28 espécies de orquídeas registradas para Restinga de Massambaba (Araujo et al. 2009). Segundo Araujo (2000), Sapotaceae está representada por 13 espécies nas restingas do Rio de Janeiro e por 12 na Restinga de Massambaba (Araujo et al. 2009), das quais sete foram encontradas na formação estudada. Faltam estudos sobre o investimento e a importância de cada uma das estratégias adaptativas (Scarano et al. 2004).

Como a plasticidade é uma estratégia muito comum em formações com forte competição (Scarano et al. 2009), provavelmente favoreceu a espécie, aumentando o seu valor de importância (VI) nesta formação.

Figura 25 - Similaridades de composição de espécies entre as formações vegetais  da restinga da Massambaba (1= psamófila reptante, 2= arbustiva fechada pós-praia,  3= arbustiva aberta não inundável (fácies baixa), 4= herbácea aberta inundável, 5=
Figura 25 - Similaridades de composição de espécies entre as formações vegetais da restinga da Massambaba (1= psamófila reptante, 2= arbustiva fechada pós-praia, 3= arbustiva aberta não inundável (fácies baixa), 4= herbácea aberta inundável, 5=

Conclusão

Oxford: The Americas, WWWF/IUCN 3. Análise florística e fitogeográfica de restingas no estado do Rio de Janeiro. Mapeamento da vegetação e uso do solo no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil. Dieta e táticas alimentares de Formicivora littoralis (Aves: . Thamnophilidae) na Restinga da Massambaba, Araruama, Rio de Janeiro.

Florística e fitossociologia de um trecho de restinga da praia de Manguinhos, município de Armação dos Búzios, Rio de Janeiro. Dissertação de Mestrado) Rio de Janeiro: Escola Nacional de Botânica Tropical/Search Institute Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Uso de plantas por pescadores, coletores e caçadores pré-históricos da Restinga de Saquarema, Rio de Janeiro, Brasil.

In: Esteves FA & Lacerda LD (eds.) Ecologia de Restingas e Lagoas Costeiras, Macaé: Universidade Federal do Rio de Janeiro/NUPEM. Biodiversidade nos Grandes Remanescentes Florestais do Estado do Rio de Janeiro e nas Restingas da Mata Atlântica. Estrutura, Diversidade e Conservação de Angiospermas no Centro de Diversidade de Cabo Frio, Estado do Rio de Janeiro.

Figura 26 - Formicivora littoralis macho na formação arbustiva fechada pós-praia na  restinga da Massambaba, RJ
Figura 26 - Formicivora littoralis macho na formação arbustiva fechada pós-praia na restinga da Massambaba, RJ

Introdução

Metodologia

Forrageamento - A metodologia de observação de táticas de forrageamento foi realizada com base em Chaves (2010), mas com adaptações, que incluem identificação de amostras de plantas utilizadas como suporte para realização de táticas de forrageamento e também dados sobre a arquitetura de ramificação da respectiva planta. Os registros de forrageamento começaram em março e foram concluídos em agosto de 2012, por meio de observações em passeios aleatórios próximos às rotas da grade de estudo. Foram realizados 13 percursos, em média 3 mensais, com no máximo três dias consecutivos e nos horários em que a ave está mais ativa.

Para cada indivíduo visto no mesmo local foi registrada a primeira tática de forrageamento observada, com distância mínima de 5 min entre as gravações, visando minimizar a dependência entre os dados. N = soma do número máximo de indivíduos por ponto do transecto n = número de pontos do transecto. Para testar se a abundância de aves estava relacionada com a estrutura (por exemplo, arquitetura e textura) da vegetação, foram selecionados dados de parcelas alocadas perto dos transectos.

Correlações de Pearson ou Spearman seguidas de regressão linear e testes de normalidade foram testadas com dados de abundância por ponto de cada transecto.

Resultados

Legenda: M = masculino, F = feminino; Alt.a = altura da ave em relação ao solo; Alt.p = altura máxima da planta utilizada como suporte; T = categoria de táticas utilizadas, B/B = táticas de parar e colher, RF = revirar serapilheira; Mod = modelo de ramificação de planta;. A densidade máxima da ave em todos os pontos (por exemplo, densidade local) foi de 43 indivíduos, enquanto a mínima foi de 20. Foi observada forte correlação entre a densidade de aves e o índice de diversidade vegetal (H') e também em relação à altura máxima. da vegetação (Tabela 10 e 11).

O ponto com maior número de exemplares de aves correspondeu às parcelas 12 e 17, sendo que esta última representa a maior frequência do modelo IV (Tabela 12). A correlação entre a abundância de aves e a frequência dos modelos de ramificação foi testada e embora p tenha sido maior que 0,05, encontramos uma forte correlação positiva com as frequências dos modelos de ramificação IV e IIIB e uma forte correlação negativa com a frequência do modelo IIIA e uma correlação moderada negativo com modelo I (Tabela 13). Em relação às espécies, existe uma correlação positiva moderada entre a abundância de aves e a presença de Cynophalla flexuosa (cor = 0,69, p = 0,05), sendo de salientar que esta espécie vegetal representa quase sempre o modelo arquitetónico IV.

Formicivora littoralis priorizou a construção de seus ninhos em galhos lenhosos e mais resistentes de arbustos e árvores, mas desde então não tem sido exclusivo.

Tabela 8 - Táticas de forrageamento de Formicivora littoralis observadas na
Tabela 8 - Táticas de forrageamento de Formicivora littoralis observadas na

Discussão

Vale ressaltar que em algumas áreas como a Praia de Tucuns em Armação dos Búzios e a Ponta da Farinha em Iguaba Grande, onde existe uma população isolada de Formicivora littoralis (Mattos et al. 2009), também não há estudos de vegetação. além disso, muitas áreas da Região dos Lagos com falta de aves não foram estudadas. As formigas são importantes dispersoras de diásporos e estudos demonstraram que elas podem até gerar efeitos diretos e indiretos na densidade populacional das plantas (Brown & Human 1997, Mull & MacMahon 1997, Willott, Compton & Incoli 2000, López-Vila & García -Fayos 2005, DeFalco et al 2009, Arnan et al 2010). Além disso, os ninhos que utilizam a vegetação como suporte são geralmente menos presas do que aqueles que constroem os seus ninhos directamente no solo (Rotenberry & Wiens 1980, James & Wamer 1982, Blake 2007, Antonov et al. 2008, Wyrgun & Antunes 2009, Block & Brennan 1993), portanto a construção de ninhos na vegetação também pode ser um fator relacionado à proteção contra predadores.

A região do ‘Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio’ inclui a cultura etnobotânica local (Fonseca-Kruel et al. 2009), apresenta vestígios importantes da história arqueológica (Kneip 2009) e geológica destes ecossistemas (Penha 1999, Silva & Cunnha) e a crescente economia turística atraída principalmente pela beleza cênica da paisagem natural. No entanto, a intensa especulação imobiliária na região causou a destruição de grande parte da vegetação nativa (Rocha et al. 2007, Bohrer et al. 2009, Araujo et al. 2009) e ameaça este ambiente único e valioso. Os padrões de distribuição geográfica das espécies endémicas são importantes na identificação de áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade (Pimm et al. 1995, Stattersfield et al. 1998, Grelle et al. 1999).

A metodologia de abundância utilizada no método de reprodução é amplamente utilizada para estudos de aves e tem sido aplicada em ambientes de difícil movimentação e visualização (Hutto, Pletschet & Hendricks 1986, Bibby, Burgess & Hill 2000, Vale et al. 2007).

Conclusão

Florística de um trecho de restinga no município de Guarapari, Espírito Santo, Brasil. Fitossociologia do componente arbustivo-arbóreo das florestas semidecíduas costeiras da região das Emerenças, Área de Proteção Ambiental Dom Pau-Brasil, Armação dos Búzios, Rio de Janeiro, Brasil. Fitossociologia de um trecho de restinga na Praia Gorda, município de Armação dos Búzios, RJ.

In: Knoppers BA, Bidone ED & Abrão JJ (eds) Geoquímica ambiental do sistema lagunar costeiro do Rio de Janeiro, Brasil. Riqueza e distribuição geográfica de espécies arbóreas da família Leguminosae e implicações para a conservação no Centro de Diversidade Vegetal de Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil. Os restos de habitats de restinga na Mata Atlântica brasileira do Estado do Rio de Janeiro, Brasil: perda de habitat e risco de desaparecimento.

Vecchi MB & Alves MAS 2008 Dagiti baro a rekord ti Restinga antwinter Formicivora littoralis (Tumatayab, Thamnophilidae) idiay Estado ti Rio de Janeiro, Brasil: napalawa a sakop ken pangta iti uneg ti daga.

Imagem

Figura 1 - Localização da área estudada no Estado do Rio de Janeiro.
Figura 2 - Localização das áreas estudadas (área 1 à esquerda e área 2 à direita) de  formação arbustiva fechada pós-praia na restinga da Massambaba, RJ
Figura 4 - Vegetação de formação arbustiva fechada pós-praia adentrando em  direção ao mar na restinga da Massambaba, RJ
Figura 5 - Aspecto homogêneo externo da formação arbustiva fechada pós-praia na  restinga da Massambaba, RJ
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Referências

Documentos relacionados

Para determinar o grau de informalidade na RMB, através dos dados da PNAD 2006, utilizou-se metodologia de Alves 2007: 1 A partir da tabelas PNAD de tema trabalho; 2 no tema trabalho,