AVALIAÇÃO DO PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO DA DOENÇA DE CHAGAS AGUDA E SEU MECANISMO DE TRANSMISSÃO ORAL NO MUNICÍPIO I. Qual o panorama da transmissão oral da doença de Chagas aguda (DCA) no município de Itaituba-PA.
Etiologia e morfologia
Trypanosoma cruzi é um protozoário flagelado da ordem Kinetoplastida e família Trypanosomatidae, que possui ciclo heteroxo, caracterizado por ser um protozoário unicelular e parasita obrigatório, que possui um único flagelo e uma única mitocôndria, alongada e terminando em um cinetoplasto, que contém mitocôndrias DNA (DIAS et al., 2016a).. Figura 1: Morfologia do Trypanosoma cruzi, em fases do ciclo biológico da doença, onde A) Tripomastigotas;. O vetor com maior prevalência de infecção pela doença de Chagas é o Triatoma infestans, com alta prevalência na América Latina, Caribe, África, Europa, Austrália, Ásia e Brasil, com predominância na Amazônia (ARRUDA, 2003).
Vias de Transmissão
- Transmissão oral por Açaí
Estudos identificados, tanto no processo de produção quanto na conservação, justificados por estudos recentes, que mostram a presença de Escherichia coli, coliformes fecais, bolores, leveduras e pelos de roedores em polpas de açaí congeladas comercializadas em centros de grande porte (SANTOS et al., 2016 ). A prevenção e a vigilância recomendam que haja um esforço de vigilância objetivo e integrado, compartilhado por todos os países da região amazônica, para prevenir a transmissão oral da doença (DIAS et al., 2002).
Manifestação clínicas
- Fase Aguda
- Fase Crônica
Sinal e Romaña (Figura 5), é um edema bipalpebral, que pode se expandir para a face, elástico sem dor, início súbito, coloração púrpura rosada das pálpebras, congestão conjuntival, infarto de linfonodos satélites (pré-auriculares, parotídeos ou submaxilar) e menos comumente secreção conjuntival e dacrioadenite (ANDRADE et al., 2011). Em relação à fase crônica da doença, quatro situações clínicas podem evoluir nas seguintes formas: indeterminada, cardíaca, digestiva e mista (comprometimento cardíaco e digestivo no mesmo paciente), com insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e cardiomegalia (Figura 6). as principais características da fase assintomática entre 10 e 40 anos (ANDRADE et al., 2011).
Diagnóstico
A imunofluorescência indireta (IFI) consiste na reação de antígenos fixados em lâminas, anticorpos do soro do paciente e posteriormente o conjugado (anti-imunoglobulina marcada com substância fluorescente), onde o episódio de fluorescência ao microscópio de fluorescência revela a presença de anticorpo e sua finalidade é a detecção de antitripanossoma IgM (NEVES et al., 2005). A imagem radiográfica do tórax permite identificar a presença de cardiomegalia, bem como derrame pleural, visualizar possíveis alterações anatômicas do coração, tratar e prevenir doenças cardíacas decorrentes da patologia. dos métodos de primeira escolha no diagnóstico (SOUZA et al., 2016).
Tratamento
Desta forma, o tratamento etiológico visa neutralizar a infecção em determinadas situações, reduzir o número de parasitas e a possibilidade de transmissão da doença e prevenir lesões orgânicas ou a sua evolução, oferecendo terapia antiparasitária, paralelamente ao tratamento de queixas cardíacas e digestivas. e sintomas. COSTA et al., 2010). Embora existam diferenças no tratamento antiparasitário da doença de Chagas, há evidências consistentes quanto à sua utilidade em ambas as fases da doença, uma vez que as lesões orgânicas dependem apenas da presença do parasita. Além disso, há supressão acentuada da parasitemia com terapia antiparasitária. atual (FABBRO et al., 2007).
Profilaxia
A taxa de controle parasitológico/ou sorológico após o tratamento depende de vários fatores, como estágio da doença, suscetibilidade do parasita aos quimioterápicos, duração da doença, idade do paciente, testes utilizados para avaliar a eficácia terapêutica, acompanhamento pós-tratamento tempo de atividade, presença de imunossupressão e outras condições relacionadas (FABBRO et al., 2007). Entre as medidas de profilaxia estão estratégias e recomendações para melhoria da habitação, qualidade da água, destinação adequada do lixo, destinação correta dos resíduos, controle de vetores, higiene e segurança alimentar, por meio da fiscalização de alimentos, além de educação em saúde pública e monitoramento das rotas de transmissão de doenças , por meio dos serviços de saúde ( BRASIL, 2017).
Tipo de estudo
Redução e eliminação da transferência transfusional através do fortalecimento dos hemocentros e seleção eficaz de doadores de sangue; Desenvolvimento de métodos e técnicas de controle adaptados aos mecanismos de transmissão (MATOS, 2014). O estado da arte por meio da cienciometria exige a sistematização de métodos, abordagens e áreas baseadas na quantificação do progresso científico, para que os elementos e requisitos que nortearão o processo de pesquisa e medição sejam definidos e estabelecidos antecipadamente (PARRA et al., 2019 ).
Fontes de Informação
Dessa forma, a pesquisa quantitativa utiliza uma descrição observacional das causas fenomenológicas e suas relações com as variáveis, por meio de dados e do estabelecimento de relações entre a amostra estudada, incluindo o uso de técnicas quantitativas padronizadas e sistemáticas (TEIXEIRA, 2012). A base de dados SCOPUS corresponde a uma base de artigos de jornais e revistas acadêmicas, científicas, técnicas, médicas e sociais, abrangendo aproximadamente 19.500 títulos de mais de 5.000 editoras nacionais e internacionais, incluindo cobertura de 16.500 periódicos científicos (ELSEVIER, 2018).
Objeto de estudo
Critérios de Inclusão
Critérios de exclusão
Técnicas de coleta e análise de dados
Notou-se que mais da metade das publicações envolvendo a doença de Chagas foram encontradas na base de dados SCIELO, com menor frequência nas bases de dados CAPES e SCOPUS. Neste trabalho, a maioria das publicações envolvendo o tema doença de Chagas foi encontrada na base de dados SCIELO.
- Tipo de Estudo
- Local/Contexto
- Fontes de Informação
- Critério de Inclusão
- Critério de Exclusão
- Técnicas de Coleta e Análise de Dados
- Análise epidemiológica
- Análise estatística
- Aspectos éticos
Os dados obtidos através do objeto deste estudo registraram 1.693 casos de doença de Chagas aguda, durante os quais foi possível avaliar indicadores epidemiológicos, que possibilitaram traçar o perfil epidemiológico da doença na década de 2007 a 2017. Os resultados obtidos por meio deste estudo mostraram a ocorrência de 1.693 casos de doença de Chagas aguda, registrados na base de dados DATA-SUS, pelo Sistema Nacional de Notificação de Agravos de Notificação (SINAN), para determinar o perfil epidemiológico da doença no estado do Pará descrever, no período de 2007 a 2017, levando em consideração dados sociais, clínicos e epidemiológicos, apresentados na ordem. Essas informações (Tabela 10) explicam a distribuição da doença de Chagas aguda nas regiões de integração de saúde do Estado do Pará, bem como sua distribuição epidemiológica e geográfica, conforme os relatos registrados entre os anos do presente estudo.
O panorama da doença de Chagas no estado e sua heterogeneidade depende de fatores sociais, ambientais e geográficos, por isso algumas sub-regiões apresentaram maior prevalência. Tabela 1: Epidemiologia da doença de Chagas aguda no município do estado do Pará, por ano de notificação, segundo banco de dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação-SINAN, entre 2007 e 2017. O presente estudo demonstrou a heterogeneidade da doença de Chagas aguda doença de chagas no estado do Pará, por meio do Sistema Nacional de Notificação de Agravos de Notificação (SINAN), entre 2007 e 2017, período em que foram notificados 1.693 casos, com crescimento gradativo a partir de 2011.
Tabela 0:1: Epidemiologia da doença de Chagas aguda no município de Itaituba-PA, segundo ano de notificação, segundo banco de dados do Sistema Nacional de Agravos de Notificação-SINAN, entre os anos de 2007 e 2017. Foram utilizados indicadores epidemiológicos , os anos de Notificação da doença de Chagas aguda no município, onde foram calculados o número médio de casos do município e a média nacional, bem como o coeficiente médio de incidência e prevalência da doença nos respectivos 10 anos, para cada 100 mil habitantes. Nesse sentido, observou-se que o município de Itaituba apresentou uma média de 2,2 casos por ano, valor semelhante à prevalência nacional, porém, o coeficiente de incidência médio mostrou que a cidade apresenta taxas de DCA bem abaixo da média. com um baixo número de casos entre 2007 e 2012, seguido de um aumento epidemiológico em 2013 e 2016, permanecendo novamente com uma média de ± 2 casos anuais entre e 2017.
Em relação à variável raça, as estatísticas mostraram a importância da raça parda em relação às demais (branca, amarela e preta), além de casos ignorados, que se referiam à variável. No município de Barcarena-PA, o maior percentual de casos de infecção ocorreu entre pessoas pardas, correspondendo a 74,70%, enquanto entre analfabetos atingiu 66,27%. O presente estudo mostrou que Itaituba teve oscilações no número de casos anuais, mas manteve uma média que variou entre 2,2 casos por ano, utilizando o coeficiente.
Tipo de estudo
O presente estudo foi realizado no município de Itaituba, localizado no sudoeste do estado do Pará (Figura 1), especificamente em pontos de venda e processamento de açaí artesanal, na zona central da cidade, no período de agosto a Setembro de 2019 (colheita do açaí no estado e verão amazônico). Itaituba tem população estimada em 101.247 habitantes segundo o IBGE e tem como limites: ao norte o município de Aveiro, ao sul o município de Jacareacanga; O município, com sua economia diversificada, enfatiza a agricultura familiar, a pecuária, a exploração madeireira, o manejo sustentável e o extrativismo vegetal, com destaque para a extração de palmito de açaí (BRASIL, 2011).
Fontes de informação
Dados de Inclusão
Dados de Exclusão
- Questionário semiestruturado
- Formulário observacional
- Análise de água
As informações coletadas por meio desse instrumento foram tabuladas e delineadas por meio de tabelas, contendo indicadores e estatísticas multivariadas. Utilizando o formulário de observação (Anexo B), foi possível fiscalizar o processo de tratamento e limpeza, embalagem e comercialização do açaí, identificar possíveis fatores de risco para a transmissão oral da doença de Chagas aguda, em 09 pontos de venda e no açaí artesanal tratamento. Os dados coletados por meio deste instrumento são tabulados e delineados por meio de uma tabela, que contém as informações obtidas subjetivamente.
Para identificar as características bioquímicas e microbiológicas da água utilizada no preparo da polpa artesanal de açaí nos 09 pontos de comercialização examinados, foi realizado teste de cultura de água medindo pH, coliformes totais e fezes (Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa) . Os testes foram realizados a cada 100 ml de água, sendo avaliadas duas amostras de cada aparelho (duplicatas). Para melhor interpretação dos resultados foram utilizadas fórmulas, cálculos matemáticos e porcentagens, utilizando estatística multivariada: Anova e Tukeys (TSD - Tukeys Significant Difference), a partir das quais foram realizadas análises de variância, métodos de comparação e diferença de significância entre as variáveis dos resultados. avaliadas, as variáveis do estudo foram utilizadas por meio de média aritmética e desvio padrão, que são consideradas significativas quando P < 0,05 e P < 0,01.
Aspectos Éticos
Primeiramente, o conhecimento da amostra sobre a transmissão oral da doença de Chagas aguda foi questionável (Tabela 9), com 67% (6/9) afirmando conhecer a patologia e seu modo de transmissão oral, enquanto 33% (3/9) negaram, conhecer a portabilidade do ACD. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o risco de transmissão oral da doença de Chagas aguda através das características do mercado artesanal de açaí do município de Itaituba-PA, por meio do processo de manipulação dos frutos e polpas. Nesse sentido, a doença de Chagas (DC) é classificada como uma antropozoonose causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e possui curso clínico bifásico, onde a fase aguda pode evoluir para uma fase crônica, estando a gravidade dos casos relacionada à infecção. cepa e via de transmissão (BRASIL, 2015).
Doença de Chagas aguda: aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento: guia de referência rápida para profissionais de saúde. Mudanças no paradigma do manejo clínico e terapêutico da doença de Chagas: avanços e perspectivas na busca pela saúde integral. Contribuição da enfermagem na prevenção da doença de chagas transmitida pelo açaí: relato de experiência.
R et al., Desafio de saúde pública: tratamento etiológico da doença de Chagas na fase crônica. Análise espaço-temporal da doença de Chagas e seus fatores de risco ambientais e demográficos no município de Barcarena, Pará, Brasil.