O que é fato é a necessidade humana de aproveitar essas informações para tomar decisões coerentes sobre as necessidades ambientais. Porém, trabalhar com meio ambiente é importante, principalmente trabalhar de forma que concilie meio ambiente e cidadania. A autora optou por este tipo de pesquisa após analisar um déficit na discussão sobre o meio ambiente e a relação entre o ambiente natural e o profissional.
3 UM CONTEXTO HISTÓRICO DA DISCUSSÃO AMBIENTAL Quando falamos de meio ambiente, a informação está no auge e é produzida e disseminada de forma espontânea e em escala exponencial. Com o advento da década de 1970, foi realizada em Estocolmo, em 1972, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, onde o Brasil defendeu a proposta de se desenvolver a todo custo para combater as mudanças climáticas. As realizações da Rio 92 incluem: Agenda 21; Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e/ou Carta da Terra; Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação; Convenção sobre Diversidade Biológica; Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, e; Declaração de princípios sobre o uso das florestas.
Vinte (20) anos após a Rio-92, o Brasil sediou mais uma Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente para o.
DESENVOLVER NO PRESENTE GARANTINDO MEIO AMBIENTE
Nesse contexto - e entre outros que não são citados nesta monografia - surgiram diversos rótulos, como desenvolvimento econômico, crescimento zero, ecodesenvolvimento, desenvolvimento sustentável, conservação, conservação, proteção ambiental, manejo florestal, unidade de conservação, educação ambiental. , informações ambientais, entre outras coisas com o objetivo de reduzir ou mesmo educar - por meio da educação ambiental - e/ou informar - por meio de informações ambientais - sobre a importância da preservação do meio ambiente para garantir subsídios às gerações futuras. Através das notícias, estamos cientes dos problemas ambientais que o ser humano causa à natureza, e a educação ambiental (EP) desempenha um papel importante no exercício da cidadania de crianças, jovens, adultos e idosos em termos de valorização do ambiente natural na Eslovênia . que vivemos “porque é muito importante ter um desenvolvimento sustentável para poder usufruir do meio ambiente sem destruir seus recursos” (TOALDO; . MEYNE, 2013). As discussões sobre meio ambiente sempre foram baseadas nos princípios capitalistas do desenvolvimento social e, sobretudo, econômico.
Cabe ao governo, por força da regulamentação do artigo VI da Constituição Federal, a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que dispõe sobre a educação ambiental e regulamenta a política nacional de educação ambiental, "promovendo a educação ambiental em todos os níveis de educação e conscientização pública para a preservação do meio ambiente". A informação é um fator fundamental para que a sociedade seja incluída no rol de discussões sobre meio ambiente, e dessa forma a informação ambiental garante uma melhor participação dos atores sociais nas questões relacionadas ao meio ambiente natural visando um perfeito equilíbrio entre o homem e a natureza segundo Leme (2001 ). As questões ambientais estão ligadas às áreas científicas, médicas e técnicas, como geologia, geografia, química, biologia, hidrologia, engenharia química, engenharia ambiental, engenharia sanitária, pesquisa operacional e outras.
Todas as informações ambientais contempladas seguem os mesmos requisitos das informações de que as pessoas necessitam, devendo ser contínuas, claras e completas. Por mais que as informações ambientais sejam brutas, como: dados técnicos, normas e padrões de qualidade. É necessário que circule, pois já é possível obter conhecimento a partir dessas informações técnicas sobre meio ambiente, mesmo que essa característica da informação seja engessada e de fácil compreensão para os profissionais da área ambiental, essa característica, Machado (2006 ) chamou de natureza técnica da informação ambiental.
É importante observar que a Informação Ambiental apoiará os cidadãos em relação ao meio ambiente em seus aspectos, tanto de impactos naturais quanto de ação antrópica. Portanto, toda informação relacionada direta e/ou indiretamente ao meio ambiente pode ser considerada como IA, pois seu escopo é amplo devido a sua interdisciplinaridade, desde leis, regulamentos até normas ambientais, passando por decisões administrativas de natureza governamental - ou não - bem como pesquisas científicas e relatórios de monitoramento ambiental. No nível nacional, todo indivíduo deve ter acesso adequado às informações sobre meio ambiente em poder das autoridades públicas, incluindo informações sobre materiais perigosos e atividades em suas comunidades, bem como a oportunidade de participar dos processos de tomada de decisão.
Ser crítico é poder se expressar por meio das informações obtidas sobre qualquer assunto e quando se trata de meio ambiente, o homem pode se tornar autônomo para expressar uma opinião a favor ou contra a atitude do governo em relação ao meio ambiente. Portanto, cabe ao bibliotecário apoiar quem necessita de informação - neste caso relacionada ao meio ambiente - abstendo-se de questões étnicas, respeitando questões éticas e dando a necessária alfabetização e autonomia àqueles que não possuem informações sobre meio ambiente.
BREVES CONCEITOS DE INFORMAÇÃO
Buckland em seu artigo Information as a thing (1991) usa a informação em três sentidos: a) informação-como-um-processo; b) informação-como-conhecimento ec) informação-como-coisa. A "informação-como-um-processo" ocorre quando alguém é informado e o informado é modificado por meio do conhecimento recém-adquirido. Por outro lado, segundo Buckland (1991), a "informação-como-conhecimento" pode aumentar a incerteza do conhecido, uma vez que "informação-como-conhecimento" é utilizada no sentido de perceber, dando forma a tudo o que é adquirido por "informação-como-conhecimento". como-processo".
Por outro lado, temos a “informação como coisa”, onde o professor emérito afirma que a informação também é atribuída a objetos, coisas. Uma característica chave da "informação-como-conhecimento" é que ela é intangível: não pode ser tocada ou medida de forma alguma. Muitos estudiosos discordam de Buckland sobre "informação como uma coisa", mas esta pesquisa aponta apenas para alguns conceitos de informação.
Em 1983, Machlup e Mansfield identificaram cinquenta disciplinas que usavam a informação como uma subdisciplina até o final da Segunda Guerra Mundial e em seu livro intitulado Information Studies: Interdisciplinary Messages, Machlup e Mansfield (1983) destacaram as visões controversas da informação como interdisciplinaridade. Para a ciência da informação (SI), alguns pesquisadores da área de informação divagam sobre sua aparência e conceito. Tem como objetivo o estudo das propriedades gerais da informação (natureza, génese, efeitos), ou seja, mais precisamente, a análise dos processos de construção, comunicação e utilização da informação, a conceção de produtos e sistemas que permitam a sua construção, comunicação. , armazenamento e uso (LE COADIC, 1996, p. 26).
Outros crentes acreditam que a CI surgiu nos Estados Unidos em dois encontros anuais, um em 1961 e outro em 1962 no Georgia Institute of Technology, onde Barreto (2008) afirma que "a maioria dos participantes eram professores e bibliotecários da universidade americana que organizou o evento" e concluiu que o objetivo do encontro era "formar especialistas em informação e apenas no contexto dos EUA", revelando o que foi dito anteriormente, que cada país tem um conceito e aplicabilidade de IC por si próprio. Quanto à finalidade da IC como disciplina, Borko (1968, p.3, tradução nossa) afirma que ela visa “subsidiar um corpus teórico de informações que continuará a aprimorar diversas instituições e procedimentos dedicados ao acúmulo e à disseminação do conhecimento ", ou seja, visa condensar e selecionar entre os diversos suportes de informação aquela informação mais relevante para um determinado centro de pesquisa ou ainda "a seleção que um pesquisador faz de um canal de informação, inclusive se prefere ir à biblioteca ou faça você mesmo uma observação.” Vale ressaltar também que os profissionais da informação são os que melhor dominam bases de dados específicas para cada área de atuação, bem como, no caso dos bibliotecários, temas de catalogação e indexação.
INFORMAÇÃO NO BRASIL: CONTRIBUIÇÕES DA LEI DE ACESSO À
Estes novos paradigmas deram nome ao termo Profissional da Informação (PI), que a nível de estudo identificamos como bibliotecário, onde antes as suas atividades se limitavam a espaços físicos, entre bibliotecas que suportavam livros e que hoje se encontram na cloud, superando barreiras. . 34; as características dos campos de informática, comunicação social, administração, economia, lingüística, biblioteconomia, documentação e ciência da informação". que podem ser úteis na tomada de decisão - para os propósitos desta pesquisa, ou seja, EA e AI.
Guimarães (1996) apontou três novos exercícios que o bibliotecário adotaria como postura em crescimento a partir das demandas dos usuários que precisariam de informações derivadas das TIC, são eles: Gestão de unidades de informação, processamento de informações relativas e ação social. O bibliotecário na gestão da unidade de informação seria aquele que buscasse alternativas para redução de custos para a unidade e/ou instituição locada, sem descuidar da garantia de informação rápida, segura e satisfatória a quem dela necessitasse, e buscasse parcerias com outras Unidades de Informação (UI) para que fosse possível a troca de conhecimento. Tornou-se necessário nos últimos tempos que um profissional da informação que contribua com o meio natural, interaja com os atores sociais, instrua como se desenvolver sem degradar a natureza, esse profissional esteja apto a trabalhar com fontes de informação - no caso a IA - e contextualizar – no caso da EA – a relação Homem versus Natureza.
Dessa forma, a informação aumentou significativamente com o advento das tecnologias de informação e comunicação (TIC), e com esse aumento os indivíduos passaram a conviver com um excesso de informações não úteis, e por outro lado, seja por fatores sociais ou não , existem indivíduos que vivem no limite do desenvolvimento da informação, o que ocasiona o processo de desinformação. Rede Brasileira de Informações Ambientais (REBIA), Rede de Informações Ambientais (RIAM) e Rede Brasileira de Centros de Educação Ambiental (CEA). Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA): criada por uma associação sem fins lucrativos, tem como foco contribuir para a formação e fortalecimento da cidadania mundial por meio da democracia da informação ambiental e da educação ambiental.
A REBIA estimula o vínculo entre quem produz IA e quem distribui IA no Brasil e, principalmente, estimula a troca de conhecimento para que possa ser aplicado nesse novo cenário de informações socioambientais. No entanto, é claro que a divulgação de informações ambientais reúne decisões importantes no contexto da tomada de decisão, mas se trabalhada em harmonia com a educação ambiental, levaria a mudanças no comportamento humano, tornando-os agentes conscientes que aplicam a ética no dia a dia vida para viver. A educação ambiental é o conhecimento adquirido por meio da informação ambiental, esse conhecimento é continuamente aprendido e assim repassado de geração em geração.
Os papéis do direito constitucional na promoção do controle social democrático: algumas sugestões sobre o tema da informação. A interface da informação com a construção do conhecimento: estoques de informação como mediadores de processos.