OBJETIVOS GERAIS
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
O local de estudo foram as salas de aula da primeira série do Instituto Felipe Smaldone. A observação de campo foi importante para acompanhar a rotina das crianças junto com os mediadores, no caso os professores. O locus da pesquisa foram as salas de aula do 1º, 2º, 3º ano do ensino fundamental, sendo duas salas do 2º ano também caracterizadas como primeiras séries, e a sala de leitura do Instituto Felipe Smaldone, os sujeitos da pesquisa foram os mediadores ou profissionais da informação, no caso professores, na faixa etária de 30 (trinta) a 50 (cinquenta) anos e crianças surdas na faixa etária de 6 (seis) a 12 (doze) anos.
A turma do 1º ano tem 8 alunos, 4 meninos e 4 meninas, com idade de 6 a 7 anos, a aula é ministrada primeiro visualmente e depois em língua de sinais (L1) e português (L2), as crianças fazem atividades de roteiro de aula e leitura no sala de leitura com outro professor. A sala do 2º ano tem 7 alunos entre os 7 e os 8 anos, 4 rapazes e 3 raparigas, fazem atividades conforme o plano de aula, exercícios, colagem, pintura, das matérias segundo o professor, têm preferência pela matemática. Segundo Russo (2010), a ciência da informação no Brasil teve início na década de 1970 com o programa de mestrado em ciência da informação estabelecido pelo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD), atual Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). ).
Antes do advento da ciência da informação, os estudos conduzidos no campo da informação incluíam biblioteconomia, bibliografia e documentação. Ainda segundo o autor, o objeto da ciência da informação mudou da ideia original de “orientação para o usuário”, já que nos anos sessenta, passou a ser “uso da informação” e posteriormente “satisfação das necessidades individuais”. ". Para o autor, o termo "acesso à informação" é o mais adequado porque inclui o acesso econômico, físico, intelectual e social à informação.
A ciência da computação é a disciplina que examina as propriedades e o comportamento da informação, as forças que controlam o fluxo da informação e os meios de processamento da informação para otimizar sua acessibilidade e uso. Diz respeito à quantidade de conhecimento que se relaciona com a origem, coleta, organização, armazenamento, recuperação, interpretação, transferência, transformação e uso da informação. Segundo Arruda (2009), a ciência da informação é, ainda segundo Borko, uma ciência interdisciplinar, derivada e relacionada a campos como: matemática, lógica, linguística, comunicação, biblioteconomia, administração e outras áreas do conhecimento, tendo em sua fundação ciência pura e aplicada, o desenvolvimento de produtos e serviços nesta área.
A MEDIAÇÃO NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
A língua de sinais foi descrita pelo conhecido livro inglês Chirologia como um sistema complexo no qual "homens que nascem surdos-mudos [...] podem argumentar e debater retoricamente por meio de sinais", de autoria de J. Além disso, L'Epèe também criou a gramática da Língua de Sinais (SL) como método de ensino, método denominado signos metodológicos. Questionando como deve ocorrer o ensino em língua de sinais ou por meio da fala.
Huet ensinava os alunos por meio da Língua de Sinais Francesa misturada com a Língua de Sinais usada pelos surdos brasileiros. Devido a esses fatos, a Língua de Sinais não foi abolida e permaneceu como uma língua na vida dos surdos. No Brasil, adota-se a Língua Brasileira de Sinais (Libras); na França, a Langue de Signaux Françoise (LSF); na Espanha, a Lengua de Signos.
No Brasil, o termo é Língua Brasileira de Sinais (Libra), que inclui variações regionais e locais, estilos pessoais, gírias e invenção de sinais. Depois de muitos anos de luta, a Federação Nacional de Educação e Inclusão de Surdos (FENEIS) conseguiu regulamentar a língua brasileira de sinais - Libra, possibilitando assim que os surdos se comuniquem em sua língua nativa. Isso significa que se entende que a língua de sinais é o meio mais simples e natural de desenvolvimento da criança surda.
A importância de tornar a literatura infantil acessível às crianças surdas e deficientes auditivas por meio de imagens, sinais e expressão oral auxilia no desenvolvimento cognitivo, emocional, intelectual e social e contribui para a adoção da língua de sinais como meio de comunicação e interação com o mundo, em além de incentivar a formação de jovens leitores. Contar histórias, piadas, episódios na língua de sinais dos surdos fazem parte da história dos surdos. O ensino da leitura nas salas das séries iniciais do Instituto Felipe Smaldone é realizado por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e do Português.
Os intermediários devem melhorar suas habilidades no uso da Libra, já que a maioria atribui uma classificação regular ao seu desempenho na língua de sinais. Por meio da técnica de observação, observou-se que os professores que mediam para crianças surdas em Língua Brasileira de Sinais são formados e qualificados nas turmas iniciais do ensino fundamental, com competências na Escala variando de regular a bom. Neste trabalho, os objetivos propostos foram alcançados, tornou-se possível conhecer um pouco sobre a cultura dos surdos e sua língua nativa, a Língua Brasileira de Sinais, e através da busca de referenciais teóricos da Ciência da Informação, superar os limites da mediação da a informação e sua interdisciplinaridade, utilizando-a na inclusão, possibilitando o acesso por meio dos livros e o reconhecimento de outro universo literário, o da literatura surda.
In: III Congresso Brasileiro de Pesquisa em Tradução e Interpretação da Língua Brasileira de Sinais e da Língua Portuguesa.
LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)
OS LIVROS INFANTIS EM LIBRAS
No Brasil, a Editora Arara Azul já produz alguns materiais traduzindo os textos clássicos da literatura universal brasileira, para Libra. Alguns dos materiais existentes são os clássicos da literatura universal e/ou brasileira traduzidos para Libra. A Congregação das Irmãs Salesianas dos Sagrados Corações foi fundada em 1885 na Itália por São Filippo Smaldone.
E no Brasil, a Congregação foi fundada em 1972, na cidade de Belém do Pará, e iniciou suas atividades em 25 de março de 1973, com 27 alunos surdos de 0 a 14 anos, em um semi-internato, matriculados na alfabetização turmas para chegar à 4ª série do Ensino Fundamental. Em 1977, dos 60 alunos que frequentavam o Instituto em regime de meia pensão, 04 eram integrados à rede regular de ensino e 01 ao ensino regular na cidade de Manaus - AM. O ano de 1986 foi marcado pela ampliação e ampliação do convênio com a SEDUC para incluir recursos humanos e pessoal técnico, pessoal de apoio e administrativo.
496/97, de 8 de setembro, do Conselho Estadual de Educação (SEB), assim como o laboratório de informática e a Brinquedoteca também foram inaugurados no dia 25 de março. Ainda em 1997, foi implantado o Projeto Experimental de Escola Inclusiva, tendo a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Barão do Rio Branco como primeira escola de polícia, e posteriormente expandido, nos anos seguintes, como Programa de Inclusão Escolar em outras escolas. que são: E. Em 2010, o Instituto foi agraciado com a Medalha de Honra ao Mérito da Prefeitura de Belém, pelos relevantes serviços educacionais, filantrópicos e sociais prestados à sociedade paraense e às pessoas com surdez.
Atualmente, o Instituto, em Belém do Pará, atende alunos matriculados na Estimulação Essencial (0 a 2 anos), Educação Infantil (3 a 5 anos), Ensino Fundamental (6 a 9 a 11 anos) e na Escola Programa de Inclusão do 4º ao 9º ano do Ensino Básico, sob a gestão do Sr. Em 2010, o Instituto Felipe Smaldone implantou o Ensino Fundamental para 9 anos, de acordo com a Lei nº pela Lei nº que garante aos alunos os princípios fundamentados na Lei de Diretrizes Básicas nº que justifica a importância do processo escolar da criança surda de zero a 10 anos. . ano, ou seja, até o 5º ano do Ensino Fundamental dentro do Instituto, em uma proposta bilíngue (UNESCO/1954) Garantir aos surdos a Libra como primeira língua e proporcionar condições mais sólidas para desenvolver o potencial linguístico e, consequentemente, o cognitivo , o que facilitará o processo de aprendizagem de outro idioma. À tarde, acontecem atividades de apoio pedagógico em sala de aula, e atividades complementares que compõem a grade curricular do ensino fundamental do Instituto Felipe Smaldone, como ensino, natação, informática, brinquedoteca, sala de leitura, música, ritmo, fala individual terapeuta (desenvolvimento da língua portuguesa oral).
ANÁLISES DOS DADOS
Na análise do treinamento, há interesse em melhorias por parte dos mediadores, pois eles passaram por treinamento em Libras. Segundo os mediadores, as crianças demonstram mais interesse pela leitura da literatura infantil, do gênero conto de fadas e dos quadrinhos. Os mediadores participam de atividades de leitura, com as crianças, seja em sala de aula ou na sala de leitura, que são realizadas de acordo com o conteúdo abordado.
Por meio da análise dos dados, percebeu-se que as crianças surdas gostam da leitura infantil nos gêneros de aventura e na forma de histórias em quadrinhos. Quando questionados sobre a possível criação de uma biblioteca escolar específica para surdos, todos concordaram que ajudaria a fomentar os estudos, seria mais uma ferramenta no aprendizado, e posteriormente haveria a mediação de um profissional bibliotecário com objetivos de possibilitar resultados mais significativos em a pesquisa com alunos surdos. O Instituto Felipe Smaldone realiza um excelente trabalho com crianças surdas, pois possibilita a inclusão do indivíduo desde a creche até a juventude, o que promove a integração à sociedade.
Há atividade de leitura na escola, mas faltam livros de literatura infantil traduzidos em escalas, a sala de leitura não possui recursos digitais bilíngues e materiais publicados em CD-ROM, a professora mostra a figura e traduz para libras por meio da digitação , que é o alfabeto em libras. É relevante que os alunos bibliotecários se qualifiquem em língua de sinais para que esses profissionais possam futuramente ser mediadores e colaborar com o acesso e inclusão desses usuários. Desafios da biblioteca na era da informação: um estudo comparativo realizado no Porto, Portugal e em Belém, Brasil.
Prezado Professor, pedimos que responda ao questionário abaixo, ferramenta utilizada no desenvolvimento do trabalho final do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Pará. A pesquisa tem como objetivo descrever as atividades de mediação de leitura em Libras desenvolvidas por professores de educação especial e profissionais de mediação. Esclarecemos que os dados serão tratados de forma confidencial, pois os respondentes não serão identificados e que a pesquisa assume compromissos éticos de coletar e tratar os dados de forma confiável, sendo os resultados divulgados apenas para os fins a que se propõem no objetivos de pesquisa.