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Universidade Federal do Pará

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Academic year: 2023

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There was a good correlation between the respondents' environmental perception and the most important environmental problems diagnosed, such as deforestation and solid waste disposal. Based on this understanding, it is possible to identify some variables, socio-environmental reviews of the studied environment, which facilitates the development of solutions to adversity through the strengthening of local communities and social actors.

Território

Através da criação de uma identidade coletiva ligada ao território, estabelecem-se relações com os outros e definem-se os papéis dos atores sociais com os seus heróis e vilões. Desta forma, o imaginário territorial da população ou região é povoado de imagens e emblemas (cultura), que comprovam a instituição do poder, a identidade, a sua organização efetiva no território e a sua projeção no tempo e no espaço.

Territorialidade (Ilheidade e Insularidade)

Identificar os problemas ambientais da Ilha do Mosqueiro do ponto de vista da população do assentamento Paulo Fonteles, e analisar como é utilizada e gerida a respectiva área do assentamento. Originalmente, o terreno que compõe a área do assentamento era uma propriedade rural de propriedade privada denominada Fazenda Baía do Sol, com área de 848,5102 ha. As terras do assentamento possuem Áreas de Preservação Permanente, que foram demarcadas pelos próprios assentados durante o período do assentamento.

Portanto, foi possível perceber que embora a cultura local paraense seja extremamente diversa no que diz respeito à territorialidade da população, os habitantes do assentamento compartilham uma cultura rural muito semelhante. Apenas um produtor do assentamento fornece hortaliças, com sistema de produção mais extensivo, que também abastece o mercado local. Esses dados são instrutivos para a crença de que, apesar do papel decisivo dos agentes externos na formação e transmissão dos saberes rurais, os saberes tradicionais ainda prevalecem como cruciais e dominantes nas práticas produtivas familiares do assentamento Paulo Fonteles.

Atualmente, o produtor responsável pela produção de hortaliças é o representante da Associação dos Produtores Rurais do Assentamento Paulo. Para a análise dos problemas ambientais mais preocupantes no assentamento Paulo Fonteles, foram coletados dados sobre os esgotos e a origem da água utilizada nas residências; destinação de resíduos sólidos; grande problema ambiental; pior preocupação social e percepção ambiental dos assentados. Um movimento de urbanização gradual no interior traz consigo uma série de desastres, como no caso do assentamento Paulo Fonteles, o tráfico e o uso de drogas, acompanhados do aumento da criminalidade e da perda da qualidade de vida oferecida pelo contato com o bucólico. contexto..

Ao idealizar o perfil dos entrevistados, foi possível qualificar os moradores do assentamento Paulo Fonteles na categoria socioambiental segundo Lima et al.

Figura 1: Localização da Área de Estudo
Figura 1: Localização da Área de Estudo

Desenvolvimento sustentável territorialidade

Conhecimento Tradicional e Cultura Ecológica

O conhecimento tradicional é intrínseco ao contexto social e espacial, e só pode ser interpretado dentro do contexto cultural em que é gerado. A imprescindibilidade da transmissão desses saberes entre as gerações é a dimensão da fé que nela se preserva (ALLUT, 2000; BERKES, 1999;. Na representação dos grupos sociais que se enquadram na categoria tradicional, as comunidades extrativistas tendem a se distinguir por a natureza dos produtos que extraem e comercializam (seringueiras, castanheiros, subárvores, pescadores), ainda que este seja apenas um elemento do complexo sistema de adaptação que inclui a caça, a pesca, a agricultura, a fruticultura e a criação de pequenos animais (MORAN, 1974).

A insalubre vida rural acaba estimulando o êxodo rural para regiões onde a promessa de melhoria na qualidade de vida corresponde às expectativas do agricultor. A economia doméstica, centrada no sustento familiar, é subjetiva em sua determinação de valores, a visão de conservação dos produtores garante a manutenção de seu estilo de vida (LIMA, 2001). Entre elas, a multidimensionalidade do universo e as políticas sociais nele realizadas devem visar o desenvolvimento do agregado heterogêneo das atividades habitacionais, além de melhorar as condições de vida de todos os habitantes e não apenas dos agricultores de uma determinada região.

Objetivo Geral

Objetivos Específicos

Dadas as áreas costeiras e insulares da Amazônia Paraense e a importância desses ambientes e ecossistemas, é improvável que os problemas associados ao manejo costeiro na região norte sejam negligenciados. A falta de apoio às comunidades locais e à sociedade, a insuficiente coordenação institucional, a falta de informação e de recursos financeiros justificam o alarmante atraso no desenvolvimento costeiro do estado do Pará. Partindo desse pressuposto, o estudo e o conhecimento das comunidades locais e dos habitantes tradicionais, suas formas profissionais e modos de produção, bem como a gestão dos recursos e as adversidades que prevalecem no meio que os cerca, têm inegáveis ​​méritos para uma gestão mais racional , o bom desenvolvimento das zonas dos planos de gestão costeira e a resolução das inseguranças existentes nestas regiões.

Caracterização da Ilha de Mosqueiro

Características Gerais

Aproximadamente ao norte da cidade de Belém entre 01°03' e 01°05' de latitude sul e entre 48°29' e 48°18' de longitude oeste (O) Greenwich, Mosqueiro representa a parte norte do município de Belém e abrange aproximadamente 40% do território da capital. Além da ilha de Mosqueiro, o distrito compreende as ilhas de São Pedro, Maracujá, Pombas, Papagaio, Cnuari, Conceição, Maruim I, Maruim II e 04 (quatro) sem denominação (FURTADO, 2009). A ação das ondas no ambiente fluvial costeiro torna a ilha um local único face a outras regiões costeiras e favorece o turismo.

O clima da ilha de Mosqueiro é semelhante ao de Belém: tipo Afi, referido como equatorial, superúmido, sem estação seca, com períodos chuvosos de dezembro a maio e menos chuvosos de julho a novembro. Dentro do contexto morfoclimático, pertence ao domínio das planícies equatoriais da bacia amazônica, com topografia que corresponde aos níveis de bacias, terraços e planícies de inundação característicos das áreas sedimentares do Terciário e Quaternário, existentes na mesorregião do nordeste do Pará , mais especificamente na microrregião de Belém. Atualmente, o cenário insular é caracterizado pela presença significativa de vegetação secundária (capoeira) e fragmentos florestais provenientes de áreas onde as matas foram desmatadas para, entre outras atividades, atividades agrícolas, expansão urbana e ocupação irregular espontânea (invasões) (MENEZES, 2011 ).

Histórico da Ocupação

Embora haja indícios da presença espanhola e francesa durante o século XVI, a colonização da ilha foi realizada, a partir do século XVII, pelos portugueses de São Luís do Maranhão. No início do século XIX, a população da ilha era composta por moradores e fazendeiros ribeirinhos, mestiços, indígenas, pobres, vivendo em simples casebres de palha (BRANDÃO, 2006). A ilha formava um dos redutos dos cabanos e foi ocupada por tropas leais, vindas da ilha de Tatuoca (sede do Governo Imperial), que desembarcaram na praia do Chapéu Virado, em 21 de janeiro de 1836.

No entanto, um grande marco para a ilha de Mosqueiro foi a construção da via rápida de ligação à capital, ocorrida na década de 70, dando início a uma segunda fase da ocupação. A ilha de Mosqueiro passou a pertencer ao DAMOS (Distrito Administrativo de Mosqueiro) com a regionalização administrativa do município de Belém. Apesar dos interesses políticos e populacionais na libertação, a gestão costeira da Ilha Mosqueiro continua vinculada ao município de Belém (TAVARES, 2005).

Turismo

Aos poucos, essas áreas foram sendo ampliadas pelo aumento natural e migratório da população que “invadiu a ilha, afastando-se cada vez mais do rio e estabelecendo roças e sítios no interior ainda intocado da mata” (MEIRA FILHO, 1977, p. 74). 2002), a dinâmica que projetou as características do litoral de Mosqueiro que definiu formas de “estância urbana ou cidade recreativa”.

Figura 2: Áreas Consolidadas Pelo Turismo
Figura 2: Áreas Consolidadas Pelo Turismo

Caracterização do Assentamento Paulo Fonteles

A área também é cercada por nascentes e córregos, tendo na parte frontal próximo à estrada da Baía do Sol, o Igarapé Água Boa como braço da Sucurijuquara e na parte posterior voltada para a Baía do Sol, o Igarapé Maratauá, como extensão da Igarapé Santana, o maior dos citados. A linha descritiva indaga por meio da observação, registro, análise e classificação de fatos ou fenômenos (variáveis), sem que o pesquisador interfira ou manipule-os, com o objetivo de descrever as características de determinadas populações ou fenômenos (GIL, 1994). Ambos foram exercidos no presente trabalho, na parte documental foram investigados aspectos sociais, culturais e ambientais sob o ponto de vista do agricultor da ilha, através da aplicação de questionários no assentamento Paulo Fonteles.

A parte de caráter da pesquisa bibliográfica baseou-se na definição de conceitos para discussão, tais como: território e territorialidade, saberes tradicionais amazônicos, cultura e simbolismo, agricultura familiar e características gerais da Ilha do Mosqueiro, onde se localiza a área de estudo. especificamente localizado. Os dados coletados por meio dos formulários foram tabulados e analisados ​​para gerar infográficos para análise e visualização. O enquadramento dos dados, tanto dos formulários quanto dos georreferenciados, foi coletado em novembro de 2014.

Figura 3: Localização Georeferenciada Específica do Assentamento
Figura 3: Localização Georeferenciada Específica do Assentamento

Caracterização da população

Em 89% dos casos, os resíduos sólidos são incinerados, contra 9%, que são despejados na via Baía do Sol, por onde tem acesso o ponto de coleta municipal. A questão da destinação dos resíduos sólidos ficou muito clara durante as visitas, pois o lixo é jogado em locais vazios, o que favorece a proliferação de pragas e doenças. Em segundo lugar, com 42% da opinião pública, está a questão da retirada de resíduos sólidos por não coleta, enquanto os 8% restantes se dividem igualmente entre a qualidade da água e a queima contínua.

Constatou-se certa consciência do desmatamento, segundo a percepção dos moradores consultados, 49% consideram a área do assentamento degradada, contra 27% que acreditam que o meio ambiente ainda está preservado. Uma parcela de 33% acredita que a saúde também gera insatisfação pela residência, que antes contava com um agente de saúde, mas hoje depende do posto de saúde localizado no bairro Sucurijuquara, que é relativamente afastado principalmente pela ausência. de transporte para a agência da residência na rua Baía do sol, a ineficiência e a falta de medicamentos na estação de correios em questão foram frequentemente mencionadas. Do arcabouço dos dados coletados, concluo que há ineficácia da gestão costeira no assentamento Paulo Fonteles, tanto na coleta de resíduos sólidos quanto no auxílio às questões sanitárias básicas e de saúde pública.

Com relação às questões relacionadas a eventual assistência técnica ou financeira através da destinação de recursos para projetos de diversas naturezas no Assentamento Paulo Fonteles, concluo que as licenças ambientais federais realizadas pelo Ibama e órgãos ambientais responsáveis ​​são necessárias e urgentes. Por meio do alvará, será possível identificar regiões com potencial para implantação de Áreas de Proteção Ambiental (APAs), com o objetivo de conscientizar os moradores sobre a importância da preservação ambiental, especialmente em áreas próximas a nascentes, córregos e rios.

Figura 4: Dados Demográficos do Assentamento
Figura 4: Dados Demográficos do Assentamento

Imagem

Figura 1: Localização da Área de Estudo
Figura 2: Áreas Consolidadas Pelo Turismo
Figura 3: Localização Georeferenciada Específica do Assentamento
Figura 4: Dados Demográficos do Assentamento
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Referências

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Professor Adjunto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro UNIRIO Professor Adjunto da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro UFRRJ Doutor em Direito pela Universidade