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universidade federal do pará

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Academic year: 2023

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Monografia apresentada ao Programa de Pós-Graduação Lato Sensu do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Pará-UFPA, de acordo com os requisitos para o grau de Especialista em Gestão Ambiental. Milton Antônio da Silva Matta Doutor em Geologia e Geoquímica pela Universidade Federal do Pará, Brasil (2002) Professor Adjunto IV da Universidade Federal do

INTRODUÇÃO

Dentre as abelhas sem ferrão, os uruçus são considerados bons produtores de mel (VENTURIERI et al. 2003). Para promover qualquer tipo de melhoria é necessário antes de tudo entender a real situação da atividade (MAIA et al. 2015).

OBJETIVOS

Objetivo Geral

A Figura 19 mostra o grau de conhecimento dos meliponicultores quanto ao manejo da produção de abelhas sem ferrão. O alto preço, segundo os meliponicultores, é consequência da dificuldade de extração e da raridade do mel de abelhas sem ferrão.

Objetivos específicos

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Gestão ambiental e desenvolvimento sustentável

A gestão ambiental pressupõe conhecimento da realidade, planejamento e aplicação de estratégias bem como acompanhamento no sentido de que seja realizada uma avaliação constante e permitindo a participação do grupo envolvido. Na opinião de Brun (2006), pode-se então concluir que a gestão ambiental é uma consequência natural do desenvolvimento do pensamento da humanidade em relação ao uso dos recursos naturais de forma mais sábia e inteligente, onde só se deve retirar o que pode ser substituído , ou se isso não for possível, pelo menos recuperar a degradação ambiental causada pela remoção de um bem ambiental que não lhe pertencia.

Meliponicultura

Valor sociocultural e medicinal

METODOLOGIA

  • Localização
  • Área de estudo
  • Técnica de coleta de dados
  • Análise e interpretação de dados

Os dados foram coletados por meio da aplicação de um questionário formal (Anexo I) aplicado às propriedades, com o objetivo de padronizar o processo de coleta, o qual foi aplicado a 8 (oito) meliponiculturas (figura 2.

Figura  2-  Aplicação  de  questionário  para  meliponicultores  do  município  de  Canaã  dos  Carajás – PA
Figura 2- Aplicação de questionário para meliponicultores do município de Canaã dos Carajás – PA

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Dados do meliponicultor e da propriedade

A Figura 07 mostra as características dominantes na propriedade dos meliponicultores, onde 87% dos entrevistados possuem outros animais na propriedade além das abelhas sem ferrão, e 13% não possuem outros animais. A prática de criação de abelhas sem ferrão costuma ser transmitida de geração em geração, tornando-se uma atividade antiga dos meliponicultores do sudeste paraense, atividade com baixo investimento inicial e com boas perspectivas de retorno financeiro.

A Tabela 10 mostra que todos os entrevistados já participaram de cursos relacionados à meliponicultura, 75% conhecem sites da internet – site sobre abelhas sem ferrão e 25% não conhecem. Embora o número de meliponicultores sem conhecimento dos locais de abelhas sem ferrão seja pequeno, ainda falta conhecimento para a minoria da área. Além da criação de abelhas sem ferrão, 75% criam abelhas italianas ou africanas (Apis mellifera) e 25% criam apenas abelhas sem ferrão.

O maior problema da apicultura para os apicultores é a falta de assistência técnica, ou seja, de alguém para ajudar, e apenas 25% falta de dinheiro para investir na criação de colmeias. No trabalho de Alves (2014), podemos perceber que há interesse dos apicultores em criar abelhas sem ferrão, mas a falta de conhecimento impede o desenvolvimento da criação, bem como nos diagnósticos realizados em Canaã dos Carajás, a maioria dos apicultores.

Figura 04- Principal atividade econômica dos meliponicultores entrevistados.
Figura 04- Principal atividade econômica dos meliponicultores entrevistados.

Manejo das abelhas sem ferrão (ASF)

  • Alimentação
  • Inimigos naturais

A preferência pelas abelhas uruçu se deve à boa produção de mel (3 a 6 litros de mel/ano por ninho). 2011), realizando um estudo sobre as espécies de abelhas sem ferrão endêmicas em 2 (dois) meliponários no Pará: no município de Altamira e 1 (um) em Vitória do Xingu, foram identificadas nove espécies de abelhas criadas em colônias racionais e rústicas, são eles: Melipona rufiventris, Melipona flavolineata, Melipona seminigra, Melipona fuliginosa, Melipona melanoventer, Tetragonisca angustula, Frieseomelitta varia, Plebeia sp. A caixa racional possui diferentes tipos, vários modelos, menores ou maiores dependendo do tamanho da abelha, até porque a estrutura dos ninhos são iguais, discos de cria separados, em uma região e os potes de comida em outro local, todas as abelhas fazem isso sem picadas (PEREIRA, et al. 2009). Quanto ao principal referencial racional utilizado na criação de abelhas sem ferrão (figura 13): 57% dos entrevistados utilizam o modelo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA, 12% o modelo Longo Horizontal/Vertical e 29% o modelo Paulo Nogueira.

A Figura 15 mostra que todos os meliponicultores inspecionam suas colônias de abelhas sem ferrão, sendo que 75% inspecionam mensalmente e 25% inspecionam. Em relação à alimentação das abelhas sem ferrão, através do xarope de mel, 100% dos apicultores utilizam esse método, mas apenas no período de transição da colmeia para a caixa racional. A alimentação artificial de colônias de abelhas sem ferrão é uma prática bastante difundida na meliponicultura, com o objetivo de manter as colônias em boas condições, principalmente em períodos de escassez natural de alimentos ou para fortalecer colônias fracas.

Embora os forídeos sejam os principais causadores de danos à apicultura de Norte a Sul do Brasil, esses indivíduos não são encontrados na Baixada Maranhense (São Luís) (KERR, 1996) e às vezes desaparecem das colmeias durante o ano. Uma das principais diferenças entre a produção de mel de abelhas africanas e nativas é o processamento, que requer equipamentos mais sofisticados, por exemplo centrífugas e mesa de descoberta; enquanto a extração do mel de abelhas nativas pode ser feita com auxílio de seringa de ponta fina (PACHECO, 2015).

Figura 12- Quantidade de colônias existente nos meliponários.
Figura 12- Quantidade de colônias existente nos meliponários.

Multiplicação das colônias

Segundo Venturieri (2010) a reprodução ou divisão da colônia é feita uma vez por ano, sendo recomendado dividir apenas ninhos que sejam muito fortes. O desmembramento do ninho pode ser feito após a retirada do mel, mas ninhos recém-desmembrados não permitirão a coleta de mel no ano seguinte. Dos entrevistados, todos utilizam a técnica de criação de ninhos, escolhendo as famílias mais fortes e produtivas, utilizando dois ou mais discos de cria para transferência e informando que as colônias são mantidas após a reprodução (Figura 20).

Observou-se que criadores melipônicos realizam corretamente a reprodução dos ninhos segundo Villas-Bôas (2012), método de mínima perturbação e realizado em poucos minutos, e sem a necessidade de manusear a ninhada em favo de mel por divisão, obtêm duas colônias uma única.

Figura 19- Multiplicação de colônias de abelhas sem ferrão.
Figura 19- Multiplicação de colônias de abelhas sem ferrão.

Produção do mel

  • Custo

Apenas 38% dos entrevistados utilizam a técnica da seringa para coletar mel. 2005) menciona que não existem padrões para a produção do mel de melipon, embora este tenha sido consumido antes mesmo de Colombo, necessitando de mais estudos para reduzir custos de produção (MENDES, et al. 2009), tornando o produto mais popular. O método de retirada com seringas descartáveis, segundo Carvalho, et al. 2005) e a forma artesanal e mais trabalhosa, porém, devem ser vistas com cautela, pois facilitam a contaminação do produto, no caso de reaproveitamento de material. Quanto ao valor cobrado por litro de mel, 86% dos apicultores pagam mais de R$ 70,00 pelas principais espécies de mel e 14% cobram até R$.

Lamartine (1980) e Bruening (2006) também apontam que o mel de abelha sem ferrão, por ser muito procurado na região Nordeste, pode ser obtido por um preço três a cinco vezes superior ao do mel de Apis mellifera, e em períodos de seca . , a demanda é maior que a oferta, o que eleva ainda mais o preço. Comparado ao trabalho de COSTA, et al. 2012) no município de Parintins, localizado no estado do Amazonas, o preço é inferior ao de Canaã, R$ 30,00/litro. Em relação ao mel vendido no ano passado (o número de apicultores vendeu até 50 litros, seguido de 29% que vendeu entre 51 e 70 litros e apenas 14% dos entrevistados venderam mais de 70 litros.

Os meliponíneos produzem entre 1 kg e 10 kg de mel por ano dependendo da espécie e região, no Brasil uma colônia de Apis mellifera produz em média 15 kg de mel por ano e com manejo adequado essa produtividade pode ser triplicada.

Figura 21- Método de coleta do mel usado pelos meliponicultores de Canaã.
Figura 21- Método de coleta do mel usado pelos meliponicultores de Canaã.

Meliponicultura como uma alternativa sustentável

Apresenta-se como uma estratégia de uso sustentável dos recursos naturais que promove a conservação da diversidade das abelhas silvestres e das abelhas florestais por meio da interação entre a sociedade e a natureza (AFONSO, M. G. 2012). A meliponicultura no município de Canaã dos Carajás mostrou-se uma excelente alternativa de geração de renda secundária para os meliponicultores e poderia se enquadrar perfeitamente nas regulamentações de uso sustentável dos recursos naturais. Segundo Afonso (2012), o grande serviço das abelhas para a maioria das pessoas é produzir mel, mas a importância das abelhas vai muito além desta produção; a consequência do seu trabalho, voando de flor em flor, é o serviço ambiental que as abelhas prestam, pouco conhecido.

Os meliponicultores do sudeste paraense não estão preocupados com a importância das abelhas como principal polinizador, mas com o rendimento da meliponicultura. Segundo Imperatriz-Fonseca (2015), a meliponicultura pode ajudar a conservar as abelhas, manter seus serviços de polinização e contribuir para o desenvolvimento sustentável de muitas áreas rurais. O estudo mostra o caminho para melhorar a atividade, torná-la mais acessível a novos empreendedores e aumentar o seu valor como ferramenta de desenvolvimento sustentável.

O trabalho fornece indícios claros para melhorar a atividade e ajudar a transformá-la em uma poderosa ferramenta para o desenvolvimento sustentável (IMPERATRIZ-FONSECA, V. Além de proporcionar boa rentabilidade e ser ecologicamente correta, a meliponicultura mostra-se uma alternativa de atividade secundária para propriedades de produtos agrícolas, sendo uma excelente proposta de desenvolvimento sustentável para a agricultura familiar do Sudeste paraense.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A área onde as abelhas são mantidas possui plantas com flores (de árvores frutíferas ou outras plantas). Há mata nativa no local onde as abelhas são mantidas ou nas proximidades (menos de 3 km de distância). Consumo de abelhas: análise do comportamento dos comensais no estado de Santa Catarina.

20º Congresso Brasileiro de Apicultura 6º Congresso Brasileiro de Melipocultura Expoapi Feira de Negócios 2014 "sustentabilidade, tecnologia e mercados" belém - pará - brasil 5 a 8 de novembro de 2014. Disponível em: http://www5.usp.br/90037/raising -native- abelhas-podem-contribuir-para-desenvolvimento-sustentável/ Acesso em: 29 de julho. Melipocultura: O caso dos apicultores nativos sem colmeias no Vale do Rio Rolante (RS).

Departamento de Ecologia do Instituto de Ciências da Vida (IB) da USP, Com informações do Laboratório de Abelhas do Instituto de Ciências da Vida 2015. et al., Manter abelhas nativas pode contribuir para o desenvolvimento sustentável; A.B.E.L.H.A.A.B.E.L.H.A. et al., Manter abelhas nativas pode contribuir para o desenvolvimento sustentável; A.B.E.L.H.A.A.B.E.L.H.A. Biologia e manejo da tiúba: a abelha do Maranhão. R.; Elaboração e análise de viabilidade econômica de plano de negócios para produção de mel de abelha sem ferrão no município de Imbituba-SC, Florianópolis – SC Novembro/2015 p. 6.

Imagem

Figura  2-  Aplicação  de  questionário  para  meliponicultores  do  município  de  Canaã  dos  Carajás – PA
Figura 3- Indicadores Socioeconômicos dos meliponicultores de município de Canaã   dos Carajás-PA
Figura 04- Principal atividade econômica dos meliponicultores entrevistados.
Figura 05-  Tipo de propriedade dos meliponicultores de Canaã dos Carajás.
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Referências

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