FALHAS NA MANUTENÇÃO DE PNEUS EM UMA FROTA DE CAMINHÕES: UMA ANÁLISE DAS CAUSAS APLICANDO A. This work aimed to propose measures to support tire maintenance management in the vehicle fleet of a beverage distributor through the application of the Failure Mode Analysis tool ( FMEA). Brainstorming technique was used to gather input from those responsible for the sector that coordinates tire maintenance.
To interpret the data and determine the priority causes, the Pareto Diagram technique was used, where it was possible to visualize the causes that had the greatest influence on the tire failures. With 5W1H, an action plan was developed for the problems identified as priorities, establishment of a checklist to monitor and avoid overloading of trucks, pressure control plan, training of the person responsible for the calibration procedure, periodic review of the general brake function, integration plan for new employees and defensive driving training and economical driving for motorists. The application of the FMEA tool was effective in the analysis of failures that occur in the maintenance of tires and obtained benefits to be able to act better on the control and elimination of risks, guaranteeing better results for the sector.
INTRODUÇÃO
- CONSIDERAÇÕES INICIAIS
- JUSTIFICATIVA
- OBJETIVOS .1 Objetivo Geral
- Objetivos Específicos
- METODOLOGIA
- Classificação da Pesquisa
- Escopo da Pesquisa
A escolha do tema justifica-se pela importância da manutenção dos pneus para o transporte rodoviário de cargas. Enfatizar as implicações da manutenção dos pneus e a sua ligação a uma frota eficiente reflete-se diretamente no método de gestão adotado pela organização. Como resultado, a introdução da gestão da manutenção dos pneus permite ganhos em termos de segurança, qualidade e financiamento.
A investigação sobre a gestão da manutenção de pneus é, portanto, um meio de transformação que pode começar na academia e estender-se ao mercado. O objetivo geral deste trabalho é propor medidas de apoio à gestão da manutenção de pneus em uma frota de veículos de distribuição de bebidas. O estudo tem como foco uma distribuidora de bebidas da cidade de Abaetetuba-PA, onde foi observada a gestão da manutenção de pneus e proposta a aplicação de medidas de melhoria para a gestão atual com o objetivo de reduzir erros.
Revisão Bibliográfica: Na primeira etapa realizou-se uma revisão de literatura sistemática, através da consulta de trabalhos acadêmicos e artigos científicos
Coleta de Dados: A segunda etapa é constituída pelo levantamento de informações junto aos colaboradores do setor responsável pela gestão de
Considerações Finais: A última etapa é constituída pelas conclusões sobre os resultados obtidos no estudo, bem como enfatizar a importância da pesquisa
- GESTÃO DE FROTAS
- GESTÃO DA MANUTENÇÃO .1 Definição
- Objetivos da Manutenção
- Tipos de Manutenção
- GESTÃO DA MANUTENÇÃO DOS PNEUS .1 Partes e Construção do Pneu
- Práticas de Manutenção de Pneus
- GESTÃO DA QUALIDADE
- Ferramentas da Gestão da Qualidade
Neste sentido, é muito importante que as empresas programem de forma eficaz sistemas de manutenção para manter equipamentos e máquinas. Segundo Brito (2003), o objetivo geral da manutenção é obter elevados níveis produtivos de infraestrutura e equipamentos, nas melhores condições de qualidade, disponibilidade, custo e segurança. Para Viana (2002), os tipos de manutenção são as formas de acompanhar as intervenções nos instrumentos de produção, ou seja, nos equipamentos que compõem uma determinada organização.
Os tipos de manutenção podem ser considerados como políticas de manutenção, desde que sua aplicação seja resultado de uma definição de gestão ou política de instalação (OLIVEIRA, 2009). Segundo Siqueira (2005), as atividades de manutenção são classificadas de acordo com a forma de programação e a finalidade das tarefas executadas, conforme mostra a Figura 1. Isso gera custos elevados porque interrupções inesperadas levam a perdas de produção, perdas de qualidade, custos indiretos de manutenção.
Segundo Santos (2010, p. 18), a manutenção preventiva “consiste em exercer controle sobre os equipamentos para reduzir a probabilidade de quebras, com base em intervalos regulares de manutenção”. Freitas (2016) afirma que “a engenharia de manutenção está relacionada a uma mudança cultural, uma mudança de paradigma, intimamente relacionada à implementação de melhorias contínuas e mudanças na rotina das atividades de manutenção”. Segundo Kardec e Nascif (2009), a engenharia de manutenção trata da melhoria contínua, com o objetivo de aumentar a confiabilidade, disponibilidade, segurança, solução de problemas, melhorar o treinamento pessoal e o gerenciamento de materiais.
Segundo Bridgestone (2018), os fatores que reduzem insuficientemente a vida útil dos pneus com base nos cinco quilômetros vinte são: . a) Ajuste incorreto: Reduz a quilometragem em até 25%. Já o domínio global é a área de qualidade que visa tomar ações de acordo com a alta direção da empresa e definir as políticas de qualidade para toda a organização. Para alcançar um sistema de gestão da qualidade eficaz, é necessário identificar corretamente os requisitos de qualidade do produto ou serviço, a fim de atender às necessidades dos clientes.
Com isso, a utilização de ferramentas da qualidade possibilitou o planejamento e controle do produto ou serviço de acordo com as especificações do cliente. A utilização de ferramentas de gestão da qualidade é mais utilizada nas organizações, por ser de mais fácil aplicação. Segundo Martins e Laugeni (2015), o diagrama de causa-efeito é um meio de representar as possíveis causas que levam a determinado problema.
Método 5W1H
Análise do Modo e Efeito de Falha – FMEA
A Análise dos Modos de Falha e Consequências é uma análise detalhada dos modos de falha individuais ocorridos em equipamentos ou componentes de um sistema, ou seja, as formas pelas quais esses elementos podem falhar, além de uma investigação das causas e consequências que podem ser geradas ( MATOS, 2009). São levados em consideração erros no planejamento e execução dos processos da cadeia produtiva de um produto, tais como: produção, montagem, abrangência deste recurso, transporte de peças, operações, produção e montagem; O objetivo deste FMEA é analisar erros em um produto ou erros que possam surgir durante a fase de desenvolvimento do projeto.
8 Falha grave resultando em cliente altamente insatisfeito devido ao não cumprimento da função do produto e/ou serviço oferecido. 7 Falha moderada resultando em um cliente altamente insatisfeito devido ao desempenho muito limitado do produto e/ou serviço oferecido. 6 Gravidade moderada que deixa o cliente insatisfeito e com certeza não voltará a comprar o produto e/ou serviço.
5 Gravidade muito moderada, onde o cliente percebe claramente as limitações do que é oferecido e dificilmente comprará novamente o produto e/ou serviço. 4 Baixa gravidade, onde o cliente percebe claramente a falha, mas pode comprar o produto e/ou serviço novamente. 3 Gravidade leve, o cliente percebe a falha, mas percebe que ela não afeta o desempenho do produto e/ou serviço oferecido.
Peças não conformes não podem ser fabricadas porque o item foi protegido contra defeitos devido ao projeto ou processo do produto. O Manual de Referência FMEA lista alguns elementos comuns nas aplicações, tais como: identificação do grupo de trabalho; definir o escopo da análise; definir o consumidor do produto; definição de funções, requisitos e especificações; identificar possíveis causas, possíveis efeitos e possíveis causas; identificação de controles e riscos (IQA, 2008). Para que outras ferramentas possam ser utilizadas para ajudar, como o diagrama de blocos, que no caso de um sistema permite a visualização de todos os componentes envolvidos e a função de cada um deles.
Definir ações de melhoria, como otimizar processos para detecção, ou incluir um processo caso ele não exista ou, por exemplo, alterar um item eliminando o modo de falha.
ESTUDO DE CASO 1 A EMPRESA
- Setor de frotas
- Manutenção de pneus
- Origem do problema
- ANÁLISE DAS FALHAS NA MANUTENÇÃO DE PNEUS
- Elaboração do FMEA
A partir da determinação do modo de falha principal foi possível desenvolver a primeira etapa do FMEA conforme Tabela 7. Com a determinação do modo de falha foi possível dar continuidade às etapas de construção do FMEA, ou seja, identificar as causas do falha e posteriormente determinar sua ocorrência, gravidade e taxas de detecção. Para buscar as causas da condição de falha que causa danos aos pneus, foi realizada uma reunião FMEA em colaboração com uma equipe de quatro pessoas de diferentes áreas.
Todas as causas identificadas foram atribuídas utilizando a classificação 6M, onde o agrupamento facilitou a avaliação para posteriormente sugerir ações corretivas. A aplicação do diagrama de Ishikawa possibilitou completar a segunda fase identificando o conjunto de causas do modo de falha identificado, conforme Tabela 8. Para determinar os índices de severidade do modo de falha foram utilizados os critérios abordados na Tabela 9 . ...
Para definir a probabilidade de ocorrência de cada modo de falha foram utilizados os critérios constantes da Tabela 10. Os critérios utilizados para definir a probabilidade de detecção de modos de falha potenciais estão contidos na Tabela 11. A partir da utilização das Tabelas 9, 10 e 11, foi possível determinar os índices para modo de falha e em seguida os RPNs (Risk Priority Number) para ser calculado conforme tabela 12.
Para identificar e analisar quais são as causas mais críticas que contribuem para o modo de falha do sucateamento de pneus, foi utilizada a ferramenta Diagrama de Pareto, conforme Figura 17. Ao analisar os resultados do diagrama de Pareto, foi possível identificar que C13 , C4, C5, C9, C10, C8, C2 são as causas que representam 80% dos problemas, ou seja, são as que têm maior impacto na perda de pneus. Os motivos mencionados acima são definidos como prioritários, portanto é necessário tomar ações corretivas sobre os mesmos.
Ao determinar as causas prioritárias, pode-se desenvolver a fase final da construção do FMEA, que consiste em recomendar ações corretivas para eliminar ou minimizar o modo de falha. Após a utilização das ferramentas Brainstorming, Diagrama de Ishikawa e Diagrama de Pareto que contribuíram para o desenvolvimento do FMEA, é imperativo propor ações corretivas para minimizar e possivelmente eliminar o modo de falha identificado. Determinar as ações para eliminar ou reduzir o modo de falha é a última etapa do FMEA, e para o desenvolvimento foi utilizada a ferramenta 5W1H, conforme mostrado na Tabela 13.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Análise e melhoria do processo de manutenção em uma empresa de óleo e gás: Um estudo de caso. Disponível em:
Elaboração de plano de manutenção em uma empresa de pequeno porte do setor metalmecânico de Juiz de Fora baseado nos conceitos de manutenção preventiva e preditiva. Trabalho de conclusão de curso (graduação) – Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, 2016. Aplicação de ferramentas fail-safe “Poka-Yoke” como ações resultantes de FMEA de processo em unidades produtivas do setor automotivo.
Aplicação do HazOp Dinâmico na Avaliação de Perigo Operacional em Coluna de Destilação de uma Planta de Separação de Ar. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2009. desenvolvimento gerencial em manutenção industrial em busca da excelência ou classe mundial.
Alinhamento das estratégias de Planejamento e Controle da Manutenção (PCM) com os objetivos e função do Planejamento e Controle da Produção (PCP): Uma Abordagem Analítica. Monografia (Pós-Graduação “Lato Sensu” – Gestão Pública) – Instituto a Vez do Mestre, Universidade Candido Mendes, Rio de Janeiro, 2010.