Representa uma pesquisa de natureza qualitativa e, além de revisão bibliográfica e pesquisa observacional, tem como objetivo mostrar como se dá a catalogação em coleções especializadas em moda, em unidades de informação voltadas para a área de moda. O campo da moda vem sendo discutido há algum tempo como um campo de conhecimento, como evidenciado pelo fato de que em meados da década de 1980, em São Paulo, surgiu o primeiro ensino superior em moda no Brasil para atender à necessidade de formar profissionais especializados neste assunto. campo. Tendo isso em mente, o objetivo geral desta pesquisa é identificar como o vestuário é catalogado em coleções especializadas de moda.
A modateca é a biblioteca especializada em moda e tem como objetivo preservar roupas para pesquisas e prever tendências futuras em vestuário (ROKICKI, 2013); teciteca é uma coleção especial que pode ou não estar associada a uma interface de usuário, onde a substância é a principal fonte de informação e tudo o que dela pode ser extraído, desde sua estrutura até seu melhor aproveitamento. No que diz respeito à catalogação, realiza uma investigação documental contendo a sua conceituação de acordo com os livros de referência relevantes e os passos a serem seguidos para o bom desenvolvimento da atividade na prática, aborda historicamente os códigos de catalogação, explica através de um organograma como o Código de Catalogação Anglo American (AACR) e traz imagens que ilustram como é desenvolvida a catalogação de peças têxteis nas unidades de informação nomeadas que contêm um acervo especializado em moda. No Brasil, a moda surgiu como uma “ciência” na década de 1980, impulsionada pelo crescimento da indústria têxtil, que até então era dirigida por leigos e autodidatas de diversas áreas, exigindo mão de obra qualificada, segundo Pires. 2002, p.9) “recorreu-se à Academia para que esta teorizasse e sistematizasse o aprendizado do processo criativo, etapa que antecede a produção seriada do vestuário” e com a consolidação dos cursos técnicos profissionalizantes, o primeiro curso de pós-graduação em moda em 1988, diante do mercado favorável, foram criados os primeiros cursos na esfera privada, e somente em 1994 a Universidade Federal do Ceará (UFC) ofereceu o curso na esfera pública.
Ao longo de 40 anos, foram criados 191 programas de bacharelado em moda (bacharelado, licenciatura e tecnologia); No nível de pós-graduação, o primeiro curso foi criado em 2005 pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) em São Paulo. Quanto aos eventos científicos, atualmente são realizados oito, a maioria deles organizados pela Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas em Moda (ABEPEM), que se tornam espaços de encontro e discussão sobre o que vem sendo produzido nacionalmente na comunidade científica, composta por estudantes , pesquisadores e especialistas em uma área do conhecimento. Em 26 anos, os 349 médicos atuantes publicaram 1.365 artigos durante esses eventos, representando maior expressividade no número de publicações, um dos fatores que levam os pesquisadores a publicar nesses eventos é que os comitês editoriais estão mais abertos às novidades; esses encontros servem também para evidenciar a importância do processo de industrialização da moda (TREVISOL NETO; CAFÉ; SILVA, 2017). O crescimento na criação de cursos de moda estimulou pesquisas sobre os tipos de materiais estudados e para melhor desenvolvimento de novas tecnologias e tendências, coube às bibliotecas se adaptarem e incluírem em seus acervos aqueles suportes que seu público-alvo demanda. is Deve ser criada uma biblioteca especializada em moda, a chamada Biblioteca de Moda, pois, além do tradicional suporte de uma Unidade de Informação, possui acervos especiais compostos por itens relacionados à área em que atua.
Teciteca ou Tecidoteca
Roupateca (Fashion Library)
São classificados desta forma porque podem ou não estar relacionados com uma modateca, mas não constituem por si só uma unidade de informação. 30 As bibliotecas de moda não são geridas por especialistas em informação, a maioria delas são geridas por administradores e pessoas de outras áreas de formação, por isso muitas atividades técnicas relacionadas com os processos da unidade de informação não são executadas corretamente ou por vezes nem sequer são realizadas. Durante uma visita à biblioteca Fashion Kleiderei, na cidade de Hamburgo, foram descobertas as principais deficiências na organização do acervo, que não é eficaz, o que compromete a recuperação de informações e a localização das roupas que serão enviadas para empréstimo.
Uma séria desvantagem também é a falta de funcionários, principalmente funcionários qualificados para organizar e manter o acervo. Na Figura 4, as roupas não são ordenadas por classe ou tipo de item, as peças recebem um número de registro, são etiquetadas (Figura 5), mas não são ordenadas de forma lógica. Para profissionais de diferentes áreas, a comparação com as bibliotecas é válida, porque as bibliotecas de vestuário oferecem essencialmente um serviço semelhante ao oferecido pelas bibliotecas tradicionais, afirma Thekla Wilkening, cofundadora da biblioteca de vestuário Kleiderei, assim como as bibliotecas podem encontrar livros e literatura clássicos. roupas atuais, a coleção contém peças atemporais e trendy (Apêndice A).
Mas é claro que, devido à falta de serviços especializados, as bibliotecas de vestuário não podem ser consideradas bibliotecas no verdadeiro sentido. A catalogação é entendida como a descrição dos aspectos gerais de um determinado item para torná-lo único em relação aos demais, juntamente com a classificação e a indexação formam a representação da informação, principal atividade desenvolvida nas UIs atualmente, mas desde a antiguidade se discute a aplicação de técnicas de organização de coleções. Segundo Mey e Silveira (2010, p. 126), catalogação é definida como: “o estudo, preparação e organização de mensagens, com base em registros de conhecimento, reais ou ciberespaciais, existentes ou passíveis de inclusão em uma ou mais coleções”, de catalogação, é gerado um registro bibliográfico contendo um conjunto de informações relevantes para um determinado assunto, a fim de individualizá-lo entre os demais e aproximá-lo de seus similares, permitindo ao usuário encontrar o assunto desejado, bem como a descoberta de assuntos relacionados. assuntos. documentos, possibilitando a escolha do material mais adequado às suas necessidades, já que o usuário tem acesso primeiramente à representação do material e posteriormente ao item em si (MEY, 1995).
A catalogação exige certa sensibilidade do profissional que a realiza no que diz respeito ao suporte a ser catalogado. Cabe a ele conhecer pelo menos as possíveis características que o objeto pode apresentar em termos de conteúdo, pois deve garantir que as informações registradas são verdadeiras porque: “descrever e analisar o objeto sob investigação torna-o cientificamente válido através de metodologias e dá ao pesquisador uma série de elementos para criticar o documento utilizado como fonte” (ALBUQUERQUE, 2006. p.61). Segundo Mey (1995), a catalogação possui as seguintes características: integridade, clareza, precisão, lógica e consistência; A catalogação adequada deve apresentar detalhadamente todas essas características, pois a automação dos sistemas bibliotecários e a abertura do acesso à Internet tornaram possível o acesso remoto ao registro bibliográfico tanto para usuários quanto para outras interfaces de usuário. Portanto, a descrição deve ser a mais verdadeira possível para não prejudicar a comunicação entre o artigo e o usuário.
Códigos de catalogação
1949 - Por iniciativa de Lydia de Queiroz Sambaqui, do Departamento Administrativo do Serviço Público e do Instituto Nacional do Livro, é publicado no Brasil o código Normas para Catalogação de Materiais Impressos. 1961 – Realiza-se a Conferência de Paris, onde foi adotada a Declaração de Princípios de Catalogação Internacional, que ficou conhecida como “Princípios de Paris”. O evento contou com a presença de representantes de cerca de 50 países e teve como objetivo servir de base para a padronização internacional na catalogação5. Em 1969, foram publicadas as Regras de Catalogação Anglo-Americanas, resultado de pesquisas dos comitês de catalogação das seguintes instituições: American Library Association (ALA), Library of Congress (LC), Library Association of Great Britain e Canadian Library Association. regras de catalogação revisadas do Código ALA e de acordo com os princípios da Conferência de Paris.
Atualmente, o AACR2 é o código mais utilizado no Brasil por ser o mais completo e abordar os mais diversos materiais que podem ser catalogados em uma unidade de informação. 40 O Quadro 2 foi elaborado de acordo com o percurso que o item percorre na biblioteca (MEY, 1995) e com as experiências de Costa (2006) à frente da teciteca da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), em relação a Na padronização das bandeiras de tecido, cabe a cada instituição definir o tamanho adequado, e garantir que as informações necessárias para futuras pesquisas para o desenvolvimento de coleções de moda possam ser extraídas por profissionais da área. Após o processo de catalogação, os itens são preparados para serem disponibilizados aos usuários, devendo ser discutida sua disposição de acordo com o tipo de item.
Concluído o processo de catalogação e organização do acervo, os itens estão prontos para pesquisa, atingindo assim seu objetivo final para todas as entidades de informação, que é satisfazer as necessidades de informação do usuário. 10 Disponível em:
Outra falha grave diz respeito ao gerenciamento dessas interfaces de usuário, que por vezes não é realizado pelos profissionais da ciência da informação, o que compromete o processo de catalogação. Está estabelecido que o vestuário acompanha o homem desde o início das civilizações, mas a moda como a conhecemos hoje começa na Idade Média, quando o homem começou a questionar a sua existência, e a moda tornou-se um reflexo dos costumes. observou que o campo científico da moda ainda está em expansão, pois a produção científica ainda é relativamente baixa em comparação com outros campos consolidados. Embora a produção acadêmica seja pequena, a demanda por itens especializados é muito grande, sendo necessária a inclusão desses itens em coleções tradicionais, o que exige que o catalogador se especialize na área, pois, como mostrado nesta pesquisa, quando uma unidade de informação é gerenciada por leigos, muitos serviços essenciais a essas interfaces de usuário acabam não sendo implementados, criando falsas associações com o conceito de bibliotecas.
A implantação de uma biblioteca de moda como fator de desenvolvimento das indústrias de moda no Arranjo Produtivo Local do Agreste Pernambucano. PEREIRA JÚNIOR, Eraldo Isídio.Depanizze à RDA: um estudo sobre a evolução da catalogação nos cursos de biblioteconomia no Brasil. Disponível em:
É uma pena para todas as pessoas envolvidas no processo de produção e, por outro lado, a moda é divertida – todos podem experimentar de tudo, por isso alugar roupas é a melhor opção.