Esta pesquisa propõe uma reflexão crítica sobre a avaliação escolar nos 4º e 5º anos do ensino fundamental na E.M.E.F. Dessa forma, questiona-se: Como se processa a prática de avaliação de escolas nas turmas IV e V da EMEF Prof. Antonio Alves dos Santos? O objetivo principal desta pesquisa é analisar como está ocorrendo a avaliação docente e se ela contribui para a construção do conhecimento dos alunos na E.M.E.F. Prof. Antonio Alves dos Santos.
Avaliação numa perspectiva tradicional
Diante desse objetivo, Luckesi (2008, p. 35) afirma: “com a função classificadora, a avaliação constitui um instrumento estático e retarda o processo de crescimento”. Luckesi (2008, p. 32) defende que “a avaliação educacional será, assim, uma ferramenta disciplinar não apenas para o comportamento cognitivo, mas também para o comportamento social no contexto escolar”. Ou seja, o aluno.
A avaliação numa concepção crítica
Para utilizar corretamente a avaliação no processo de ensino-aprendizagem no contexto escolar, é importante estabelecer um padrão mínimo de conhecimento; as habilidades e hábitos que o aluno deve adquirir, e não uma média mínima de notas, como ocorre hoje na prática escolar (LUCKESI, 2008, p. 96). O diagnóstico é o momento de identificar as tendências, necessidades, interesses iniciais de um indivíduo, de verificar os pré-requisitos e, sobretudo, o momento de descobrir as dificuldades dos alunos, para que o professor possa melhor desenhar estratégias de ação para resolvê-las (RABELO, 1998, pág. 72). Nesse sentido, é de grande importância que a pedagogia seja libertadora, proporcionando aos alunos os alicerces para romperem as restrições do condicionamento.
A avaliação como processo de reflexão e para a ação contribui para que o professor se torne cada vez mais capaz de reunir evidências, de atingir níveis de complexidade na interpretação de seus significados e de incluí-los como acontecimentos importantes para a dinâmica do ensino. /aprendizagem (ESTEBAN, 2000, p. 24). Nessa perspectiva, é fundamental que o professor dialogue com seus alunos, para que juntos possam refletir sobre o que é importante para que ambos evoluam no processo de ensino-aprendizagem. A avaliação diagnóstica deve proporcionar ao professor o conhecimento das dificuldades vivenciadas pelos alunos e então o professor deve reelaborar suas atividades para que o aluno possa progredir no ensino e na aprendizagem.
O professor utiliza intervenções de cuidado individualizadas com diferentes atividades para que os alunos possam compreender e progredir no ensino e na aprendizagem. Nesse sentido, fica claro que não adianta simplesmente fazer uma avaliação para verificar se os alunos estão aptos a realizar determinadas atividades, mas que o professor pode desenvolver atividades que despertem o interesse do aluno em descobrir até que ponto suas habilidades estão além. .
O processo de avaliação escolar: os instrumentos de avaliação
Segundo Hoffmann (2005), o professor deve se esforçar para utilizar instrumentos que se destinem a uma maior reflexão, tanto para o aluno que precisa se conhecer, quanto para o professor que precisa ajustar as práticas. Nesse sentido, segundo Haydt (1988), é importante que a visão do professor não seja parcial, limitada, mas ampla, para não fazer julgamentos errados. Segundo Haydt (1988), a autoavaliação permite ao aluno perceber que cometeu um erro e que pode melhorar.
Percebe-se então que, segundo Vasconcellos, não adianta o professor utilizar a autoavaliação simplesmente para dar notas, é necessário um olhar minucioso sob diversos ângulos para progredir no processo de aprendizagem. A autoavaliação auxilia professores e alunos a buscarem a melhor forma de adaptação no ensino e na aprendizagem, segundo Hoffmann (2005, p. 54). Segundo alguns autores, o portfólio é uma ferramenta de avaliação que permite aos professores ter uma visão mais concreta do progresso dos alunos.
As expressões de significado dos alunos são coletadas para apoiar e complementar a análise de seu progresso (HOFFMANN, 2005, p. 133). Segundo Hoffmann (2005, p. 133-134) o portfólio ajudará o professor a delinear novos métodos “[..] pois contribuem para a compreensão do processo do aluno e conduzem o professor a novos rumos”.
A PRÁTICA DE AVALIAÇÃO ESCOLAR NA EMEF PROF
Caracterização do campo de pesquisa
No espaço físico da escola estão distribuídos os seguintes setores: 10 (dez) salas de aula parcialmente adequadas, 01 biblioteca/videoteca com pouquíssimo acervo, 08 (oito) sanitários, sendo 04 (quatro) masculinos e 04 (quatro) femininos adequados para alunos, 02 (dois) banheiros próprios para funcionários, cozinha ampla, 01 (um) almoxarifado inadequado para almoço, pois não possui ventilação necessária, 01 (um) almoxarifado para materiais diversos, pátio coberto, sala para professores, secretaria que funciona com espaço mínimo, auditório, circulação externa adequada com calçadas largas e fácil acesso para cadeirantes, mas não possui sinalização tátil ou sonora. Por isso, um dos papéis dos professores deve ser o diálogo contínuo com a orientação pedagógica para discutir os problemas enfrentados no cumprimento do seu papel e na manutenção da capacidade de gestão da sala de aula como comunidade educativa; organizar o trabalho de acordo com os tempos do espaço de formação; Da mesma forma, o papel dos alunos também deve ser bem definido, e estes alunos devem estar conscientes de suas responsabilidades para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem, pois assistem diligentemente às aulas e demais atividades oficiais e desempenham com responsabilidade todas as atividades. em que é necessária a sua participação, respeitar as normas e regulamentos da escola e contribuir para a preservação e melhoria do património da instituição é o reconhecimento dos alunos.
Segundo (PROJETO POLÍTICO PEDAGOGICO DA ESCOLA E.M.E.F. PROF. ANTÔNIO ALVES DOS SANTOS, 2017), “em relação ao aluno, caso não se justifique a ausência do mesmo após cinco dias consecutivos, a equipe da escola tomará as providências cabíveis: primeiramente dirigir-se-á ao a busca de pessoas desaparecidas através de contato com a família, por telefone ou por escrito”. A dimensão avaliativa é parte integrante e fundamental do processo educativo, portanto está interligada com a prática pedagógica, pois possibilita ajustes no trabalho realizado para a aprendizagem dos alunos. O índice de desenvolvimento da educação básica – IDEB, da referida escola apresenta resultados satisfatórios, conforme mostra a Tabela 01.
Antônio Alves dos Santos da rede municipal já atingiu a meta proposta pelo governo, mas a escola continua desenvolvendo projetos e atividades escolares que visam sempre melhorar o ensino e a aprendizagem. De acordo com as projeções do IDEB percebe-se que de acordo com os resultados obtidos houve evolução no desempenho da escola e assim ela já está atingindo a meta do governo para 2019, e hoje a escola almeja atingir a meta em 2017 de 6,0 (seis), promovendo assim o ensino.
Recortes da prática de avaliação escolar: a fala dos
Embora a escola já tenha atingido a meta de 2019, a meta é não permitir que o ritmo de aprendizagem diminua, com isso promove atividades em sua equipe que melhorem ainda mais o ensino e aprendizagem dos alunos, garantindo ensino e aprendizagem e mais alunos. A avaliação é precisa na captação de informações sobre o progresso e as dificuldades de cada aluno, tornando-se uma ferramenta de apoio ao ensino e à aprendizagem. Pelas falas dos professores, pode-se entender que todos definem a avaliação como algo importante no ensino e na aprendizagem, pois é uma ferramenta para saber se o aluno realmente conseguiu atingir os objetivos propostos pela equipe pedagógica durante suas atividades curriculares. . .
Todos os professores inquiridos consideram a sua avaliação crucial, pelo que se coloca a questão: esta visão contribui para o ensino e a aprendizagem. Todos os professores afirmaram que a concepção crítica ajuda o professor a conhecer as dificuldades dos alunos e ao mesmo tempo permite uma autoavaliação de suas práticas, e uma reconstrução do cronograma em que o professor pode acompanhar o progresso do aluno. Ou seja, é necessário que o professor pense criticamente sobre a teoria e a prática para que possa encontrar o melhor caminho tanto para o professor quanto para o aluno seguirem no caminho do ensino e da aprendizagem.
Para concluir perguntando sobre avaliação aos professores, pergunte: Que instrumentos de avaliação eles preferem durante a avaliação. De acordo com as evidências, o professor deve utilizar os instrumentos como suporte para adaptar seu conteúdo de forma significativa para o aluno, deve promover a ação mediadora entre o ensino e a aprendizagem, para que o aluno possa se desenvolver na criação de sua atividade escolar dentro ou fora da escola.
Recortes da prática de avaliação escolar: a fala dos alunos
É questionado aos alunos como os alunos definem a avaliação escolar, sendo suas respostas verificadas na Tabela 04. Nesse sentido, as respostas dos alunos nesta tabela contrastam com as afirmações dos professores entrevistados, e coincidem com uma avaliação tradicional que o aluno é chamado de testado. , onde as avaliações servem para saber o que os alunos aprenderam. O acompanhamento dos alunos em projetos e pesquisas é orientado pela proposição de critérios que são discutidos e estabelecidos com os alunos antes de iniciar o processo.
A esta questão, todos os alunos responderam que o professor os avalia de acordo com o seu comportamento, mas com base nas notas dos testes, apenas um aluno respondeu que o professor faz perguntas orais direcionadas de mesa em mesa, toma notas das atividades, vê que os professores fazem não apresentam a sua atitude em relação à sua avaliação, eles julgam a forma como pensam que o professor dá essa avaliação. Nesse sentido, é notório que o comportamento é mais importante que a aprendizagem, e novamente é perceptível pela fala dos alunos que seus professores apenas avaliam notas de testes, embora alguns dos alunos possam ver isso de forma diferente, o que permanece evidente e que a avaliação não está claro, os alunos não conhecem completamente os critérios de avaliação. O Gráfico 03 mostra que, apesar dos problemas com as autoavaliações, eles aprendem muito, os alunos fazem uma autoavaliação de tudo o que aprenderam durante o ano e escolhem uma nota de zero a dez.
Para os alunos, a classificação é algo que eles têm de fazer, mais concretamente uma prova, que os professores utilizam para dar notas para que possam passar no final do ano. As descrições dos alunos também nos mostram uma prática tradicional em que o aluno é testado, e que a avaliação tem apenas a função de verificar o que os alunos aprenderam. As falas dos alunos mostram que os alunos, mesmo estando na mesma turma e na mesma idade, não aprendem da mesma forma.
Quanto à sua autoavaliação, 67% dos alunos, ou seja a maioria, dariam-lhes nota dez mesmo sabendo que não aprenderam o suficiente, o que se justifica pelo facto dos alunos saberem que as notas afetam a sua escola vida, mas na opinião deles, se o professor desse apenas 20%, continuariam com dez.
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