Adotou-se como instrumento de pesquisa um questionário aplicado aos voluntários do projeto Turma da Leitura (TL). A pesquisa trata da leitura terapêutica, ressalta-se que as pessoas leem de acordo com aquilo com que se identificam, esta é uma seleção subjetiva. Esta pesquisa surgiu do voluntariado no projeto Turma da Leitura (TL), organizado pelo professor Dr.
Portanto, o objetivo geral é discutir a prática da biblioterapia utilizada no Hospital Oncológico Infantil da cidade de Belém por um grupo de voluntários do projeto Turma da Leitura. Isso aconteceu para que o incentivo e a localização da leitura fossem além da informação ou do entretenimento para as pessoas hospitalizadas. A biblioteca em questão era o Hospital Mc Lean onde “começou um programa envolvendo os aspectos psiquiátricos da leitura” (RATTON, 1975, p. 199).
Biblioterapia no Brasil
Universidades que ministram a matéria biblioterapia
Entre as universidades que ensinam biblioterapia ou áreas afins estão: a Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a Universidade Federal da Paraíba ( UFPB) e Universidade de São Paulo (USP). Nesta instituição, o curso é optativo e tem carga horária de trinta e seis horas, e a descrição do ensino tem como foco os fundamentos filosóficos da biblioterapia. Nesta obra de Souza; Gonzalez e Sanches (2018) relatam que dividiram o uso da biblioterapia em quatro momentos distintos: uma sessão de relaxamento, leitura de uma história, apresentação de um curta-metragem e uma atividade lúdica além de compartilhar ideias e sentimentos após a experiência.
O próximo subcapítulo exporá as instituições que oferecem a disciplina de biblioterapia em algumas universidades do Brasil.
Projetos biblioterapêuticos desenvolvidos por universidades brasileiras 20
Portanto, como parte do desenvolvimento deste projeto de extensão, pretende-se alcançar um nível satisfatório de interação entre os pacientes e as leituras/histórias contadas. Segundo a UNIFOR, esta instituição está localizada em Minas Gerais e existe um projeto de extensão chamado Leitura: asas da liberdade coordenado por Tânia de Fátima Gontijo Fonseca e Margarida Rodrigues Torres. Segundo a UFOP, há também um projeto de expansão sob orientação da psicóloga Patrícia Ribeiro e da assistente social Claudia Maciel Enes, do Centro Médico da UFOP.
O projeto foi realizado de maio a dezembro de 2016 e envolveu professores e alunos do curso de Biblioteconomia da UFPB.
Principais autoras brasileiras que escrevem sobre biblioterapia
No próximo capítulo, foi discutido que esta ciência está relacionada à cognição e às emoções de cada pessoa que utiliza a leitura para fins terapêuticos. Após a discussão internacional sobre a história da leitura terapêutica, tornou-se necessário compreender como a técnica de leitura proporciona melhorias psicológicas, por isso falaremos sobre como se dá o processo cognitivo nos indivíduos e a que ele está relacionado. Ao ler você pode ajudar seu filho a entender porque sua rotina vai mudar, desta forma você usaria emoções e comparação, capacidade cognitiva para entender sua nova rotina, por exemplo não ir mais à escola.
A leitura pode ser aconselhada para extroverter o paciente e aumentar seu interesse por algo fora dele” (PEREIRA, 1996, p. 61). Se o usuário for incentivado a comparar suas ideias e valores com os do autor, isso poderá resultar em uma mudança de atitude” (PEREIRA, 1996, p. 63). Os primórdios da leitura como arte podem ser observados em “alguns grupos terapêuticos (que) têm origem nas peças gregas, nas peças medievais e nos encontros religiosos, bem como na biblioterapia” (PEREIRA, 1996, p. 41).
Uma crítica que pode ser feita à situação é que “os bibliotecários deveriam abordar a biblioterapia mais como uma atividade recreativa e ocupacional do que como uma atividade terapêutica que pode fazer parte do seu programa médico ou servir como um possível caminho para a educação individual adicional” (PEREIRA , 1996, pág. 51). Porém, antes de “uma investigação das necessidades do usuário” (GRASSELLI, NUNES, 2015, p. 41), isso ocorre porque o conhecimento a ser transmitido no caso da biblioterapia exige uma triagem mais criteriosa, pois “é uma arte de curar os doentes lendo”. Enfatiza-se a necessidade de compreender a psicologia, pois o “trabalho de aconselhamento do leitor e da biblioterapia, com atenção voltada às necessidades dos indivíduos, geralmente se aproxima do aconselhamento psicológico” (PEREIRA, 1996, p. 48).
Nesse sentido vemos que “a tendência da biblioterapia é alcançar muitas outras áreas do conhecimento […] ela é clara e deve ser desenvolvida como uma atividade interdisciplinar” (PEREIRA, 1996, p. 38). Ressalta-se que assim como o farmacêutico estuda a composição dos medicamentos e pode recomendar um para dor de cabeça, por exemplo, cabe ao bibliotecário, desde que tenha familiaridade com a leitura e com o problema psicológico do indivíduo, apontar livros. que pode ajudar a melhorar seus problemas emocionais.
Terapia e a biblioterapia
Pereira enfatiza a importância e a atenção dada à profissão quando afirma que o profissional “é ou deveria ser um instrutor profissional maduro, responsável pelo desempenho competente de uma tarefa importante” (1996, p. 65). Após apresentar o bibliotecário como mediador da biblioterapia acima, serão discutidas terapia e biblioterapia para melhor compreensão desses dois aspectos. Além de ser realizada através de diferentes expressões, seja música, pintura, jogo, entre outras, neste trabalho trataremos especialmente da leitura verbal e visual realizada através da biblioterapia tendo o bibliotecário como profissional atuante.
Os especialistas também entendem que a biblioterapia ocupa “uma parte da organização social que cresceu e se diversificou para atender às mudanças e necessidades psicossociais” (PEREIRA, 1996, p. 52). Portanto, para o desenvolvimento eficaz da biblioterapia, é importante ter material adequado ao seu público, o que significa que este ambiente significa a presença de uma biblioteca ou brinquedoteca adequada, onde as crianças que a visitam regularmente encontrem alegria e sejam incluídas como pássaros. O médico norte-americano Benjamin Rush já declarava em 1802 que “para diversão e instrução dos pacientes de um hospital, uma pequena biblioteca deve, por todos os motivos, fazer parte do mobiliário” (PEREIRA, 1996, p. 37).
E com isso pode-se dizer que “a biblioteca grupal não utiliza apenas o material, mas o próprio grupo para facilitar o crescimento individual, para que a tensão terapeuta-cliente seja confortável” (PEREIRA, 1996, p. 50). Dessa forma, podemos conceituar “A biblioterapia como uma atividade interessante e desafiadora para o bibliotecário, pois dá vida à palavra impressa e seu impacto na personalidade individual pode ter efeito curativo” (PEREIRA, 1996, p. 47). . Biblioterapia, leitura terapêutica, benefícios da leitura, biblioterapia hospitalar, biblioterapia clínica, bibliotecário, mediação, uso de biblioterapia e também autores como: Abreu et al Bortolin, (2014), Caldin(2010), Guedes (2013), Leite.
No segundo momento procuramos discutir o objetivo específico b) que analisa o papel do bibliotecário como mediador da biblioterapia;. Este questionário foi criado em duas partes, a primeira foi elaborada pelo autor e a segunda foi baseada num questionário encontrado no livro de Pereira (1996, p. 85) e as informações recolhidas nesta fase serviram para tentar compreender os problemas vividos pelos Eu e os voluntários do TL descobrimos quais estratégias eles usavam para aplicar a biblioterapia.
Elaboração do questionário
No segundo momento procuramos discutir o objetivo específico b), que analisa o papel do bibliotecário como mediador da biblioterapia; .. E no terceiro momento desta pesquisa tentamos solucionar o objetivo c) para isso foi aplicado um questionário aos voluntários do TL, conforme descrito no APÊNDICE A. Após os voluntários responderem ao questionário, decidiu-se que durante a apresentação do os resultados e descrição desta pesquisa; suas identidades seriam mantidas em sigilo e para fins de identificação foram listados como voluntários 1 a 12. O objetivo desta segunda parte foi descobrir se os livros/palestras disponíveis no hospital são condescendentes com as necessidades dos pacientes.
Formação das categorias de análise
Na primeira questão do questionário foi verificada a formação dos voluntários do projeto de orientação de LT. Verificou-se que 25% dos voluntários possuem formação em biblioteconomia, por se tratar de um projeto de extensão oriundo da Faculdade de Biblioteconomia (FABIB). Após relatar o tempo de participação dos voluntários, procuramos saber o quanto a biblioterapia aplicada formou o grupo de cada sessão.
Para responder à primeira parte da questão desta categoria, foi criado o Gráfico 5 e as respostas dos voluntários foram divididas em “sim”, “não” e “às vezes”. É importante ressaltar que quanto mais responsáveis legais participantes nas sessões ajudam e melhoram a interação das crianças, para que elas se sintam mais acolhidas e dispostas a se comunicar com os voluntários. Em outro momento, um dos voluntários que respondeu sim relatou que a preocupação do responsável mostrava que a criança estava bem instalada no espaço de recreação e às vezes os próprios pais pegavam os brinquedos para chamar a atenção e torná-los mais ativos para posteriormente participarem da atividade biblioterapia.
E outras vezes havia pais que participavam intensamente dos momentos recreativos e não deixavam os filhos aos cuidados de voluntários nas horas vagas. Os voluntários 2 e 4 definiram a interação dos pais como positiva, afirmando que conversaram, foram “receptivos” e demonstraram aplicação da atividade. Os voluntários 1, 2, 3 e 4 fazem definição semelhante, citando o relacionamento como ‘bom’ e dizendo que tentaram ‘apoiar a atividade’, além de fornecerem instruções e orientações gerais sobre cuidados de saúde em relação à realização da atividade . .
O Voluntário 6 definiu o projeto como “recompensador” e os Voluntários 2, 9, 11 e 12 definiram os relacionamentos em geral como positivos, fossem eles bons ou ótimos. O voluntário 10 respondeu que sim. O voluntário 10 diz que se lembra de ter lido um livro em que aparece “uma joaninha muito pequena, mas muito corajosa”.
Discussão geral dos resultados: dificuldades e estratégias identificadas
Com base na tabela 2, pode-se concluir que, a partir das dificuldades encontradas, é possível tomar uma solução para tornar mais eficaz a aplicação da biblioterapia. A pesquisa acompanhou a atividade dos principais aplicadores da biblioterapia e identificou informações sobre os voluntários, as pessoas que trabalham utilizando essa terapia no HOI de Belém. O estudo revelou que a maioria dos candidatos à biblioterapia são estudantes de ciências da biblioterapia que procuram atividades relacionadas à natureza, além de uma atividade social; que, em média, participam da atividade há um ano; e que geralmente atendem duas crianças por sessão.
O objetivo específico c) coletou seus dados através de um questionário aplicado aos voluntários do projeto biblioterapêutico denominado: Leitura multidão, esse grupo trabalhava em um hospital oncológico infantil na cidade de Belém e os principais pontos questionados foram se as dificuldades que os voluntários tiveram durante a aplicação da biblioterapia e quais estratégias utilizaram para superar as barreiras vivenciadas durante a aplicação da recreação. Na aplicação da biblioterapia foram percebidas dificuldades como o analfabetismo e o desinteresse de alguns presos, por isso foram utilizadas outras atividades e/ou o uso de brinquedos para ganhar confiança e atraí-los para os livros e atividade biblioterápica. A aplicação da biblioterapia cumpre seu papel proporcionando um tratamento mais humanizado que melhora a permanência dos presos no hospital porque na maioria dos casos o atendimento é estritamente técnico e por isso a biblioterapia busca proporcionar entretenimento ou ensino de forma que proporcione um serviço social . Para a comunidade hospitalizada.
Uso da biblioterapia em pacientes pediátricos: o caso do Projeto Biblioteca Viva em Hospitais. Disponível em:
Foi publicada a tese de doutorado Biblioterapia: Um Estudo Teórico e Clínico - Experimental, de Caroline Shrodes, que lança as bases da estrutura científica da biblioterapia. Uma terceira pesquisa realizada pelo Comitê de Biblioterapia da ALA em um grupo concluiu que a biblioterapia reflete a pesquisa filosófica durante os últimos 30 anos de estudo. Parece que muito tempo foi gasto para fornecer uma base ampla para o desenvolvimento da Biblioterapia como campo, incluindo a compreensão de programas sobre o assunto.
Rhea Rubin publica a obra Usando biblioterapia: um guia de teoria e prática, na qual sistematiza e esclarece conceitos e práticas da biblioterapia. biblioterapeutas treinados com padrões e certificados.