AULAS DE CIÊNCIAS ALÉM DO LIVRO DIDÁTICO EM UMA ESCOLA DO CAMPO DA TRANSAMAZÔNICA, URUARÁ (PA). Aulas de ciências fora do livro didático em uma escola da zona rural da Transamazônica, Uruará (PA) / Bruna Angélica Alves dos SANTOS. O presente trabalho tem como foco principal as metodologias de ensino de ciências em uma escola rural.
O problema de pesquisa é: como uma turma diferenciada pode contribuir no processo de ensino e aprendizagem na disciplina de ciências nos últimos anos do ensino fundamental. Palavras-chave: Ensino de ciências; Livros didáticos; diferentes metodologias; aula de campo; projeto de intervenção. 1 Graduação em Educação do Campo - ênfase em Ciências Naturais pela Universidade Federal do Pará.
Portanto, buscamos responder ao seguinte problema de pesquisa: como uma sala de aula diferenciada pode contribuir para o processo de ensino e aprendizagem na disciplina de Ciências nos anos finais do Colégio José Bonifácio? Além deste texto introdutório, o artigo está organizado em seções: na primeira apresento um resumo do ensino de ciências no Brasil, na segunda apresento uma discussão sobre o ensino de ciências nas escolas rurais e no terceiro tópico é discutida a questão dos livros didáticos. . para escolas rurais e o quarto e último é um diálogo sobre a utilização de metodologias diferenciadas para o ensino de ciências. Para falar sobre o ensino de ciências nas escolas rurais, precisamos entender como se deu o processo histórico dessa disciplina no Brasil.
Mas o ensino de ciências, mesmo com tantas mudanças, ainda precisa ser melhorado, ainda mais se nos referirmos àqueles desenvolvidos nas escolas rurais. Torna-se cada vez mais necessário discutir o ensino de ciências desenvolvido nas escolas rurais. Conforme aponta a LDB, o ensino de ciências nas escolas do campo deve formar cidadãos críticos e conscientes, por meio de práticas que associem conteúdos e assuntos do cotidiano.
Com isso, fica claro que o ensino transferível ainda prevalece nas práticas de ensino da disciplina de ciências nas escolas, que são baseadas no livro didático. O ensino de ciências naturais enfrenta atualmente um grande impasse, pois o que se observa é uma repetição de conteúdos que não garante a educação para a cidadania aos estudantes rurais. Porém, sabe-se que a realidade das escolas rurais ainda é baseada em um ensino muito isolado e ‘tradicional’, onde o professor trabalha sozinho e com uma metodologia sempre a mesma, o que faz com que os alunos não tenham interesse em aprender a disciplina das ciências.
Diante da necessidade de adaptação, o livro didático para escolas rurais surgiu através das reivindicações dos movimentos sociais que visavam a melhoria da educação rural. Como observamos, o processo histórico do ensino de ciências no Brasil não se concentrou em métodos específicos e diferenciados, e o livro didático tinha um grande aliado na ideia de “detentor do conhecimento”. Nesse sentido, acreditamos que as aulas de campo contribuem muito para a melhoria do ensino de ciências e do processo de aprendizagem, principalmente no meio rural.
Outra metodologia que pode contribuir no processo de ensino e aprendizagem de ciências é o Projeto de Intervenção.
Abordando os materiais sintéticos e naturais por meio da aula de campo
Com base nas afirmações do autor, pode-se concluir que a utilização das aulas tradicionais como única e principal estratégia de ensino pode explicar parcialmente os baixos índices de sucesso de alguns alunos no ensino de ciências do sexto ano da referida escola. Nesse sentido, quando estava no comando, pude apresentar estratégias de ensino que incentivassem tanto a interação quanto o desenvolvimento dos alunos, a fim de melhorar e superar deficiências, e mostrar formas alternativas de complementar o ensino tradicional. Foram aulas práticas com recursos simples e acessíveis, que trouxeram muitos resultados positivos, tornaram as aulas mais dinâmicas e estabeleceram uma relação importante entre o aluno, o conteúdo discutido e seu modo de vida, o que possibilitou a troca de conhecimentos entre o aluno e o professor.
Para finalizar o conteúdo, foi elaborada uma atividade de perguntas e respostas para verificar se entenderam e se ainda tinham dúvidas. Acredito que os resultados foram positivos, tanto no processo de ensino quanto na aprendizagem, pois todos os alunos responderam à atividade e quiseram discutir o tema. Diante do exposto, pude compreender que a experiência da aula de campo possibilitou perceber sua importância para o processo de ensino e aprendizagem na educação científica, pois proporcionou uma aproximação entre o conhecimento da disciplina em sala de aula e o cotidiano. de estudantes.
Surgiram alguns problemas no desenvolvimento da aula de campo, nomeadamente no planeamento, pois teve que ser considerada como uma aula de campo sem recursos financeiros da escola, e no desenvolvimento do trabalho, o principal desafio foi a falta de apoio por parte da escola. outros professores. escola. No começo fiquei intimidado pelo medo de não conseguir coordenar todos os alunos sozinho, mas os alunos seguiram todas as regras e tudo transcorreu de forma harmoniosa e divertida, o que tornou muito gratificante ver os alunos explorando com entusiasmo o terreno da escola. e criatividade e, o mais importante, compreender e relacionar o conteúdo com a sua vida cotidiana. A partir da aula citada foi possível constatar que ela é eficaz e importante para a aprendizagem dos alunos, mas que ainda há muito espaço para melhorias, principalmente se todos os envolvidos na escola se comprometerem a ajudar, analisar quais são os obstáculos e como para reduzi-los. para que as aulas de campo possam fazer parte do cotidiano dos alunos todos os dias, pois existem locais adequados para isso, e deve-se levar em conta que não é necessário ir muito longe para realizar as aulas, afinal, qualquer saída do instalações para fins de estudo são consideradas uma aula de campo.
A blitz como estratégia para o ensino de reciclagem
Logo após, houve um diálogo em que os alunos mencionaram exemplos do ambiente em que viviam, em contraste com o texto lido, após o qual foram ditadas algumas perguntas sobre o mesmo, às quais os alunos deveriam responder. Nesta aula foi possível sentir que os alunos estavam interessados e curiosos em buscar novos conhecimentos. Na continuação da aula, os alunos foram incentivados a pensar como e onde são produzidos produtos como plástico e medicamentos e as consequências dessa produção.
Foi solicitado aos alunos que organizassem suas carteiras em círculo para que pudesse haver uma leitura e debate sobre o tema, nesse momento surgiram muitas dúvidas e curiosidades pois quando a professora explicava o conteúdo os alunos começaram a ver. Neste tópico, muitos deles ficaram entusiasmados em descobrir como esses produtos eram produzidos e preocupados com as consequências que causavam. Após a explicação dos alunos, foram dadas orientações para o desenvolvimento das atividades extracurriculares: os alunos deveriam confeccionar produtos e brinquedos com materiais reciclados, além de cartazes com frases, fotos e imagens sobre a importância da reciclagem, reutilização e redução. . No dia das aulas, todos os alunos (com autorização da direção escolar) caminhavam da escola até o supermercado.
Entre as questões, os alunos devem descobrir o que podem mudar para reduzir os problemas causados pelo desperdício e o que podem fazer para chamar a atenção das pessoas, a começar pelos familiares, sobre o cuidado com o meio ambiente. Para desenvolver este trabalho, a principal dificuldade encontrada foi a falta de tempo para produzir os materiais que seriam apresentados na blitz ecológica. Inicialmente pensava-se que os alunos realizariam esta atividade em sala de aula e coletivamente, mas não foi o caso. possível, pois na sala só conseguiam explicar o conteúdo, por isso foi solicitado que confeccionassem esses materiais em casa. Depois de alguns dias, a professora avaliou o conteúdo das diferentes aulas e o resultado foi muito positivo, pois todos os alunos quiseram responder às dúvidas da professora.
Na avaliação, por meio de um diálogo estabelecido com os alunos e a professora, os relatos mostraram que foi uma atividade satisfatória, pois combinou elementos teóricos e práticos de um assunto tão relevante e presente na comunidade onde a escola está inserida . A realização da pesquisa pode mostrar que a utilização de livros didáticos é um assunto complexo, pois requer uma ampla discussão sobre a melhor forma de ensino e aprendizagem dos alunos. No entanto, o livro didático pode ou não ser eficaz dependendo de como os professores trabalham com ele.
Através das duas metodologias pude constatar que a construção do conhecimento vai além da simples transmissão de conteúdos, pois os alunos conseguem desenvolver suas potencialidades, ao lado do desenvolvimento de outras competências, e contribuir para a formação de cidadãos críticos por meio de disciplinas científicas. . A prática dessas aulas fez com que os alunos se engajassem em seu aprendizado, tornando-se aliado do professor, participando das aulas, sugerindo, questionando, debatendo e, principalmente, valorizando a sua própria realidade. Mostrar que o recurso diferenciado, além do livro didático, também é capaz de trabalhar conceitos baseados nos problemas do cotidiano do aluno; fomentar a curiosidade; favorecer uma melhor fixação dos conteúdos envolvidos no ensino de ciências, além de fazer com que os alunos se sintam agentes ativos no seu processo de ensino e aprendizagem.
Com base neste estudo, podemos concluir que outros recursos, além do livro didático em sala de aula, podem alcançar resultados positivos quando saímos do ambiente. A partir dos resultados obtidos, foi possível concluir que, além do livro didático, as aulas de ciências proporcionam uma forma mais atrativa de ensino dos conteúdos.