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universidade federal do pará

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Academic year: 2023

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Agradeço ao meu querido pai Pedro Ribeiro, por sempre cuidar de mim, tenho o privilégio de ser sua filha, senhor. Agradeço também ao meu líder Presbítero Sebastião Abreu e sua digníssima esposa Maria Suely por serem benção de Deus em minha vida.

CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Neste sentido, este trabalho final pretendeu refletir sobre as questões de género elaboradas pelos alunos do ensino básico, pelo que formulei as seguintes questões: Como se dá a discussão de género no ensino primário? Como as questões de género se constituem nas escolas primárias em todas as disciplinas e como esses debates afectam os alunos.

MOVIMENTOS TEÓRICO-METODOLÓGICOS DA PESQUISA

  • Alguns elementos da arqueologia e da genealogia
  • Currículo em evidência no âmbito educacional
  • Historicizando Gênero
  • Gênero como constituição discursiva: desafios e possibilidades

Fischer (2001), ao se referir ao discurso na visão de Foucault, destaca que “não há nada atrás das cortinas, nem debaixo do chão por onde caminhamos. Diante dessa consideração, podemos compreender que o currículo escolar, baseado nas relações sociais, se constitui a partir de uma relação de poder, na medida em que “o currículo, visto como um texto, como um discurso, como uma matéria significativa, não pode ser separada das relações de poder", já que essas relações de poder "foram centrais para o projeto educativo crítico" (SILVA, 2003, p. 24). Guacira Louro (1997), indica que o conceito de gênero com o qual trabalha, teve suas origens no movimento feminista contemporâneo, que ganhou visibilidade no Ocidente a partir do século XIX.

Nessa linha de pensamento, as relações de gênero não podem ser pensadas como demarcadoras se há espaço para os dominantes versus os dominados, uma vez que no exercício do poder existem correlações de forças que dão possibilidade de resistência (BRÍCIO, 2010). Nota-se que os conceitos de género variam não apenas entre sociedades ou momentos históricos, mas também dentro de uma determinada sociedade, de facto. Portanto, podemos ressaltar que a discussão sobre gênero está interligada a todos nós, sujeitos envolvidos em diferentes relações sociais e em diferentes instituições.

Nos últimos trinta anos, o conceito de género ganhou significativa visibilidade no meio académico, bem como nos movimentos sociais, nas organizações não governamentais e no activismo político-partidário, e também ocupou um lugar importante nas políticas públicas. Várias iniciativas foram tomadas para promover a igualdade de género e os direitos sexuais das chamadas minorias (p. 78). Devo confessar que minha intenção inicial era realizar uma pesquisa apenas entre jovens do ensino médio, pois minha intenção era evidenciar as questões de gênero que esses sujeitos apresentam.

Entende-se que a Escola Benvinda também estava em reforma na época, mas fui autorizado a realizar a pesquisa à noite, pois era considerada melhor para explorar questões de género entre os jovens. Após uma breve discussão do referencial teórico-metodológico e da construção do objeto de pesquisa, analiso em seguida as entrevistas realizadas com os sujeitos escolares, destacando como as questões de gênero emergem nos enunciados dos sujeitos escolares, e como problematizo a composição de forças. em que consistem.

ESCOLA, CURRÍCULO E RELAÇÕES DE GÊNERO NO DISCURSO DOS

Os 31 terrenos onde actualmente funciona a escola pertenciam ao “Tiro de Guerra”2, terreno este solicitado pela Câmara Municipal da época, na pessoa do Sr. Assim, além da grandiosa estrutura física, o nome da escola. recebida foi em homenagem à falecida professora “Benvinda de Araújo Pontes”, que era filha de uma família tradicional de Abaetetuba, que na juventude recebeu formação no Instituto de Educação do Pará e durante anos trabalhou como enfermeira. Após oito anos de falecimento, a escola recém-construída recebeu o nome de "Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Profª Benvinda de Araújo Pontes", prestando assim uma homenagem a esta professora que foi inesquecível para a educação em Abaetetuba (PPP para Escola Benvinda de Araújo Pontes.

2 O Tiro de Guerra (TG) é o órgão de formação da reserva que possibilita aos recrutas ainda não inseridos em organizações militares da ativa a prestação do serviço militar inicial nos municípios onde residem. O tiro de combate exige que o atirador participe de atividades específicas das Forças Armadas por um período de 6 a 10 meses. Disponível em: http://www.eb.mil.br/web/ingresso/duvidas-mais-frequent?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_101_struts_action=%2Fa sset_publisher%2Fview_content&_101_assentEntryld=5948246&_101_type=content &_ 101_ urlTitle=tiro de guerra - 1&inheritRedirect=true.

Segundo informações divulgadas no site Escola3, a escola Benvinda de Araújo Pontes funciona atualmente em três turnos – matutino, vespertino e noturno – nos quais oferece educação de jovens e adultos (EJA) nos ensinos fundamental e médio. Além das seguintes instalações; 27 salas de aulas, sala de reuniões, sala de professores, laboratório de informática, laboratório de ciências, sala polivalente para atendimento educativo especializado (AEE), quadro desportivo coberto, cozinha, biblioteca, casa de banho do edifício, casa de banho adequada para alunos com necessidades especiais ou mobilidade reduzida , secretaria, arrecadação, armazém, auditório, esplanada coberta, zona verde e conta com 131 colaboradores. Com base nas informações descritas, cabe ressaltar que a escola Benvinda de Araújo Pontes se consolidou como uma instituição de ensino de extrema importância para o município de Abaetetuba, que forma jovens abaetetubantes desde 1999.

A Equipe Pedagógica frente às questões de gênero

No tópico a seguir analiso algumas falas do subgerente e da coordenadora pedagógica da noite. 33 Neste tópico problematizo as falas relacionadas às questões de gênero emitidas pela Subgerente e Coordenadora Pedagógica da noite. A partir das entrevistas realizadas com um Subgerente e Coordenador Pedagógico da EEEFM durante o período noturno, Prof. Benvinda de Araújo Pontes, é possível evidenciar que as questões de gênero não fazem parte do currículo oficial da instituição.

Nesse sentido, a vice-diretora afirma que não há nenhum conteúdo nas disciplinas escolares ou qualquer projeto específico na escola que abra espaço para debates ou conversas rotineiras com os alunos sobre gênero. Embora as questões de género não estejam oficialmente incluídas no currículo escolar, as disciplinas são preparadas todos os dias. A atividade consistiu em trabalhar com os alunos a importância do Dia da Consciência Negra, mas sem articulá-lo com questões de gênero.

Portanto, mesmo que as questões de gênero não façam parte oficialmente do Currículo da escola, a fala da subgerente deixa claro que ela está preocupada com esta situação. Neste discurso, o coordenador pedagógico afirma que considera importante levar o debate sobre as questões de género aos jovens estudantes. Por mais que a subgerente demonstre preocupação em lidar com as possíveis situações que os alunos trazem para a escola, vejo que ainda há um longo caminho a percorrer para que a escola básica seja referência quando se trata de questões de gênero.

As relações de gênero para os estudantes

Nas duas primeiras falas, os alunos demonstram um interesse superficial pela discussão das questões de gênero. Portanto, é necessário que a equipe pedagógica das instituições escolares esteja atenta às particularidades dos alunos, procure saber em quais grupos os jovens se enquadram, para traçar estratégias eficazes para que os debates sobre as questões de gênero possam ser conduzidos. na escola. Se a discussão das relações de gênero fizer parte da rotina dos estudantes, eles poderão falar positivamente sobre os assuntos e não mais ver isso como uma imposição ou de outra forma negativa.

O que posso afirmar, porém, com base nas entrevistas que realizei, é que até o momento da realização da pesquisa (novembro de 2018), ainda não existia nenhum projeto que visasse realizar a discussão das questões de gênero com os estudantes, os raros diálogos que ocorrem em algumas disciplinas como biologia e filosofia. Voltando ao propósito da pesquisa com o intuito de identificar como se dá a discussão de gênero nas escolas primárias, destaco que os resultados obtidos indicam que a temática de gênero não faz parte do currículo oficial dos alunos, não há projeto concreto que trata do assunto. As questões de género só são discutidas com os jovens estudantes em momentos de necessidade, como quando surge uma situação na escola ou com um determinado aluno.

Para refletir sobre as questões de gênero destacadas pelos sujeitos da escola básica, destaco que através das entrevistas percebi que a vice-diretora quer manter um relacionamento cordial com os alunos, ela enfatizou que na medida do possível ela quer responda às perguntas dos jovens, tenha cuidado com o que fala e como fala, para não transmitir suas crenças pessoais aos alunos. A coordenadora pedagógica é mais reservada em discutir gênero na escola, embora essa tarefa não seja rotineira, a educadora admite que é preciso discutir gênero na escola. Quando procuro verificar como essas questões mencionadas refletem na vida dos alunos do ensino fundamental, aponto que, por o gênero não fazer parte do currículo escolar, alguns alunos acabam desconhecendo a importância dos debates constantes na escola.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

47 como educadores vemos o debate com outros olhos, mais do que nunca é necessário conversar com os alunos da escola pública sobre gênero, sexualidade e tudo o que cerca esses assuntos. A partir dos resultados obtidos, muitas outras questões podem ser consideradas; a priori é preciso refletir sobre possíveis estratégias para que a temática de gênero seja envolvida no debate do currículo do ensino médio da escola pesquisada e também de outras escolas do município. Para tanto seria interessante que houvesse na escola pelo menos um projeto que tratasse de questões de gênero, com toda certeza a escola só será beneficiada, pois formará cidadãos críticos, sem sexismo, preconceito, misoginia, enfim, tudo o que nos viu em nossa situação atual.

Entre o secular e o religioso: as injunções do discurso sobre género e sexualidade num currículo para normalizar aspectos da vida cívica. A pesquisa sobre juventude e relações de gênero na escola vem sendo desenvolvida na Universidade Federal do Pará sob orientação da Profª. Vilma Nonato de Brício, que tem como objetivo proporcionar aos futuros educadores formas de promover a discussão do tema no ambiente escolar.

A investigação pretende compreender como os jovens compreendem as questões de género, com o objetivo de contribuir para melhorar a discussão sobre este tema. As conversas serão conduzidas com a Gerência e Coordenação Educacional da Escola e não interferirão no andamento das atividades e programas que este departamento tem desenvolvido. Será utilizado um nome fictício para identificar cada participante da pesquisa, mantendo o sigilo.

Referências

Documentos relacionados

Assim, analisando o contexto atual referente a área da Educação Especial, e realizando uma relação com o currículo do Curso de Pedagogia do Campus Universitário de Abaetetuba,