EDUCAÇÃO DO CAMPO E MULTI-SERIADA: A PRÁTICA DOCENTE E O DESAFIO DO PNAIC EM UMA ESCOLA DE BARCARENA-PARÁ. É preciso entender que a educação rural não surge de um vácuo nem é uma iniciativa de política governamental, mas surge de um movimento social, da mobilização dos trabalhadores rurais, das lutas sociais. Educação rural multisseriada; a prática dos professores e o desafio do PNAIC em uma escola de Barcarena – Pará.
Concluiu-se que há necessidade de uma formação de acompanhamento mais robusta, em que os coordenadores do PNAIC no município ouvissem as reclamações e dúvidas dos professores da área. Educação rural multisseriada; a prática dos professores e o desafio do PNAIC em uma escola de Barcarena-Pará. A escolha do tema “EDUCAÇÃO DO CAMPO E MULTISERIA: A prática dos professores e o desafio do PNAIC em uma escola de Barcarena-Pará” também é uma forma de tentar compreender os conceitos trabalhados pelos segmentos envolvidos nesta modalidade. .
Além disso, o tema em questão desperta meu interesse, pois fui aluno de turmas multisseriadas e tenho muita vontade de seguir minha prática docente para melhorar essa realidade na educação do campo. Além disso, a proposta de pesquisa consistirá em um estudo teórico e de campo que buscará subsídios para apoiar as práticas dos profissionais que atuam na educação do campo em salas multisseriadas, tornando-a uma fonte relevante de conhecimento para a comunidade acadêmica que contribui para a educação, com o escola, a comunidade e a universidade. O ponto de partida das diretrizes são as expectativas de aprendizagem apresentadas pelo grupo de coordenação de campo da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), onde os professores participam de treinamentos de dois meses na sede do município.
Para consolidar a pesquisa de campo, a coleta de dados foi realizada por meio de entrevista semiestruturada, com 25 questões, com professores, onde foi possível acessar a percepção desses professores em relação à educação rural e plurianual, bem como os desafios que enfrentam. face. a realidade de suas práticas.
EDUCAÇÃO NO CAMPO, A PROPOSTA DO PNAIC
Os desafios encontrados na realidade do ensino na educação do campo permeiam o professor e o aluno, levando a um processo de ensino-aprendizagem incerto. E a população rural tem lutado por políticas públicas, por uma educação contextualizada com a realidade das questões e considerando as experiências desta população. A educação do campo tem sido entendida como estratégica para o desenvolvimento socioeconômico do meio rural, resultado da mobilização dos movimentos sociais no meio rural e da apresentação por esses sujeitos coletivos de propostas e práticas inovadoras de acordo com as condições específicas que configuram o contexto socioeconômico. -diversidade territorial da paisagem no Brasil.
Arroyo (2010) enfatiza que na dinâmica da educação do campo é necessário compreender quais processos educativos que moldam a identidade, os valores e os saberes estão em risco. Quando se trata de discutir a questão política da educação no meio rural, é necessário olhar para este lugar de forma diferente, porque não pode ser visto como pobre e atrasado, mas como um lugar rico, diversificado e produtivo de cultura. Essa visão diferenciada sobre as pessoas e a educação rural emerge nas discussões de educadores de movimentos sociais como o MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que lutam para que as escolas sejam vistas como escolas rurais e não do campo. , que segue as diretrizes curriculares. moldada pela educação nas escolas urbanas, sem considerar a realidade da população rural.
Quanto às “Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas Rurais” segundo Hage (2017), elas oferecem oportunidades para o desenvolvimento de políticas públicas que afirmem a diversidade cultural, política, econômica, de gênero, geracional e étnica presente no campo. A perspectiva de uma educação democrática entende que a população rural deseja uma educação diferenciada dentro de suas raízes culturais e existenciais, contexto que foi discutido em 1998, na Conferência Nacional de Educação Básica Rural. Conhecimento da Terra; as Diretrizes Operacionais da Educação Básica nas Escolas Rurais e a Coordenação Nacional de Educação Rural, entre outros programas.
No estado do Pará, os movimentos sociais são liderados pelo Fórum Paraense de Educação Rural (FPEC), que, segundo Rocha, Hage (2010, p. 25), representa as características de um movimento popular de educação rural. O objetivo é buscar uma educação voltada às necessidades da população rural, considerando a educação popular no currículo e estabelecendo assim um compromisso com as classes populares. Além disso, as diretrizes operacionais, marco das conquistas rurais, ainda não são bem conhecidas, e a educação rural no âmbito das políticas municipais não recebeu as alterações necessárias para que os moradores tenham melhores condições de acesso à educação que representa. .
Para Carmo, Prazeres (2012), a educação rural tem como princípio fundamental a inclusão dos diversos atores que vivem no campo e que devem ser reconhecidos como sujeitos de direitos, como atores de seus processos educativos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) de 1961 (Lei nº 4.024/61) revelou uma preocupação especial em promover a educação no meio rural, a fim de frear a onda migratória que trouxe grande parte da população do campo para as cidades, criando problemas habitacionais e estimulando o crescimento dos cinturões de pobreza que existem atualmente nos grandes centros urbanos. Este contexto tem levado muitos estudantes rurais à exclusão e ao fracasso escolar, como se verifica nas altas taxas de idade, notas, erros e dificuldades de aprendizagem na leitura e na escrita.
A escola da aldeia funciona geralmente em centros comunitários, salões paroquiais ou em residências privadas, como a casa do professor da turma. Ao tratar do PNAIC sobre a alfabetização na educação do campo, Mesquita e Leal (2012) apontam que, ao pensarem na alfabetização como um processo no qual os estudantes do campo podem desenvolver conhecimentos e habilidades para se constituirem como sujeitos coletivos, sendo identificados com os anseios dos nas comunidades, é necessário que o planejamento didático leve em conta a criação de um ambiente escolar semelhante às práticas políticas e culturais da comunidade.
RESULTADO E DISCUSSÃO DOS DADOS
A avaliação foi realizada pela equipe de pesquisadores da UFPA - Universidade Federal do Pará, com apoio da Coordenação Geral de Educação do Campo/SECAD. Todo o processo ocorreu à luz dos conceitos apresentados nas Diretrizes Operacionais da Educação Básica nas Escolas Rurais - Resolução CNE/CEB nº 1, de 3 de abril de 2002 e nas Diretrizes, Normas e Princípios Complementares para Desenvolvimento de Políticas Públicas para Atender Educação Básica Infantil no meio rural - Resolução nº 2, de 28 de abril de 2008. A superação da visão reducionista da educação no meio rural fez parte do programa Escola Ativa e, portanto, é um desafio, visto que a paisagem é um espaço de reflexão , e neste projeto espacial operam projetos de diversos interesses.
Quando questionados se a formação inicial os preparou para lidar com a educação rural e a realidade das classes multisseriadas. Os estudos de formação consideram o professor como sujeito inserido em uma discussão fora do seu campo de atuação. A formação continuada está diretamente relacionada ao papel do professor; as possibilidades de transformação de suas práticas pedagógicas e possíveis mudanças no contexto escolar.
Deste ponto de vista, a educação continuada ganha espaço, pois permite a convergência dos processos de mudança que queremos promover no contexto escolar, e a reflexão sobre as consequências dessas mudanças. Esta resolução e parecer 03/2008 do CNE/CEB, que complementam a legislação específica sobre educação rural, têm como tema central as diretrizes sobre como prestar serviços escolares à população do meio rural: “A educação infantil e os primeiros anos do ensino fundamental”. a educação será sempre oferecida nas próprias comunidades, devendo ser evitados processos de nucleação escolar e deslocamento de crianças”. Diante disso, o PNAIC da Educação do Campo apresenta formação continuada de professores com avaliações diagnósticas e auxílios pedagógicos, para que essa modalidade de ensino seja realmente de qualidade.
É comum no município de Barcarena que as escolas rurais sejam agrupadas pela Secretaria de Educação, pois não existe uma gestão, apenas um coordenador. É importante que o planeamento das escolas rurais seja feito tendo em conta a realidade, a cultura das comunidades, as suas práticas sociais e o trabalho que nelas é realizado. Mas desde a implementação das políticas de educação do campo, e com o PNAIC, houve orientação no trabalho com conteúdos, com sugestões de utilização de projetos e sequências didáticas, além de brincadeiras.
Sob esse ponto de vista, a formação continuada ganha espaço, pois possibilita a convergência dos processos educativos. as mudanças que se pretende promover no contexto escolar e uma reflexão sobre as consequências dessas mudanças. Vale ressaltar que a educação continuada é um processo que inclui aprendizagem, planejamento e pensamento, valores e conceitos relacionados ao que está mudando. A proposta de formação docente do PNAIC possibilita aos professores refletirem sobre suas práticas, conectando a teoria com a prática, pois esta é condição de superação do cotidiano alienado, avaliação mensurável, conteúdos descontextualizados da realidade dos estudantes rurais.
O PNAIC tem proporcionado aos professores a reflexão sobre o seu trabalho pedagógico e orientado na utilização de projetos didáticos e sequências didáticas para que a alfabetização no meio rural não seja separada da alfabetização. A prática pedagógica da avaliação escolar: um processo em constante construção. et al] Educação Rural no contexto semiárido: texturas de um processo. organizadores).