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universidade federal do pará

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Academic year: 2023

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Em relação à região Norte do Brasil, estudos pioneiros na zona costeira foram realizados por Dahl (1894), Hensen (1911) e Wright (1936), que estudaram a composição específica dos copépodes coletados na foz do rio Amazonas. Até meados da década de 1990, os trabalhos com zooplâncton na região Norte eram raros e concentravam-se na plataforma continental dos estados do Pará e Amapá e nas áreas oceânicas contíguas afetadas pela descarga do rio Amazonas, bem como nas áreas estuarinas do Maranhão. Machado; Lado pequeno; Costa (1980), apresentou dados da expedição FGGE/SOAP II do NOc "Almirante Saldanha", na foz do rio Parnaíba (fronteira do litoral norte), com densidade, distribuição e composição dos principais grupos de zooplâncton e espécie chaetognata.

Gil; Bahia; Belúcio (1998) estudou larvas planctônicas de Decapoda em material de truta na plataforma continental do rio Amazonas durante o programa REVIZEE/SCORE NO. Larvas decápodes planctônicas capturadas na foz do Rio Amazonas foram estudadas por Gil et al (1998), Jorge et al. 2004), utilizando material do Programa REVIZEE. Larvas de peixes do ictioplâncton e do ictioplâncton da plataforma do rio Amazonas e da costa do Amapá, provenientes das expedições do Programa REVIZEE, foram estudadas por Ferreira et al.

A Zona de Marés do Rio é a parte do rio com salinidade praticamente nula, mas ainda sujeita à influência das marés. Na transição entre as zonas de mistura da zona entremarés do rio e a região costeira adjacente, localiza-se a entrada ou foz do estuário. Segundo ElRobrini (2013), adotando o conceito de estuário para o Rio Amazonas, pode-se dizer que: (i) o alto estuário ocorre desde o município de Óbidos até a foz do Rio Amazonas – Macapá.

A pluma estuarina do Rio Amazonas, com uma percentagem relativamente elevada de água de origem fluvial, estende-se ao largo da costa e para noroeste ao longo da costa, e a sua influência pode ser reconhecida no Atlântico Norte.

Objetivo Geral

Objetivos Específicos

MATERIAL E MÉTODOS

  • Área de Estudo
  • Procedimento de Campo
  • Procedimentos de Laboratório
  • Tratamento dos Dados
    • Densidade (org / l)
    • Abundância Relativa
    • Equitabilidade - Índice de Pielou (J)
    • Frequência de Ocorrência das Espécies (Fo)

Para análises qualitativas e quantitativas do zooplâncton, foram realizadas em câmara de contagem tipo Bogorov, retirando-se pelo menos três alíquotas de 5 ml. 2011), ao realizarem um levantamento do zooplâncton na periferia da cidade de Colares, encontraram os grupos Copepoda (Cyclopoida), Calanoida, Harpacticoida e Poecilostomatoida, Gastropoda, Ostracoda, Branchiopoda, Polychaeta, Insecta e Amphipoda. Juntos, esses organismos foram responsáveis ​​por mais de 50% da abundância total de zooplâncton na área.

Guias para a identificação dos microinvertebrados das águas continentais do mundo.) 2ª ed. Copépodes pelágicos da família Oithonidae (Cyclopoida) da costa leste da América Central e do Sul Smithson. Estudo do zooplâncton marinho da plataforma Amazonas, com ênfase nas larvas de crustáceos decápodes (REVIZEE/SCORE NO).

Análise do zooplâncton na Baía do Guajará próximo ao poço Maguari (Belém - Pará - Brasil) sob diferentes condições de precipitação. Hidrografia e estrutura da comunidade zooplanctônica: um estudo comparativo entre estuários da Estação Ecológica Juréia-Itatins (Sudeste do Brasil). Composição, abundância e distribuição espacial do zooplâncton no Complexo Estuário de Paranaguá durante o inverno de 1993 e verão de 1994.

Estudo do zooplâncton na praia do Chapéu Virado (Mosqueiro- Pará- Brasil) durante períodos de maré baixa. A comunidade zooplanctônica em um canal de maré no estuário do Rio Caeté, Bragança (Pará, Brasil). In: Guias para a identificação dos microinvertebrados nas águas continentais do mundo, 5.

In: Guides for the identification of microinvertebrates in inland waters of the world. Diel migration and feeding patterns of the Chaetognath, Sagitta friderici, off the west coast of South Africa. In: Guides for the identification of microinvertebrates in inland waters of the world.).

Figura  02  -  Catamarã  Scalibur:  embarcação  utilizada  para  a  realização  do  trabalho
Figura 02 - Catamarã Scalibur: embarcação utilizada para a realização do trabalho

RESULTADOS E DICUSSÃO

Fatores Abióticos

  • Temperatura (°C)
  • Potencial hidrogeniônico (pH)
  • Salinidade
  • Condutividade
  • Maré

Os parâmetros obtidos nos dias de coleta das amostras foram profundidade, temperatura, pH, salinidade, condutividade, altura da maré e horário de cada coleta. Este padrão de estabilidade térmica foi observado por vários autores ao longo dos estuários Guajarino e Marajoara e no litoral norte do Brasil (por exemplo, Rodrigues 2008, Monteiro et al., 2011, Guimarães et al. 2013. Em ambientes aquáticos amazônicos, a amplitude da variação diária da temperatura da água superficial é geralmente maior do que a amplitude sazonal.

Em relação à variação do potencial hidrogeniônico (Figura 05), há uma leve oscilação nos valores de pH ao longo do período de coleta. Esses valores indicam um conjunto complexo de interações entre a água ácida dos furos locais e a água relativamente alcalina da Baía do Marajó, que neste período recebe água do Oceano Atlântico. Em geral, a variação do pH está associada à intrusão de águas oceânicas (pH alcalino, durante as marés altas).

Essa oscilação do pH se repete nos rios devido à quantidade de ácidos fúlvicos e húmicos e argilas ricas em caulinita, enquanto os valores básicos advêm da influência das águas do mar (Cunha 2003, Monteiro 2009). A salinidade representava valores entre (2,2 e 4,3) (Figura 06) e a sua alteração de acordo com a flutuação das marés era óbvia, uma vez que nos estuários a salinidade é afetada pelo equilíbrio da entrada de água interior e oceânica. Quanto ao zoneamento do estuário no período chuvoso, trata-se de uma área fluvial com dinâmica de maré com salinidade inferior a 0,5.

O regime sazonal é equatorial, com chuvas abundantes de dezembro a maio, durante as quais caem 70% das chuvas, enquanto o resto do ano chove menos. Nesse sentido, a dinâmica costeira pode ser vista com base na sazonalidade, cujo ritmo e características afetam as marés, a salinidade da água, a velocidade das correntes e dos ventos, o grau de intemperismo e a migração da fauna e da flora (Lima et al. al. 2001). A condutividade elétrica no período de coleta apresentou valores variando de 4,28 a 7,77 mS/cm (Figura 07), com valor médio de 5,44 mS/cm.

A média registrada foi superior à encontrada por Monteiro (2009), que foi de 3,67 mS/cm na zona de mistura do estuário do Paracauari, Ilha de Marajó-PA, na margem esquerda da Baía de Marajó. Isto significa que o estuário sofre influência das águas continentais durante os períodos chuvoso e intermediário, e das águas oceânicas durante o período menos chuvoso. Segundo Rodriguez (1975), os padrões de distribuição das marés ao longo do estuário são mais influenciados pela salinidade e pelo abastecimento de água doce proveniente da drenagem terrestre.

Figura 05 – Valores de pH da água, obtidos durante um ciclo nictemeral, Colares (PA)
Figura 05 – Valores de pH da água, obtidos durante um ciclo nictemeral, Colares (PA)

Fatores Bióticos

  • Composição do Zooplâncton
  • Riqueza, Diversidade e Equitabilidade
  • Abundância Relativa das Amostras
  • Abundância Relativa de Grupos e Espécies do Zooplâncton
  • Frequência de Ocorrência (FO)
  • Variações no Ciclo Nictemeral

Imagem

Figura  01  -  Imagem  de  satélite,  destacando  a  área  de  estudo.  Fonte:  Elaborado  por Belúcio (2014).
Figura  02  -  Catamarã  Scalibur:  embarcação  utilizada  para  a  realização  do  trabalho
Figura 03 – Coleta de zooplâncton na Baía do Marajó, nas proximidades de Colares (PA) Fonte:
Figura 04 – Valores de temperatura da água, obtidos durante um ciclo nictemeral, Colares (PA)
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Referências

Documentos relacionados

Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência de atividades desenvolvidas por acadêmicas de enfermagem do oitavo semestre da Universidade Federal do Pará durante