O objetivo geral da pesquisa é compreender como a gravidez na adolescência nas escolas afeta a escolarização dos alunos do município de Acará. O contexto da gravidez na adolescência na escola evidencia situações de ansiedade, medo e principalmente constrangimento.
Gravidez na adolescência e o processo de escolarização
Desde a antiguidade existe um processo reprodutivo causado pela relação entre seres masculinos e femininos. Falar sobre gravidez na adolescência é olhar para esse acontecimento de uma certa forma: talvez não seja subversão nem desejo.
Os índices de gravidez no município do Acará
Embora seja comum o aparecimento de adolescentes grávidas em uma escola, pouco se faz a respeito, a instituição raramente busca capacitação sobre o assunto e, quando o faz, acaba sendo uma busca individual sobre o assunto. O Quadro 1 apresenta os dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde referentes às gestantes entre 2015 e 2017, revelando o quantitativo de gestantes que realizaram pré-natal em seu sistema. Em 2015, a faixa etária que mais se destaca é a de 15 a 19 anos, que traz um grande número de adolescentes grávidas, das quais estão presentes apenas aquelas que fazem pré-natal.
Vigilância em Saúde, por meio de pesquisa com um dos profissionais, e os dados disponibilizados à Secretaria. Em 2016, conforme mostra o gráfico 2, observamos uma diminuição no número de adolescentes grávidas, mas esses números ainda não conseguem esclarecer o número de estudantes grávidas. Em 2017 houve uma nova redução, conforme mostra o gráfico 3, porém, através de diálogos com algumas lideranças percebemos que somente na faixa de 10 a 14 anos o número de estudantes grávidas não condiz mais com os dados da vigilância sanitária. , o que deixa claro que, por diversos fatores, é impossível ter um valor exato.
Embora esses números pareçam relativamente baixos, no caso dos adolescentes de 10 a 14 anos, podemos destacar isso com as afirmações dos próprios membros do Controle de Saúde, de que são apenas aqueles que procuram ajuda médica, então poderia haver muito mais de e o importante é que a maioria dos adolescentes vem de áreas rurais.
A gravidez na EMEF Pinto Marques no Acará
Infelizmente, os dados ainda são limitados, longe das expectativas, e ainda há uma grande falta de pesquisas ou formas de obter dados sobre adolescentes grávidas nesta escola. As adolescentes grávidas estão fora das normas dentro desta instituição, é como se fosse algo surreal, muito distante da realidade daquele ambiente, e a escola não se preocupa em saber quantas adolescentes engravidam, quantas persistem ou quantas desistem. estudos, isso é algo que acontece todos os dias, mas não chama a atenção da escola para esta situação preocupante. Foi possível perceber essa busca por dados estatísticos sobre como se esquivar de adolescentes grávidas apenas para responder a um questionário exigido pelo sentimento. A partir desse momento o assunto deixou de ser discutido e o problema da evitação foi esquecido.
Há muitas adolescentes grávidas abandonando a escola no município de Acará e não há muitos dados sobre essas gestantes nas escolas. Se for necessário olhar mais de perto o processo educativo das adolescentes grávidas na escola, uma vez que as relações íntimas e afetivas (sexo) começam cada vez mais cedo, é possível perceber as roupas, o modo como elas falam e, principalmente, os locais que são visitados por alguns adolescentes. Nesta terceira parte, a investigação centra-se nos desafios que as adolescentes grávidas enfrentam, especialmente na escola, que são diversos, e em todas as consequências que essas dificuldades têm, com contribuições de autores para apoiar a investigação.
A Escola Pinto Marques, local do estudo, apresenta grande disparidade idade/ano no ensino primário, gravidez na adolescência e, consequentemente, abandono escolar destes alunos, o que se torna preocupante visto que mais de metade das adolescentes grávidas abandonam a escola. escola durante ou após a gravidez.
As dificuldades enfrentadas pelas alunas grávidas
A gravidez na adolescência é percebida como algo anormal, é motivo de preconceitos, piadas, apelidos e muitas outras situações que constrangem essas adolescentes. Na maioria das vezes os estudantes sofrem por causa dos colegas que praticam violência contra esses adolescentes. A situação piora a cada dia, pois o aborto é uma das principais causas de morbidade e mortalidade por gravidez na adolescência.
É triste mas é algo que acontece todos os dias, a gravidez na adolescência é um grande problema de saúde pública e um assunto muito delicado, se você tivesse a orientação sexual que poderia tentar amenizar muitos dos problemas e dificuldades que costumam enfrentar os adolescentes. Nota-se que a gravidez na adolescência geralmente está associada à ansiedade, preocupações, medos e transtornos dela decorrentes. A gravidez nesta fase causa grande impacto nessas adolescentes que não estão preparadas psicologicamente para a responsabilidade de ser mãe.
A cada dia essa gravidez na adolescência, trazendo muitos fatores negativos, fica mais preocupante, com essas adolescentes em risco, com esse número de abortos e até, porque a gravidez na adolescência já é um risco e com mais fatores contribuintes, acaba com muito mais risco. na gravidez dessas adolescentes e na vida da mãe e da criança.
A continuidade dos estudos durante e pós-gravidez
Sendo a adolescência uma fase em que o ser humano se encontra em um estado especial de desenvolvimento devido a alterações biológicas, psicológicas e sociais, ainda não bem estruturadas, a sobreposição de gestações causa sobrecarga física e psicológica, principalmente para adolescentes de 10 a 15 anos. anos de idade, aumentando a vulnerabilidade às lesões materno-fetais. O processo de escolarização é um grande desafio para uma adolescente grávida, pelos preconceitos que ela sofre, muitos fatores que provocam o aumento da evasão escolar, olhares de desdém, pessoas distanciadas, amigos que desdenham a mando das mães, adolescentes grávidas. são uma má influência para as filhas, as mães proíbem as filhas de se associarem com adolescentes grávidas. Adolescentes e jovens que continuaram os estudos apontaram que os sintomas da gravidez ou mesmo da maternidade interferiram no seu desempenho acadêmico, pois a maioria apresentava sintomas como náuseas, vômitos e sonolência.
De acordo com os relatos que obtivemos na escola em conversas com adolescentes e demais profissionais da escola, o maior problema dessas adolescentes é que muitas delas acabam não retornando à escola após a gravidez por não terem com quem deixar o recém-nascido criança com. ou simplesmente porque o percurso dos bebés para a escola é inviável. Em outros casos, os adolescentes levam os filhos à escola por alguns meses, meses esses de um recém-nascido que ainda não diz que dorme bem durante o dia, que não tem tanto trabalho como nos outros meses. Além disso, a rede de apoio das adolescentes/mães pobres pesquisadas parece ser mais frágil, enquanto as adolescentes/mães de classe média contam com o apoio familiar para realizar um projeto de vida que inclui a escolarização.
Esta secção aborda o tema da educação sexual e orientação sexual, como é abordado na Escola Pinto Marques. Como ambos os temas devem se enquadrar nas reflexões oferecidas pela escola, devem se enquadrar no diálogo com os pais para que ambos os temas sejam esclarecidos para que os adolescentes possam aprender e tirar suas dúvidas sobre determinados temas.
Educação sexual e gravidez na adolescência
Essa discussão é muito importante tanto na escola quanto na família, mas ainda existe um conflito entre essas duas instituições. Na maioria das vezes não é falta de interesse da escola em apresentar essa discussão aos adolescentes, mas a outra questão é que a família não dá autorização para debater com os adolescentes na escola. Para que estas crianças atinjam conscientemente a maturidade sexual e tomem consciência da sua sexualidade, é necessária a intervenção parental na formação destes jovens. Hoje esse tema ainda é um tabu na família, mas é amplamente debatido na sociedade e precisa ser trabalhado nas escolas para que possam conscientizar sobre o tema e esclarecer esses tabus aos adolescentes.
E tanto a família quanto a escola podem trabalhar juntas para que esses adolescentes tenham conhecimento do assunto e maturidade em torno da sexualidade. Para que isso aconteça, a escola precisa dar feedback aos pais sobre o que está sendo visto, convidar os pais para debates com os alunos e estar aberta para orientá-los caso não saibam como lidar com as dúvidas dos filhos. É fundamental que a escola trabalhe a orientação sexual desde cedo, para que a escola não tenha tantos lados negativos por conta dessas necessidades e para ajudar principalmente os adolescentes.
A orientação sexual na escola é fundamental para que esses indivíduos tenham consciência de seus direitos e obrigações.
A orientação sexual recebida durante a gravidez
São situações em que a orientação sexual é necessária para que muitos desses fatores possam ser atenuados. Os problemas que eles, como profissionais da escola, podem discutir sobre essa necessidade, para que possam trabalhar com projetos, com palestras e com diversos tipos de trabalhos continuados, para que esses alunos se beneficiem da orientação sexual, que é tema de necessidade urgente nas escolas . As respostas foram as mesmas e diretas, essa orientação sexual que envolve toda a comunidade escolar ainda não acontece, entendemos que esses alunos estão perdendo, mas até o momento eles não se dispuseram a dar a esses adolescentes um meio de lhes proporcionar orientação sexual. .
A orientação sexual é importante para a escola como um todo, que precisa de conhecimento sobre esse assunto, para a família que precisa saber o que está sendo repassado aos seus filhos e entender a importância desse trabalho no desenvolvimento desses adolescentes, e principalmente para os alunos. Em destaque estão essas adolescentes grávidas, que têm muitas dúvidas e precisam de orientação sexual para que saibam que não precisam desistir dos estudos e que a escola dará esse apoio para que não desistam. A orientação sexual traz muitos fatores que esses adolescentes precisam para compreender melhor tudo o que vivenciam, a importância dessa sexualidade em sua vida educacional, social e familiar. Esses adolescentes não possuem uma orientação sexual sistemática, mas a expectativa para o futuro é enorme, com esperança e força de vontade.
Percebemos que tanto a ‘educação sexual’ quanto a ‘orientação sexual’ são trabalhadas de forma superficial com os adolescentes, deixando a desejar a explicação da sexualidade. Com esta pesquisa pretendemos levar às escolas da cidade a importância da orientação sexual nos ambientes escolares, levando em consideração as condições específicas de cada escola, como estímulo para que elas criem propostas de intervenção para esta problemática. Enquanto não houver consciência na sociedade para reconhecer os temas transversais como uma necessidade para a educação dessas pessoas nos ambientes escolares, será difícil evitar essa evasão de adolescentes grávidas que permanecem nas escolas por falta de orientação sexual.