O design de interiores como instrumento de melhoria na prestação de serviços aos usuários da Biblioteca Central da UFPA/Camilla dos Santos Martins. O DESIGN DE INTERIORES COMO INSTRUMENTO DE MELHORIA DOS SERVIÇOS AOS USUÁRIOS DAS BIBLIOTECAS CENTRAIS. Destaca a importância do design de interiores nas bibliotecas como forma de servir os utilizadores de forma mais eficiente.
Realiza através de pesquisa bibliográfica a fundamentação teórica sobre temas de arquitetura e design de interiores e planejamento de unidades de informação. É neste contexto que se observa outra contribuição positiva das bibliotecas para a sociedade que servem: o design de interiores para bibliotecas. Portanto, este trabalho trata da decoração aplicada a eles e tem como objeto de estudo a Biblioteca Central da UFPA.
Dentro desta necessidade, o design de interiores pode favorecer a identidade da biblioteca, ou seja, a imagem física e social que pretende transmitir. Este trabalho tem como objetivo geral analisar a importância do design de interiores para o sucesso do atendimento ao cliente da Biblioteca Central da UFPA. Antes de mergulhar no estudo do design de interiores, é preferível esclarecer primeiro que não é a mesma coisa que arquitetura.
Aqui é descrito que o design gráfico em colaboração com o design de interiores pode contribuir para uma composição espacial.
Design de Interiores em bibliotecas universitárias
Elementos ambientais observados no design de interiores em
A intenção é elencar apenas algumas áreas-chave percebidas no design de interiores, tendo em mente que os fatores ambientais percebidos (segunda coluna) podem estar presentes em um ou mais espaços da biblioteca. O design de interiores encontra mais liberdade para ousar neste espaço por não ser considerado um espaço de estudo, permitindo que intervenções em iluminação, pintura e mobiliário sejam mais criativas na biblioteca. O design de interiores responderia a este tipo de questões, dotando este sector de sinalização e evidências adequadas e podendo transferir a localização se necessário para outra dentro da própria unidade onde a localização seja o mais acessível possível.
Portanto, no design de interiores tudo isso é avaliado, mas mesmo que decidamos pela sua localização limitada, ainda é necessário sinalizá-los da melhor forma. d) Catálogo ou terminais de pesquisa. O interior poderia indicar os móveis de mesa e assentos ideais com base no tamanho do espaço dedicado aos terminais de pesquisa e na melhor disposição dos móveis e equipamentos no ambiente. e) Área de coleta. O design de interiores é uma área de detalhe, como já foi dito nesta pesquisa, por isso todos esses elementos são avaliados com muito cuidado, o que ajuda a biblioteca a atender melhor sua comunidade, com ênfase no planejamento espacial. f) Sala de leitura.
É fundamental salientar que o design de interiores também pode recomendar soluções quanto ao tipo de iluminação que gera menos calor e que é mais económica, tipos de pavimentos, tipos de materiais de mobiliário e outras soluções. j) Pintura. O design de interiores pode ajudar nessa escolha (que não é sua individualmente), procurando indicar quais espaços da biblioteca contêm mais cor. É importante ressaltar que não é objetivo deste trabalho de pesquisa definir de forma padronizada o que o design de interiores pode alcançar nas bibliotecas, pois a arquitetura das bibliotecas é diferente, suas necessidades ambientais também podem variar e a solução para cada artigo estudado . pode ser o mais diversificado possível, onde o design é responsável por propor soluções que melhor atendam às necessidades das bibliotecas de forma criativa, agradável e funcional.
A composição dos espaços da biblioteca em um projeto de design de interiores pode avaliar o que pode ser descartado e reaproveitado. Um design de interiores bem adaptado às reais necessidades da biblioteca é também um forte aliado na quebra de paradigmas sobre o seu papel dentro da instituição de apoio. Depois de abordar aspectos relacionados ao design de interiores, especialmente aqueles aplicados a bibliotecas universitárias e algumas de suas instalações.
A pesquisa também foi apoiada por livros de interesse, artigos de periódicos e sites institucionais como a Associação Brasileira de Design de Interiores. Todas as fontes examinadas foram buscadas embasamento teórico sobre temas como design de interiores, arquitetura e mobiliário de bibliotecas universitárias e planejamento de unidades de informação. Este trabalho também foi baseado em trabalhos de autores que desenvolveram pesquisas sobre esses temas ou atuaram diretamente na área de design de interiores e/ou arquitetura de interiores.
Questionário
Análise de dados
Esta etapa final da análise foi construída em Excel para melhor compreensão dos dados relativos à satisfação dos usuários com o atual ambiente físico da Biblioteca Central. Na sexta questão, o usuário foi solicitado a indicar quais fatores considerava fracos na sala de leitura. A Sala de Leitura é um dos espaços mais relevantes de uma biblioteca e identificar quais fatores interferem no conforto do usuário é essencial para desenvolver um ambiente mais acolhedor e propício ao estudo.
Além das informações já citadas neste capítulo, o tamanho da sala (largura, comprimento e altura) nas salas de leitura pode ser decisivo para o mau desempenho dos equipamentos de refrigeração. Identificar quais tipos de ruído existem no ambiente é um passo para solucioná-lo, pois pode ser causado por conversas entre usuários, ruídos de equipamentos, ruídos de setores ou áreas próximas à sala de leitura e também do ambiente externo à biblioteca. Embora a sala de leitura da questão anterior tenha mais fatores a avaliar e mais situações críticas do que outras, especificamente em relação a apenas um dos fatores (acústica), ela (a sala de leitura) foi a mais adequada.
É oportuno ressaltar que a acústica da sala de leitura é necessária para a manutenção de um bom “ambiente” de estudo, pois auxilia na concentração. Nem sempre esta fica tão próxima da sala de leitura, pois as mesas de estudo da Biblioteca Central não estão intercaladas com o acervo, mas sim bastante próximas dele. A oitava questão teve como objetivo identificar e compreender a satisfação dos usuários com as cabines (individuais e compartilhadas).
Os ambientes mais bem avaliados foram de facto o hall de entrada e o hall de referência, sendo que este último já indica um certo declínio face ao hall de entrada, pois ambos partilham quase o mesmo espaço. O Gráfico 17 abaixo mostra o resultado geral da satisfação dos usuários com os fatores ambientais específicos abordados durante a pesquisa. Seguem algumas recomendações ou sugestões para harmonia visual, funcional e de conforto nas áreas do hall, sala de referência e sala de leitura.
Identificar áreas ou salas da biblioteca que possam ser ocupadas para a necessária ampliação da Sala de Leitura. É nesse contexto que esta pesquisa foi realizada na Biblioteca Central da UFPA, onde buscamos identificar e compreender a satisfação dos usuários com o ambiente atual da biblioteca, principalmente nos espaços Hall, Referência e Sala de Leitura. Ficou claro que embora a maioria dos utilizadores considere bons os espaços do hall e da sala de leitura, a insatisfação ou adaptação que estes espaços ainda requerem está relacionada com o mobiliário, ar condicionado, iluminação e pintura respetivamente.
Com base nos resultados, percebeu-se também que áreas como Sala de Leitura e Acervo poderiam ser melhor avaliadas se questões como sinalização, iluminação, mobiliário e climatização fossem suficientes. Espaços de alto fluxo como Hall, Sala de Referência e Sala de Leitura definitivamente necessitam de mais atenção, não apenas no que diz respeito a uma aparência mais agradável, mas principalmente aos fatores ambientais detectados na pesquisa, que, se melhor atendidos, contribuiriam.