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universidade federal do pará

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Academic year: 2023

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O objetivo geral é identificar as estratégias de enfrentamento utilizadas pela equipe assistencial em unidades de terapia intensiva, pois o estresse relacionado ao trabalho pode trazer diversas consequências negativas tanto para a equipe quanto para os pacientes. A partir de leituras sobre o tema e observações durante vivências acadêmicas durante o exame, questionou-se quais são as estratégias de enfrentamento mais importantes que a equipe de enfermagem em unidades de terapia intensiva busca para minimizar lesões relacionadas ao estresse laboral no ambiente de trabalho.

QUESTÃO NORTEADORA

OBJETIVO

GERAL

JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA

Ambos são fatores apontados como principal estressor nos enfermeiros que atuam em UTI, seguidos de desvalorização, conflito de papéis e condições de trabalho (SILVA, et al., 2018). O conhecimento dessa problemática pode reduzir o número de faltas por estresse e outros problemas, diminuir faltas e atrasos e consequentemente aumentar a produtividade e a qualidade dos serviços oferecidos e a qualidade de vida desses profissionais. (DA SILVA, et al., 2015).

O TRABALHO DE ENFERMAGEM NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA 16

Além de estar em contato constante com dores, sofrimentos e doenças, com exposição a fatores de risco físicos, químicos, biológicos e psicológicos, a complexidade dos muitos procedimentos realizados, o grau de responsabilidade na tomada de decisões, a falta de recursos humanos. , possíveis acidentes de trabalho e trabalho em turnos são fatores que aumentam a ansiedade e a ansiedade e predispõem a induzir estresse profissional nos profissionais de enfermagem. Em estudo realizado por Coronetti, et al., (2006) retrata toda a carga de potenciais problemas de saúde para a equipe de enfermagem, bem como o impacto que o ambiente físico de uma UTI tem na saúde do funcionário. Em estudo realizado por Falcão et al., (2019) fica evidente que os profissionais de enfermagem vivenciam situações de estresse, exaustão e.

Porém, o profissional de enfermagem, além do contato constante com a dor, o sofrimento e a doença, com a exposição a fatores de risco de natureza física, química, biológica e psicológica, a complexidade dos inúmeros procedimentos realizados, o grau de responsabilidade na decisão. -fazer, falta de recursos humanos, possíveis acidentes de trabalho e trabalho em turnos são fatores que aumentam a ansiedade e a ansiedade e predispõem a induzir estresse profissional nos profissionais de enfermagem (SOUZA, et al., 2018).

ESTRESSE E O AMBIENTE DE TRABALHO NA ENFERMAGEM

AS FASES DO ESTRESSE

Portanto, o tema estresse no contexto do trabalho da enfermagem tem sido bastante estudado, principalmente pelos elevados níveis de estresse entre enfermeiros e técnicos de enfermagem demonstrados na literatura. Além dessas características do trabalho, pesquisas mostram que enfermeiros de UTI apresentam alta prevalência de burnout no trabalho (ANDOLHE, 2013). Estudo realizado por Ribeiro et al (2018) mostra que, como fatores desencadeantes do estresse, a sobrecarga de trabalho, o pouco apoio e a falta de reconhecimento profissional, a vivência da dor, a tristeza e a morte dos pacientes, os baixos salários e a dupla faixa são as causas mais comuns. citado pelas enfermeiras.

Na fase de alarme ou fase de alerta ocorre a resposta inicial ao estressor, desenvolvida pelo sistema nervoso autônomo com liberação de hormônios hipofisários e adrenais, quebrando a homeostase, preparando o organismo para lutar ou fugir.

SINTOMAS E CONSEQUÊNCIAS DO ESTRESSE OCUPACIONAL

ESCALAS DE MENSURAÇÃO DO ESTRESSE

Assim, o sujeito pode representar nenhum estresse (0 a 11 pontos), nível baixo (12 a 29 pontos), nível moderado de estresse (29 a 60 pontos), nível alto (61 a 120 pontos) e nível muito alto de estresse. (acima de 120 pontos), e o resultado foi apresentado em média absoluta e percentual. Em outro estudo de Andolhe et al. (2015), como instrumento de pesquisa, foi utilizada uma entrevista com enfermeiros da unidade, uma versão reduzida da Escala de Estresse no Trabalho (EET) validada e adaptada para o português por Paschoal e Tamayo (12), composta por 13 itens, com variação de resposta. escala Likert com valores 1 (discordo totalmente), 2 (discordo), 3 (concordo parcialmente), 4 (concordo) e 5 (concordo totalmente). Além da Escala de Coping Ocupacional (ECO), compilada e traduzida para o português por Latack, que é utilizada para mensurar as estratégias de enfrentamento mais utilizadas pelas pessoas no ambiente de trabalho.

Como resultado, a presença de nível médio a alto de estresse e fator de controle de coping como estratégia de gerenciamento do estresse no trabalho apresentou-se como maioria em todas as escalas, enquanto uma proporção menor de profissionais apresentou síndrome de burnout (a maioria apresentava alto nível de estresse).

AS CATEGORIAS DE ENFRENTAMENTO AO ESTRESSE

Na base do sistema hierárquico de análise de coping estão as instâncias de coping ou comportamento de coping, que são as reações do indivíduo (o que ele faz ou pensa) ao lidar com situações estressantes. Acima deste nível estão as estratégias de enfrentamento, uma categorização de comportamentos de enfrentamento com base em seu propósito, significado ou valor funcional. Quanto maior a pontuação nas categorias e subcategorias, maior será a utilização de estratégias de enfrentamento no ambiente de trabalho (ANTONIOLLI, 2017).

Outras formas de avaliar o enfrentamento e examinar estratégias são com instrumentos como a Escala de Coping Vocacional (1986), a Escala de Coping de Problemas (2001), a Escala de Coping no Trabalho (1989), o Inventário de Pensamento Construtivo (1989) e o Inventário Atlético de Estratégias de enfrentamento (1995).

TIPO DE ESTUDO

Respostas de enfrentamento: raciocínio lógico, reavaliação positiva; orientação/apoio e tomada de decisão; e respostas de evitação: racionalização evitativa, aceitação resignada, alternativas compensatórias e repercussões emocionais. Todas são ferramentas que auxiliam na investigação das estratégias de enfrentamento dos funcionários com base em diferentes níveis de profundidade de estresse e diferentes critérios de escolha, mas precisam ser definidas para um resultado mais confiável (MELO, et al., 2016).

REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA

Para tanto, foram adotadas as seis etapas indicadas para a constituição da revisão integrativa da literatura: 1) a seleção da questão norteadora da pesquisa, que inicialmente foi elaborada da seguinte forma: como o estresse afeta a saúde dos trabalhadores de enfermagem na UTI e como você. lidar com esses estressores? A pesquisa foi realizada por meio de busca na internet, em publicações nacionais e internacionais indexadas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na Scientific Electronic Library Online (SCIELO), na Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e no Sistema Online de Análise e Recuperação de Dados Médicos. Literatura (MEDLINE), com descritores cruzados: "Enfermagem em cuidados críticos e estresse no trabalho"; “Unidades de terapia intensiva e estresse ocupacional e ajustamento psicológico”. Os descritores foram selecionados por meio de consulta ao DeCS – Descritores em Ciências da Saúde no site da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS).

CRITÉRIOS DE INCLUSÃO E EXCLUSÃO

Para tanto, foram adotadas as seis etapas indicadas para a compilação da revisão integrativa da literatura: 1) seleção da questão norteadora da pesquisa, que foi inicialmente elaborada da seguinte forma: como o estresse afeta a saúde dos trabalhadores de enfermagem na UTI e como você faz isso lidando com estressores?; 2) definição dos critérios de inclusão dos estudos e seleção da amostra; . 3) análise crítica dos achados, identificação de diferenças e conflitos; 4) interpretação dos resultados; 5) relatar claramente as evidências encontradas e 6) tirar conclusões com base nas descobertas.

COLETA DE DADOS

ANÁLISE DOS DADOS

CARACTERIZAÇÃO DOS ESTUDOS

Após a leitura dos trabalhos selecionados para análise, as principais informações dos estudos foram organizadas em uma tabela, contendo dados sobre o estudo com o título do artigo/tese, o idioma, o periódico em que foi publicado, a base de dados de origem, tipo de pesquisa e método utilizado (tabela 1). Pesquisa realizada na unidade de terapia intensiva de um hospital público de grande porte, localizado no interior do estado de São Paulo. As escalas utilizadas em cada uma das publicações, juntamente com a classificação das estratégias de enfrentamento, são apresentadas na tabela abaixo (Tabela 2).

Foi possível observar que nos estudos com abordagem quantitativa o inventário de estratégias de enfrentamento foi a escala mais utilizada. Este instrumento avalia pensamentos e ações que as pessoas utilizam para lidar com as demandas internas ou externas de um evento estressante específico. avalia o enfrentamento focado. Houve prevalência do coping focado no problema entre os estudos, apesar da variação nos instrumentos, sendo as estratégias relacionadas ao fator controle mais utilizadas pelos funcionários. No estudo de Trettene (2018), o tamanho da amostra de enfermeiros de UTI participantes do estudo pode ser visto como uma limitação, além do fato de alguns participantes possuírem mais de um vínculo empregatício e um deles estar em vínculo empregatício. unidades onde estão expostos a um maior número de estressores.

Figura 3: Distribuição de publicações por ano
Figura 3: Distribuição de publicações por ano

ESTRATÉGIAS EVIDENCIADAS

ESTRATÉGIAS INDIVIDUAIS E COLETIVAS DE ENFRENTAMENTO

Nesta mesma pesquisa verificou-se que as relações interpessoais desempenham um papel fundamental na forma como o indivíduo reage aos estressores relacionados ao trabalho, portanto o apoio coletivo no trabalho para enfrentar as adversidades determina como o indivíduo ou grupo é afetado pelos estressores laborais. Porém, na pesquisa realizada por Silva (2017), fica claro que a falta de reconhecimento dos superiores é uma importante causa de estresse nos trabalhadores, o que está intimamente relacionado ao comportamento organizacional adotado; onde se deduz que a implementação de uma gestão mais participativa, estimulando a comunicação entre os membros da equipe e seus superiores, aliada a mudanças na forma de reconhecimento e valorização dos profissionais que atuam na unidade de terapia intensiva, seja formal ou informal, atribui à qualidade de vida dos trabalhadores.

CONTROLE E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS COMO ESTRATÉGIAS

Esta análise é comprovada na investigação realizada por Silva et al., (2017), onde 44 enfermeiros responderam à escala de stress no trabalho e relacionada com os factores ECO (controlo, evitação e enfrentamento dos sintomas), onde isto mostra claramente a ampla utilização do fator controle como estratégia de enfrentamento mais utilizada pela equipe de enfermagem. Este achado é consistente com o estudo realizado por Uman et al., (2014), onde se constatou que o fator controle se mostra favorável para a percepção positiva do ambiente de trabalho e vice-versa para o estresse. Portanto, fortalece-se a ideia de que o conhecimento sobre estratégias de enfrentamento pode permitir que a equipe de enfermagem enfrente de forma mais ativa as situações percebidas como estressantes nas unidades de cuidados críticos.

Neste caso, a situação adversa considerada foi a morte de recém-nascidos, e o estudo mostrou a importância dessas estratégias para regular e minimizar o estresse.

DESAFIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS DE

Segurança do paciente em unidades de terapia intensiva: estresse, enfrentamento e esgotamento da equipe assistencial e ocorrência de eventos adversos e incidentes. Estratégias de enfrentamento de enfermeiros frente ao processo de morte e morrer em unidade de terapia intensiva neonatal. MORAES, F., et al., Estratégias de enfrentamento utilizadas por enfermeiros na unidade de terapia intensiva neonatal.

Acidentes de trabalho com objetos perfurocortantes envolvendo enfermeiros de pronto-socorro hospitalar.

Imagem

Figura  1:  Fluxograma  com  os  descritores  Enfermagem  em  cuidados  críticos  and  Estresse ocupacional
Figura 3: Distribuição de publicações por ano
Figura 4: Distribuição de publicações por idioma.
Tabela  2:  Características  das  escalas  de  coping  utilizadas  nos  estudos  incluídos  à  pesquisa
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Referências

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