Os resultados mostraram o quão fundamental é o papel da família neste processo de reconhecimento, diagnóstico e aceitação, bem como no desenvolvimento de um trabalho conjunto entre escola e família, para que estas crianças possam receber uma educação dinâmica e útil. O objetivo principal deste trabalho foi investigar as principais dificuldades que as famílias encontram no processo de aprendizagem das crianças, bem como compreender os conceitos, tipos e causas da dislexia, e também verificar como se dá o processo de educação das crianças disléxicas.
Tipos de Dislexia
A dislexia fonológica, que como o próprio nome sugere, se caracteriza pelo comprometimento da rota fonológica, onde a pessoa com esse tipo de dislexia apresenta alguma dificuldade com palavras longas e desconhecidas (CAMPOS, 2012). A dislexia do tipo lexical ou superficial é caracterizada pela dificuldade na rota lexical, por isso pessoas com esse tipo de dislexia não conseguem ler palavras irregulares, cometendo erros frequentes na leitura.
O Diagnóstico
Todos esses tipos de dislexia finalmente enfatizam a importância de abordar esse transtorno nos primeiros anos de vida, pois seja qual for o tipo, são necessários cuidados para que quem o possui possa de alguma forma melhorar sua qualidade de vida por meio de um tratamento adequado. Porém, para se fazer um diagnóstico preciso, é necessário observar determinados indicadores nas fases escolares, desde a pré-escola até o ensino superior (ABREU, 2012). Uma criança diagnosticada com um distúrbio específico de aprendizagem necessitará de um apoio diferenciado que vai além do ambiente escolar, para que não seja tratada simplesmente como uma criança com problemas ou como uma criança que progride no processo de aprendizagem de forma natural.
Dificuldades de leitura: História, na infância, de problemas de leitura e ortografia; A leitura de palavras torna-se mais precisa com o tempo, mas continua a exigir um esforço significativo; Falta de fluência; Constrangimento causado pela leitura em voz alta; evite grupos de estudo e não fale a partir de um texto escrito; Dificuldade em ler e pronunciar palavras inusitadas, estranhas ou isoladas, como nomes de pessoas, nomes de ruas, lugares, pratos de um cardápio; Fadiga extrema causada pela leitura; O que se torna relevante é que o diagnóstico possa ter em conta todos os sintomas acima referidos, para que o disléxico possa receber um apoio específico que o ajude no seu desempenho académico e, sobretudo, lhe permita levar uma vida sem complexos, para que ele ou ela pode viver uma vida sem complexos. por exemplo, eles não se sentem inferiores às outras pessoas da sua turma, mas podem ter incentivos para superar todas as dificuldades e assim alcançar o sucesso.
Causas da Dislexia
Portanto, é importante conhecer a causa da dislexia para que até mesmo os profissionais saibam como proceder com o tratamento adequado para controlar e melhorar o transtorno. Porém, uma vez diagnosticado esse distúrbio, o que se torna de extrema importância é que esses tratamentos sejam implementados. maneira correta, com o objetivo de dar oportunidades ao disléxico para que ele se supere e obtenha sucesso nas dificuldades correspondentes ao transtorno da dislexia. O sucesso no processo de aprendizagem depende e certamente não dependerá única e exclusivamente da escola e das boas condições de aprendizagem que ela pode proporcionar, pois dentro deste processo existe uma parte importante que fará toda a diferença para que o aluno alcance o sucesso esperado. , e essa parte é a família. Os próprios pais também perceberão que, mesmo que façam tudo o que podem para que os seus filhos tenham progressos significativos na aprendizagem, não estão a ter sucesso, por isso os pais procurarão ajuda para identificarem eles próprios o problema e não apenas culparem a escola.
Ainda segundo Carneiro (2011, p. 52): “No que diz respeito aos alunos com dislexia, os pais assumem grande importância e são alvo de atenção redobrada, uma vez que a falta de bem-estar nos mesmos, motivada por complicações ou dificuldades, pode ser a causa dos problemas dos seus filhos”, por isso a família que tem uma pessoa disléxica deve primeiro entender o que é o transtorno e depois prestar a ajuda necessária, que é a intervenção da equipe interdisciplinar, e estar sempre em contato com profissionais para saber como você pode ajudar seu filho a progredir. A família de uma criança disléxica deve cuidar para que, em nome do amor que sente pelos filhos, os poupe, por exemplo, não os deixando fazer atividades que considerem difíceis ou mesmo fazendo a atividade para o filho, isso terá resultado contrário ao esperado por esses pais, pois fará com que o disléxico se sinta incapaz e desmotivado de ultrapassar seus limites, e essa atitude, segundo Carneiro (2011, p. 56), leva à diminuição das expectativas da criança em relação consigo mesmo”.
A Aprendizagem da Criança Disléxica
Dentro dessa perspectiva podem ser destacadas algumas atividades que trabalham tanto a percepção auditiva quanto a percepção visual de crianças disléxicas, e dentro das atividades que trabalham a percepção auditiva existem atividades que praticam ritmo, por exemplo a música, que além de trabalhar no ritmo também trabalha a concentração e a atenção de forma descontraída, retirando a criança do ambiente exigente que a própria leitura muitas vezes acarreta. Ainda enfatizando as atividades rítmicas, o profissional pode incentivar essa atividade batendo palmas, ora com um ritmo mais leve, ora com um ritmo mais forte, e até mesmo alternando entre um ritmo leve e um ritmo forte, a criança pede que esse ritmo do ritmo seja copiado de volta para ele, desta forma são trabalhadas a percepção e a sequência auditiva. Isso não significa que você processe todas as informações de forma passiva; Pelo contrário, para aprender bem é importante uma atividade consciente, participativa e transformadora da realidade interna e externa do indivíduo.
Portanto é importante trabalhar tanto a parte auditiva quanto a visual, pois as duas juntas vão ajudar no processo de identificação, sequenciamento do processo de leitura e escrita, a letra é afinal um símbolo visual e um som e esses são os tipos de atividades que irão melhorar a aprendizagem de crianças disléxicas. São muitas as atividades que trabalham com recursos visuais e sonoros, podem ajudar pais e professores que convivem com crianças disléxicas no desenvolvimento da aprendizagem, para que se sintam incluídos e socializados o mais rápido possível para lidar com as demandas da vida, visto que estas coisas Dependem da alfabetização, por isso, para os disléxicos essas atividades tornam-se muito importantes, pois acabam mostrando que suas dificuldades não são maiores do que todas as alternativas e métodos que os farão superar.
A Escola e a Dislexia
Projetar o jogo para fins educacionais significa colocar o indivíduo em contato com os significados que circulam em sua cultura, para que ele possa assimilá-los e conviver no contexto social em que está inserido. Você também pode trabalhar com jogos de caça-palavras, e não apenas o caça-palavras, mas também a primeira e a última letra de cada linha, pois assim você também consegue trabalhar os movimentos oculares sacádicos1, para que a criança não se perca na hora de escrever. . Desta forma, torna-se de extrema importância que a escola esteja preparada através de seus profissionais, para que a partir do momento em que a criança apresente alguma dificuldade, ela comece a investir recursos educacionais no auxílio às atividades da escola. alertar os pais sobre o problema, para que o tratamento adequado seja iniciado pela equipe interdisciplinar.
Respeitar as diferenças significa utilizar os recursos necessários para que a criança aprenda de acordo com seu ritmo de aprendizagem, para alcançar o sucesso. Desta forma, se esse aluno tiver uma família que contribua, uma escola que contribua, os tratamentos forem bem feitos, o transtorno não será obstáculo para absolutamente nada, não há barreiras para ele alcançar o sucesso.
A Educação Inclusiva
Toda escola, por menor ou mais simples que seja, é capaz de desenvolver um trabalho inclusivo para ajudar seus alunos, segundo Lona (2014, p. 22) “o objetivo de uma escola que quer ser inclusiva não passa apenas pela integração dos alunos . com deficiência nas diversas estruturas da sociedade, mas quer sobretudo promover a sua inclusão social". A LDB também disponibiliza ou não o terminal específico para esses alunos, ou seja, aqueles alunos que não têm condições de frequentar, por exemplo, a educação básica junto com outros alunos, é obrigação da escola disponibilizar um terminal para esse aluno, conforme à arte. . A LDB também fala sobre a preocupação da escola com a profissionalização e inserção desses indivíduos no mercado de trabalho.
Pode-se então dizer que através da LDB e através deste documento de uma portaria do MEC citada anteriormente, que se conseguiu um avanço muito grande em relação à acessibilidade para todos no processo de inclusão no ensino na escola, isso é um avanço jurídico, mas historicamente eles ainda estão por alcançar, e esse progresso dependerá do envolvimento e da atitude de todos no dia-a-dia da escola, para que a lei possa ser aplicada. Muitas iniciativas de inclusão têm sido implementadas para essas crianças especiais na escola, mas a sociedade precisa pensar todos os dias nessa criança, nesse aluno que historicamente sempre foi excluído e que agora tem mais chances de conseguir um caminho melhor na escola, para poder construir uma identidade, uma subjetividade e contar a sua história de uma forma aceite e participativa, porque “é através do processo de inclusão, realizado à escala global e não apenas na escola, que se promovem valores realmente importantes para a sociedade, baseada no respeito pela diversidade".
Pesquisa de Campo
Dar-lhe textos para ler (de preferência com ilustrações ou imagens) e interpretar com ele, ajudando-o também a usar aplicativos de leitura para que ele possa ouvir, a escrever aplicativos, pois ele tem muito interesse em coisas virtuais. Compra ferramentas e materiais para construir suas criações de pinturas, desenhos, construções com papel, Lego, etc.” Como sempre ensinei ele em casa, notei que ele parecia ter aprendido as vogais e consoantes, mas no dia seguinte ele não se lembrava mais de nada (até repreendi ele com muita violência várias vezes quando pensei que estava ligado por falta de atenção ).
Então comecei a incentivar comprando materiais para que ele pudesse fazer mais coisas e ele faz até hoje. Comprar materiais para ele criar suas criações (cola, linha, tesoura, lápis de cor, etc.) Encontrar aplicativos que o ajudem a adquirir conhecimento através do som.”
Análise da Pesquisa de Campo
Quanto a quem primeiro diagnosticou a dislexia, os participantes foram os primeiros a diagnosticar, sendo os participantes 1 e 2 as mães das crianças e o terceiro participante a irmã mais velha da criança. Neste contexto, o trabalho conjunto entre família e escola é mais adequado para o desenvolvimento cognitivo de crianças disléxicas. Ao serem questionados se as respectivas escolas trabalham em conjunto com as famílias para garantir um melhor desenvolvimento da criança, todos os participantes foram enfáticos ao dizer que não, o participante 1 disse que além do desinteresse os profissionais ficam impacientes, o participante i O segundo disse que sua filha já frequentou diversas escolas particulares e ainda não encontrou uma escola que atenda às necessidades da criança.
Nessa perspectiva, o desafio da família, após o diagnóstico, é entender que a dislexia não é uma doença, mas que exige muita paciência e aprendizado para lidar com as diferenças, pois exige muita atenção e motivação para alcançar um sucesso. equilíbrio emocional favorável. Estado e aprendizagem das crianças. De modo geral, pôde-se notar que ainda há necessidade de ampliar o conhecimento sobre o transtorno, tanto nas famílias quanto nas escolas. É necessário que seja desenvolvido um trabalho conjunto para que haja cooperação mútua, visando o melhor desenvolvimento possível da aprendizagem. Para a criança, como mostra a investigação, deve haver progressos paralelos, não só por parte das escolas, mas também por parte das famílias, que desempenham um papel fundamental, senão o mais importante, no processo de aprendizagem da criança. . com dislexia. Abordou também o processo e a educação das crianças com dislexia, a educação inclusiva, o processo de aprendizagem das crianças disléxicas e o papel da família neste processo de aprendizagem. Posteriormente, as dificuldades encontradas na aprendizagem também foram abordadas por meio do desenvolvimento de pesquisa de campo realizada no município de Castanhal, onde foram entrevistadas famílias de crianças suspeitas de apresentarem dificuldades de aprendizagem.
Estratégias de aprendizagem no cotidiano de crianças disléxicas: desafios para a prática docente, s/d, Disponível em: