Com questões amplas relativas às definições de ciclos técnicos e suas características e à economia circular de forma ampla. A economia circular nasceu da necessidade de enfrentar os desafios criados pelo sistema tradicional de economia linear.
OBJETIVOS
Geral
Específicos
JUSTIFICATIVA
Compreender, discutir e utilizar o diagrama de sistemas como ferramenta que contribui para a compreensão, adoção e implementação da economia circular (Sehnem, et al., 2020). Além disso, o objetivo do trabalho é auxiliar no desenvolvimento de conhecimento que permita auxiliar na adoção da economia circular em empresas que desejam fazer a transição superando a economia linear.
ECONOMIA CIRCULAR
Princípios da economia circular
O primeiro princípio da economia circular, segundo Ellen MacArthur (2013), é a ideia de preservar e melhorar o capital natural (Michelini, et al., 2017). Os materiais biológicos – geralmente não tóxicos – destinam-se a ser devolvidos com segurança à biosfera (Ghisellini, et al., 2016).
Diagrama Sistêmico proposto pela Fundação Ellen MacArthur
- Ciclo Técnico
Com foco na etapa de concepção do produto, destaca a importância de levar em conta um ciclo de separação e reciclagem, e buscar soluções para evitar o descarte de resíduos em aterros (Ghisellini, et al., 2016). A reciclagem faz com que os produtos não passem por todos os processos desde o início, reduzindo assim a emissão de substâncias nocivas e os impactos ambientais (Castellani, et al., 2015).
MODELOS DE MATURIDADE NAS EMPRESAS
Com base nos níveis de maturidade do CMM, Narayana (2005) elabora o Modelo de Maturidade da Inovação, que propõe níveis para avaliar a maturidade de um programa de inovação. Sehnem, et al., (2019) propõem um modelo de maturidade que cria uma conexão entre o diagrama sistêmico e o modelo de negócios. O estudo bibliográfico dos modelos de maturidade nas empresas mostra que existe uma estrutura comum entre as teorias apresentadas.
O modelo mais adequado para o trabalho proposto é portanto o CMM, pois inclui este conceito mais central de níveis de maturidade. Os estudos existentes a respeito do Diagrama Sistêmico e modelos de maturidade não atendem ao escopo deste trabalho. Conforme foi constatado, a partir do levantamento bibliográfico, um dos poucos estudos encontrados que faz conexão entre níveis de maturidade para a implementação da economia circular é o artigo de Gorecki (2019), sobre a indústria da construção.
Não foram encontrados estudos específicos que estabeleçam a relação desejada pelo propósito do trabalho entre o Diagrama Sistêmico e modelos de maturidade para auxiliar a adoção da circularidade e desenvolvê-la de forma mais genérica.
PARTICIPANTES DA PESQUISA
COLETA DOS DADOS
Uma entrevista individual permite uma maior ligação com o entrevistado e um foco nas suas experiências com o fenómeno que queremos compreender. O roteiro, que pode ser encontrado no Apêndice A, foi elaborado com base na literatura sobre compartilhamento, manutenção, reutilização, remanufatura e reciclagem e procurou extrapolar o conhecimento teórico adquirido.
ANÁLISE DOS DADOS
Posteriormente foi realizado o processamento do resultado, a conclusão e a interpretação, que é a última etapa de Bardin (1977) que permitiu a definição das características dos níveis de maturidade do CM3R. Desta forma é possível trazer um pouco mais de compreensão para a adoção da economia circular, o conteúdo foi sistematizado, o que permite compreender os níveis de maturidade de cada um dos níveis de circularidade. Desta forma, foi possível elaborar descrições que apoiaram a construção do modelo que estabelece a ligação entre as teorias do modelo de maturidade e o Diagrama Sistêmico (Oliveira, 2008).
Um modelo de maturidade serve como guia para orientar a organização na busca pela excelência. Contudo, este trabalho defende a ideia de níveis de maturidade baseados nos ciclos CM3R do fluxo técnico (Ellen MacArthur, 2013), orientados pelos princípios da economia circular, produção de valor econômico a partir dos ciclos. O conceito de CMM foi utilizado para poder medir o grau de maturidade dentro dos níveis de circularidade.
O primeiro nível de maturidade é o Inicial, quando a organização ainda não possui um ambiente estável para o desenvolvimento da Reciclagem. O segundo nível de maturidade é o Replicável, que começa em um nível superior da organização para que o retrabalho possa ser feito na prática. Neste segundo momento, as descrições da seção anterior foram construídas com base nas entrevistas, definindo os níveis de maturidade de cada nível de circularidade do modelo.
Isso permite compreender alguns caminhos possíveis, a partir do Diagrama Sistêmico da Fundação Ellen MacArthur e do Modelo de Maturidade de Capacidade, para desenvolver ainda mais as empresas rumo à economia circular. O presente trabalho conseguiu atingir seu objetivo principal de estabelecer uma relação entre o modelo de maturidade CMM e o ciclo técnico do diagrama do sistema, conforme mostra a Figura 13, onde são analisados os níveis de circularidade (compartilhamento, manutenção, reutilização, remanufatura e reciclagem) estão sendo desenvolvidos. com seus níveis de maturidade, com base no Modelo de Maturidade de Capacidade (Inicial, Replicável, Definido, Gerenciado e Otimizado).
ECONOMIA CIRCULAR E CONSIDERAÇÕES GERAIS
CONSTRUÇÃO DOS NÍVEIS DE MATURIDADE NA ECONOMIA CIRCULAR A
O MODELO DE MATURIDADE PARA A CIRCULARIDADE CM3R
Reciclagem e seus níveis de maturidade
Não se sabe sobre o material, qual a destinação correta dos resíduos resultantes, nem como deve ser tratado. Devido aos processos desorganizados, não está claro como lidar com esse desperdício. Idealmente, como referem alguns interlocutores, este nível não existiria, porque se o design antecipasse o ciclo de vida do produto, não haveria produção de resíduos, ou seja, nada para reciclar.
Existe um nível organizacional inicial, onde são definidas as práticas e como serão implementadas. Este nível irá variar de acordo. A empresa não necessariamente realizará o processo de reciclagem, mas a forma como esses resíduos serão gerenciados já deverá estar bem desenvolvida. A definição de metas quantitativas e qualitativas possibilita a obtenção de uma base de dados que pode auxiliar na tomada de decisões.
Dentro da reciclagem, medir a quantidade de resíduos gerenciados, que aquele processo devolve à organização, pode ajudar a determinar a continuidade do que está sendo feito ou a mudança de material ou mudança de processo, entre outras opções adaptativas.
Remanufatura e seus níveis de maturidade
Esse momento de maturidade é baseado no que já aconteceu, portanto a organização deve iniciar processos para criar aprendizagem, criar padrões (Kristensen & Mosgaard, 2020; Potting, Hekkert, Worrell & Hanemaaijer, 2017). Neste ponto é necessário entender como isso será implementado na prática, para considerar as possibilidades que podem ser exploradas através de parcerias e colaborações que possam arrecadar, por exemplo, o meu produto. Esses pontos mencionados devem ser transmitidos e colocados em prática para que a experiência inicial e o aprendizado possam começar.
O terceiro nível de maturidade é o Definido, que já possui um grau mais refinado de organização, das experiências colocadas em prática e das informações geradas que são convertidas em conhecimento, que serão documentadas neste nível. Os parceiros e as suas funções, como será feito o desmantelamento, como serão comercializados e certificados os novos produtos e, finalmente, como serão tratados os custos extra que todo este processo irá implicar. O quarto nível é Gerenciado, neste nível existe um grau de organização bem estabelecido e os objetivos de qualidade são definidos por meio de métricas.
Estando no quarto nível, já se teve algumas experiências que podem construir o padrão de qualidade que passa a ser a meta a seguir.
Reutilização e seus níveis de maturidade
Por exemplo, a organização poderia conectar fisicamente consumidores que desejam abandonar produtos e outros consumidores que desejam produtos que possam ser reciclados. Criar uma plataforma digital para conectar consumidores que desejam descartar produtos recicláveis com consumidores que procuram esses produtos. Então a ideia de conectar consumidores que querem desapegar de seus produtos a outros consumidores já foi desenvolvida e tem um modo de atuação primário.
É Definido o Nível 3, que já possui um maior grau de organização, ele documenta um processo típico de desenvolvimento em toda a organização, é chamado de processo padrão. Neste nível, a capacidade pode ser resumida como padrão e consistente, porque as atividades são estáveis e repetíveis. Um banco de dados de processos em toda a organização coleta e analisa todos os dados de processos disponíveis.
As capacidades neste nível podem ser resumidas como melhoria contínua, onde são planejadas e gerenciadas como atividades comerciais comuns.
Manutenção e seus níveis de maturidade
A logística de coleta, a complexidade da manutenção, a forma de devolução do produto ao mercado e o custo de toda a operação devem ser analisados nesta etapa. Nesse nível inicia-se uma organização inicial, que se dá por meio de políticas ou práticas estabelecidas para reger os procedimentos necessários. A manutenção terá como foco o reparo do produto para que sua função original seja preservada, desta forma as políticas aplicadas cumprirão a estrutura necessária para que isso seja possível.
Experiências do nível anterior ou de projetos já realizados nesta área apoiarão o planeamento e gestão desta nova fase. Os processos já foram colocados em prática, já foi adquirida experiência suficiente para definir um padrão de qualidade. A organização deve definir a melhor forma de realizar de forma consciente esses pequenos reparos, limpezas e retoques para que o funcionamento deste processo seja satisfatório.
O processo de manutenção já está estabelecido, de modo que são definidas metas quantitativas e qualitativas para que o processo possa ser medido e progredido.
Compartilhamento e seus níveis de maturidade
Antigos projetos e experiências específicas serão a base para começar a estruturar os processos que criarão a aprendizagem necessária. O terceiro nível é definido onde já existe um maior grau de organização, pois podemos documentar o que aconteceu. Nesse ponto, a mudança de lógica já foi compreendida, o método de compartilhamento já foi desenhado e essas definições ajudam a construir um conjunto de processos integrados.
Aqui temos definições de metas quantitativas e qualitativas para que possamos apontar uma direção que traga mais eficiência e informações que ajudem em possíveis mudanças. O processo de separação já deve estar em um grau de coerência bem estabelecido, para que se possa manter a consistência na prática dos processos e vê-los como previsíveis. Há foco na melhoria contínua e agora é possível identificar pontos fracos, podendo evitar erros ao longo do processo.
A organização pode ter criado uma plataforma de adesão de pessoas para depois ser direcionada para serviços ou bens que serão partilhados, como disse o entrevistado EMP1, se for uma questão de reduzir a geração de resíduos, porque em última análise são menos recursos para produzem e menos produtos no mercado, otimizando assim os recursos, focando no seu acesso aos benefícios e não na propriedade do produto em si.
Os níveis de maturidade do modelo CM3R
Discussão dos Resultados
A solution to rebuild better: the circular economy. https://www.ellenmacarthurfoundation.org/assets/downloads/emf-joint-statement.pdf) Etee. An overview of the circular economy: the expected transition to a balanced interplay of environmental and economic systems. An overview of micro-level indicators for a circular economy, moving away from the three dimensions of sustainability.
An overview of the circular economy among SMEs in the Basque Country: A multiple case study. The circular economy: new or revamped as CE 3.0? - examines controversies in conceptualizing the circular economy through a focus on history and resource value preservation options. Circular economy in the wine chain production: maturity, challenges and lessons from an emerging economy perspective.
A taxonomy of circular economy implementation strategies for manufacturing companies: Analysis of 391 cradle-to-cradle products.