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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE

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Academic year: 2023

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DISCURSOS DO BACHAREL EM MATEMÁTICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE (FURG) SOBRE A FORMAÇÃO. Discursos dos Egressos do Curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) para Formação Inicial de Professores”, apresentado à Universidade Federal do Rio Grande – FURG como requerimento parcial para obtenção do Diploma de Licenciatura em Matemática.

COMPREENSÕES E ENTENDIMENTOS

Compreender como ocorre a formação básica de professores de matemática pode ser relevante, por exemplo, para planejar currículos e reformas estruturais na formação de professores. Buscar descobrir outros problemas ou encontrar caminhos tem se mostrado uma estratégia para repensar a graduação.

PESQUISAS RELACIONADAS

Nota-se que, mesmo com a implementação de várias reformas nos cursos de formação de professores ao longo dos últimos 20 anos, ainda é urgente pesquisar e reformular as propostas de formação inicial para esses profissionais. No que diz respeito à formação de professores de Matemática, a realidade não é diferente, já foram detectados vários problemas, como por exemplo a articulação entre teoria e prática ou a contradição entre planeamento curricular e experiência académica. Será, pois, interessante para a formação dos professores de Matemática que os Projetos Pedagógicos das Licenciaturas em Matemática, e consequentemente a sua organização académica, pedagógica e administrativa, para além de estarem de acordo com a legislação em vigor, procurem também estabelecer mecanismos que na realidade académica estudem mais de perto os processos que compõem a prática docente.

Tal aproximação corresponde à ideia da unidade da teoria e prática durante a formação inicial. Sobre a importância de dar voz aos egressos quando se pensa na organização de cursos de formação de professores, esta pesquisa vai ao encontro do que diz Voigt (2012). Teorizar pela construção dos sentidos centrais gerados pelos discursos desses sujeitos permite uma reflexão informada nos cursos de formação de professores ao criar explicações de processos, realidades em movimento para chegar a novas categorias, novas explicações ou mesmo reforçar explicações existentes. e análise.

Este TCC explorará prioritariamente esses aspectos coletivos inerentes à formação inicial de professores de Matemática.

CONTEXTO INVESTIGADO

Essa comissão será composta por professores atuantes no Núcleo Docente Estruturante – NDE do curso de matemática da FURG. Percebe-se, assim, que o Curso de Licenciatura em Matemática da FURG tem buscado atender às diretrizes nacionais para a Formação de Professores de Matemática. Como pode ser visto no capítulo anterior, o curso de licenciatura em matemática da FURG tem como objetivo primordial formar professores de matemática para atuar no ensino fundamental e médio.

A gente trabalha com coisas bem básicas dentro da escola e estuda coisas bem mais avançadas dentro da graduação. O que realmente se destaca na disciplina de Matemática é justamente esse distanciamento entre o eixo da educação e o eixo das disciplinas específicas. Quando diz que “o que marca muito dentro da disciplina de Matemática é justamente esse distanciamento entre o eixo da educação e o eixo das disciplinas específicas.

Quando somos inseridos na escola, vivenciamos situações que muitas vezes não vivenciamos dentro do curso. O tímido contato com os ambientes educacionais da educação básica pode, assim, ser visto como outra fragilidade do ensino de Matemática da FURG. Em meio a esse cenário, esta pesquisa buscou investigar, por meio do discurso entre candidatos, como se dá a relação entre o cenário de formação idealizado no atual PPC do Curso de Licenciatura em Matemática da FURG e o processo de formação efetivo neste curso.

Além disso, esta pesquisa indicou que os egressos da educação matemática da FURG acreditam que uma maior integração dos saberes matemáticos, saberes didático-pedagógicos e saberes da prática educativa pode melhorar a formação docente. Teoria e prática no processo de formação profissional: o caso de uma educação em matemática.

Gráfico 1: Tempo (anos) que o egresso concluiu a licenciatura em Matemática
Gráfico 1: Tempo (anos) que o egresso concluiu a licenciatura em Matemática

PRODUÇÃO DOS DADOS E SUJEITOS DA PESQUISA

DISCURSO DO SUJEITO COLETIVO

Além das práticas, mas o que você aplicará nas práticas é diferente do que você viu nas aulas. Acho que tudo que estudei na universidade tem a ver com a minha docência, tudo, mas tem coisas que podem ser substituídas por coisas mais efetivas. Acho que esses contatos, no caso, melhoram nosso aprendizado para a nossa futura profissão.

Nós do programa devemos entrar em sala de aula desde o primeiro ano, não diria contato total, mas aos poucos, assim como eu acho que acontece na Química, situações que muitas vezes a gente não vive dentro do próprio programa. Depois que a gente já está no terceiro ano de formação, a gente tem contato com a turma e o PIBID já me passou isso antes. Na verdade, acho que o PIBID é uma das formas mais verticais de se conectar com uma escola fora do estágio.

Então, // talvez uma solução fosse justamente os contatos prévios dentro da escola, o que me vem na cabeça é de repente, uma política de alinhar o curso com as escolas maiores que só o PIBID, porque aí você vai ver nele exatamente o que você precisa . até procuro dentro do curso, porque eu não sei exatamente o que vou precisar na escola até eu estar na escola // Acho que se essa atenção for dada aos alunos do curso, com essas atividades de extensão, Eu acho que o aluno vai se formar de outra forma, vai ter uma educação melhor no sentido geral.

DIVERGÊNCIAS ENTRE ESCOLA E UNIVERSIDADE

Nos DSC analisados ​​a seguir, observam-se algumas possíveis discrepâncias vivenciadas pelos egressos durante o período de formação inicial. Fürkotter e Morelatti (2007), ao discutir essa fragilidade presente em alguns cursos universitários de matemática, destacam a importância de que os sujeitos durante o processo de formação inicial busquem abordar o conteúdo sob uma perspectiva que inclua questões pedagógicas, especialmente em termos de referência, currículo ou aquisição de conhecimentos de educação básica. O relato incluído nesse discurso permite concluir que se por um lado algumas disciplinas cursadas na graduação não faziam sentido para os alunos, o que fica evidenciado quando a egressa afirma que "tem muitas disciplinas que não servem na hora à formação", por outro lado, para este futuro professor, os elementos essenciais da carreira docente não foram devidamente explorados durante o seu processo de formação.

Nesse sentido, é evidente a necessidade da articulação teoria e prática no processo de formação inicial. Ao dizer que "os cursos particulares ajudam muito conceitualmente [...] , termina. Muitas vezes o aluno vem tirar dúvidas do conceito com o professor na prática.” É evidente que atualmente os futuros professores de matemática estão passando por uma formação inicial com deficiências conceituais que podem afetar sua prática em sala de aula.

Na continuidade desta pesquisa, analisa-se o DSC2, que trata da desarticulação entre os saberes matemáticos e didático-pedagógicos na formação inicial.

DESARTICULAÇÃO ENTRE CONHECIMENTOS MATEMÁTICOS

A ideia de desarticulação entre o conhecimento matemático e o didático-pedagógico durante o processo de formação inicial se repete no DSC2. Esse é um discurso comum entre os alunos do curso e é algo que nos caracteriza” o egresso expressa claramente o quanto esse distanciamento está presente na percepção dos alunos do curso de Matemática. Dentro do programa existe um modelo de trabalho muito diferente em termos de educação e matemática.

Considerando o trecho acima, é possível verificar que o candidato percebe a existência de uma clara separação entre os professores que são matemáticos e os que são professores de matemática na educação matemática. Observando o que foi revelado no DSC2, fica claro que não só a falta de um referencial pedagógico nas disciplinas que focam o estudo dos saberes matemáticos pode comprometer a formação docente, mas também a falta de articulação entre o estudo dos saberes pedagógicos e o estudo do conhecimento matemático, nas disciplinas didático-pedagógicas, pode levar à falta de formação do futuro professor de matemática. As disciplinas da área de educação são muito diferentes da área de matemática, mas também são importantes” o egresso volta a destacar a lacuna entre o conhecimento matemático e o didático-pedagógico, porém agora ressalta a importância de ambos os estudos para sua formação básica.

De fato, nesse discurso, o distanciamento entre os eixos – matemático e didático-pedagógico – é visto como uma fragilidade no processo de formação inicial e que aproximá-los tornou-se uma das necessidades urgentes da licenciatura em matemática.

APROXIMAÇÃO COM O CAMPO ESCOLAR

Observa-se, portanto, que a desarticulação entre o conhecimento matemático e o didático-pedagógico ainda é muito presente no curso de Licenciatura em Matemática da FURG e é comprovada pelos egressos como um fator limitante na formação docente. Eu acho que se essa atenção for dada aos alunos do curso, com essas atividades de extensão, o aluno vai se formar de uma forma diferente, vai ter uma formação melhor no sentido geral. Ao dizer que "depois que já estamos no terceiro ano do curso, vamos ter contato com a sala de aula e o PIBID já me proporcionou isso antes" o egresso enfatiza o que entende nesta pesquisa como outra fragilidade da licenciatura em Matemática da FURG, ou seja, o aluno de Licenciatura em Matemática que tem pouco contato com o ambiente escolar durante sua formação inicial.

De fato, pode-se deduzir desse fragmento do DSC3 que se o licenciado não participar de algum projeto de extensão e/ou ensino - que rotineiramente possui um número limitado de vagas, então ele só entrará no contexto escolar no terceiro ano de o curso. Por outro lado, a continuação do DSC3 apresenta alguns pontos positivos quanto à participação no PIBID. Claro que existem outras formas de fazer um projeto de extensão nas escolas, mas depende muito do professor e do aluno que está fazendo.”

O PPC (2011, p. 6) prevê “a capacidade de participar de programas de formação continuada”, “implementar a educação continuada” e “contribuir para a realização de projetos coletivos na escola primária” como competências e habilidades que o aluno deseja. Claramente, essas previsões são vagas e ainda afetam uma minoria de graduados. Apesar dos avanços e aprofundamentos teóricos nesse campo do conhecimento, percebe-se que os cursos de formação de professores ainda apresentam fragilidades e desafios que precisam ser superados. No entanto, ele não é obrigado a estudar matemática mais simplificada ou abandonar o estudo de teóricos no campo da educação.

Imagem

Gráfico 1: Tempo (anos) que o egresso concluiu a licenciatura em Matemática
Gráfico 2: Idades dos egressos.

Referências

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