• Nenhum resultado encontrado

universidade federal do sul e sudeste do pará

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2023

Share "universidade federal do sul e sudeste do pará"

Copied!
80
0
0

Texto

44 Figura 14 - Aspectos macroscópicos da amostra de biotita leucomonzogranítica porfirítica (BEJR-43, ver análise modal na tabela 1). 50 Figura 18 - Aspectos macroscópicos da amostra de leucomonzogranito-biotita porfirítica (BEJR-03A, ver análise modal na tabela 1).

Localização e acesso da área em estudo

Dados sobre rochas máficas serão apresentados, mas o foco principal desta pesquisa foram as rochas granitóides.

Contexto Geológico Regional

O subcampo da Bacia de Carajás consiste principalmente de rochas metavulcânicas máficas a intermediárias e formações ferríferas bandadas incluídas no Supergrupo Itacaiúnas (~2,76 Ga; GIBBS et al., 1986; MACHADO et al., 1991). As áreas tectônicas da província de Carajás são localmente recobertas por sedimentos do grupo Rio Fresco (Domínio Rio Maria) e da Formação Águas Claras (Domínio Carajás), possivelmente também de idade arqueana (MACAMBIRA & . LAFON, 1995) e cortados por A-typeroticzoices e A-type ALLONNIKE DY al., 2005).

Figura 2 - Mapa de localização da Província Carajás inserido no Cráton Amazônico com destaque para  os  domínios,  ao  sul  Domínio  Rio  Maria  -  Terreno  Granito-Greenstone  e  ao  norte  Subdomínio  de  Transição e Bacia Carajás
Figura 2 - Mapa de localização da Província Carajás inserido no Cráton Amazônico com destaque para os domínios, ao sul Domínio Rio Maria - Terreno Granito-Greenstone e ao norte Subdomínio de Transição e Bacia Carajás

Objetivos

Materiais E Métodos

  • PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
  • AMOSTRAGEM
  • PETROGRAFIA
  • SUSCETIBILIDADE MAGNÉTICA

A Figura 3 mostra a localização dos pontos de amostragem junto com aqueles onde os cavacos foram feitos. As unidades expostas no entorno da Vila São Francisco são representadas por granitóides deformados com composições que variam de tonalitos a siegranitos, além de sienogranitos monzo e isotrópicos.

Figura  3  -  Mapa  de  amostragem  da  área  com  destaque  para  os  pontos  onde  foram  confeccionadas  lâminas
Figura 3 - Mapa de amostragem da área com destaque para os pontos onde foram confeccionadas lâminas

TTG’s

A unidade é dominada por estruturas dúcteis, ou seja: bandas de composição e bandas de cisalhamento e estruturas secundariamente frágeis. Indicadores cinemáticos são porfiroclastos elípticos a esféricos de argila alcalina com caudas de recristalização, foliação tipo ϕ simétrica (FOSSEN, 2012), às vezes porfiroclastos de orientação sinistral assimétrica aparecem. No campo, as zonas de cisalhamento são caracterizadas por bandas de cisalhamento com foliação milonítica (estruturas S-C) e porfiroclastos de feldspato alcalino.

A foliação milonítica no centro-oeste da unidade é caracterizada por porfiroclastos de feldspato alcalino de formato elíptico a subesférico com caudas simétricas à foliação, do tipo ϕ. Subordinadamente, fenocristais de feldspato alcalino euédricos a subédricos ocorrem a cerca de 4 cm, não orientados e sem deformação aparente. O bandamento composicional irregular em contacto com o corpo granítico deformado apresenta uma direção NW-SE, com um mergulho de 30º para SW.

Figura 4 - Mapa geológico da área. Modificado de Equipe A - Estágio de Campo 2 - 2015
Figura 4 - Mapa geológico da área. Modificado de Equipe A - Estágio de Campo 2 - 2015

Granito Deformado

A modelagem do relevo na área de ocorrência desta unidade foi caracterizada como Pediplano Retocado Inumado (Pri) (IBGE, 2009), apresenta feições planas levemente inclinadas a leves ondulações, ora de topos convexos, dissecação homogênea, vertentes muito suaves e alturas bem definidas entre 20 m20. Os cristais de quartzo são orientados paralelamente à foliação de orientação NW-SE, com mergulhos de 60º e 63º SW. O relevo da Unidade é caracterizado por uma dissecação homogênea modelada (IBGE, 2009), com terreno plano com suaves ondulações e por vezes com picos convexos do tipo morro de altura média e declives acentuados, inseridos entre elevações de 220 a 280 metros.

A textura porfirítica nesta unidade é essencialmente composta por fenocristais de feldspato alcalino, orientados compondo foliação de fluxo magmático com orientação NW-SE e mergulhos de 47º para SW. Estruturas e dobras S-C foram identificadas, indicando movimento sinistral, mostrando uma tendência NW-SE com altos ângulos de mergulho variando de 59° a 66° SW. Os veios são milimétricos a centímetros compostos de quartzo e/ou epídoto, às vezes são curvilíneos.

Granito Isotrópico

Veios de quartzo são estruturas bastante comuns neste domínio com espessura de centímetro a milímetro, com tendência NE-SW.

Unidade Metabásica

A análise petrográfica das rochas estudadas permitiu a identificação dos granitóides estudados nas fácies petrográficas: na unidade TTG foram identificadas as fácies biotita tonalita equigranular e biotita trondhjemita, e no Granito Deformado, as fácies leucomonzogranito porfirítico biotita, equigranito médio biotita média, leucoquigranito na fácies biotita. itita e leucogranodiorita equigranular biotita de granulação média. O granito isotrópico é composto por fácies de biotita leucomonzogranito porfirítico, biotita leucomonzogranito de granulação média a grosseira irregular, biotita leucosinogranito de granulação média.

Tabela 1 - Valores referentes às análises modais das unidades mapeadas na área.
Tabela 1 - Valores referentes às análises modais das unidades mapeadas na área.

TTG’s

Plagioclásio: Apresentam formas xenomórficas e hipodiomórficas, granulação fina a média (5 - 0,5 mm), ligeiramente alongada, seus contatos variam de irregulares a planos com cristais de biotita, quartzo e biotita também ocorrem. Seus contatos são recortados e planos e irregulares com cristais de feldspato, e com quartzo também se apresenta na forma de uma inclusão. Às vezes, os cristais de biotita são parcial ou totalmente substituídos por clorita e são orientados (Fig. 8 B e C).

Alanita: Os cristais são hipidiomórficos, com dimensões de (~0,3mm) e são delimitados por cristais de epídoto (Figura 7D). Minerais secundários: Os cristais de titanita são xenomórficos e hipidiomórficos, com dimensões de (0,6 - 0,2mm) seus contatos são irregulares com opacos e com biotita, retos com quartzo. Os cristais de clorita são lamelares, hipidiomórficos a xenomórficos, com dimensões de (< 1 mm) seu contato irregular entre si e com os outros minerais primários.

Figura  7  -  Aspectos  macroscópicos  da  amostra  de  biotita  trondhjemito equigranular  médio  (Amostra  BEJR-42A, vide análise modal na Tabela 1), onde nota-se o típico bandamento composicional desta  unidade, o qual é marcado por níveis enriquecidos
Figura 7 - Aspectos macroscópicos da amostra de biotita trondhjemito equigranular médio (Amostra BEJR-42A, vide análise modal na Tabela 1), onde nota-se o típico bandamento composicional desta unidade, o qual é marcado por níveis enriquecidos

Granito Deformado

  • BIOTITA LEUCOMONZOGRANITO
  • BIOTITA LEUCOSIENOGRANITO
  • BIOTITA LEUCOMONZOGRANITO PORFIRÍTICO
  • BIOTITA LEUCOGRANODIORITO

Zircão: Os cristais de zircônio são xenomórficos a hipidiomórficos, de granulação fina (< 0,5 mm), incluídos no quartzo e na mica. Minerais secundários: Os cristais de moscovita são hipidiomórficos, granulares (< 0,5 mm), devido à alteração de biotita e plagioclásio. Plagioclásio: Apresentam formas xenomórficas, granulação fina a média (4mm - 0,5mm), são alongados, seus contatos são irregulares e retos com cristais de clorita, quartzo, plagioclásio, minerais de quartzo e clorita também ocorrem como cinzas.

Os contatos são irregulares com biotita e clorita, interlobulados retos com cristais de quartzo e irregulares com plagioclásio. Os contatos são irregulares entre si e retos e irregulares com cristais de feldspato alcalino e com plagioclásio, e ocorrem mesmo em minerais primários. Os cristais de clorita apresentam-se em lamelas, hipidiomórficos, com dimensões de (<0,5 mm) seus contatos são retos e irregulares com os cristais de quartzo e plagioclásio e incorporação neles, possível produto da alteração da biotita.

Figura 10 - Aspectos macroscópicos da amostra de biotita leucomonzogranito (BEJR-12 A, vide  análise modal na tabela 1)
Figura 10 - Aspectos macroscópicos da amostra de biotita leucomonzogranito (BEJR-12 A, vide análise modal na tabela 1)

Granito Isotrópico

BIOTITA LEUCOMONZOGRANITO PORFIRÍTICO

Plagioclásio: Os cristais possuem formas xenomórficas com dimensões (7 - 1 mm), seus contatos com quartzo e biotita são regulares, irregulares com aluminato alcalino, e também apresentam inclusões de quartzo (Fig. 19 A). Zircão: Os cristais têm faces de cristal hipodiomórficas a idiomórficas, com dimensões de cerca de (~ 0,3 mm) e raramente são zonadas. Titanita: Os cristais representam faces cristalinas hipidiomórficas, com dimensões (0,2 - 0,4 mm), também ocorre como produto da alteração da magnetita.

Alanita: Os cristais apresentam faces cristalinas xenomórficas com dimensões de (~0,1 mm), forma de grão, associadas a agregados máficos. Os cristais de clorita e moscovita possuem faces cristalinas hipidiomórficas, com dimensões (<0,5 mm) e ocorrem como produto da alteração da biotita. Os cristais de epídoto são xenomórficos, com granulação (< 0,3 mm), formas lobuladas, ocorrem como produto da alteração do plagioclásio e associados a micas e argilominerais, produto da alteração do feldspato alcalino (Figura 19C).

Figura  19  –  Aspectos  microscópicos  da  amostra  de  biotita  leucomonzogranito  porfirítico  (Amostra  BEJR-03A)
Figura 19 – Aspectos microscópicos da amostra de biotita leucomonzogranito porfirítico (Amostra BEJR-03A)

BIOTITA LEUCOMONZOGRANITO

Biotita: Cristais de hábito lamelar, com formas hipomórficas variando em tamanho (2mm - 0,5mm). Xenotime: Os cristais têm faces cristalinas hipodiomórficas a idiomórficas, com dimensões (< 1 mm), têm contato perpendicular com minerais adjacentes e são comumente associados à biotita cloritizada (Figura 21 E). Zircônio: Os cristais possuem faces cristalinas hipodiomórficas a idiomórficas, com dimensões (~ 0,3 mm), raramente apresentando zoneamento.

Fluorita: Os cristais têm faces cristalinas hipodiomórficas a idiomórficas, tamanho (~0,8 mm), são de forma cúbica e associados a agregados máficos (Figura 21 F). Apatita: Os cristais apresentam faces cristalinas hipodiomórficas a idiomórficas, variando em tamanho (1mm-0,1mm), com formas aciculares, geralmente associadas à biotita e opacas na forma de inclusões. Os cristais de epidoto são xenomórficos, com granulação (< 0,3 mm), com formas lobulares ocorrendo como produto da alteração do plagioclásio e associadas à mica, e argilominerais como produto da alteração do feldspato alcalino.

Figura 21 - Aspectos microscópicos da amostra de biotita leucomonzogranito inequigranular média a  grossa (Amostra BEJR-06)
Figura 21 - Aspectos microscópicos da amostra de biotita leucomonzogranito inequigranular média a grossa (Amostra BEJR-06)

BIOTITA LEUCOSIENOGRANITO

Feldspato alcalino: Os cristais apresentam formas xenomórficas a hipidiomórficas, granulação grossa a média (4 - 2 mm) seus contatos com o quartzo são retilíneos e irregulares com plagioclásio, observam-se inclusões locais de quartzo, biotita e clorita. Alanite: Os cristais têm faces cristalinas xenomórficas com dimensões (>1 mm), têm uma forma granular e estão associados a agregados máficos. Opaco: Ocorrem como cristais xenomórficos de grão fino (1 - 0,1 mm), formas subcirculares, associados a agregados máficos, e são freqüentemente encontrados como inclusões em biotita.

Minerais Secundários: Os cristais de sericita são xenomórficos com dimensões (~0,1 mm) devido à alteração do plagioclásio, sua distribuição ocorrendo de acordo com o zoneamento do plagioclásio, o que é normal neste caso, portanto são os núcleos mais calcíticos que sofrem esse tipo de alteração. Os cristais de clorita e moscovita possuem faces cristalinas hipodiomórficas com dimensões (< 0,5 mm) e ocorrem como produto da alteração da biotita (Fig. 23 D). Os cristais de epidoto são xenomórficos, com granulação (< 0,3 mm), com formas lobulares, formados como produto de alteração de plagioclásio e associados a micas, enquanto os minerais argilosos são produto de alteração de feldspatos alcalinos.

Greenstone Belt

CLORITA-HORNBLENDA ANFIBOLITO

Os cristais são prismáticos, com bordas erodidas, seus contatos são intermediários e amebóides e subordinadamente dentados, devido à incorporação de quartzo e epídoto, adquire aspecto subpoiquoiblástico, em suas bordas pode-se observar crescimento vermiforme de quartzo esférico. Quartzo: Cristais xenomórficos com dimensões (0,8 - 0,5 mm) ocorrem como inclusões em cristais de anfibólio e clorita e raramente isoladamente (Figuras 24 A e B). Plagioclásio: Os cristais são erodidos, às vezes como uma massa amorfa, plagioclásio com gêmeos polissintéticos está presente localmente (Fig. 24 C), às vezes parcialmente obliterado.

Clorita: Os cristais possuem faces cristalinas hipodiomórficas com dimensões (< , 1 mm) e possuem contato linear com minerais adjacentes que se formam como produto da alteração do plagioclásio (Fig. 24 D). Epidoto: Os cristais de epidoto são xenomórficos, granulares (< 0,3 mm), de forma lobular, formados como produto da alteração do plagioclásio e associados ao anfibólio. Titanita: Os cristais são xenomórficos, de grão fino (< 1 mm) com contatos irregulares como minerais, provavelmente o produto de alteração de minerais opacos.

Figura 24 –  Aspectos microscópicos da amostra de clorita hornblenda anfibolito (Amostra BEJR-01)
Figura 24 – Aspectos microscópicos da amostra de clorita hornblenda anfibolito (Amostra BEJR-01)

Apresentação de Dados

Comparações entre as rochas estudadas com as séries Granitóides do

TTG’s

No segundo evento, ocorrido a 2,93±0,1 Ga, formaram-se o Complexo Caracol Tonalito, o Mariazinha Tonalito e as rochas mais jovens do Arco Verde Tonalito. Assim, é necessário obter dados geocronológicos para definir a qual unidade TTG do domínio Rio Maria as rochas estudadas estão associadas.

GRANITO DEFORMADO

GRANITO ISOTRÓPICO

Comparação dos dados de SM entre os Granitóides da Vila São

Zircon geochronology, geochemistry and origin of the TTG suites of the Rio Maria granite-greenstone terrane: Implications for Archean crustal growth of the Carajás Province, Brazil. Zircon geochemistry and geochronology of Archean granite suites of the Rio Maria granite-greenstone terrane, Carajás Province, Brazil. Mesoarchean (3.0 and 2.86 Ga) Host Rocks of the Bacaba Iron Oxide-Cu-Au Deposit, Carajás Mineral Province: U-Pb Geochronology and Metallogenetic Implications Mineral Deposits.

Petrografia e geoquímica do Granodiorito Rio Maria na região de Bannach e comparações com outros depósitos no Terreno Verde Granítico de Rio Maria - Pará. Uma nova compreensão das províncias do Cráton Amazônico baseada na integração do mapeamento de campo e da geocronologia U-Pb e Sm-Nd. Geologia, geoquímica e geocronologia U-Pb dos estoques de granito Arqueano (2,74 Ga) Serra do Rabo, Província de Carajás, norte do Brasil.

Figura 27 - Histograma comparativo entre os granitoides da Vila São Francisco.
Figura 27 - Histograma comparativo entre os granitoides da Vila São Francisco.

Imagem

Figura 1- Mapa de localização e acesso a área de estudo (Fonte: Equipe A – Estágio de Campo 2 –  20015)
Figura 2 - Mapa de localização da Província Carajás inserido no Cráton Amazônico com destaque para  os  domínios,  ao  sul  Domínio  Rio  Maria  -  Terreno  Granito-Greenstone  e  ao  norte  Subdomínio  de  Transição e Bacia Carajás
Figura  3  -  Mapa  de  amostragem  da  área  com  destaque  para  os  pontos  onde  foram  confeccionadas  lâminas
Figura 4 - Mapa geológico da área. Modificado de Equipe A - Estágio de Campo 2 - 2015
+7

Referências

Documentos relacionados

Diante da análise dos acórdãos da amostra, extraiu-se as respostas da Tabela 5. Apesar disso, examinou-se o documento para compreensão da interferência do ICMS na base