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Vania Floriani Noldin.pdf - Univali

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Academic year: 2023

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Os produtos naturais tiveram papel importante na descoberta de muitos medicamentos e formaram a base da medicina moderna, que está estritamente ligada às plantas medicinais (CECHINEL FILHO; YUNES, 2001; . YUNES et al., 2001; BUTLER, 2005; VEIGA JUNIOR et al., 2001; BUTLER, 2005; VEIGA JUNIOR et al., 2001; BUTLER, 2005; VEIGA JUNIOR et al. al., 2005). Na determinação dos efeitos terapêuticos de produtos vegetais é muito importante a colaboração entre grupos multidisciplinares, incluindo: fitoquímica, farmacologia, microbiologia, toxicologia, farmacotécnica e outras áreas afins (CECHINEL FILHO; YUNES, 1998; SIMÕES et al., 2002).

Objetivo geral

Essa atividade antineoplásica também foi observada em outro estudo onde também foi isolado o quassinóide 6-α-senecioiloxichaparrina (ARISAWA et al., 1983a). Foram isolados os quassinóides 6-α-tigloiloxichaparrinona e 6-α-tigloiloxichaparrina, posteriormente isolados de Ailanthus grandis Prain (Simaroubaceae), que também apresentou atividade antineoplásica no modelo analisado (POLONSKY et al., 1980). Os quassinóides cedronolactonas A-E apresentaram atividade citotóxica significativa contra linhagens celulares P388 nestes estudos (OZEKI et al., 1998).

Este modelo de nocicepção desenvolvido por Collier et al. 1968), é relativamente simples, mas avalia a atividade antinociceptiva das substâncias testadas de forma inespecífica. Sílica gel CC Sílica gel CC. atividade central ou periférica), amplamente utilizada pelos farmacologistas (SOUZA et al., 2003). A atividade fungicida da cantina-6-ona também foi relatada em um estudo de biodirecionamento das raízes e casca de Zanthoxylumusabarense (HE et al., 2002).

Além disso, alguns autores atribuem atividade analgésica, antiulcerogênica, anti-hiperglicêmica e antimicrobiana ao composto β-sitosterol (ABOUTABL et al., 2002; RAMESH et al., 2001). Entretanto, atividades analgésica, anticolinesterásica, colinérgica, antimalárica, antineoplásica e outras são frequentemente relatadas na literatura (RASKIN et al., 2002).

Figura 2: Fluxograma dos processos realizados com o extrato bruto dos rizomas de Simaba  ferruginea (DCM: diclorometano, AE: acetato de etila)
Figura 2: Fluxograma dos processos realizados com o extrato bruto dos rizomas de Simaba ferruginea (DCM: diclorometano, AE: acetato de etila)

Objetivo específico

Importância das plantas medicinais

Desde então, as plantas medicinais tornaram-se uma fonte inesgotável de propriedades medicinais, embora seus constituintes químicos sejam desconhecidos (PHILLIPSON, 2001; SARDESAI, 2002; MACIEL et al., 2002). A intoxicação também pode ocorrer por adulteração, uso incorreto de uma planta devido à identificação errada da espécie (RATES, 2001a,b; SARDESAI, 2002; VEIGA JUNIOR et al., 2005).

Biomas brasileiros: Cerrado

A importância do estudo desses ecossistemas visa não apenas compreender seu perfil químico e descobrir novas substâncias úteis ao homem, mas também preservá-los (PINTO et al., 2002; GUARIM NETO; MORAIS, 2003). A flora do estado de Mato Grosso é caracterizada por uma grande variedade de espécies, formada pelas áreas biogeográficas do Cerrado, Pantanal, Amazônia e áreas de transição, tendo a presença de árvores de médio e grande porte como uma das principais características da região (LEITZKE; GUARIM NETO, 2002).

Família Simaroubaceae

  • Simaba multiflora
  • Simaba orinocensis
  • Simaba guianensis
  • Simaba cuspidata
  • Simaba cedron
  • Simaba polyphylla
  • Simaba subcymosa
  • Simaba ferruginea St. Hil
  • Outros gêneros relevantes da família Simaroubaceae

Desta espécie foram isolados o quassinóide orinocinolídeo (1) e o composto simalicalactona D (2), ambos apresentando boa atividade contra Plasmodium falciparum, e o quassinóide (1) também apresentou melhor atividade contra Leishamania donovani em comparação com agentes como pentamidina e anfotericina B (MUHAMMAD et al., 2004). Alguns quassinóides foram isolados das folhas de Eurycoma longifolia, tais como: 14,15β-dihidroxicalineanona, 15-β-O-acetil-14-hidroxicalineanona, longilactona, que demonstraram atividades antiesquistossômica, antitumoral e antimalárica (JIWAJ et al. 2000 et al2), IND. .

Análise fitoquímicados rizomas

  • Material vegetal
  • Preparação do extrato bruto
  • Obtenção das frações
  • Análise cromatográfica
  • Separação e purificação dos compostos
  • Identificação e elucidação estrutural dos compostos isolados

Para purificar as subfrações, elas foram recromatografadas de acordo com o sistema mencionado acima e também por cromatografia flash, utilizando sílica gel Merck (250-400 mesh) como fase. O polímero Sephadex LH-20, cujo mecanismo de separação é a exclusão de tamanho, foi utilizado como fase estacionária para a purificação de subfrações altamente polares.

Análise fitoquímica das folhas

  • Material vegetal
  • Obtenção dos extratos
  • Preparação das frações
  • Análise cromatográfica
  • Separação e purificação dos compostos
  • Identificação dos compostos isolados

Todas as frações foram analisadas por cromatografia em camada delgada (TLC) para identificar as principais classes de compostos presentes em cada uma de acordo com o método descrito em 4.1.4. As frações foram submetidas a procedimentos de cromatografia em coluna (CC) utilizando sílica gel Merck mesh como fase estacionária e diferentes sistemas eluentes como fase móvel, previamente selecionados por análise de TLC.

Atividade farmacológica

Atividade antinociceptiva

Os animais foram divididos em onze grupos distintos de 8 animais cada, sendo um controle cujo pré-tratamento consistiu apenas de veículo, e os demais grupos tratados de acordo com as amostras testadas: extrato metanólico 5 mg/kg e 20 mg/kg, fração alcaloide 5 mg/kg. kg e 20 mg/kg, compostos C, D e FB 5 mg/kg e 20 mg/kg cada, por via intraperitoneal 30 minutos antes da injeção de ácido acético. Os animais foram então colocados individualmente na bancada sob funis de vidro onde o número de contorções foi registrado a cada 5 minutos durante 30 minutos.

Atividade antiúlcera

Após esse período, os animais receberam tratamento de acordo com seus grupos (extrato metanólico de rizomas, frações, compostos isolados – C, D, FB) nas doses de 5 mg/kg e 20 mg/kg por via oral e intraperitoneal, enquanto o grupo controle foi apenas veículo recebido. Lesões gástricas foram induzidas pela administração de 30 mg/kg de indometacina dissolvida em bicarbonato de sódio a 2% após 1 hora de tratamento da planta. Além do número médio de úlceras para cada grupo experimental e controle, o índice de ulceração foi utilizado para determinar a extensão das úlceras.

O índice de ulceração foi considerado como a soma total dos pontos obtidos após exame da mucosa gástrica, levando-se em consideração o número total de úlceras e a média do índice de lesão de acordo com a nota e pontuação atribuída conforme os dados citados a seguir.

Análise estatística

Análise fitoquímica

Frações do Rizoma – Extração Convencional

  • Caracterização química e revisão da literatura do composto C
  • Caracterização química e revisão da literatura do composto D

Esta classe de alcalóides possui grande importância econômica e farmacológica, os principais compostos desta classe são: vincristina e vinblastina, alcalóides com atividade antineoplásica isolados de Catharanthus roseus; ergotamina, utilizada no tratamento da enxaqueca devido à sua atividade adrenérgica nos receptores α-2, isolados de Claviceps purpurea; ajmalicina (Rauwolfia serpentina) e ioimbina (Pausinystalia yohimbe) simpaticolíticos usados ​​para hipertensão e impotência masculina, respectivamente; entre muitos outros alcalóides indólicos com significativa atividade terapêutica (DEWICK, 2002; SIMÕES et al., 2002; HOSTETTMANN et al., 2003). Dentre as diversas atividades do alcaloide cantin-6-ona relatadas na literatura, destacam-se os estudos que demonstraram atividade contra Leishmania amazonensis, mais importante no tratamento da infecção local (FERREIRA et al., 2002) ; atividade inibitória na ativação de Epstein-Barr (MURAKAMI et al., 2004); citotoxicidade observada em queratinócitos de porquinhos-da-índia (ANDERSON et al., 1983) e mais importante, atividade citotóxica eficaz contra diversas linhagens celulares de câncer humano como: melanoma, fibrossarcoma, pulmão, mama, antileucêmico e outros (FUKAMIYA et al., 1986; KARDONO et al., 1991; KUO et al., 2003). Ao avaliar compostos alcalóides como beta-carbolinas, indóis e isoquinolinas quanto à sua afinidade por receptores de benzodiazepínicos, constatou-se que apenas moléculas metoxiladas e/ou moléculas com grupos carbonila foram capazes de se ligar a receptores de benzodiazepínicos (GUZMAN et al., 1984). ).

Em outro estudo com derivados metoxilados da cantina-6-ona, foram observadas atividade citotóxica in vitro contra células KB cultivadas e atividade contra Plasmodium falciparum (CHAN et al., 2004).

Tabela 01: Valores dos deslocamentos químicos (ppm) de  13 C e  1 H para o alcalóide cantin-6- cantin-6-ona conforme dados da literatura e valores obtidos para o composto C
Tabela 01: Valores dos deslocamentos químicos (ppm) de 13 C e 1 H para o alcalóide cantin-6- cantin-6-ona conforme dados da literatura e valores obtidos para o composto C

Frações do Rizoma – Extração Específica para Alcalóides

O alcalóide cantina-6-ona pode apresentar diversas substituições em seu núcleo fundamental, sendo o grupo metoxi um dos mais constantes, distribuído por vários átomos de carbono, conferindo ao composto maior solubilidade lipídica e também atividades biológicas diferentes ou potentes. Embora não tenha sido possível isolar e identificar estes dois alcalóides presentes nesta fração a verificação da presença de outros alcalóides foi muito importante pois justificam as atividades farmacológicas encontradas e discutidas posteriormente quando os alcalóides cantina- 6-ona e 4- metoxicantina-6-ona são os principais compostos da planta, mas suas propriedades terapêuticas podem ser potencializadas por outros alcalóides, mesmo que estes estejam presentes em quantidades muito pequenas, o que é muito comum para esta classe de metabólitos, que muitas vezes são até relatados como estar ausente em certas plantas devido ao baixo rendimento e à difícil detecção. Estas subfrações foram analisadas em TLC com diferentes reveladores, onde foi detectada a maior parte da presença dos dois alcalóides já identificados e também a presença de outros alcalóides, alguns dos quais são provavelmente iguais aos obtidos na fração alcalóide de acordo com sua referência.

A análise CCD verificou a presença majoritária dos compostos alcalóides C e D, sendo esta proporção reservada para testes biológicos.

Frações das Folhas de S. ferruginea

  • Caracterização química e revisão da literatura do composto FA
  • Caracterização química e revisão da literatura do composto FB

Existem relatos de atividades estrogênicas do β-sitosterol e seu glicosídeo, bem como atividade citotóxica contra células cancerígenas da linhagem Bowes (JU et al., 2004; NGUYEN et al., 2004). Todos os esteróides testados apresentaram resposta antinociceptiva significativa, sendo o β-sitosterol o composto mais eficaz neste modelo, cujo DI50 9 mg/kg foi inferior ao da aspirina 24 mg/kg (SANTOS et al., 1995). Além disso, a presença de hidroxilas nas posições C-3 e C-5 confere máximo poder antioxidante à molécula e, portanto, os flavonóis quercetina e quercitrina apresentam os requisitos para exercer excelente atividade antioxidante (MARTINEZ-FLOREZ et al., 2002; TRUEBA , 2003).

A quercitrina isolada de Bauhinia microstachya foi avaliada quanto à atividade antinociceptiva no modelo de constrição induzida por ácido acético, demonstrando significativa inibição do processo doloroso, justificando o uso desta planta pela população como analgésico (SILVA-MEYRE et al., 2001). .

Figura 10: Espectro de IV do composto quercitrina (pastilha KBr).
Figura 10: Espectro de IV do composto quercitrina (pastilha KBr).

Atividade farmacológica

Atividade antiúlcera dos rizomas

AE e DCM-RA de Simaba ferruginea em doses de 5 mg/kg e 20 mg/kg administradas por via oral em relação à ulceração induzida por etanol a 50% (10 ml/kg) em camundongos. Posteriormente, a atividade antiulcerogênica da fração alcalóide foi avaliada utilizando o modelo de úlcera induzida por etanol (Fig. 16), que mostrou inibição da ulceração dose-dependente, com a concentração de 5 mg/kg inibindo 66% e a dose de 20 mg. . /kg inibiu a formação de feridas nos animais testados em 80%. Os resultados obtidos no modelo de úlcera induzida por etanol indicam que a fração alcalóide, na dose de 20 mg/kg, administrada por via oral ou intraperitoneal, é a mais eficaz, e seu perfil farmacológico corresponde ao apresentado pela combinação de alcalóides cantin- 6-ona e 4-metoxicantina-6-ona na dose de 10 mg/kg cada.

O perfil antiulcerogênico do extrato metanólico, fração alcalóide e alcalóides administrados por via intraperitoneal também foi avaliado em modelo de úlcera induzida por indometacina 30 mg/kg por via oral em ratos (Tabela 03), os resultados obtidos não foram significativos, embora tenha havido redução da ulceração em animais.

Figura 13: Atividade antiúlcera do extrato metanólico bruto de Simaba ferruginea nas doses  de 5 mg/kg e 20 mg/kg administradas via intraperitoneal em relação à ulceração induzida por  etanol 50% (10 mL/kg) em camundongos
Figura 13: Atividade antiúlcera do extrato metanólico bruto de Simaba ferruginea nas doses de 5 mg/kg e 20 mg/kg administradas via intraperitoneal em relação à ulceração induzida por etanol 50% (10 mL/kg) em camundongos

Atividade antinociceptiva dos rizomas de S. ferruginea

Atividade antiúlcera das folhas de S. ferruginea

Contudo, este composto testado sozinho (Figura 24) mostrou uma inibição significativa da úlcera de 66,7% numa dose de 20 mg/kg quando administrado oralmente. Segundo Sannomiya et al (2005), em estudo com folhas de Byrsonima crassa, os flavonóides presentes no extrato metanólico foram os compostos responsáveis ​​pela inibição de até 93% das úlceras induzidas pelo etanol na dose de 500 mg/kg. Uma breve análise histórica da química das plantas medicinais: a sua importância na concepção moderna de medicina segundo os paradigmas ocidental e oriental.

Triagem antiúlcera de plantas medicinais amplamente utilizadas em Mato Grosso para distúrbios gastrointestinais e validação pré-clínica de Simba ferruginea St. O efeito do extrato hidroetanólico de Simaba ferruginea ST.Hil.

Figura 23: Atividade antiúlcera do extrato metanólico bruto das folhas de Simaba ferruginea  nas doses de 5 mg/kg e 20 mg/kg administrada via oral em relação à ulceração induzida por  etanol 50% (10 mL/kg) em camundongos
Figura 23: Atividade antiúlcera do extrato metanólico bruto das folhas de Simaba ferruginea nas doses de 5 mg/kg e 20 mg/kg administrada via oral em relação à ulceração induzida por etanol 50% (10 mL/kg) em camundongos

Imagem

Figura 2: Fluxograma dos processos realizados com o extrato bruto dos rizomas de Simaba  ferruginea (DCM: diclorometano, AE: acetato de etila)
Figura 3: Fluxograma do processo extrativo de alcalóides
Figura 4: Fluxograma dos processos de preparação das frações e purificação dos compostos  isolados das folhas de Simaba ferruginea
Tabela 01: Valores dos deslocamentos químicos (ppm) de  13 C e  1 H para o alcalóide cantin-6- cantin-6-ona conforme dados da literatura e valores obtidos para o composto C
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Referências

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Determinação da atividade antioxidante por meio do teste de DPPH e FRAP das diferentes partes vegetais das sementes e plântulas de soja nas concentrações de 5 mg/ml, 10 mg/ml e 20