Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Botânica da Universidade Estadual de Feira de Santana como parte dos requisitos para obtenção do título de Mestre em Botânica. Dedico isso a Deus, aos meus pais e a todas as pessoas que não pouparam gastos para me ajudar a concluir esta fase da minha vida. Ao meu PAI (meu sol) que iluminou e continua iluminando minha vida ao longo da minha carreira, acreditando sempre nas minhas conquistas;
Minha avó, Dagmar, que torceu tanto para que esse momento acontecesse, tenho certeza que você sempre me guiará com a força que demonstrou aqui. Ao Farah e ao Noel, pessoas que estiveram presentes e me ajudaram em todos os momentos do trabalho, minha gratidão e desejo que sejam muito felizes nisso. Adriana Estrêla, secretária da pós-graduação pelo eficiente auxílio em momentos de “corrida”;.
A todos os professores que passaram e deixaram algumas de suas experiências e incentivos para todos nós seguirmos em frente;. Por fim, a todos que direta ou indiretamente apoiam a concretização deste desejo, esta conquista é NOSSA.
(C) Epiderme de tratamento com NaCl 100 mM mostrando células encolhidas e estômatos fechados (ampliação de 200X). (B) Epiderme controle com células turvas e estômatos fechados (aumento de 500X); (D) Epiderme de tratamento com NaCl 100 mM mostrando células encolhidas (ampliação de 200X); (E) Epiderme do tratamento com NACl 100 mM mostrando estômatos fechados (ampliação de 1000X)..31 Figura 11- Seção transversal. de folhas de Annona squamosa coradas com azul de toluidina 0,5%.
LISTA DE TABELA
No arroz, os efeitos da salinidade são geralmente mais severos em plantas cultivadas em regiões secas do que em regiões húmidas (Asch et al., 1999). A salinidade afeta diversos processos ao longo do ciclo da planta, como a germinação (uma das fases mais críticas do ciclo), o crescimento (intensamente afetado pela presença de sal), a floração e a produção de sementes (Sibole et al., 1998). Nas plantas, a salinidade pode induzir alterações no metabolismo de proteínas e ácidos nucléicos principalmente por interferir na absorção de N, na fotossíntese, na respiração, etc. (Cheeseman, 1988; Corpas et al., 1993).
No milho, a salinidade elevada do solo reduz o número de folhas (Shannon et al., 1994) e nas mudas de goiaba (Psidium guajava L.), a salinidade reduz o número de folhas, o diâmetro do caule, o peso e a área foliar (Patil et al., 1984). Em trabalhos recentes (Erdei et al., 1998) sugerem uma ligação entre o factor de stress (sal) e o ritmo biológico da planta. Távora (Távora et al., 2001) conduziu um experimento com mudas cultivadas em hidroponia, que após 30 dias receberam os tratamentos com e 150 mM de NaCl, e observou que a faixa de tolerância da graviola ao estresse salino ficou entre 120 mM e 150 mM de NaCl. .
Um aminoácido que parece ter sua produção alterada com o estresse é a prolina (Lutts et al., 1999), um aminoácido com grupo R apolar (Lehninger, 1995). Em uma cultura de calo de limão tolerante ao sal (Citrus limon), a quantidade de prolina e açúcares totais, principalmente sacarose, aumentou significativamente em comparação ao controle (Piqueras et al., 1996). Viégas e colaboradores (Viégas et al., 1999) verificaram que castanhas de caju cultivadas em solução nutritiva com NaCl 100 mM apresentaram aumento significativo e progressivo nas concentrações de prolina e aminoácidos livres nas folhas após 8 dias de tratamento.
O acúmulo de osmoprotetores é um fenômeno chave na adaptação das plantas à salinidade (Aspinall e Paleg, 1981; Wyn Jones e Storey 1981; Hanson et al., 1994). Lauchli et al. (Lauchli et al., 1993), estudando o crescimento e desenvolvimento de mudas de sorgo com 1 semana de idade sob condições de estresse salino, observaram que a salinidade, em particular, reduziu o crescimento e a propagação das folhas, retardando o desenvolvimento de muitas plantas. Nas mudas (de lotes com 2 semanas e 2 meses), o comprimento da raiz foi afetado nas mudas de ambas as espécies.
A salinidade provoca redução do gradiente de potencial hídrico no sistema solo-planta, dificultando a absorção de água e favorecendo a ocorrência de déficit hídrico responsável pela redução do crescimento (Soares et al., 2001). Bernstein et al. (Bernstein et al., 1993) descobriram que no sorgo altas concentrações de NaCl no meio de cultura também afetaram a zona de crescimento foliar e, portanto, reduziram a expansão foliar. Experimentos realizados por De Villiers e colegas (De Vielliers et al., 1996) mostraram que o estresse salino causa alterações no fechamento dos estômatos.
Lourenço et al. (Lorenzo et al., 2000) verificaram os efeitos da presença do íon sódio na nutrição mineral de uma rosa híbrida e os resultados mostraram que o alongamento do caule da planta estava negativamente correlacionado com a presença de sódio. Ebert et al. (Ebert et al., 1998) encontraram maior quantidade de Cl- em todas as partes de Annona muricata L. Em algodoeiros expostos ao estresse hídrico, constatou-se que houve acúmulo de alguns aminoácidos (principalmente arginina), prolina e asparagina) muito maior nas células de plantas expostas ao estresse em comparação ao controle (Kuznetsov, et al., 1999).
Munns et al.(Munns et al., 1983) mencionam que a manutenção do turgor celular por ajuste osmótico é uma importante adaptação fisiológica para reduzir os efeitos do estresse fisiológico.
RESUMO
A presença de Cl- nos diferentes tecidos vegetais de ambas as espécies mostrou que este íon estava distribuído quase uniformemente pela planta, não sendo observado acúmulo nas raízes. O Na+ acumulou-se nas raízes da azeda, embora também tenha sido encontrado nas folhas desta espécie. A análise de aminoácidos mostrou presença de prolina apenas nas folhas de ambas as espécies nas maiores concentrações de Nacl, indicando o estabelecimento de estresse nessas plântulas.
Abstract
Anatomical changes such as chloroplast size (increased volume) were clearly observed under NaCl treatment in both species, whereas the leaves of A. The presence of Cl - in the different tissues of both species showed that this ion was almost equally distributed in the plant system as it no accumulation was observed in the roots. The amino acid analysis made it possible to detect the presence of proline in leaves of both species when exposed to the highest concentrations oh NaCl, indicating that the salt stress has been established in the seedlings.
Sodium and potassium uptake by rice leaves as affected by salinity and season in relation to yield and yield components. Responses of antioxidant enzymes to transfer from elevated carbon dioxide to air and ozone fumigation, in the leaves and roots of wild-type and a catalase-deficient mutant of barley. High carbon dioxide delays postharvest changes in RuBPCase and polygalacturonase-related protein in Cherimoya peel.
Effect of daily changes in salinity of the nutrient solution on the accumulation of calcium in the tomato fruit. Effects of different day and night salinity levels on vegetative growth, yield and quality of tomato. Cation and chloride partitioning by xylem and phloem within the whole plant or Ricinus communis L. under conditions of salt stress.
Peroxidase and catalase activity in leaves of Halimione portulaciodes exposed to salinity. eds) Physiology and Biochemistry of Plant Drought Resistance. 1980. Effect of soil and salinity on growth and mineral content of leaves and roots of loquat, Annona and papaya seedlings. Effects of heat shock pretreatment on osmolyte accumulation and drought resistance in cotton plants during water deficit.
Changes in antioxidant enzymes and organic solutes associated with adaptation of citrus cells to salt stress. Physiological and anatomical disturbances induced by chloride salts in susceptible and tolerant citrus: beneficial and detrimental effects of cations. 1998. Role of sodium in ABA-mediated long-term growth responses of bean to salt stress.